terça-feira, 29 de abril de 2008

Bar é arte


John Collier ( 1850 - 1934 )

The Water Nymph - Oil on canvas ( 1923 )

Sebastião Nery - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


ABC da Amazônia

O almirante Faria Lima, governador do Rio, foi convidado para um Congresso de Engenharia Sanitária, em Manaus. Foi, participou da sessão solene de inauguração. No dia seguinte, deu entrevista lá mesmo:

- Não acredito em congressos e encontros semelhantes. Esses técnicos só falam e, além de não apresentarem solução para os problemas, nunca dizem onde está o dinheiro para seus planos e projetos. Atrás deles, sempre há alguém ou alguma organização que eles representam e nunca revelam.

Havia um passeio para ver o desmatamento da Amazônia, muito denunciado no congresso. O governador não foi. Preferiu ficar no hotel. Perguntaram-lhe sobre os contratos de risco do governo para tirar madeira. - Para desmatar, não é preciso contrato de risco nenhum. No Rio, queimaram tudo e não foi preciso contrato de risco nenhum. O que é preciso é saber, sempre, quais são os interesses atrás dessa conversa toda.

General Nery

Em 24 de abril, escrevi aqui sobre o conflito, em Roraima, em torno da reserva indígena Raposa-Serra do Sol, mostrando que Roraima é uma região riquíssima em minérios, terra feita de ouro, diamantes, e que não se tratava de uma simples disputa entre 18 mil índios e seis arrozeiros (plantadores de arroz) por um pedaço da floresta, mas de uma briga pelo que está embaixo do chão, uma verdadeira "Raposa Mineral".

Recebi do brilhante general Durval de Andrade Nery (da reserva do Exercito, além de baiano e primo), dirigente do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), um estudo sobre "A Amazônia cobiçada e ameaçada", que é um verdadeiro "ABC da Amazônia". Lá ele diz:

6º país

1 - "A Amazônia brasileira mede aproximadamente 4 milhões de km2 e se estende pelos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, e parte dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Tocantins. Ocupa 50% do território brasileiro. Se constituísse um país à parte, a Amazônia seria o sexto do mundo, cabendo em seu interior metade do continente europeu".

2 - "Vivem na Amazônia cerca de 145.000 índios de 210 etnias diferentes. Os territórios da Alemanha, Espanha, Portugal e Bélgica somados reúnem espaço similar, abrigando, no entanto, 125 milhões de habitantes, o que é uma primeira amostra de quão estranha e equivocada é a nossa política indigenista, que precisa urgentemente ser repensada".

3 - "A Amazônia é região de floresta tropical primária, praticamente virgem. Apenas 8% da sua superfície foram expostos à ação antrópica, quer dizer, sua vegetação primária retirada e substituída por outra natural. Esta, por sinal, só avança 0,2%. Nos 300.000 km2 alterados pelo homem acham-se incluídos 150.000 km2 de cidades, fazendas, etc.".

Muito ouro

4 - "Os dados disponíveis comprovam a vocação mineral da Amazônia. Já foram localizados cinturões de rochas verdes nos quatro cantos da região. Essas seqüências fornecem pistas seguras sobre a presença do ouro nas rochas mais antigas do continente sul-americano: 2 milhões de km2 e formadas por mais de 200 chaminés vulcânicas".

5 - "Calculou-se, em 1986, que se poderiam extrair, de depósitos secundários, mais de 15 mil toneladas de ouro puro, que na época valiam 200 bilhões de dólares e equivaliam a 32% das reservas medidas do planeta. Essa a razão pela qual, no início do governo Collor, os japoneses propuseram a troca da dívida externa brasileira pelo ouro da Amazônia".

6 - "Só recentemente começaram a aparecer os depósitos primários do metal, localizados pela Vale do Rio Doce na província mineral de Carajás, que, por sinal, ocupa uma área cortada por seqüências de `cinturões de rochas verdes'. Mais recentemente, a Anglo American, mineradora sul-africana, encontrou grande depósito primário no Amapá, nas vizinhanças da Serra do Navio, onde o Grupo Antunes, testa-de-ferro de empresas norte-americanas e japonesas, esgotou uma grande jazida de manganês que, no futuro, poderá fazer falta ao Brasil".

