terça-feira, 3 de junho de 2008
Procol Harum - A whiter shade of pale 1967
A whiter shade of pale
We skipped the light fandango
Turned cartwheels cross the floor
I was feeling kinda seasick
But the crowd called out for more
The room was humming harder
As the ceiling flew away
When we called out for another drink
The waiter brought a tray
And so it was that later
As the miller told his tale
That her face, at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale
She said, there is no reason
And the truth is plain to see.
But I wandered through my playing cards
And would not let her be
One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast
And although my eyes were open
They might have just as wellve been closed
She said, Im home on shore leave,
Though in truth we were at sea
So I took her by the looking glass
And forced her to agree
Saying, you must be the mermaid
Who took neptune for a ride.
But she smiled at me so sadly
That my anger straightway died
If music be the food of love
Then laughter is its queen
And likewise if behind is in front
Then dirt in truth is clean
My mouth by then like cardboard
Seemed to slip straight through my head
So we crash-dived straightway quickly
And attacked the ocean bed
La deforestación de la Amazonia se acelera - El País (es) - link (aqui)
El pasado abril se destruyó una superficie equivalente a la ciudad de Río de Janeiro. - El nuevo ministro de Medio Ambiente dice que será "difícil" reducir la devastación
AFP - Brasilia - 03/06/2008
La deforestación de la Amazonia acelera su ritmo, según ha anunciado este lunes el Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales brasileño (INPE, en sus siglas en portugués), situación que el Gobierno achaca a la fuerte demanda agrícola del país. “Hay una tendencia al alza en la devastación del bosque amazónico”, asegura Gilberto Cámara, director del INPE.
Carlos Minc, el nuevo ministro de Medio Ambiente que acaba de sustituir a Marina Silva, que dimitió por oponerse a varios proyectos de infraestructura del Gobierno de Lula que consideraba nocivos para la Amazonia, reconoce el aumento de la deforestación, aunque de momento no parece tener soluciones. "Nadie quiere que las cifras aumenten, pero será difícil reducirlas", ha declarado tras conocer los datos. Minc esgrime el alza de los precios de la carne y la soja como el principal factor responsable del problema.
Curva ascendente
Según el INPE, que utiliza un sistema de detección por satélite denominado Deter (Detección de la Deforestación en Tiempo Real), el pasado abril se destruyeron 1.132 kilómetros cuadrados de la Amazonia, una superficie equivalente a la ciudad de Río de Janeiro. Como dato comparativo, en marzo se habían destruido 145,7 kilómetros cuadrados.
No obstante, los técnicos del INPE han matizado que las nubes, que han cubierto buena parte de la Amazonia durante los dos últimos meses, han podido afectar a la precisión de los datos proporcionados por los satélites. "Aunque todavía tenemos que analizar los datos del INPE, pues el sistema DETER depende mucho de la nubosidad, hay muchos elementos que confirman este crecimiento", ha manifestado Minc.
El avance de la deforestación en Amazonia se había reducido progresivamente en los últimos años, pasando de 27.000 a 11.000 kilómetros cuadrados en 2007. Pero desde agosto pasado, según el INPE, la curva es ascendente: en enero se destruyeron 639 kilómetros cuadrados, mientras que en febrero se llegó a 724.
Además de los últimos datos oficiales, el director del INPE ha recordado que, desde hace 20 años, cada diez segundos se destruye en la Amazonia una superficie equivalente a un campo de fútbol.
Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)
Sem luva de pelica
Para ele, a decisão do Diretório Nacional do PT de vetar oficialmente a aliança, mas aceitar "informalmente" o apoio do governador de Minas, Aécio Neves, é "um ato de extrema arrogância, feito com estudada perfídia para desmoralizar e desqualificar quem o aceita".
No caso, o PSDB em geral e o governador Aécio em particular. Roberto Freire imediatamente pegou no telefone para difundir sua teoria e conferir se alguém compartilhava dela. Conseguiu falar com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, que concordou e o tranqüilizou, garantindo que Aécio Neves não aceitaria o acerto sob aquelas condições.
Por intermédio de outras pessoas, porém, Freire ficou sabendo que o governador estava na verdade exultante com o resultado do diretório: 78 votos a favor e apenas 2 contra a decisão de suavizar o veto imposto dias antes pela Executiva Nacional.
