quinta-feira, 15 de abril de 2010

Os Cariocas - Vivo Sonhando

os cariocas - brisa do mar

Os Cariocas - Pra Que Chorar

Marília Medalha - Deus Me Perdoe

Vinicius, Toquinho & Marília Medalha - Tomara

Marília Medalha - Agua Escondida

Bar é fotografia - Alexey V. Izvekov


Alexey V. Izvekov
"touch of the rain"

Bar é poesia - Ana Pérez Cañamares


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Ana Pérez Cañamares




Primavera (III)


(Ana Péres Cañamares)



sobre la cara

las agujas de lluvia:

acupuntura

Bar é fotografia - Matusciac alex




Matusciac Alex

Untitled

Bar é poesia - Lou Vilela




Catarse




(Lou Vilela)






Ao longe, ouvia-se o blues...


Uma folha sangrava (im)pulsos

: escrever salva.

Bar é fotografia - Amy Powers

Nude on  hardwood



Amy Powers

Nude on hardwood

Comercial antigo - Faber Castell - Aquarela - 1983 ( Versao Original )

Charge do dia

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Sinfrônio - Diário do Nordeste - Fortaleza, CE

Cabezonas en el país de las maravillas - El País, es - link (aqui)



DISNEY 15-04-2010

Te ofrecemos en exclusiva un minuto de la esperada adaptación de Tim Burton del clásico 'Alicia en el país de las maravillas'. La taquillera película se estrena mañana en todo España.

La 'capilla sixtina' del jazz - El País, es - link (aqui)



La  'capilla sixtina' del jazz




El club neoyorquino Village Vanguard cumple 75 años en la brecha - Todos los grandes han tocado sobre sus tablas

CHEMA GARCÍA MARTÍNEZ | Nueva York 15/04/2010


La escena pudo tener lugar cualquier noche de cualquier año en el club de jazz más famoso del mundo. En algún momento de la actuación, un turista japonés de visita en Nueva York hace ademán de retratar al artista con su teléfono móvil. De repente, surge de las sombras la figura de una dama entrada en años que le conmina a guardar "inmediatamente" el artefacto en el bolsillo: "Señor mío, en este lugar está prohibido hacer fotos desde hace 75 años".

Lorraine Gordon, actual propietaria del Village Vanguard , en el 178 de la 7ª Avenida, es lo que podría decirse una mujer de armas tomar. "La primera vez que toqué ahí", recuerda el trompetista Roy Hargrove, "estaba muerto de miedo por ella". A sus 90 años cumplidos, Lorraine sigue abriendo todos los días a las tres de la tarde la cancela que conduce al sótano escasamente iluminado que alberga la mayor cantidad de leyendas sobre jazz por metro cuadrado del mundo. Es la heredera de la empresa fundada por su difunto marido, Max Gordon, en 1935. "Su idea era crear un sitio al que acudir de noche", recuerda desde su mesa y punto de observación en el club, "había jóvenes escritores que recitaban sus poemas y luego la gente les tiraba monedas y con eso vivían, supongo, pero entonces el Village era el centro de la vida bohemia".

En tiempos de la Guerra Civil española, el club se convirtió en un foro a favor de la República (el propio Max Gordon tenía varios amigos luchando en España). Su escenario se mantuvo abierto a quien tuviera algo que decir sin distinción de estilos, credos ni razas, hecho que llevó a que estuviera vigilado de cerca por el Comité de Actividades Antiamericanas. En una primera hornada, pasaron por el mismo Pete Seeger and the Weavers, el cantante y distinguido miembro del PC americano Josh White, y The Revuers, con la actriz Judy Holiday (entonces Judy Tuvim) y un joven pianista llamado Leonard Bernstein. A diferencia de otros dueños de clubes, Gordon nunca dudó en contratar a los nuevos valores del jazz -Bill Evans, Charles Mingus, John Coltrane, Sonny Rollins...- que iban a convertir el lugar en su segunda casa (a veces, la primera). El 14 de septiembre de 1948 hizo su debut el pianista Thelonious Monk gracias a la recomendación de Lorraine Gordon, entonces Lorraine Lion (por Alfred Lion, su primer marido, y máximo responsable de la discográfica Blue Note). La primera noche, el pianista tocó para sí mismo: no había un solo cliente en la sala. "El resto de la semana no fue mucho mejor", recuerda Lorraine, "sin embargo, Max tuvo el coraje de volver a contratarle".

