terça-feira, 23 de dezembro de 2008




Feliz Natal

O blogbar fecha para comemorar, brindando a todos que o frequentam, voltando no dia 26, em nova fase, agora só com poesias, prosa, arte, além da necessária boa música



Abraços!


Atualização (25/12/2008): Fica o dito pelo não dito e manteremos os posts dos jornais, afinal, ao que parece, o blogbar comporta a sala de leitura

La Tradizone Napoletana del Presepe - Quanno nascette Ninno

Dean Martin - "Silver Bells"

Bob Marley - "Christmas Reggae"

Caetano Veloso-"In The Hot Sun Of A Christmas Day"

Caetano Veloso-"In The Hot Sun Of A Christmas Day (Caetano Veloso) (Philips/Universal Music)

Álbum: "A Little More Blue"(1971)

Lyrics:

They are chasing me
In the hot sun of a Christmas Day
But they won't find me
In the hot sun of a Christmas Day
I walk the streets
In the hot sun of a Christmas Day
Everybody's blind
In the hot sun of a Christmas Day
I need my girl
In the hot sun of a Christmas Day
She seems to love me, bliss
In the hot sun of a Christmas Day
Machine gun
In the hot sun of a Christmas Day
They killed someone else
In the hot sun of a Christmas Day

The temptations-"Give love on Christmas day"

Pavarotti Domingo Carreras - "Happy Christmas/War Is Over"

"Wonderful ChristmasTime" - Paul McCartney (HQ Audio)

"The Christmas Song" - Nat King Cole (HQ Audio)

John Lennon - Happy Christmas/War Is Over

Bar é arte



William Michael Hamett ( 1848 - 1892 )

Still Life, Pipe And Mug

Oil on canvas ( 1878 )

Após a quarta dose - bar é prosa




O relógio por testemunha




(luiz alfredo motta fontana)



Creio que estava previsto naquela noite em que perdi o relógio.

Sim, eu vestia o relógio, o mesmo que anotara os momentos em que, com extrema frieza, disse adeus à outra.

Qual a razão de termos uma outra em momentos que deveriam ser só de espera?

Qual a desculpa para a frieza?

Mas o relógio vira e anotara, como testemunha zelosa de um crime nada perfeito.

Nunca me reprimira.

Mesmo quando, em gesto inútil, o tirei e coloquei ao lado do cinzeiro, quase que o condenando a contar pontas de cigarros pelo resto da noite.

A conversa fluira em torvelinhos, passando pelo inevitável cinema francês, contornando o poema concreto, desprezando o gongorismo, e afinal, dedicando-se às mulheres, não às de Atenas, mas às da mesa.

Lembro, e bem de ter pago a conta, contando com a sempre generosa colaboração do velho e costumeiro garçon, bastava o olhar, e ele esperava a volta do toilette com a conta em mãos.

Ao acordar em travesseiro estranho, tentando entender a razão da cor do teto, tateando no criado mudo e diverso, percebi, esquecera o relógio, seus rubis e suas histórias, ao lado do exausto cinzeiro.

Foi assim que teu sorriso meigo, estendendo a chicara de café, me encontrou naquela manhã, a primeira de muitas, leves, serenas, desde então sem testemunha.

Bar é arte



Mostafa Fahmy

Relax

Aquarelle on paper ( 2000 )

Bar é crônica - Mario prata


Mario Prata




"Naquela mesa tá faltando um..."



(Mario Prata)



Estava ontem sozinho jantando num restaurante. Cinco mesas ocupadas, incluindo a minha. Quatro casais e eu, sozinho.

Mesa um: estava claro que era o primeiro encontro entre os dois. Dava para perceber que ummuita pergunta para o outro. E riam muito, os dois. Percebia-se que ali estava acontecendo uma conquista de ambos os lados. Os dois cheios de solicitudes. Ficarei aguardando até que peguem na mão. Como sorriem um para o outro. fazia

Mesa dois: outro casal ali pela casa dos 30, 35 anos. O pau está quebrando feio. Falam umpouco alto. Percebe-se que estão discutindo a relação. eles não devem saber que quando se discute a relação é porque não existe mais relação. A mulher está na ofensiva. Chego até a ficarum pouco com pena do homem. Aquilo não vai acabar bem.

Mesa três: sabe aquele casal que vai jantar fora sei porque? Não falam entre si. Apenas com o garçom. Aliás, ela não fala nem com o garçom. Ele pergunta, ela diz para o marido e ele pede ao serviçal. Estão entre os 50 e cinqüenta anos. Ela faz parte daquela geração – sabe-se o porqueque não fala com garçom, conhece? Eles devem ter discutido muito a relação anosatrás e chegaram à conclusão que a vida é assim mesmo, fazer o que, vamos comer em silêncio.

Mesa quatro: um casal de velhinhos. Resolvidos, felizes. O casal mais feliz do lugar. Ela contahistórias longas, lentas e ele presta atenção, como se fosse a primeira vez que ela estivesse narrando aquilo. Ele alisa o braço dela, eles devem se amarmais de cinqüenta anos. Peloela deve estar contando a última traquinagem de um neto. O velho é sorrisos. Vidanada a discutir. jeitão, resolvida,

Mesa um: o rapaz pede mais uma caipirinha. A moça me pareceu perguntar: mais uma? Masele confirma com o garçom.

Mesa dois: a mulher se levanta e vai – irritadíssima – para o banheiro. O marido, sozinho, bufa, pega o celular e disca rapidamente. No telefonema é sorrisos. Uma outra mulher? E quemme garante que ela não está fazendo o mesmo do banheiro?

Mesa três: comem em silêncio.

Mesa quatro: os dois estão vendo um álbum de fotos. Pagaria a conta deles para ver as fotos. Olham, comentam, riem. Elaum beijinho na bochecha ele. Ele percebe que eu vi. Sorri meiopara mim. Eu faço um sinal de positivo para ele. envergonhado

Mesa dois: ela volta. Ele acabou o telefone. Ela empurra o prato. Ele chama o garçom, pede a conta.

Mesa um: o rapaz está falando muito alto. Vai perder a gata.

Mesa dois: antes de chegar a conta, ela se manda e entra no carro. É ela quem dirige. A granaser dela. O marido vai até o balcão. dele

Mesa um: o cara tenta beijar a moça. Ela, educadamente refuta.

Mesa três: ele pede a sobremesa para os dois. Ainda não se falaram.

Mesa um: começa a quebrar o pau. O pessoal da mesa três apenas observa.

Mesa quatro: os dois velhinhos estão abraçados. Chega uma champanha. Estoura. O velhinho mandar servir para mim e para as outras mesas. O rapaz da caipirinha gosta da idéia. O cara da mesa dois sai. Inesperadamente, depois do gole de champanha, o casal mudo se beija na boca.

O som do restaurante aumenta. Começa a chover.

Bar é arte


Henri Matisse (1869 - 1954 )

L'Espagnole ( The Spaniard ) - 1928

Original Color Aquatint engraved by Jacques Villon

Hand signed by Henri Matisse in pencil in the lower right margin

Bar é poesia - Guimarães Rosa



Guimarães Rosa




Turismo sentimental


(Guimarães Rosa)



Viajei toda a Ásia

ao alisar o dorso

da minha gata angorá...