Todos os minérios

7 - "A margem esquerda do Amazonas, do rio Negro até o Jari, revelou-se o maior depósito primário de cassiterita do País. As rochas da mina de Pitinga são também hospedeiras de ouro, nióbio, tântalo, zircônio, ítrio e criolita, flúor usado como fundente na eletrólise do alumínio".

8 - "As `chaminés' vulcânicas dos `escudos' amazônicos são mais de 200. Só três foram submetidas a pesquisa. O morro dos Sete Lagos, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), é o maior depósito de nióbio do mundo, e ainda com óxidos e carbonatos de ferro, manganês, titânio, apatita, barita, fluorita, wolframita e minerais radioativos".

9 - "Outras duas `chaminés', localizadas no Baixo-Amazonas setentrional (PA), guardam mais de 2 bilhões de toneladas de anatásio, minério de titânio. Somadas essas reservas com as localizadas em Tapira (MG) e Catalão (GO), que totalizam 1 bilhão de toneladas, o Brasil desponta na liderança dos detentores de reservas de titânio".

10 - "Os `escudos' da Amazônia encerram a quarta maior reserva de cassiterita do planeta, a quinta de minério de ferro, além de quantidades apreciáveis de chumbo, cobre, cromo, diamante, lítio, manganês, molibdênio, pedras preciosas, prata, tântalo, tungstênio, zinco, zircônio e minerais radioativos, particularmente o tório".

O general Heleno, comandante da Amazônia, sabia bem por que falou.


Paixão - Gazeta do Povo - Curitiba (PR)

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


Amanhã, o guerreiro Lacerda faria 94 anos

Ele e Brizola deveriam ter chegado a presidente

Amanhã, quarta-feira, dia 30, Carlos Lacerda estaria completando 94 anos, nasceu em 1914. (Morreu em 1977, com 63 anos, um desperdício). Morreu cedo, havia começado cedo.

Mauro Magalhães, amigo e companheiro de Carlos Lacerda nos últimos tempos, principalmente depois do Carlos governador, lança livro sobre ele, na Livraria Argumento.

Não vi o livro, mas não gostei do título: "Carlos Lacerda, sonhador pragmático". Lacerda foi realista e não sonhador e de pragmático não tinha nada. Era um guerreiro de todas as guerras e em todas elas lutava pela paz. Isso é ser pragmático? E jamais sonhou por um minuto que fosse. Quem passa a vida na trincheira, não tem tempo ou vontade de sonhar. E sim de lutar.

Aos 21 anos já era considerado o maior orador do País. Em 1935, enquanto Prestes lançava as bases da Revolução Comunista, Carlos Lacerda e seus companheiros (quase todos da Marinha) preparavam o movimento da Aliança Nacional Libertadora. Que em 1945, com a derrubada da ditadura, se transformaria em União Democrática Nacional, a tão injustiçada UDN.

Como os dois movimentos foram lançados simultaneamente e no mesmo local, a confusão foi completa e absoluta. Tudo se realizou na Escola Nacional de Música, na rua do Passeio, um prédio histórico, hoje "tombado". (Ao seu lado, também "tombado", o Automóvel Clube do Brasil, onde no dia 28 de março de 1964 João Goulart pensava que estava implantando a "República Sindicalista", enquanto alguns generais, mancomunados, que palavra, com o general Vernon Walters, a própria CIA e mais o embaixador de Harvard, Lincoln Gordon, derrubavam o governo).

7 governadores que também conspiravam estranhamente, pois todos queriam eleições em 1965, já que eram candidatos à sucessão de Jango, cometeram o erro de suas vidas. Os 7 governadores: Ademar de Barros, SP, Magalhães Pinto, Minas, Lacerda, Guanabara, Brizola, que deixara há pouco o governo do Rio Grande do Sul, Miguel Arraes, de Pernambuco, Mauro Borges, de Goiás, Ney Braga, do Paraná. Alguns ainda tiveram tempo de aderirem e se salvarem, ou, perdão, acreditando que se salvavam.