No todo ha sido jazz. Por el escenario del Vanguard han pasado Jack Kerouac, Lenny Bruce, Allen Ginsberg, Andy Warhol y Timothy Leary: "Eso sí", recuerda Gordon, "esa noche tuvimos la precaución de cambiar el LSD por gelatina de judías". Miles Davis estaba ensayando una tarde cuando Gordon le presentó a una cantante de 19 años para una prueba. La respuesta del trompetista fue contundente: "No voy a tocar detrás de ninguna cantante". Finalmente, Barbra Streisand cantó en el Vanguard con un gran éxito... y sin Miles.

Cansado y enfermo, en 1989 Max Gordon pretendió vender el club a un holding japonés. Su fallecimiento, el 11 de mayo de ese año, señala la única noche en la reciente historia del club en que cerró sus puertas. "La siguiente ya estaba de vuelta con mis hijas, Deborah y Rebecca, manteniendo las líneas esenciales de la casa: el mejor jazz del mundo y todo tipo de bebidas, excepto té y café".

La etiqueta "Live at the Village Vanguard" figura en la cabecera de más de un centenar de discos esenciales en la historia del jazz. Sólo este mes se han publicado media docena y, entre ellos, al menos, dos obras maestras indiscutibles: Lost in a dream (ECM), a cargo del trío del baterista Paul Motian; y Live at the Village Vanguard (ACT), protagonizado por el saxofonista Lee Konitz.



Teresa Cristina lança novo álbum com canções autorais - Estadão online - link (aqui)



Cantora que funde samba e MPB, antes subia a Lapa carioca para interpretar os sambas de Paulinho da Viola

14 de abril de 2010 | 9h 37

Agência Estado

MARCO BEZZI - JT - SÃO PAULO - A levada serena de Teresa Cristina chega ao seu capítulo ao vivo. Com o álbum "Melhor Assim", a cantora de 42 anos conseguiu estabelecer a fusão entre samba e MPB, derrubando qualquer muro entre os estilos. Essa separação, segundo ela, "é coisa do mercado". Acostumada a subir a Lapa carioca para interpretar os sambas de Paulinho da Viola, desta vez Teresa veio com um trabalho quase 100% autoral. Para fugir do rótulo de rainha da Lapa - nada incômodo, segundo ela, mas limitador - apostou em diferentes ritmos, como um baião ("Capitão do Mato") e uma canção de ninar ("Lembrança"), por exemplo. No DVD gravado no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, em outubro do ano passado, ela foi cercada por convidados, como Seu Jorge (em "Pura Semente") e Marisa Monte (na terna "Beijo Sim"). Nos extras, teve a presença de Lenine e Caetano Veloso.

Divulgação
Divulgação
Teresa Cristina, 'uma das mais afinadas e talentosas cantoras brasileiras de sua geração'

"O Caetano havia me convidado para cantar em 2008, no show Obra em Progresso", disse Teresa Cristina, ao JT. "Retribuí o convite e pedi uma canção inédita a ele. Como ele estava atribulado com a produção de seu álbum Zii e Zie, só pôde participar dos extras do DVD com Festa Imodesta, música que representa o louvor aos compositores brasileiros na época da ditadura", destaca ela.

Com Marisa Monte, a proximidade desde os tempos do bar Semente, na Lapa, fez a participação surgir mais naturalmente. "Frequento a casa da Marisa há muitos anos. Numa dessas vezes, a Adriana Calcanhotto também estava lá mostrando novas canções. Beijo Sim era uma delas e eu me apaixonei. Pedi permissão para cantá-la e chamei a Marisa para fazer o dueto", conta Teresa.