Comercial antigo - "Natal" Varig

Charge do dia


Humberto - Jornal do Commercio - Recife, PE

Beer-Loving Brazilians Adapt to the 'Dry Law' - The Washington Post, USA - link (aqui)

Isaac Chaves, who said he drank 15 beers, takes a breath test requested by Leandro Tadeu Rodrigues Maia. (Photos By Fred P. Alves For The Washington Post)

One of the Hemisphere's Strictest Drunken-Driving Measures Shows Mixed Results

Washington Post Foreign Service
Tuesday, December 23, 2008; Page A08

RIO DE JANEIRO, Dec. 22 Of all the things you could say to a cop with an automatic weapon after he's pulled you out of the car on the side of the highway at midnight, Isaac Chaves chose: "I've had 15 beers."

And why not? This is Brazil, the land of samba in the streets, beer on the beaches and kiwis in your caipirinha, the place where festivals of debauchery last for days. Drinking isn't a source of shame here. It's part of the daily celebration.

Besides, Chaves, 27, wasn't driving. He never does. He's a lawyer; he knows there are rules, too. "I don't even have a license," he said.

"He likes to drink," said the man behind the wheel that night, Bruno Mendes, 26, an accountant. "A lot."

The important question was whether Mendes had been drinking, because this is the new, more sober Brazil, at least on paper. Six months ago, the government imposed one of the strictest drunken-driving laws in the hemisphere, what people here call the "dry law." Anyone caught driving with a blood alcohol content of .02 percent or higher (compared with .08 in the United States) faces a $400 fine, loss of their license for a year, an impounded vehicle and jail time.

Many welcomed the move, with 35,000 people dying on Brazil's roads each year. Others were skeptical, including many Cariocas, as residents of Rio de Janeiro are known, who said the law was too harsh for the capital of carnival.

"The culture of Cariocas is bohemian -- they like night life, they like drinking beer," said Cesar Augusto de Castro Jr., a chief inspector with the federal highway police in Rio de Janeiro. "This law asks for a behavioral change, and it's hard to change their behavior."

The dry law, introduced in June, hit the country like a cold shower. Police swarmed the streets outside night spots in major cities, setting up sobriety-test checkpoints, handing out fines and seizing licenses. More than 5,000 people have been cited under the law, which joined a measure this year limiting the sale of alcohol along federal highways.

Critics have compared the police crackdown to terrorism. The law has been called authoritarian and unconstitutional, and the restaurant association is working to overturn it. Others have tried to adjust. The city of Sao Paulo added night bus routes to get drinkers home. The Brazilian beer maker AmBev started paying 10 percent of taxi fares for imbibers. Some bars and restaurants began driving customers home, while others strung up hammocks for revelers to sleep off their inebriation.

But it is difficult to say how well the new law is working -- or whether Brazilians' behavior has changed much.

The statistics suggest the roads are no safer than before. In the law's first five months, the number of car accidents on federal highways in Rio de Janeiro state rose 17 percent, compared with the same period in the previous year. Injuries also rose, by 32 percent, although deaths fell by 8 percent, according to police.

Across the country, the picture appeared worse. In those five months, accidents, injuries and deaths on federal highways increased over the previous five months.

Police said they were encouraged by accident figures in the initial weeks. But a problem quickly became apparent: It was difficult to enforce the law without breathalyzers.

"We don't have enough machines to do the tests," said Pedro Paulo Bahia, a spokesman for the federal highway police. "After a few months, people started to realize this."

Bahia estimated that Brazil, home to almost 200 million people, had 900 breathalyzers available. Highway police in Rio de Janeiro state have 13. Although there are plans to get thousands more devices soon, police said the shortage has hamstrung enforcement, particularly in the cities.

Drivers report other problems.

"The police officers would stop people and ask for money, between $200 and $400 depending on how drunk you were," said Antônio Carlos, 68, who has been a taxi driver in Rio for more than 20 years, echoing the complaints of several residents. "The corrupt police officers were getting rich."

For Carlos and his colleagues, however, the law has also been a boon. In Lapa, a Rio neighborhood known for its all-night samba clubs, taxi drivers report increases in business of up to 30 percent in the dry law era.

"I just think people are more afraid now to drink and drive," said taxi driver Vailtom Mira, 41, idling outside a Lapa bar. "The traffic is a sign of that. Before, it would take 40 minutes to go around the block here. On Friday and Saturday nights, nothing moved. Now it's easy to drive around."

At a sidewalk table nearby, Arthur Vianna, 25, said he could appreciate the new law. "I have crashed my car twice. I was drunk. Completely drunk," he said, showing off a scar on his left forearm.

"I stopped for a while drinking and driving. But after two months I did it again, I have to confess," he said. "I don't have a car anymore."

Vianna, a recent medical school graduate, said that shortly after the law went into effect, he noticed a decline in the number of car crash victims coming in to the emergency room. But lately things seem back to normal, he said.

"There is nobody checking anything anymore," said his friend, Ameusca Santos. "You have the law, but nobody's enforcing it."

On the toll bridge between Rio de Janeiro and the city of Niteroi one recent night, the police were intent on changing that. Seven federal highway policemen with bulletproof vests and machine guns had funneled traffic into one lane and were pulling people over for random sobriety tests. But the "blitz," as they call it, was off to a slow start.

When police asked Luciano Soares, a computer graphics professor, to step out of his Fiat for a test, he was less than enthusiastic. "You have in Brazil an expression: 'For the English to see,' " he said. "This law is just a show."

Soares blew into the breathalyzer, which failed to work.

"Breathe deeply and blow really slowly," said Castro, the police officer.

Again, nothing. Castro flipped the machine over, trying to figure out the problem. The professor blew a third time. Finally it registered a reading.

"It's zero," Castro said. "He didn't drink anything."

The next victim showed more potential. Marcos Viera, 36, fumbled his documents and dropped his license on the ground as he stepped from his Chevrolet minivan. A nervous drunk, perhaps? No such luck. Viera blew a zero.

"I don't drink. I don't smoke. I don't have sex. I do nothing," Viera said.

Maybe the problem was timing. It was Wednesday night, approaching midnight. "The best time to come here is Sunday morning. All the drunk people are coming back from Rio," said Marisa Dreys, a police inspector at the checkpoint.

Then Chaves and Mendes drove up. Two young men out for a night on the town. This could be fruitful. The police moved in. But Mendes seemed confident.

"I think this is an excellent law. It makes things safer. There are fewer car crashes. And it's really changed my behavior," he said. "I would normally have a beer or two after work, but tonight I didn't, because I knew I was driving."

Could that all be true?

Chaves, 15 beers deep, wasn't convinced. As the breathalyzer came out, he leaned toward Mendes unsteadily, a cigarette dangling from his fingers. "You really didn't drink anything tonight?" Chaves asked.

"No, I didn't."

"I drank a lot," Chaves said.

Mendes blew a zero. Chaves erupted. "It's a lie. It can't be zero. It's a lie," he shouted to the police with glee. Some friend.

"Brazilians are the biggest beer drinkers in the world!" he said.

The young men headed off for the rest of their evening. They didn't know where they were going.

"Anywhere with beer," Mendes surmised.

And they now knew which highway to avoid, because Mendes might not be so abstemious all evening. "Hopefully we won't see these cops on our way back," he said.

Fears for 40,000 jobs in British car trade as Toyota goes into red - The Times, uk - link (aqui)




December 23, 2008

A further 800 jobs in Britain’s car industry were put at risk yesterday after Toyota Motor, the greatest example of Japan’s postwar economic miracle, warned that it will go into the red for the first time since 1941.

The possible job losses – 15 per cent of Toyota’s UK workforce – would add to the 40,000 positions expected to be eliminated from the UK car industry’s 200,000 over the next three years, as sharply declining demand for its cars is likely to trigger redundancies across Toyota’s business.

