segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ricardo Noblat - Blog do Noblat - link (aqui)



Em outra situação, "estaríamos de quatro" diz Mantega


O agravamento da crise bancária nos Estados Unidos gera um dia extremamente negativo no mercado financeiro mundial, com quedas generalizadas de preços de ativos financeiros e o aumento do risco de uma recessão da economia global. A concordata do banco Lehman Brothers - o quarto maior banco americano - seguido de uma venda emergencial do Merryl Lynch - para evitar sua quebra - e sérios problemas enfrentados pela seguradora AIG provocam um clima de pânico e levam os preços das ações a despencarem em todo o mundo, em meio a bilionárias operações de socorro feitas pelo Fed, o banco central americano, e o Banco Central Europeu. Leia mais em: Concordata do Lehman Brothers, venda da Merry Lynch e crise da AIG criam dia de pânico na Bovespa e nas bolsas mundiais

Do ministro Guido Mantega (da Fazenda), mais cedo:

- Não devemos nos impressionar com um ou dois dias [de queda na bolsa]. E o problema é lá [nos EUA], não aqui".

- Do ponto de vista da inflação, a questão está equacionada. No momento, não há nenhuma medida no forno, o Copom acabou de aumentar em 0,75 (ponto percentual a Selic). Já está de bom tamanho..

- Eu ouso dizer que o Brasil continuará num ciclo de crescimento sustentável... O governo está apostando na continuação do ciclo de crescimento.

- O Brasil já estaria de quatro em outra situação, estaria de joelhos... Aquela correria que havia no passado não há mais. Leia mais em: Crise não deve tirar Brasil da rota do crescimento, diz Mantega

Atualizado às 15h50 - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, colocou nesta segunda-feira US$ 70 bilhões à disposição das instituições financeiras americanas, por meio de duas operações. A medida é uma resposta à crise pela qual grandes bancos dos EUA estão passando. Leia mais em: Fed põe US$ 70 bi à disposição de bancos americanos


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Comentários:


luiz alfredo motta fontana - 15/9/2008 - 16:50


O probleminha



Como manter as contas em ordem?

- por um lado, as despesas de custeio só cresceram, aparelhamento do estado, contentar os companheiros e afagar a base aliada, não são tarefas pequenas.

- por outro, a manutenção da dívida piorou muito com o incremento de juros

- com a mudança de direção na migração de dólares, voltando aos países de origem para cobrir posições, o balanço de pagamentos será negativo

- a receita de exportações, tende a diminuir com a queda de preços das commodities, e com a mais do que provável retração dos mercados compradores,

Mas, o Mantega acredita.

Perguntem ao Meirelles, esse conhece mais, até por pertencer ao sistema financeiro internacional, de quem cuidou com muito carinho, afeto e juros.


luiz alfredo motta fontana - 15/9/2008 - 16:32


Quanto ao Copom


O mantra juros altos para uma economia feliz, cai por terra.

Investidores estrangeiros farão o caminho de volta, levando os dólares para garantir posições.
As commodities, por seu turno e vez, despencam num cenário desse tipo.

O Copom, e aqui repito uma argumentação antiga, em algum comentário meu, do início do ano, só poderá dizer:

"Os fundamentos econômicos do Brasil estão ótimos, o mercado é que está nervoso e agindo sem critério".

Nessa hora, Meirelles poderá abandonar o barco, afinal, cansa sustentar tanta gastança no governo do amigo PT.


luiz alfredo motta fontana - 15/9/2008 - 16:25


O detalhe estratégico

Lula I, "o antes nunca visto", vem capitalizando, por hora politicamente, no pré-sal, já que o PAC, ao que parece emPACou.

O detalhe, é o custo do petróleo no pré-sal, na ordem de US$ 70,00.

O mercado, face à crise vai buscar equilíbrio em US$ 80,00, no máximo.

Veremos a Dilma em desespero, vinda não mais do futuro, mas sim do sonho tornado pesadelo.

Charge do dia



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