Uma das mais velhas cantoras que trafegam entre as ''novas'' da MPB, Teresa sabe como não cair em contradição. "O termo ''nova'', quando se chega aos 42 anos, é ótimo. Mas sinto que estou fora dessa seara. As cobranças são maiores e estou preparada."

Essa miscelânea de gêneros e identidades poderá ser vista pelos paulistanos neste sábado, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Será o show com o repertório baseado no DVD de 26 faixas, além de sucessos como "Candeeiro". Uma das mais afinadas e talentosas cantoras brasileiras de sua geração, Teresa Cristina ganha registro merecido. A Teresa da Lapa hoje é da MPB, do baião, da canção de ninar, do choro. A gênese do Brasil que canta e que quer ser ouvido. As informações são do Jornal da Tarde.

Teresa Cristina. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, Pinheiros. Tel. (011) 3095 -9400. Sábado (17), às 21h. De R$ 5 a R$ 20.


Geisy Arruda é estrela de videoclipe do grupo Inimigos da HP - Estadão online - link (aqui)



Loira que foi expulsa da universidade aparece com vestido rosa

14 de abril de 2010 | 19h 00

estadão.com.br

A mais nova empreitada da estudante Geisy Arruda já está na internet. Agora, a loira que foi expulsa da universidade no ano passado e ganhou repercussão internacional, protagoniza o videoclipe da música Regininha, da banda de pagode universitário paulistana Inimigos da HP.



O vídeo foi gravado em fevereiro e conta também com a participação de 100 fãs, que ganharam um concurso divulgado pelo Twitter. No clipe, Geisy - que aparece com um vestido rosa semelhante ao que causou o alvoroço na Uniban - samba com o refrão: "Regininha, safada, eu tô ligado que você não vale nada/ pilantra e vigarista/ vacilou, a fila andou/ agora eu tô na pista."

Regininha é o primeiro single do CD e DVD Amigos da Balada, quarto da banda paulistana, que será lançado no dia 28 de maio em apresentação no Citibank Hall.

Mônica Bergamo - Folha de São Paulo - link (aqui)






bergamo@folhasp.com.br

CACHORRO-QUENTE
Maurício Nahas

A atriz Thaila Ayala, namorada do ator Paulo
Vilhena, estará no elenco de ‘Ti-Ti-Ti’

Thaila Ayala vai interpretar o papel que foi de Malu Mader na nova versão da novela "Ti-Ti-Ti", da TV Globo. Capa da revista "Joyce Pascowitch" que chega hoje às bancas, a atriz, vegetariana há dois anos, diz que parou de comer carne por "compaixão para com os animais". "Já tive várias recaídas porque adoro cachorro-quente, mas hoje não consigo porque não me faz bem", explica.

Eu devo, sim

Os clubes de futebol já apresentam um projeto a bancos que se disporiam a refinanciar suas dívidas milionárias. A proposta mais recente, elaborada por Delair Dumbrosck, ex-presidente do Flamengo, e Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, prevê que seja nomeado um gestor dos passivos, que teria um ano para eliminar parte do valor, por meio de negociações. Depois disso, começaria o processo de amortização. Os clubes teriam também a possibilidade de seus contratos (como os de patrocínio e os de televisão) serem usados como garantia para o financiamento das dívidas junto aos bancos

PAGAR COM A BOLA
Dumbrosck e Belluzzo defendem ainda a criação de um Tribunal de Contas Esportivas, com poder de punir com perda de pontos e rebaixamentos as agremiações que não alcancem equilíbrio financeiro.

SER OU NÃO SER
Ciro Gomes (PSB-SP) não enviou representante à reunião da TV Bandeirantes que acertou a realização do primeiro debate entre presidenciáveis, no dia 5 de agosto. Já Dilma Rousseff (PT-RS), Marina Silva (PV-AC) e José Serra (PSDB-SP) despacharam assessores para a emissora paulista. E confirmaram participação.

PROMOÇÃO
Evanise dos Santos, a Eva, namorada de José Dirceu, está no comando do departamento de marketing do jornal "Brasil Econômico". Ela assumiu o cargo há pouco mais de um mês e seu nome já está no expediente. A missão de Eva é organizar seminários e eventos que promovam a publicação.