Toyota, which analysts universally believe to be the most innovative and efficient of the leading car companies, makes the Auris, the Avensis and Corolla models at its plant in Burnaston, Derbyshire, and manufactures engines at its Deeside factory in North Wales, which employ 5,250 people.

Toyota, which decided recently to halve the number of shifts on its Auris production line and will close its Burnaston plant for four weeks over the next four months, follows a string of carmakers in announcing moves to cut costs.

Vauxhall’s owners are in talks with trade unions over pay cuts and a four-day week and has offered nine-month sabbaticals to thousands of workers at its Ellesmere Port factory in the North West of England.

Tata Group, owner of Jaguar Land Rover, is negotiating a government bailout worth tens of millions of pounds to enable it to pay suppliers, while Honda’s plant in Swindon will be mothballed for February and March. BMW’s Mini plant in Cowley, Oxford closed ten days ago for an extended break of a month and has shed 300 agency staff, while Ford’s Transit van factory in Southampton has closed for four weeks instead of the usual one.

Analysts in Tokyo predict that the cost savings at Toyota, which recently dethroned General Motors as the world’s largest carmaker, would send a shockwave throughout the extensive “food chain” of industries that keep Toyota’s industrial engines running across the world.

Katsuaki Watanabe, Toyota’s president, described the situation as “an emergency of a sort we’ve never experienced before”, adding that there was no way to see an immediate end to the crisis.

Professor Garel Rhys, of the Cardiff Business School and president of Cardiff University’s Centre for Automotive Research, said: “Every single car market in the world is down, signalling it’s a depression not a recession. This year is terrible, next year will be even worse. The last time the North American, Japanese and European car markets were all in recession at the same time was in 1945, which was hardly a normal year.”

Professor Rhys also predicts that the sale of vehicles in the UK, which stood at 2.4 million units last year, will fall to 2.1 million this year and to 1.6 million in 2009.

Kota Yuzawa, an analyst at Goldman Sachs, is now predicting global auto demand to fall between 15 and 20 per cent over the next few years, with potentially dramatic reviews of production systems by leading manufactuers.

Toyota has not made any of its permanent staff redundant yet but it has cut an unspecified number of temporary workers. The group promised to do all that it could to retain permanent British workers but could not rule out the possibility of redundancies.

A Toyota spokeswoman said: “The times are changing so fast that it’s difficult to predict what will happen even in the next two months.”

Toyota’s bleak admission is a double-punch to markets as they approach the last few trading sessions of the year, and the company’s full-year loss – unprecedented since the company stopped making looms and turned its hand to carmaking – is expected to reverberate throughout Japan.

“We have lived our whole lives knowing only a situation where Toyota makes money,” the senior executive of one Nagoya-based car dashboard maker told The Times. “This changes our whole world.”

Ray Kishor, a former consultant to the car industry and now an analyst, says the lesson from Toyota’s rapidly declining fortunes is that it leaves little hope for the rest of the industry. “Clearly nobody is immune to the collapse in consumer confidence and the weakening economy.”

Fiat pays out $18m to settle Iraq charges - The Independent, uk - link (aqui)


By Stephen Foley in New York
Tuesday, 23 December 2008

Fiat, the Italian car maker, is paying almost $18m to settle claims that it paid bribes to officials in Saddam Hussein's regime in Iraq under the United Nations oil-for-food program at the start of the decade.

Several of the company's subsidiaries are accused of inflating the cost of tractors, construction equipment, commercial vehicles and parts, which they sold to Iraq under the humanitarian relief program meant to ease the burden of sanctions on ordinary Iraqis.

Documents subpoenaed by the US Securities and Exchange Commission referred to “famous 10” - meaning the additional 10 per cent that agents added to the cost of the UN-monitored contracts and which was then funnelled back to officials in the regime.

The formal charges and their settlement was announced yesterday under the Foreign Corrupt Practices Act, which allows the US authorities to tackle bribery overseas. The SEC said that Fiat pay a $3.6m fine, disgorge $5.4m in profits and pay $1.9m in interest, while the company has also agreed to pay a further $7m fine to the US Justice Department.

The UN's oil-for-food program was set up in 1995 to allow Saddam Hussein's regime to trade oil for humanitarian supplies, but reports after the invasion of Iraq in 2003 found it had been plagued with corruption. The SEC first subpoenaed Fiat almost three years ago.

The charges against the company and its subsidiary relate to a total of $4.3m in alleged kickbacks paid in 2000 and 2001.

Nicolas Sarkozy en visite au Brésil - Libération, fr - link (aqui)


Après une journée consacrée aux relations UE-Brésil, ce mardi devrait être marqué par la signature de gros contrats commerciaux entre la France et le Brésil.

Nicolas Sarkozy et le président brésilien Luiz Inacio Lula da Silva, lundi 22 décembre, à Rio.

Nicolas Sarkozy et le président brésilien Luiz Inacio Lula da Silva, lundi 22 décembre, à Rio. (REUTERS)

Nicolas Sarkozy a déclaré que l'Union européenne et le Brésil allaient «travailler d'arrache-pied» en vue du sommet du G20 qui doit se tenir à Londres le 2 avril sur la crise financière, lundi à Rio de Janeiro.

En visite pour deux jours à Rio de Janeiro, Nicolas Sarkozy a présidé hier un sommet Union européenne/Brésil, avec son homologue brésilien Luiz Inacio Lula da Silva et le président de la commission européenne José Manuel Barroso.

«L'Europe et le Brésil doivent parler d'une même voix pour obtenir les changements fondamentaux dans le fonctionnement du système financier mondial et dans la gouvernance mondiale», a affirmé Nicolas Sarkozy, lors d'une déclaration commune à la presse à l'issue du sommet.

«Nous sommes décidés, avec le président Lula, de peser pour que les choses changent, qu'elles changent en profondeur. Nous avons décidé de rapprocher nos positions et d'arriver à Londres avec une vision commune du rôle futur du FMI (Fonds monétaire international), du système de surveillance des institutions financières».

«Nous ne pouvons pas accepter qu'une seule institution financière ne soit pas surveillée, supervisée», a-t-il réaffirmé.

Toujours selon Nicolas Sarkozy, Européens et Brésiliens sont convenus de travailler sur des initiatives futures pour débloquer les négociations commerciales du cycle de Doha dans le cadre de l'OMC, "convaincus que nous sommes que c'est maintenant aux chefs de l'Etat et de gouvernement de prendre maintenant leurs responsabilités".

Au programme mardi: contrats militaires

Ils devront pour cela surmonter leurs divergences, Brasilia reprochant aux Européens leur protectionnisme agricole et l'Union réclamant en retour au Brésil une plus grande ouverture de ses marchés aux biens industriels et aux services.

Un autre sujet de frictions tient à la politique de lutte contre les changements climatiques. L'Union européenne vient d'adopter un paquet énergie-climat ambitieux et souhaiterait que les autres pays suivent alors que, jusqu'à il y a peu, le Brésil estimait que les efforts devraient être limités aux puissances les plus riches.

Lula a fait valoir mardi que son pays venait d'annoncer un plan visant à réduire fortement la déforestation en Amazonie, avec des objectifs chiffrés à l'horizon 2020, ce que Nicolas Sarkozy a accueilli comme "une très grande nouvelle".

La deuxième journée de la visite de Nicolas Sarkozy, mardi, aura un caractère bilatéral France-Brésil. Elle doit être marquée par la signature de contrats militaires d'un montant estimé par le journal Les Echos à 8,6 milliards d'euros.