"Se for isso mesmo, começo a rever meu conceito sobre o Aécio, porque aceitar um negócio desses é coisa de gente de caráter subalterno. Equivale a reconhecer que o PT tem razão quando diz que o PSDB serve para dar apoio informal, mas não serve para ser seu parceiro oficial. Logo o PT, que faz aliança com todo tipo de rebotalho na política e não vê nada de deformado nisso."
Mais estupefato ainda ficou o presidente do PPS ontem, quando soube que o diretório petista divulgara outra nota oficial para reiterar o veto e qualificar como "capciosas" as versões sobre o aval do partido à informalidade da coligação.
"Quem não quis perceber antes, com esse verdadeiro coice agora deixou de lado as ilusões e percebeu qual era o objetivo do PT: passar a imagem de impoluto que não se junta a gente espúria."
Na opinião de Roberto Freire, o governador, na condição de condutor da articulação, não tem outra saída a não ser manter a candidatura de Márcio Lacerda, do PSB, e exigir a saída do vice do PT da chapa. O assunto seria discutido hoje em Minas entre o PSB, o PSDB e o PPS.
Para Freire, ou Aécio endurece com o PT ou "dará ao eleitorado um sinal de fraqueza e falta de compostura". Quando diz que esse episódio pode levá-lo a "rever" seu conceito a respeito do governador de Minas, o presidente do PPS está se referindo diretamente à eleição presidencial de 2010.
Antigo aliado dos tucanos, Freire, então deputado federal, rompeu com o governo Fernando Henrique Cardoso, apoiou a eleição de Luiz Inácio da Silva, mas, ainda no primeiro mandato, marcou distância do PT.
Menos por causa dos escândalos de corrupção - embora também por causa deles - e mais por discordar radicalmente da política econômica. Como no cenário de celebração geral ao sucesso vê um único crítico ao rumo dado à economia, o governador de São Paulo, José Serra, está com ele para 2010.
Mas pode (ou podia) estar também com Aécio. Ainda outro dia mesmo defendia a união dos dois numa só chapa. Em princípio, preferia Serra na cabeça e Aécio de vice, mas já andou conversando com o mineiro sobre a hipótese de um vice-versa.
E por que, não seria uma chapa estreita?
"Ao contrário. A união dos governadores dos dois maiores colégios eleitorais do País seria ampla o suficiente para fazer frente a duas grandes e perniciosas veleidades que andam por aí."
Na opinião dele, juntos, Serra e Aécio teriam força eleitoral suficiente para enterrar projetos sobre terceiro mandato e arquivar a tese segundo a qual o próximo presidente pode ser tudo, menos paulista, "uma estupidez".
Como essa briga sucessória já começou - "de maneira equivocada, precipitada, mas por iniciativa de Lula" - e Freire considera urgente a entrada nela da oposição, qualquer movimento de fragilidade em relação ao adversário principal, na visão dele compromete futuros oponentes.
E não adianta argumentar com ele que foi assim, informal, a aliança que Aécio e o prefeito Fernando Pimentel combinaram desde o início. Não teriam, portanto, sido pegos de surpresa e estariam atuando conforme a vontade do eleitorado.
"Esse foi o combinado, mas no meio do caminho a soberba do PT procurou dar ao jogo uma outra aparência, transformando Aécio, o principal fiador da aliança, em parceiro de segunda. Indigno de ser visto oficialmente na companhia do PT. Não enxergar isso é adocicar com a boa-fé dos iludidos um ato de má-fé explícita."
Constituição e Justiça
O deputado federal Leonardo Picciani, até o ano passado presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara por indicação do PMDB, fez dobradinha na eleição com o deputado estadual Álvaro Lins. Dividiram, pois, o mesmo caixa 2.
Conselheiro do TCE foi à Copa da França bancado pela Alstom - Estadão online - link (aqui)
Robson Marinho, ex-secretário do governo Covas, deu parecer no tribunal sobre contratos que envolviam empresa
Eduardo Reina e Sonia Filgueiras
A citação "R.M." , identificando as letras como um "ex secrétaire du governeur", aparece em anotações apreendidas na Alstom pelo Ministério Público da Suíça. "Realmente, nesse período (do governo Covas), R.M. sou eu. Mas nunca tive ingerência em contratos firmados pelo governo. Eu fazia a coordenação política na Casa Civil, tinha relacionamento com deputados, prefeituras, partidos e sociedade civil. Quem fazia o relacionamento com empresas era a Secretaria de Governo", disse ontem Marinho ao Estado.