Todos "viram" mal, analisaram pessimamente, não souberam concluir. O único que viu com clareza foi Rafael de Almeida Magalhães, candidato a deputado federal pela Arena. Lacerda queria levar Rafael para o MDB, pediu que eu fizesse um jantar para convencê-lo. Fiz, durou quase 24 horas. E Rafael disse a Lacerda com sabedoria: "Isso que está aí vai durar 20 anos e eu não quero perder minha carreira". Rafael queria ser presidente (como este repórter), tinha credenciais, mas perdeu as oportunidades. Até hoje ainda não entendeu por que não foi presidente. (Eu entendi logo em 1966, quando fui cassado, seqüestrado, perseguido, capturado, destroçado).

Poderia falar ou escrever indefinidamente sobre Lacerda, principalmente os 10 dias em que estivemos presos no AI-5. Lacerda saiu antes, fiquei mais 16 dias com as companhias excelentes de Mario Lago e Osvaldo Peralva, então redator-chefe do Correio da Manhã.

Nesse dia 26 de julho de 1935 houve o tumulto-confusão que marcou para sempre a vida de Carlos Lacerda. Ele era de esquerda, como todos ou quase todos naquela época. Só que Lacerda me disse num dia de confissões na cadeia: "Helio, nunca fui comunista, da Juventude Comunista, ou do Socorro Vermelho, como tanta gente. Fui trotskista como quase todos, pois a opção era entre Trotski e Stalin, não havia qualquer dúvida".

De 1935 a 1975, durante 40 anos, Lacerda participou de tudo. E surpreendentemente morreria inesperadamente, 2 anos antes da anistia. E completamente fora de tudo, dedicado apenas à Nova Fronteira. E pensando, e não sonhando, com a presidência.

PS - Um dia, na prisão, eu disse a ele: "Agora, realizado, você largou tudo". E o furacão que era Lacerda reacendeu e me disse: "Helio, compreenda para sempre. Jamais deixarei de acreditar que ainda serei presidente".



Lute - Hoje em Dia - Belo Horizonte (MG)

Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)


A pauta do ''povo''


A pesquisa CNT/Sensus que registra novo aumento na popularidade do presidente Luiz Inácio da Silva traz novidades.

A mais espantosa é a presença do nome de Lula no rol dos candidatos citados espontaneamente pelo eleitor como preferidos para a eleição de presidente em 2010. A mais espalhafatosa, o crescimento do porcentual de apoio à hipótese do terceiro mandato.

Quase 30% das pessoas lembram o nome de Lula como preferido para a próxima eleição presidencial, informação inexistente nas pesquisas até então.

Pouco mais de 50% apóiam a idéia de mudar a Constituição para dar a ele a chance de disputar outro mandato subseqüente, posição inversa à da última (e única) pesquisa a pôr o tema em exame. Em dezembro de 2007, o instituto Datafolha registrou que 65% dos consultados repudiavam a proposta da continuidade.

São duas questões virtuais. Nenhuma das duas existe na vida real. Entretanto, a quantidade de adeptos que reúnem não permite que sejam ignoradas ou menosprezadas porque se prestam a suspeitas sobre as intenções metodológicas da pesquisa.

Se a possibilidade de Lula concorrer em 2010 não está no cenário da sucessão, qual a razão de se consultar a população a respeito, por que tratar do que não existe?

Embora a dúvida seja pertinente, pois se Lula nega com veemência tais pretensões em tese o assunto não deveria estar na pauta, ela vira mero detalhe diante dos números. Impressionam, realmente.

O presidente continua lá em cima, seus possíveis candidatos permanecem lá embaixo e o que até quatro meses atrás era uma maioria contrária ao terceiro mandato hoje já começa a se transformar em uma maioria a favor.

Sinal de que o brasileiro compreende o que está em jogo e, mesmo assim, é um golpista em potencial? Não, evidência de que a opção preferencial de Lula pelo governo de palanque deu resultados.