(Avec AFP et Reuters)

Paris et Rio «rapprochent leurs positions» sur le FMI - Le Figaro, fr - link (aqui)


lefigaro.fr avec AFP
22/12/2008 | Mise à jour : 21:59
Nicolas Sarkozy et Luiz Inacio Lula da Silva. AFP PHOTO VANDERLEI ALMEIDA
Nicolas Sarkozy et Luiz Inacio Lula da Silva. AFP PHOTO VANDERLEI ALMEIDA Crédits photo : AFP

Nicolas Sarkozy et le président brésilien Lula veulent «parler d'une même voix» pour changer le système financier mondial.

Le président Nicolas Sarkozy a déclaré que l'Union européenne et le Brésil allaient «travailler d'arrache-pied» en vue du sommet du G20 qui doit se tenir à Londres le 2 avril sur la crise financière, lundi à Rio de Janeiro.

Arrivé pour deux jours, le président de la République a présidé toute la journée, avec son homologue brésilien Luiz Inacio Lula da Silva et le président de la commission européenne José Manuel Barroso, un sommet Union européenne/Brésil.

«L'Europe et le Brésil doivent parler d'une même voix pour obtenir les changements fondamentaux dans le fonctionnement du système financier mondial et dans la gouvernance mondiale», a-t-il affirmé lors d'une déclaration commune à la presse à l'issue du sommet. «Nous avons décidé de rapprocher nos positions et d'arriver à Londres avec une vision commune du rôle futur du FMI (Fonds monétaire international), du système de surveillance des institutions financières», a-t-il ajouté.

Le président Sarkozy a également affirmé «combien il est important pour le monde et tous ceux que l'avenir de la planète préoccupe de voir le Brésil s'engager sur des objectifs chiffrés en matière de réduction de la déforestation, d'aménagement durable de l'Amazonie».Le président Lula venait de réaffirmer la volonté de son pays de réduire de «71% d'ici 2017 la déforestation de l'Amazonie», et de «80% en 2020». Le gouvernement brésilien avait annoncé le 1er décembre un plan national sur les changements climatiques dans lequel il s'était fixé comme objectif, pour la première fois, de réduire de 70% la déforestation d'ici à 2018. Le Brésil est considéré comme le quatrième principal émetteur de gaz à effet de serre et la déforestation représente 75% de ces émissions.

La journée de mardi sera consacrée à une visite officielle bilatérale au cours de laquelle plusieurs contrats devraient être signés. Le Brésil pourrait acheter à la France quatre sous-marins à propulsion classique de type Scorpenes. A plus long terme (horizon 2020), Paris pourrait prêter son assistance en vue de la conception et de la fabrication d'un sous-marin brésilien à propulsion nucléaire et d'une base de sous-marins. Rio pourrait également acheter une cinquantaine d'hélicoptères, avec un partenariat de coproduction sur place et la création d'une ligne de fabrication entre Eurocopter et Hélibras. Côté civil, Paris regarde également du côté du développement d'un TGV entre Rio et Sao Paolo.

Le couple présidentiel, logé à Rio dans un palace de Copacabana, doit ensuite passer les fêtes auprès du père biologique de Carla Bruni-Sarkozy, installé de longue date dans le pays. Les Sarkozy resteront sur place jusqu'au 29 décembre.

Rientra la protesta, Alitalia ora vola - La Stampa, it - link (aqui)




23/12/2008 (7:15) - ALITALIA NELLA TEMPESTA


ROMA
I lavoratori della manutenzione e dei servizi aeroportuali di Alitalia hanno preso atto della precettazione del ministro dei Trasporti, Altero Matteoli, e hanno deciso il rientro al lavoro, dopo che da ieri mattina erano riuniti in assemblea provocando la cancellazione di un centinaio di voli. La decisione - si apprende da fonti sindacali - è stata presa per «senso di responsabilità», ma i lavoratori attendono una soluzione ai problemi sollevati sui criteri di assunzione da parte di Cai che oggi incontrerà nuovamente i sindacati.

Ieri, intanto, è stato il giorno della rabbia, con cancellazione di un centinaio di voli e disagi per i passeggeri, infuriati per il rischio di vedere compromessa la partenza per le vacanze di Natale. A protestare, attraverso due assemblee cominciate al mattino e andate avanti ad oltranza, i lavoratori di terra - della manutenzione degli aerei e dei servizi aeroportuali - che aderiscono a Filt Cgil, Fit Cisl, Uiltrasporti e Ugltasporti, come conseguenza delle ripetute «gravi violazioni» da parte di Cai degli accordi sottoscritti sui criteri di assunzione. I sindacati hanno chiesto un intervento da parte del governo.

Il ministro delle Infrastrutture e dei Trasporti, Altero Matteoli ha ordinato, in serata, la ripresa immediata del lavoro ritenendo le assemblee uno sciopero in violazione della legge dello Statuto dei lavoratori e del contratto collettivo di lavoro, con grave pregiudizio al diritto di mobilità garantito dalla Costituzione in un periodo in cui il numero dei viaggiatori che usufruiscono degli aerei è altissimo.

Le due assemblee, indette dalle rsa di base di Filt Cgil, Fit Cisl, Uiltrasporti e Ugltasporti, sono andate avanti ad oltranza e le segreterie nazionali delle quattro sigle hanno indetto successivamente un’assemblea a oltranza dei lavoratori dell’ex gruppo Alitalia, in attesa di soluzioni da parte di Cai. Nel pomeriggio era ripreso alla Magliana, il confronto dei quattro sindacati con Cai. Confronto cominciato la settimana scorsa dopo le segnalazioni di incongruenze sulle assunzioni e che avevano indotto i quattro sindacati a chiedere, con una lettera aperta, l’intervento al sottosegretario alla presidenza del Consiglio, Gianni Letta. Da parte sua, Cai - riconoscendo qualche errore - aveva assicurato la disponibilità a correggerli.

I disagi sono «diretta responsabilità dei vertici Cai», cui manca «completamente il buon senso ed il rispetto delle persone», hanno affermato Filt Cgil, Fit Cisl, Uiltrasporti e Ugltasporti, che invitano l’azienda «a una immediata revisione degli errore commessi. Quando si è sordi per giorni alle grida di allarme accadono cose come quelle di stamattina. Da parte nostra ci aspettiamo soluzioni immediate, seppure in ritardo, in linea con le intese sottoscritte». Un invito a Cai e sindacati a chiarire al più presto è arrivato dal presidente dell’Enac, Vito Riggio, «per permettere un sereno svolgimento delle attività di volo, fermo restando che tale modo di agire da parte dei lavoratori, che può configurare l’interruzione di pubblico servizio, appare non conforme alle regole applicabili nel settore del trasporto, soprattutto in un periodo di particolare movimento come quello pre-natalizio».

I lavoratori denunciano «pesanti discriminazioni nei confronti delle categorie protette», il mancato rispetto dell’anzianità e delle abilitazioni tecniche per far spazio a personale interinale, assunzioni inferiori al previsto e la messa in cassa integrazione di lavoratori che nei sette anni (4 di cigs e 3 di mobilità) non maturano i requisiti per andare in pensione. I sindacati hanno riscontrato contratti a tempo determinato che non sarebbero necessari in alcuni settori come ad esempio check in e call center, il che farebbe temere una esternalizzazione dei servizi non prevista negli accordi; per il servizio di pulizia di bordo, poi, non ci sarebbe stata neanche una lettera di assunzione.