Sobre a viagem para a Copa com despesas pagas pela Alstom, ele disse: "Sou muito amigo de uma pessoa que foi diretora da Mecânica Pesada, do mesmo grupo, que ficava em Taubaté. Mas ele morava em São José dos Campos, onde fui prefeito". A justificativa para aceitar a "cortesia" é que essas ações são normais. "Tanto que na Copa de 2014, no Brasil, com certeza a Vale do Rio Doce também vai trazer vários europeus para assistir aos jogos aqui, com tudo pago." Marinho admitiu também que visitou empresas do Grupo Alstom na Europa: "Visitei a Alcatel, não posso negar".
Além das ligações com o governo Covas na época em que, segundo as investigações, foram negociados contratos que teriam rendido "gratificações ilícitas" cobradas a partir do superfaturamento dos preços e a contratação de consultorias de fachada, Marinho admitiu conhecer dois personagens do caso Alstom. Sabino Indelicato, dono de uma empresa que teria recebido parte das comissões da Alstom, foi secretário de Obras quando Robson Marinho era prefeito de São José dos Campos (leia nesta página).
Outra pessoa citada pelos investigadores suíços que é conhecida de Marinho é o consultor Romeu Pinto Júnior, que aparece como dono da offshore MCA Uruguay Ltda. A MCA recebeu da Alstom o equivalente a R$ 7,3 milhões em contas na Suíça e em Luxemburgo. "Romeu eu conheço de relações sociais em São Paulo. Mas não tenho nenhuma relação de amizade. Não sei o que ele faz. Não o vejo há uns cinco anos", disse.
Marinho disse que, no TCE, nunca viu nada de especial nos contratos da Alstom com o governo. "Só quem não conheceu Mário Covas seria capaz de fazer uma ilação desse tipo, envolvendo esquema de propinas a seu governo."
Dono de empresa era secretário de tucano
Eduardo Reina e Sonia Filgueiras
"Ele (Indelicato) foi meu secretário de Obras. É um ótimo engenheiro, um profissional competente", disse Marinho. Ele considerou "coincidência" sua amizade com o dono de uma empresa citada pela promotoria suíça como destinatária de dinheiro do esquema de suborno.
A firma de Indelicato foi criada em 1988 para fazer empreendimentos imobiliários. Em 2004, segundo a Junta Comercial, passou por adaptação para a oferecer serviços de engenharia.
As investigações suíças revelam pagamentos de propinas movimentadas por pelo menos seis offshores que somam R$ 13, 5 milhões. Esse dinheiro era enviado para empresas subcontratadas pela Alstom no Brasil e serviria para subornar servidores do governo do governo do Estado, no período de 1998 a 2001, para obtenção de contratos.
Desmatamento aumenta e já supera o registrado em 2007 - Folha de São Paulo - link (aqui)
Só em abril, floresta amazônica perdeu área equivalente à da cidade do Rio de Janeiro
Entre agosto de 2007 e abril de 2008, governo detectou 5.850 km2 desflorestados, contra 4.974 km2 de agosto de 2006 a julho de 2007
AFRA BALAZINA
ENVIADA ESPECIAL A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
"O importante é que continua havendo a tendência de aumento mensurável de desmatamento", disse Gilberto Câmara, diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
De acordo com ele, os dados do Deter demonstram "que será difícil manter a mesma taxa" de desmatamento de 2007, que foi de 11.200 km2 -equivalente a sete vezes e meia a cidade de São Paulo. Mas ainda não se pode dizer qual será o total do desmatamento de 2007/2008.
Primeiro porque ainda faltam as análises de maio, junho e julho, quando a Amazônia fica seca e o desmate é mais alto. Depois, porque apenas no segundo semestre o governo divulga o dado anual do sistema Prodes, mais preciso que o Deter e usado para cálculo efetivo da área desmatada.
"Colhe-se o que se plantou. Você aumenta a exportação de ferro-gusa com carvão de floresta nativa, triplica os frigoríficos, titula ocupações de até 1.500 hectares, licencia obras ilegais e ainda não cobra as multas. Depois espera o quê? Considerando que só há dados sobre Mato Grosso e Roraima, a tendência é de termos um ano entre os piores, voltando à casa dos 20.000 km2", disse Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra.
