
Femme em robe rose ( Woman in a pink dress )
Pastel on paper ( 1898 )
Musée des Beaux-Arts, Dijon
da mesa de um bar, a palavra, a prosa e a poesia

Jailhouse Blues - Billie Poole
Vídeo enviado por boberwig
Jailhouse Blues -- Billie Poole 1960
Bessie Smith recorded this tune in 1923. Here, some 37 years later is another American blues singer performing this tune again. Billy Poole, virtually unknown, was certainly been influenced by the Empress of the Blues. You see and hear her in this clip with the High Society Jazz Band from France.
It is just amazing how Billie and the band stylewise flow together. A total listening pleasure for the lover of early classic jazz.
The musicians in the band are leader and trombonist Mowli Jospin with Pierre Merlin trumpet, Claude Rabinet trumpet, Pierre Atlan clarinet., Martine Morel piano, Christian Gervais banjo, Raymond Fonseque tuba and Michel Miroux drums.
This is a band that was formed in 1947 and specialized in the very early styles of jazz of the years 1900-1930. They stlll exist today now under the leadership of trombonist Daniel Barda (since 1968) See their new album at
http://www.jazzbymail.com/ViewArtist....
Loyola teria ficado algo chocado com a resposta de um garçom: “Antigo demais, saiu do cardápio”. Fiquei com o frango do Loyola na cabeça. Ando louco para comer o filezinho galináceo empanado, arroz colorido, banana empanada. Como quando ia aos restaurantes, roupa de domingo, camisa ensacada, calça Percol, puxado pelos meus pais.
O frango à cubana é um clássico de outro clássico. Comidos às turras por gente muito boa nos anos dourados, na bossa nova que, este ano, completou meio século meio apagadamente pelas muitas festas decorrentes do aniversário de 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Nascida praticamente nos bares – e restaurantes –- daquele Rio idílico onde se subia o morro quase que apenas atrás de sambas, a bossa tem, sim, seus sabores.
O marco inicial da bossa se deu em 1958, com o lançamento de Canção do amor Demais. Dois anos antes, o jornalista Lúcio Rangel apresentou o poeta Vinícius ao jovem Tom. Entre uns queijinhos com presunto, conservas e doses generosas de JB, eles gestaram as primeiras idéias musicais.
O encontro se deu no Vilarinho, bar e delicatessen seminal da BS que anda meio abandonado, mas ainda de portas abertas no Centro do Rio. Embora, seja verdade, depauperado: querendo varrer a “sujeira”, o antigo dono passou literalmente uma pá de cal sobre as paredes. Apagou poemas, desenhos e autógrafos da turma que o freqüentava. “Se há um sítio arqueológico da bossa, é esse”, classifica Ruy Castro. Ali bebiam e comiam gente que ia de Caymmi a Ary Barroso, de Pancetti a Aracy de Almeida e Dolores Duran. Consta que adoravam o gabarito “fosfórico” da dose de uísque. Do tamanho de uma caixa de fósforo. Em pé.
Nada como ouvir o disco de Getz & Gilberto ou a famosa Garota de Ipanema provando um clássico, aquilo que hoje, muitas espumas, emulsões e reduções depois, podemos chamar de cozinha retrô. “Comida de verdade”, diria Vinícius. Carlos Lyra afirma que o petisco oficial da turma era o binômio chope e batata frita.
Para ouvir Bim bom, essa turma encarava o couverzinho tradicional, hoje também meio raro: pãozinho, patê, salame, ovo de codorna, queijo e azeitonas. Matriz de brasilidade na música, Tom e Vinícius também o eram à mesa. Vinícius adorava carne-seca com abóbora, o que, traduzido do carioca para o pernambuquês, pode ser entendido como jerimum com carne-de-sol ou charque.
Jobim compensava os excessos de copo no prato. Vivia no chamado triângulo das bermudas do Leblon: a churrascaria Plataforma, a Cobal com seus vários bares e o boteco Bracarense. Quase sempre tirava da bolsa um peixe fresco e o mandava preparar, sem cerimônia, assado ou na brasa. Com molho de alcaparras. Às vezes, um frango desossado e, mais raramente, uma boa e pecaminosa picanha argentina. Hoje é domingo. Espero encontrar uma boa cioba para assar. E comer ouvindo Corcovado. J
Suely Caldas*
Está aberto o espetáculo para o aparecimento de demagogos e salvacionismos autoritários |