Cade il mito Toyota, primo rosso in 71 anni - Corriere Della Sera, it - link (aqui)



Il numero uno Watanabe ammette davanti agli azionisti: mai una situazione così difficile

Il passivo operativo sarà pari a 1,22 miliardi di euro nell’anno fiscale che chiuderà il prossimo marzo

Solo la scorsa estate la casa giapponese aveva celebrato il sorpasso nelle vendite di Gm

Anche l’invincibile Toyota s’arrende alla crisi economica globale. Dal quartier generale Nagoya, il presidente Katsuiki Watanabe e l’intero staff di vertice del gruppo nipponico, massimo produttore mondiale di auto, si sono presentati ieri in conferenza stampa e si sono inchinati alla platea in segno di rispetto.

Poi, con lo sguardo a terra hanno annunciato i primi conti in rosso da quando l’azienda è stata fondata da Kiichiro Toyoda, nell’ormai remoto 1937. L’anno fiscale 2008-2009, che si chiude il prossimo marzo, farà registrare perdite operative per 150 miliardi di yen, circa 1,22 miliardi di euro: una netta inversione rispetto ai profitti di 600 miliardi di yen, già frutto dell’ennesima revisione al ribasso delle stime, di cui il gruppo aveva parlato non più tardi di sei settimane fa. Il risultato netto resterà positivo di appena 50 miliardi di yen, meno di un decimo rispetto ai 550 miliardi pronosticati solo un mese e mezzo fa e niente al confronto dei 1.720 miliardi dello scorso anno. Molto amare anche le stime di fatturato: i 23 mila miliardi di yen indicati il mese scorso si riveleranno più «magri» di almeno il 18%, fermandosi a 21 mila 500 miliardi.

L’inchino del management di Toyota alla presentazione delle stime
L’inchino del management di Toyota alla presentazione delle stime

«Siamo di fronte a una situazione di emergenza come non accade che una volta ogni cent’anni - ha spiegato Watanabe -. E purtroppo non riusciamo a vederne la fine ». Il calo di vendite riguarda anche i paesi emergenti. Sui mercati «maturi», poi, la caduta è clamorosa. Solo lo scorso novembre, sia negli Usa sia in Europa è andato infatti in scena un crollo del 34%. E a peggiorare i conti ha contribuito anche il rialzo dello yen, che ha reso più «leggeri» gli introiti realizzati nelle valute locali di quasi tutti i paesi che compongono la galassia produttiva di Toyota. Ma Watanabe ha ammesso che «il vero problema lo si deve ancora vedere: il 2009 sarà molto duro per Toyota».

Dopo i 9,37 milioni di veicoli venduti nel 2007 in tutto il mondo, il gruppo ha aperto il 2008 con previsioni di vendite per 9,85 milioni, poi, in luglio, ha ridotto la stima a 9,5 milioni. La realtà sarà molto più deludente. E per l’anno prossimo lo stesso Watanabe preferisce non fare previsioni, né di vendite né di fatturato, allineandosi ai colleghi di Honda e altre case giapponesi. Con orgoglio ha però sottolineato che «l’efficienza raggiunta dal nostro gruppo ci permetterà di rimanere profittevoli anche con soli 7 milioni di veicoli venduti».

Una Toyopet del 1961
Una Toyopet del 1961

Insomma, Toyota non fa mistero di trovarsi anni luce meglio messa rispetto agli zombie General Motors e Chrysler, tenute in vita solo grazie all’intervento dei contribuenti americani, o a molti produttori europei. E così sembrano pensarla anche i mercati finanziari, che ieri hanno accolto l’annuncio del gruppo nipponico mandando a fondo in Borsa i titoli di molti concorrenti, ma decretando per Toyota un calo appena superiore al 2%.

Il primo «rosso» di bilancio porterà comunque Moody’s - come ha già fatto sapere un portavoce dell’agenzia di rating - ad abbassare il giudizio sull’esposizione finanziaria del colosso nipponico dell’auto, rendendo dunque più costosi gli interessi sui 19 miliardi di dollari d’indebitamento. E finirà anche per appannare un po’ quell’aurea di invincibilità che si porta dietro fin da quando, nell’agosto 1937, il fondatore preferì rinunciare al nome Toyoda (letteralmente «fertile campo di riso») in favore di Toyota per il semplice (ma determinante) fatto che, in giapponese, si scrive con «otto colpi di pennello» (otto, cioè la cifra fortunata per eccellenza, sia per cinesi che giapponesi). «Moving forward», «muoversi in avanti», è da sempre il motto internazionale della casa. Ora, per la prima volta, verrà invece messo a bilancio un passo indietro.

Giancarlo Radice
23 dicembre 2008

Toyota anuncia números rojos por primera vez en su historia - El País, es - link (aqui)

Watanabe- AP


La firma califica la situación de "emergencia sin precedentes"

AGENCIAS - Tokio - 23/12/2008

Toyota, el segundo fabricante de coches del mundo, anunció ayer que, por primera vez en más de 70 años, registrará pérdidas en su resultado operativo (relativo a su actividad ordinaria). Calculan que acabará el ejercicio fiscal en marzo con números rojos por valor de 150.000 millones de yenes (1.195 millones de euros), debidos a la bajada de ventas en "un escenario extremadamente duro", según Katsuaki Watanabe, presidente de la compañía japonesa.

"Nos enfrentamos a una situación de emergencia sin precedentes", declaró Watanabe, quien añadió que por desgracia aún no puede saber cuándo terminará la mala racha. La empresa de calificación Moody's está revisando el rating de su deuda, que hasta ahora ostentaba la máxima nota, para una posible degradación.

Pese a la caída de ventas y facturación récord, el fabricante calcula que conseguirá beneficios al cierre de su ejercicio de unos 50.000 millones de yenes (389 millones de euros). No lo celebraron, ya que supone un 90% menos que el año pasado. Todas las perspectivas de expansión han quedado anuladas. Han recortado empleos, producción, sueldos y los bonos de los ejecutivos.

Según explicaron, al impacto de la crisis en el consumo de automóviles hay que añadir el fortalecimiento del yen frente al dólar, que hace que en el mercado exterior sus productos resulten más caros. Las ventas en Estados Unidos, habitualmente su mercado más rentable, ya cayeron un 34% el pasado mes de noviembre. Por eso la firma rebajó ayer las perspectivas de venta de automóviles para este ejercicio de 8,5 millones a 7,5. Sus exportaciones sufrirán, según sus cálculos, una contracción del 4%.

Sarkozy y Lula da Silva firman un acuerdo de asociación estratégica - El País, es - link (aqui)

Francia aportará a Brasil tecnología para un submarino nuclear

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 23/12/2008

El presidente francés, Nicolas Sarkozy, dejó ayer claro en Río de Janeiro, durante su último viaje oficial como presidente de la Unión Europea, que Brasil no sólo es un socio estratégico para Europa, sino también para Francia, como lo demuestran los importantes acuerdos bilaterales, especialmente en materia de Defensa, que ambos países tienen previsto firmar.

Entre ellos, está la transferencia de tecnología para la construcción, en Brasil, de 50 helicópteros que serán usados por la Fuerza Aérea brasileña, así como la compra, por parte del país suramericano, de cuatro submarinos convencionales de tipo Scorpéne, además de un submarino de propulsión nuclear. La transacción se realizará en los próximos 10 años. Según fuentes del Gobierno francés, parte de dichos submarinos será construida en Brasil. Luiz Inácio Lula da Silva ha insistido últimamente en que su país necesita recuperar prestigio en el campo de la defensa. Los submarinos tendrían, entre otros objetivos, defender las aguas donde Brasil tiene grandes yacimientos de petróleo.