Em abril, as nuvens "colaboraram" e o Inpe conseguiu detectar um desmatamento recorde nos últimos meses na Amazônia Legal: 1.123 km2. O número, equivalente à área do município do Rio de Janeiro, é maior do que o desmatamento observado nos meses de dezembro e de novembro passados (943 km2 e 974 km2 respectivamente), quando a devastação explodiu e fez o governo anunciar uma série de ações.
Mato Grosso foi, como o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) já havia antecipado, o líder em desmatamento no período, com 794,1 km2. O Estado teve pouca cobertura de nuvens (14%), o que possibilitou melhor análise da região.
Pará e Amapá, por exemplo, tiveram 89% e 94% de cobertura de nuvens, respectivamente. Em segundo lugar ficou Roraima, com 284 km2, e em terceiro, Rondônia, com 34,6 km2. Este último foi citado como o Estado mais degradado proporcionalmente, enquanto Amazonas é o mais preservado.
No mês de março, haviam sido detectados 145 km2 de desflorestamento. Entretanto, não se pode dizer que houve aumento expressivo de um mês para o outro porque em março as nuvens atrapalharam muito a visualização -78% da Amazônia Legal estava coberta por nuvens, contra 53% de abril.
"Em Mato Grosso as más notícias estão reveladas, agora que a cobertura de nuvens diminuiu", disse Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).
Câmara disse que não é possível avaliar, no momento, se os desmatamentos encontrados são corte raso ou áreas em processo de desmatamento por degradação florestal (quando ainda existem árvores na área).
O Inpe afirma que dos cerca de 4 milhões de km2 de floresta amazônica, cerca de 700 mil já foram desmatados.
Senhor Minc, o senhor é um fanfarrão - Folha de São Paulo - link (aqui)
EDITOR DE CIÊNCIA
O novo dado de desmatamento comprova: Marina Silva abandonou o barco do Meio Ambiente no momento certo. A cifra final, a sair em agosto (o mês do desgosto, como dizem), será um arraso sobre a floresta. E essa conta será de Lula e de seus "heróis" do agronegócio, encarnados na figura de Blairo Borges Maggi.
Afigura-se a realidade arrepiante de um desmatamento na casa dos 20.000 km2 de agosto de 2007 a julho de 2008. Para dar uma idéia do que isso significa, em 150 anos, de 1700 a 1850, toda a produção de açúcar na mata atlântica ceifou 7.500 km2.
Em resposta ao desastre imposto pela alta nas commodities, Carlos Minc, o "performer" que substitui Marina no ministério, anuncia que vai mandar prender... os bois! Isso mesmo: os bois, cujo único crime é pastar em áreas embargadas cuja floresta algum humano derrubou -com crédito oficial e estímulo político.
Ora, não seria mais efetivo prender os donos das terras onde pastam os bois? Certamente. Mas isso o governo não faz, por duas razões. Primeiro, para não criar caso com aliados em ano de eleição.
Depois, porque nem Minc nem ninguém sabe quem é dono da terra na Amazônia. A única medida que poderia ser definitiva contra o desmate, o ordenamento fundiário, foi um fiasco. Só 20% dos proprietários aderiram ao cadastro de terras imposto pelo governo. E, com o orçamento pífio dedicado a esse reordenamento pelo Plano Amazônia Sustentável, nada vai mudar.
Vai ser engraçado ver o ministro, entre uma coletiva e outra, correndo atrás de boizinhos e vaquinhas no pasto. São 80 milhões de cabeças na Amazônia, senhor ministro. Haja colete para suar.
Marcos Nobre - folha de São Paulo - link (aqui)
NÃO É NADA fácil entender a proposta do Fundo Soberano Brasil. Tudo o que se diz quer dizer outra coisa. E o que se diz e o que se quer dizer mudam a cada semana.
O esforço fiscal adicional de 0,5% do PIB (além da meta de 3,8%) foi apresentado inicialmente como instrumento de combate à inflação. Depois se revelou que criaria uma espécie de filial off shore do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a internacionalização de empresas brasileiras. Por fim, veio à luz que pretendia servir também como possível contrapeso na política cambial, atribuição hoje exclusiva do Banco Central.