O tom exaltado e guerreador dos discursos cumpriu seu objetivo. Qual seja o de "disputar" a agenda do mundo de maravilhas presumidas contidas sob o guarda-chuva da marca de fantasia PAC com as dificuldades do mundo real, expressas nos embates do Congresso e retratadas pelos meios de comunicação.

Semanas atrás, o senador Aloizio Mercadante dava sua interpretação para a disparidade entre a dimensão que o presidente conferia à força da oposição em seus discursos e a fragilidade concreta de seus adversários.

"O governo está fraco no Parlamento e na imprensa, onde a pauta da oposição tem hegemonia. Se ele ficar em Brasília, dentro do Palácio, torna-se refém dessa agenda. Então, ele sai para disputar e faz a pauta do povo que quer ouvir falar de obras, de energia, de coisas concretas", dizia Mercadante, acrescentando: "O povo é situacionista."

O reforço diário desse sentimento "a favor" tem sido o esforço do presidente Lula. Propaganda e realidade são duas esferas distintas, mas, em determinados momentos, não necessariamente excludentes.

Agora, quando faz campanha todo dia acusando a oposição de acusá-lo de fazer o que está de fato fazendo, Lula confunde e entusiasma. Fala sozinho, entre outros motivos porque ao principal candidato da oposição (José Serra) interessa mais ser vaiado calado no palanque do PAC do que arrumar uma briga inútil de desmentidos e confrontações com o presidente da República.

Do mesmo modo, outros governadores, prefeitos e parlamentares que ouvem Lula desfiar dados passados, presentes e futuros, dando ao PAC o sentido da panacéia da salvação universal, não dirão ali que o presidente devaneia sobre um ajuntamento de projetos cujos resultados são de dificílima aferição.

Na fronteira entre a fantasia e a realidade também reside o terceiro mandato. Era um tabu, mas tanto se falou no assunto que foi perdendo o caráter proibitivo e, como se vê na pesquisa, começa a ser incorporado à paisagem.

Isso quer dizer que a mudança na Constituição se tornou uma tarefa fácil? Nem de longe. Significa, no máximo, que diante de tanto debate sobre um tema "bom" para quem se apresenta como realizador do "bem", as pessoas aderem a ele sem medir prós e contras.

Inclusive porque não dispõem de todas as informações. Coisa que só aconteceria quando, e se, a proposta fosse concretizada. Nessa fase haveria a entrada do contraditório em cena e só então seria possível ter um retrato fiel da aceitação, ou não, da tese da continuidade.

No mundo maravilhoso do palanque, nenhuma dificuldade aparece. Nem mesmo a maior delas agora: a inexistência de um candidato competitivo para, na regra atual, assegurar a permanência do atual grupo a bordo da máquina do Estado.

Com sua movimentação muito bem montada, falando o que as pessoas querem ouvir e sem contestação de uma voz ou rosto que possa representar o seu "anti" ou o seu "pós", o presidente Lula consegue, ao mesmo tempo, alimentar a popularidade e manter viva a impressão de que é eleitoralmente imortal e ainda encarna uma longínqua expectativa de poder.

Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro (RJ)

Eliane Cantanhêde - Folha de São Paulo - link (aqui)



Olha a re-reeleição aí!