Lula y Sarkozy van a sentar las bases de una "asociación estratégica" que abarca, además, la cooperación económica, comercial, política y cultural. Ambos países, por ejemplo, van a trabajar juntos en educación y medioambiente, con un acuerdo contra la explotación ilegal de oro en zonas protegidas y un memorando para el desarrollo sostenible de la Amazonia. El comercio entre Brasil y Francia entre enero y noviembre de este año superó los 5.800 millones de euros.

"Una potencia de hoy"

La visita a Río de Janeiro del presidente francés, al que acompaña su esposa, Carla Bruni, arrancó ayer con la II Cumbre Brasil-UE, que reunió a Lula y al titular de la Comisión Europea, José Manuel Durão Barroso. "Brasil no es una potencia del mañana. Es una potencia de hoy, y Europa quiere caminar de la mano de Brasil", declaró Sarkozy.

En este sentido, la UE apoyará a Brasil en sus aspiraciones a ocupar un asiento permanente en el Consejo de Seguridad de la ONU, y trabajará con el país para llevar medidas conjuntas contra la crisis financiera a la cumbre del G-20, que se celebrará en abril en Londres. Ambos presidentes coincidieron en sus críticas a los "especuladores de turno", causantes, según ellos, de la crisis financiera. Para Sarkozy el mundo necesita hoy, sobre todo, verdaderos empresarios. "Ya no queremos un mundo de especuladores, queremos un mundo de empresarios, y para cambiar el mundo tenemos que unirnos. Europa sola no será capaz de llevar a cabo dicho cambio", afirmó el presidente francés.

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


Gilmar Mendes escondeu o processo da Tribuna

JOAQUIM BARBOSA ARGÜIU SUSPEIÇÃO, GILMAR MENDES ESCONDEU O PROCESSO

O desinteresse do ministro Joaquim Barbosa, amparado pelo escritório de advocacia que me defende (?), conseguiu o que nem a ditadura conseguiu: FECHAR A TRIBUNA DA IMPRENSA. Foi uma resistência de 20 anos que a ditadura não conseguiu vencer.

Não tendo conseguido derrubar as convicções democráticas da Tribuna da Imprensa, acharam mais fácil (e foi mesmo) destruir as instalações da Tribuna, prédios, máquinas, arquivos pessoais de uma história que não pertence nem ao jornal e nem ao repórter e sim à história. Os historiadores vão buscar nos jornais os fatos que depois interpretam à sua moda, quase sempre com parcialidade, mas de qualquer maneira tendo como base os jornais.

Em 1979 decidimos entrar na Justiça com ação de indenização por fatos públicos e notórios. 3 anos depois, um bravo e competente juiz de primeira instância decidiu. Dividiu a ação em duas. A primeira, que chamou de QUESTÃO LÍQUIDA, resolveu imediatamente. A outra, denominada de ILÍQUIDA, pois dependia de perícia, mandou para a instância acima, o Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Começou então o que alguns chamam de SAGA da Tribuna da imprensa, mas que na verdade não passa de abuso de autoridade desse Tribunal Federal, amparado na displicência, no desinteresse, na imprudência do escritório de advocacia que fingia me defender.

Essa decisão de primeira instância, baseada em fatos públicos e notórios (e portanto independente de provas), levou 26 anos, protegida pela injustiça dos que deveriam proferir justiça, e a ausência total do escritório de advocacia, que deveria tratar com o maior respeito e competência, que a justiça fosse feita. Os representantes da Justiça se omitiram pela vaidade e a negligência. O escritório de advogados concordou pela omissão.

Nesses 26 anos a Justiça chafurdou na lama da inconseqüência, não foi cobrada pela incoerência dos advogados. Em novembro de 2005, o processo chegou ao gabinete do ministro Joaquim Barbosa, que cometeu ato de total incompetência, displicência e imprudência, recebeu o AGRAVO PROTELATÓRIO.

Não podia ter recebido de maneira alguma, sabia que era inócuo, inútil, inexistente. Segundo o próprio Joaquim Barbosa escreveu na sua estranha, absurda e desavisada ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO: "Em 8 de outubro de 2008, recebi em audiência o advogado André Silveira, do escritório Sergio Bermudes. Veio me pedir preferência no julgamento".

Em suma: praticamente depois de 3 anos sem nenhuma providência, o doutor Sergio Bermudes "acordava" e pedia preferência no julgamento. Devia ter pedido essa referência no dia seguinte. Mas envolto no manto da fama e na autocrítica de uma compência que surpreendentemente transitou em julgado, não fez nada.

Chegou a hora da verdade. O ministro Joaquim Barbosa, do STF, declarou-se suspeito para julgar o Recurso Extraordinário 487393 da União Federal contra a Tribuna da Imprensa, por motivos íntimos. Ao deixar de julgar o recurso inócuo e protelatório por quase 3 anos, e sair de cena, sem dúvida, liquidou com a esperança e expectativa de, em recebendo a indenização, pagar salários atrasados e colocar de novo o jornal nas bancas.

Engraçado ou estranho: em São Paulo, mesmo atacado por todos os lados, e com suspeição alegada pelos advogados de Daniel Dantas, ainda assim, o juiz Fausto de Sanctis proferiu sentença de 300 páginas condenando o banqueiro a dez anos de prisão e multa. Não saiu à francesa e mais ainda abdicou da chance de ser promovido a desembargador federal.

Em verdade, é mais fácil alegar suspeição do que justificar por que o ministro deu provimento a um agravo de instrumento contra decisão do TRF da 2ª Região, que julgou totalmente protelatório e sem razão de ser o recurso da União contra a Tribuna e que a própria Procuradoria Geral da República asseverou ser inadmissível, pois pretendia rediscutir matéria já pacificada no Tribunal Regional, sem possibilidade de reexame pelo STF.

Mais grave do que a alegação da suspeição foi o ministro ter admitido a subida de um recurso procrastinador, em novembro de 2005 e que afronta o Poder Judiciário e o princípio da celeridade de entrega da prestação jurisdicional buscada.

PS - O presidente Gilmar Mendes, acuado a suspeitado de todos os lados, foi mais uma vez imprudente. Como no caso dos habeas-corpus de Daniel Dantas e na estranhíssima viagem de 1 dia a Fortaleza.

PS 2 - O Ministro Joaquim Barbosa ARGÜIU SUSPEIÇÃO no dia 11 de dezembro. A obrigação do presidente era fazer imediatamente a REDISTRIBUIÇÃO. Ferrenho católico, não quis fazer nada nas vésperas do Natal. Deixou a redistribuição para 1º de fevereiro de 2009. Que República.

Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


A Conspiração das Elites


BRASÍLIA - De vez em quando é bom mergulhar no passado, quando nada para não repetir erros, porque se não nos diz o que fazer o passado sempre nos dirá o que evitar.

Há mais de quarenta anos vivia o Brasil uma situação de crise iminente. Depois da entusiástica reação nacional ao golpe, em 1961, liderada por Leonel Brizola, entramos em 1964 sob a égide da conflagração. O então presidente João Goulart tivera assegurada sua posse e governava, por força da resistência do cunhado, governador do Rio Grande do Sul e logo depois o deputado federal mais votado da história do País, eleito pela Guanabara.