NA REDE
Eva também estreou no Twitter, território em que Dirceu ainda não se aventurou.

NO PÉ
E Marina Silva passou a seguir Dilma Rousseff no Twitter.

NO PÉ 2
Já Dilma, em sua primeira semana no microblog, decidiu seguir twitteiros como Abílio Diniz, Ana Maria Braga, Ivete Sangalo, MVBill e José Nobre Guimarães, o irmão de José Genoino cujo assessor foi apanhado com dólar na cueca em meio ao escândalo do mensalão.

MULTIDÃO
Superaquecido, o mercado doméstico de voos pode registrar, até o fim do ano, a marca de 64 milhões de passageiros transportados -contra 56 milhões no ano passado. A taxa de ocupação das aeronaves, por exemplo, que girava em torno de 60%, já chega a quase 80% no primeiro trimestre do ano.

CENTRO DA MODA
A praça Roosevelt, no centro de São Paulo, vai virar passarela. O grupo de teatro Os Satyros vai realizar o concurso Garota Satyrianas, que irá eleger a pessoa mais emblemática do local. "Podem participar meninas, transexuais, travestis. Sem limite de idade", diz Ivam Cabral, um dos fundadores da companhia. O plano é realizar o evento na abertura do Satyrianas, festival de artes que ocorre em novembro e comemora os dez anos do grupo no local.

BOLA NA REDE
Uma bola de futebol de 18 metros de diâmetro será montada no vale do Anhangabaú para abrigar a exposição "Futebol Majestade". A mostra, que tem fotos do extinto jornal "Última Hora", exibirá 60 imagens inéditas de Pelé e será aberta ao público no dia 27, em comemoração do Dia do Trabalho.

TÃO BONZINHOS...
Detidos no ano passado por invadir o Senado fantasiados e tentar entregar uma faixa de "Miss Desmatamento" à senadora Kátia Abreu (DEM-TO), três militantes do Greenpeace foram processados -e acabaram fazendo acordo com a Justiça. Eles se comprometeram a manter distância do Parlamento por cinco anos. Detalhe: o acordo só vale para os três. Outros integrantes da organização não estão obrigados a seguir a determinação.

PASSARELA CANINA
O cabeleireiro Celso Kamura vai desfilar no Pet Fashion Week, evento de moda para cães que ocorre pela primeira vez no Brasil nos dias 24 e 25. Na passarela, ele acompanha seus dois cachorros da raça whippet: Alê e Donna, homenagem aos estilistas Alexandre Herchcovitch e Donna Karam.

CURTO-CIRCUITO
A PEÇA "Miss Brasil Sou Eu - A Comédia da Beleza", com o ator Renato Kramer, estreia hoje, às 21h, no teatro Santo Agostinho, na rua Apeninos, na Liberdade. 14 anos.
ACONTECE HOJE, a partir das 19h, na sala Tatersall do Jockey Club, o leilão beneficente de 74 esculturas de vacas criadas para a 2ª edição do evento Cow Parade.
O COQUETEL de lançamento do festival gastronômico "Whisky Festival" acontece hoje, às 19h30, no HSBC Belas Artes. Classificação etária: 18 anos.

com DIÓGENES CAMPANHA, LEANDRO NOMURA e LÍGIA MESQUITA

Governadora do Pará contrata ex-stripper como assessora de gabinete - Folha de São Paulo - link (aqui)