BRASÍLIA - Quando o Banco Central surpreendeu o mercado e o governo com uma alta de 0,5% na taxa Selic, também estava, aparentemente, surpreendendo o próprio presidente Lula. Ele já esperava a má notícia, mas não sabia do tamanho dela. A expectativa era de fato interromper a tendência de queda, mas com 0,25%, não com 0,50%.
Mas ficou por isso mesmo, porque para Lula, Henrique Meirelles (BC), boa parte (não toda) do governo e do país, o que está prevalecendo, além do já consolidado Bolsa Família e do badalado PAC, é a inflação sob controle e os 200.000 empregos formais novos a cada mês. Significa que a economia está vigorosa e que Lula está feliz da vida, assim como os eleitores também estão felizes da vida com ele.
Enquanto Serra, Alckmin e Aécio se engalfinham, a tese do terceiro mandato de Lula vai que vai. Na pesquisa Datafolha de dezembro, só 31% eram a favor. Na CNT/Sensus de ontem, já são 50,4%. São pesquisas diferentes e provavelmente abordagens também diferentes, mas há indicativos de que as pessoas estão engolindo a idéia com crescente facilidade.
Dois outros dados significativos divulgados ontem são que a avaliação pessoal de Lula subiu de 66,8% para 69,3% de fevereiro a abril e que, se a Constituição fosse modificada para permitir a ele disputar um terceiro mandato em 2010, o presidente bateria com folga o tucano Serra, favorito das pesquisas, por 51,1% a 35,7%. Enquanto a oposição, dividida, não exerce de fato oposição e Lula faz juras contra o terceiro mandato, essa brincadeira vai ganhando fôlego -ou, objetivamente, adeptos.
Como debate político e jurídico, a re-reeleição é uma coisa. Quando passa a ser uma opção popular, vira outra. Ontem mesmo, Lulinha lamentava (comemorando?) que não se faz tudo "em oito, nove ou dez anos". Quando o assunto é poder, ele não brinca em serviço.


André Macedo - Diário Popular - Pelotas (RS)

Clóvis Rossi - Folha de São Paulo - link (aqui)



Não creio em bruxas, mas...


SÃO PAULO - Se tivesse sobrevivido para ver a crise-2008, tenho a sensação de que o velho sábio que habitava esta Folha repetiria, todos os dias, a todas as horas, sua tese de que viveu o suficiente para ver tudo acontecer e seu contrário também.
Em turbulências anteriores, brinquei com ele mais de uma vez dizendo que era a "crise final do capitalismo", essa que a esquerda passou a vida esperando, para acabar vendo acontecer o oposto, a crise final do comunismo.
Não é que agora, a idéia de "crise final" reaparece? Está no "Monde" de ontem, em um texto que abre falando do euro a US$ 1,60, do barril de petróleo perto de US$ 120, dos preços mundiais da alimentação em alta de 40% em um ano, das perdas do sistema financeiro (quantas exatamente?) e por aí vai.
De repente, aparece um certo Pierre Bezbakh, mestre da Universidade Paris-Dauphine, cujos trabalhos foram, em parte, sobre a história das crises, para dizer o seguinte: "O capitalismo não está mais em via de desenvolvimento, mas em via de conclusão". Forte, não? De todo modo, a frase seguinte tem sentido: "As potências ocidentais não podem mais fazer os outros países pagarem o custo da crise, como o fizeram em 1929 por meio da redução do preço de matérias-primas".
Não creio que o capitalismo esteja se acabando, mas reina, sem dúvida, a maior confusão pelo menos entre os analistas. Suspeito de que ninguém sabe direito o que está acontecendo e, por extensão, como vai terminar a história.
O fato é que a Comissão Européia previu ontem que a inflação da zona do euro irá a 3,2% neste ano contra os 2,1% de 2007. Ou seja, vai aumentar 52%. E o crescimento vai cair de 2,5% para magro 1,7%.
Não é bem o fim do capitalismo, mas é o mais perto a que se chegou de estagflação desde que o comunismo morreu, certo?

Charge do dia


Amorim - Correio do Povo - Porto Alegre (RS)

Sinopse dos principais jornais - link (aqui)



sala de leitura



Manchetes:


Jornal do Brasil - Tráfico infiltra-se no PAC

Folha de São Paulo - Lucro enviado ao exterior e investimento são recordes

O Estado de São Paulo - Contas externas do Brasil têm déficit de US$ 10,7 bi

O Globo - Orçamento não permite dar a servidor o que Lula prometeu

Gazeta Mercantil - Bradesco lucra R$ 2,1 bilhões no trimestre

Correio Brasiliense - DF flagra 4 bêbados por dia aio volante

Valor Econômico - Lula aprova novo modelo para reforma trabalhista