O problema estava na permanência ativa das forças que tentaram rasgar a Constituição e permanecia no mesmo objetivo. Uns pela humilhação da derrota, outros por interesse, estes ingênuos, aqueles infensos a quaisquer reformas sociais – todos se vinham fortalecendo sob a perigosa tolerância de Goulart. Conspirações germinavam em variados setores sob a batuta de um organismo central, o Ipes, singelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais, mas, na verdade, um milionário centro de desestabilização do governo trabalhista, erigido em cima de milhões de dólares.

Sua chefia era exercida pelo general Golbery do Couto e Silva, na reserva, arregimentando políticos, governadores, prefeitos, militares das três armas, fazendeiros, empresários aos montes, classe média e até operários e estudantes. O polvo tinha diversos tentáculos, como o CCC (Comando de Caça aos Comunistas), MAC (Movimento Anticomunista), Camde (Campanha da Mulher pela Democracia), Ibad (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e outros, muito bem subsidiados, que se encarregavam de agir nas ruas.

Claro que a maioria da imprensa dava ampla cobertura a essas diversas atividades, sempre escondidas sob a fantasia da defesa da democracia “ameaçada pelas reformas de base pretendidas pelo governo comunista de João Goulart”. Publicidade e dinheiro vivo eram o que não faltava, além, é claro, das inclinações pessoais dos barões da mídia.

Do outro lado, organizavam-se as forças que imaginavam estar o Brasil marchando para o socialismo. O CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), a Frente Nacionalista, o Grupo dos Onze, as Ligas Camponesas e outros. Depois da ridícula experiência parlamentarista, o presidente retomara, através de um plebiscito, a plenitude de seus poderes. Diante da resistência do Congresso em votar as reformas, Jango decidiu promovê-las “na marra”. Abria perigosamente o leque, em vez de realizá-las de por si, uma por uma.

Ao mesmo tempo, pregava a reforma agrária, pela desapropriação de terras por títulos da dívida pública; a reforma bancária, com a estatização do sistema financeiro; a reforma educacional, com o fim do ensino privado; a reforma urbana, através da proibição de os proprietários manterem casas e apartamentos fechados, sem alugar; a reforma na saúde, pela criação de um laboratório estatal capaz de produzir remédios a preços baratos; a reforma da remessa de lucros, limitando o fluxo de dólares que as multinacionais enviavam às suas matrizes; a reforma das empresas, impondo a participação dos empregados no lucro dos patrões e a co-gestão; a reforma eleitoral, concedendo o direito de voto aos analfabetos, aos soldados e cabos. Entre outras.

Contava-se, como piada, haver um túnel secreto ligando as instalações do Ipes à embaixada dos Estados Unidos, no Rio. Verdade ou mentira, os americanos estavam enfiados até o pescoço na conspiração, por meio do embaixador Lincoln Gordon e do adido militar, coronel Wernon Walters, antigo oficial de ligação do Exército americano com a Força Expedicionária Brasileira, na Itália. Lingüista exímio, sabendo falar até mesmo o português do Brasil e o de Portugal, em separado, tornara-se amigo dos majores e coronéis que lutaram na Itália, agora generais importantes. E em grande parte, conspiradores.

A estratégia inicial era impedir as reformas de base e deixar o governo Goulart exaurir-se, desmoralizado, até o final do mandato. Tudo mudou quando o presidente se deixou envolver por outra reforma, a militar. Partindo de um inexplicável artigo da Constituição que limitava a possibilidade de os sargentos se candidatarem a postos eletivos, bem como das dificuldades antepostas pela Marinha para a organização sindical dos subalternos, tudo transbordou.

Pregava-se a quebra da hierarquia entre os militares. Acusada de estar criando um soviete, a Associação dos Marinheiros e Fuzileiros rebelou-se, instalando-se na sede do sindicato dos Metalúrgicos. Mais de mil marinheiros e fuzileiros recusaram-se a voltar aos seus navios e quartéis, tendo o governo preferido a conciliação em vez da punição. A ironia estava em que o chefe da revolta, o cabo Anselmo, o mais inflamado dos insurrectos, era um agente provocador a serviço do golpe.

Quanto mais gasolina no fogo, melhor. Juntava-se a isso a decisão de Goulart de realizar monumentais comícios populares, onde assinaria, por decreto, as reformas negadas pelos deputados e senadores. Só fez um, a 13 de março, sexta-feira, no Rio, quando desapropriou terras ao longo das rodovias e ferrovias federais, encampando também as refinarias particulares de petróleo. Naquela noite, na Central do Brasil, e ironicamente diante do prédio do ministério da Guerra, discursaram revolucionariamente os principais líderes de esquerda: José Serra, presidente da União Nacional dos Estudantes, Dante Pelacani, dirigente do CGT, Miguel Arraes, governador de Pernambuco, Leonel Brizola, deputado federal, e outros. Cada orador sentia a necessidade de ir além do que pregara o antecessor.

Quando chegou a vez do presidente Goulart, não lhe restou alternativa senão superar os companheiros. Fez um discurso que os historiadores precisam resgatar. Uma espécie de grito de revolta diante das elites, a pregação da independência para os humildes e os explorados. O desfecho estava próximo, demonstrando que, do lado de cá do planeta, enquanto a esquerda faz barulho, a direita age. (Continua amanhã).

Toyota prevê 1ª perda em 70 anos - Estadão online - link (aqui)


Prejuízo operacional no ano fiscal da empresa, que termina em março, deve chegar a US$ 1,6 bilhão

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

A japonesa Toyota Motor, maior fabricante de automóveis do mundo, informou ontem que deve registrar neste ano fiscal seu primeiro prejuízo operacional em 70 anos - a única vez em que a empresa apresentou perda foi em 1938, um ano após a sua fundação. Citando o fortalecimento do iene e a queda na venda de automóveis em mercados como Estados Unidos, Europa e Japão, a Toyota disse prever um prejuízo operacional consolidado de 150 bilhões de ienes (US$ 1,68 bilhão) no ano fiscal que termina em março. Apenas seis semanas atrás, a companhia, considerada uma referência da solidez econômica do Japão, previa um lucro operacional de 600 bilhões de ienes (US$ 6,7 bilhões) no atual ano fiscal.

"Trata-se de um tipo de emergência que nunca experimentamos", disse o presidente da Toyota, Katsuaki Watanabe. O executivo afirmou que as rápidas mudanças nas condições do mercado dificultaram prever o resultado da empresa no próximo ano fiscal, mas espera que a Toyota possa reverter o prejuízo em lucro. A empresa espera cortar custos diminuindo ainda mais a produção e dispensando empregados temporários em fábricas no Japão, assim como com o adiamento de investimentos em novas fábricas em localidades como Mississippi, nos Estados Unidos, onde daria início à produção de seu bem-sucedido modelo híbrido Prius em maio de 2010. "Não é ainda possível dizer onde está o fundo do poço", afirmou Watanabe.

QUEDA NAS VENDAS

A Toyota também reduziu sua projeção de receita para 21,5 trilhões de ienes (US$ 240 bilhões). A previsão anterior era de 23 trilhões de ienes (US$ 256,7 bilhões). As vendas globais, segundo as projeções anunciadas ontem, devem ficar em 8,96 milhões de automóveis, uma queda de 4% em relação às vendas do ano passado. As previsões iniciais da empresa para este ano eram de vendas de 9,5 milhões de veículos. A Toyota projetava ultrapassar, em 2010, a casa dos 10 milhões de veículos vendidos no mundo. Com a crise, esses números já foram revistos.

Além da queda nas vendas, a Toyota, como o resto das maiores exportadoras japonesas, não conseguiu superar os efeitos do fortalecimento do iene em relação às maiores moedas nas semanas recentes. O fortalecimento do iene significa que as vendas em dólares e euros valem menos na contabilidade da Toyota.