foco


JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELÉM

Famosa em Belém por fazer cenas eróticas com cobras, usar pouca roupa e atuar como DJ de música eletrônica, a atriz e ecologista Élida Braz -hoje sob o codinome Lady Green, "a musa da sustentabilidade"- será agora assessora especial no gabinete da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT).
O decreto de Ana Júlia -que já empregara uma manicure e uma esteticista na mesma função, ambas exoneradas por causa da repercussão das nomeações- foi publicado anteontem. Élida ganhará cerca de R$ 1.500.
Segundo seu marido, André Lobato, o Kaveira -político, promotor cultural, "artista multimídia" e, como ela, ecologista-, Élida só foi nomeada por ser uma "líder importante" da juventude do Partido Verde em Belém.
Kaveira, 49, e Élida, 30, são filiados ao PV há 11 anos e casados há 17. Eles causaram polêmica por anos com a boate Mystical, um "teatro dance", segundo ele, onde "atores faziam espetáculos de diversos fetiches" sexuais.
A Mystical pegou fogo, e, depois do incêndio, o casal resolveu se afastar da noite. Hoje ele considera um erro ter usado o slogan "Quem fuma e quem cheira vota no Kaveira" numa campanha a vereador.
O governo do Pará afirma que Élida acompanhará "ações e projetos" na Casa Civil. Ela disse que fará um trabalho "de campo".




Filho de Sarney ajudou a fazer "consórcio paralelo", afirma PF - Folha de São Paulo - link (aqui)




TCU também vê manobra "ilícita" e "grave" na ferrovia Norte-Sul, obra do PAC

Grampos mostram que acordo incluiu empresa de fachada e pagamento de propina; empresário vê "denúncias requentadas"

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

RENATA LO PRETE
EDITORA DO PAINEL

O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ajudou a fechar acordo clandestino pelo qual um grupo de empreiteiras burlou o processo de licitação e é acusado de desviar dinheiro público da principal obra ferroviária do país.
A fraude, apontada pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União, deu-se em um trecho da ferrovia Norte-Sul. Orçada em mais de R$ 1 bilhão, a construção faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a vitrine eleitoral da pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).
O projeto é administrado pela Valec, estatal ligada ao Ministério dos Transportes há anos sob influência direta de José Sarney. Ulisses Assad, diretor da empresa à época do esquema, foi nomeado por indicação do presidente do Senado.
A licitação para o contrato 013/06, que trata do trecho entre os municípios goianos de Santa Isabel e Uruaçu, foi vencida pela Constran. Porém, numa subcontratação "ilícita" e "grave", nas palavras do TCU, as construtoras EIT e Lupama passaram a participar da obra.
Por meio desse acerto, apelidado pelos peritos da PF de "consórcio paralelo", empreiteiras driblam o resultado de concorrências e repartem "por fora" contratos públicos no país, conforme mostraram reportagens da Folha.
Logo após vencer a licitação do lote Santa Isabel-Uruaçu, de R$ 245,5 milhões, a Constran firmou um acordo com as duas outras construtoras, repassando a cada uma 16,65% da empreitada. O combinado foi feito sem análise nem autorização da Valec, em desrespeito à Lei de Licitações (8.666/93).
Auditoria do TCU nesse trecho da Norte-Sul constatou sobrepreço de R$ 63,3 milhões na atuação desse consórcio paralelo. Segundo a perícia da PF, a fraude chegou a R$ 59 milhões.
De acordo com relatório da PF na Operação Faktor (ex-Boi Barrica), a Lupama é uma empresa de fachada, que não tem capital social "nem sequer para construir uma ponte". Seus sócios são Flávio Lima e Gianfranco Perasso, ambos amigos de Fernando Sarney. Perasso é apontado pela polícia como o operador de contas da família Sarney no exterior -a Folha revelou neste ano que o filho do senador já teve dinheiro rastreado e bloqueado pelos governos da China e da Suíça.
A Folha foi ao endereço que está no registro da sede da Lupama. Durvalina da Silva, 55, que mora na pequena casa de alvenaria há 20 anos, disse que o marido, Modesto de Freitas, apenas cedeu o endereço a Flávio Lima. Segundo ela, na casa não há atividades da empresa. "Só chega correspondência."
A EIT, por sua vez, pagou "pedágio" para entrar no esquema, segundo revelam conversas interceptadas pela PF com autorização judicial -as mesmas escutas que indicam a participação de Fernando Sarney na formação do "consórcio paralelo" da Norte-Sul.
Em telefonema grampeado de maio de 2008, Flávio Lima cobra de um funcionário da EIT chamado Romildo parte do pagamento referente ao contrato 013/06. A expressão usada é "pagar a diferença", interpretada pela polícia como sinônimo de propina.
Romildo responde que seu chefe na EIT condicionou o pagamento à realização de uma reunião com Flávio Lima e Fernando Sarney. Flávio rebate que a EIT havia recebido o contrato "no colo", cobra de forma enérgica o pagamento da "diferença" e ameaça recomendar a Fernando "ignorar o pessoal da EIT" enquanto a pendência não fosse resolvida. Os diálogos mostram que, sem o pagamento, a EIT não seria incluída num novo contrato que era negociado com a Valec.
"Eu tô p... mesmo. Ah, quer que eu converse com o Fernando? Sabe quem vai chegar com o Fernando e com o Ulisses [Assad] pra fazer a porra da vistoria na sexta-feira? Sou eu", afirma Flávio para Romildo.
Segundo a PF, após essas ameaças, a EIT aceitou pagar R$ 160 mil aos sócios da Lupama. No mesmo dia, Romildo ligou para Fernando Sarney confirmando o depósito. "Cabe frisar ainda que Fernando, após o pagamento, determinou a Flávio que fizesse alguns pagamentos [...], o que reforça ser Fernando Sarney o chefe da orcrim [organização criminosa]", escreveu a PF. Quando a Operação Faktor veio à tona, Ulisses Assad foi afastado da direção da Valec.