Em sua última intervenção, o ministro da Fazenda começou a chamar a proposta de híbrida, com "atuação fiscal e anticíclica" (o que quer que isso queira dizer). Mais correto seria chamá-la de mutante.
Porque tudo indica que agora o fundo não mais comprará reservas em moeda estrangeira. E não se tem idéia de como poderia colaborar para controlar a inflação.
O que explica tantas idas e vindas é a disputa política dentro do próprio governo sobre como combater a inflação em alta. A proposta do fundo representa uma frente no governo contra políticas econômicas ortodoxas, uma ala liderada pelo BNDES, tendo como aliado o ministro da Fazenda. O ministro do Desenvolvimento parece observar tudo de longe, sem atrapalhar nem ajudar.
O governo Lula recebeu um grande empurrão dos altos preços internacionais de commodities como minérios e alimentos. Mas foi também muito bem-sucedido em abater a dívida externa pública e em implementar políticas de indução do crescimento econômico, como os aumentos reais do salário mínimo e o Bolsa Família. Realizou também reformas microeconômicas que permitiram uma impressionante expansão do crédito.
Até o momento, a ala "desenvolvimentista" do governo não soube mostrar a importância dessa realização em termos de uma política pelo menos complementar (e não alternativa) ao "monetarismo" do Banco Central. E, sobretudo, não conseguiu ainda apresentar propostas eficazes para o controle da inflação. Essa confusão acaba fazendo com que o aumento de juros pareça ser o único instrumento disponível para combater a inflação, o que é desastroso.
Nesse contexto, a proposta de utilizar o esforço adicional de superávit para abater dívida pública aparece hoje como a alternativa menos danosa e mais eficaz. É difícil discutir o fundo soberano, porque nem sequer se sabe o que será.
O que se sabe é que seu destino será o mesmo da disputa de poder que se trava hoje dentro do governo.
Clóvis Rossi - Folha de São Paulo - link (aqui)
Diagnósticos sem remédios
ROMA - Devo ter mais quilometragem em reuniões de cúpula (do lado de fora, claro) do que qualquer dos presidentes e primeiros-ministros hoje nos respectivos cargos. Felizmente, para a democracia, eles passam, enquanto eu vou ficando na profissão, feliz ou infelizmente, ao gosto do freguês.
Até gosto delas. São uma oportunidade de ouro para estudar os mais diversos temas e tentar aprender alguma coisa. Exemplo, válido para a cúpula sobre Segurança Alimentar/Mudança Climática/Bioenergia, que se inaugura hoje em Roma: venho aprendendo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva coisas que jamais imaginava saber sobre o etanol.
Não é um tema que nos comovesse (nem existia) quando nos conhecemos séculos atrás, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Mas ele de fato se tornou um especialista em etanol, e dispara dados, sem consultar nenhuma fichinha, como se tivesse nascido em berço de cana-de-açúcar.
O próprio Lula admite que, logo, logo, seu pares vão tratá-lo de "o chato do etanol".
Até aí, tudo bem. O problema começa quando o "chato" não consegue convocar seus companheiros governantes para decisões. O documento final da cúpula de Roma, se sair de acordo com o esboço disponível, não diz nada que justifique todo o esforço feito para estudar os temas da conferência.
Afirma, por exemplo, que "há uma urgente necessidade de ajudar países em desenvolvimento e em transição a expandir a agricultura e a produção de alimentos e a aumentar o investimento na agricultura, no agronegócio e no desenvolvimento rural, tanto de fontes públicas como privadas".
Para afirmar o óbvio, não é preciso chamar ninguém a Roma. Pior: essa tem sido a tônica das cúpulas, seja qual for o assunto. Boas de diagnósticos (em geral óbvios), mas insuficientes em remédios.
Sinopse dos principais jornais - link (aqui)

Jornal do Brasil - Milícias do Rio alarmam ONU
Folha de São Paulo - Desmatamento cresce e Minc quer prender bois
O Estado de São Paulo - Em um mês, a Amazônia tem área desmatada do tamanho do Rio
O Globo - Amazônia perdeu em Abril área equivalente a do Rio
Gazeta Mercantil - Endividamento menor estimula onda de fusões
Correio Brasiliense - Rogai por nós devastadores
Valor Econômico - Apesar da inflação, Estados reduzem endividamento