Apesar das previsões mais pessimistas, a direção da Toyota garantiu que não há planos de demissões de empregados - embora já tenha anunciado que vai reduzir pela metade o número de trabalhadores temporários em suas fábricas no Japão, que vai cair para 3 mil.

Doleiros ficavam no Credit Suisse, dizem testemunhas - Estadão online - link (aqui)


Segundo depoimentos de ex-funcionários e de um doleiro, as remessas aconteciam dentro do banco

Jamil Chade

Documentos, depoimentos e agendas pessoais de banqueiros suíços apreendidos pela Polícia Federal (PF) apontam para suspeitas de violações cometidas pelo escritório do Banco Credit Suisse (CS) em suas operações no Brasil. Em depoimentos à Justiça Federal, testemunhas e réus na investigação conduzida no Brasil confirmaram que as operações de entrega e retirada de valores eram feitas por doleiros dentro do escritório de representação do próprio Credit Suisse no Brasil. Procurado pelo Estado, o banco negou que trabalhe com doleiros.

Desde 2007, o Ministério Público Federal (MPF) apreendeu milhares de páginas com documentos de bancos suíços. Só agora, com depoimentos e análise de cada dado, é que a investigação começa a avançar.

O conteúdo dos depoimentos foi passado à reportagem do Estado por fontes em Genebra próximas ao processo e confirmam que operações eram feitas no escritório de representação. O responsável pelo escritório era o português Carlos Martins. Sua casa foi alvo de uma ação da Polícia Federal e centenas de documentos foram apreendidos.

Entre agosto e setembro, a Polícia Federal ouviu uma série de testemunhas, entre elas duas ex-funcionárias do Credit Suisse e um doleiro que foi identificado na Operação Kaspar I. As suspeitas preliminares são de que, com a ajuda dos doleiros, o banco conseguiu fazer transações de evasão fiscal e, dentro do escritório de representações, eles movimentavam e abriam contas no exterior, sem declarar, à margem da fiscalização. As investigações da 6ª Vara Federal, conduzidas pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, agora aponta para os bancos.

Algumas das declarações mais contundentes foram dadas pelos ex-funcionários do banco em São Paulo, em depoimentos no dia 23 de setembro. D.S.N. e M.M.S. descreveram como os doleiros agiam dentro do banco. A pedido da Justiça suíça, que acompanha as investigações no Brasil e está preocupada com a segurança dos autores dos depoimentos, a reportagem do Estado optou por não publicar os nomes completos das testemunhas.

O ESQUEMA

Tanto os dois ex-funcionários, que viam a movimentação no escritório de representação do banco na avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, como o doleiro, confirmaram na Sexta Vara Criminal que as operações com doleiros para envio de dinheiro ao exterior ocorriam dentro do próprio escritório de representação do Credit Suisse. O anúncio das operações e a prisão dos banqueiros fez com que, na época, o Credit Suisse alertasse que não tinha nenhuma relação com os doleiros.

O Estado apurou ainda que doleiros conheciam bem os funcionários do Credit Suisse, que, de fato, operavam de dentro dos escritórios de representação e que os pedidos de transações vinham da gerência do banco.

O banco, porém, voltou a negar que trabalhe com doleiros. "O banco adota os mais altos padrões éticos e segue as diretrizes rigorosamente, em conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis, que proíbem especificamente qualquer contato com doleiros", afirmou o Credit Suisse, por meio da assessoria.

Em novembro de 2007, os bancos suíços foram acusados pela PF de usar doleiros para fazer remessas ilegais para seus clientes. Três executivos desses bancos e cinco doleiros foram presos. Onze empresários foram acusados de usar o suposto esquema para enviar recursos para a Suíça. O Credit insistiu que nunca havia recorrido a doleiros e que banqueiros presos haviam agido de forma independente.

Mas, para os investigadores, os doleiros eram apenas um instrumento que o Credit usava para fazer transferências. Mas as ordens vinham do próprio banco e a alta cúpula da gerencia na Suíça estaria ciente disso.

Em 2006, a PF ainda prendeu o suíço Peter Schaffner no Aeroporto de Cumbica, quando tentava sair do País. Schaffner é tido com um dos supervisores dos negócios do CS no País. Quando foi preso, o banco retirou imediatamente, em Zurique, suas informações de seu site pessoal.

Celso Ming - Estadão online - link (aqui)


Incertezas

Esta é uma crise financeira diferente das anteriores e seus desdobramentos não estão claros. Ficou bem mais difícil planejar a vida econômica e os negócios.

Ontem o Relatório de Inflação, edição que neste quarto trimestre leva 103 páginas, reconheceu a existência de pelo menos três grandes incertezas na trajetória da inflação e da política monetária (política de juros) de 2009: (1) duração e tamanho da crise; (2) repasse da alta do dólar (pass-through) sobre os preços; e (3) comportamento da atividade econômica interna. Convém aceitar o roteiro e avaliar os riscos.

A rejeição do risco e a procura por portos seguros (de natureza também questionável) produzem uma infinidade de efeitos. Entre eles estão a queda do consumo (demanda), recessão, desvalorização dos ativos e derrubada dos preços das commodities. A maior parte dos efeitos está associada à queda de preços, a ponto de se dar como certo que o mercado global caminha para a deflação ou para estado parecido.

Mas isso não é tudo, porque os governos atuam, e como! Todos os bancos centrais e secretarias de tesouros dos países ricos estão despejando volume sem precedentes de recursos, contados em trilhões de dólares, tanto para salvar bancos e empresas como para reativar o consumo. Fica difícil avaliar qual será o resultado disso no quadro geral de inflação e o quanto desse resultado encontrará terreno aqui dentro. Hoje, a inflação interna está cedendo em conseqüência da retração do consumo e da queda dos preços das commodities.

Ninguém sabe até onde subirá a cotação do dólar em reais ou se voltará a se retrair. Em geral, dólar caro leva ao aumento dos preços internos, pois encarece os importados e as mercadorias produzidas internamente cujas cotações são fixadas em moeda estrangeira (caso de alimentos, componentes e matérias-primas). De junho até agora, o dólar já subiu 47% em reais e, no entanto, o repasse aos preços internos foi insignificante.

Em segundo lugar, não se sabe a partir de quando e de quanto será o repasse. Até agora, produtor e comerciante evitaram descarregar a alta do dólar sobre os preços ao consumidor, aparentemente por temerem o encalhe de mercadoria. Difícil saber como ficam esses efeitos no futuro.

E, finalmente, há o comportamento interno da economia. Decididamente, o consumo já não segue tão robusto quanto descreviam os documentos do Banco Central. Também não há indicação de que a oferta interna siga insatisfatória, porque, além da queda do consumo, já há sobra de exportações que está sendo empurrada para o mercado interno.

Também não se sabe a que ritmo prosseguirão os investimentos. O PAC pode empacar ainda mais com a falta de financiamento externo e a exploração do pré-sal pode ser adiada por falta de elementos para definir custos e renda futura.

Em todo o caso, o Brasil está mergulhado na crise em condições bem melhores do que no passado. As incertezas tornam o ambiente muito instável, mas quando isso tudo acabar, sabe-se lá quando, a posição da economia brasileira tende a ser bem melhor do era antes da crise.

E fica a dúvida. Se o Banco Central tanta incerteza vê no comportamento dos fatores de inflação, como pode cravar 4,7% na inflação final de 2009?