Quem viveu sob Castelo, Costa e Silva e sobretudo Médici, percebe com dolorosa clareza.
As diferenças, as concepções diversas, as visões de mundo soçobraram.
Ainda que, sob o tacão da intolerância, possível era, para o norte das navegações, e felicidade dos sinaleiros, dividir entre "eles" e "nós", entre democracia e obscurantismo.
Por pouco tempo, é verdade, por brevíssimo tempo.
Trocou-se o Médici, o Geisel, e o relutante Figueiredo, pelo pensamento único, pelo triunfo do sistema financeiro, pela ausência de idéias, pela simples disputa de cargos, posto que a doutrina é igual.
Triste espetáculo em São Paulo, em que se tenta encontrar diferenças entre tucanos e petistas, quando certamente elas não pertinem à realidade.
Tucanos versus petistas, um jogo da velha com um único resultado, a derrota de quem, via ilusão, dispõe-se a jogar.