Colaborou HUDSON CORRÊA, da Sucursal de Brasília


outro lado

Para Fernando Sarney, acusação é requentada

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O empresário Fernando Sarney disse, por e-mail, que não irá falar sobre as acusações de fraude na ferrovia Norte-Sul. Alegou tratar-se de "vazamento criminoso de inquérito sigiloso". "Mais uma vez, assuntos requentados. Eu me pergunto a razão disso tudo", completou.
Procurada pela Folha, a assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou que ele também não iria se manifestar.
As construtoras Constran e EIT, por meio de assessorias, informaram que não tratariam do tema. A Constran disse que só a Valec pode abordar o assunto, por questão contratual.
A reportagem tentou falar com a Valec três vezes, desde segunda-feira. Deixou dois recados. A assessoria da empresa não telefonou de volta.
A Folha não conseguiu contato com Gianfranco Perasso e Flávio Lima, sócios da empreiteira Lupama, subcontratada irregularmente, segundo o TCU, para tocar as obras.


Peritos avaliam desvios da obra em R$ 200 mi

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA DO PAINEL

Perícia da Polícia Federal avaliou em R$ 200 milhões o total do prejuízo aos cofres públicos provocado por fraudes em licitações e superfaturamento nas obras da ferrovia Norte-Sul. Isso equivale a um quinto do valor do empreendimento (aproximadamente R$ 1 bilhão).
O trabalho dos peritos se concentrou no contrato 013/06, arrebatado por um "consórcio paralelo" de empreiteiras montado com a participação de Fernando Sarney.
De acordo com a PF, o edital para a construção do trecho entre os municípios goianos de Santa Isabel e Uruaçu continha exigências, sem qualquer tipo de sustentação técnica, que restringiram a competitividade do certame.
Os técnicos da PF constataram que tanto o orçamento licitado quanto a proposta vencedora (com desconto irrisório sobre o valor de partida do leilão) foram superfaturados em cerca de 24% acima dos preços de mercado.
Segundo a perícia, o padrão de fraudes desse lote se repetiu nas licitações dos outros seis da ferrovia. Assim, a PF chegou à estimativa do desvio total de R$ 200 milhões. (LS e RLP)

Renata Lo Prete - Folha de São Paulo - link (aqui)






RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br


Conta outra

Com o PMDB em estado de alerta desde o anúncio de que os petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias se enfrentarão numa prévia em Minas, o comando da campanha presidencial de Dilma Rousseff colocou para circular mensagem tranquilizadora, segundo a qual o vencedor da disputa interna concorrerá ao Senado, e o PT sem dúvida apoiará Hélio Costa.
"Só que ninguém está acreditando nessa história de prévia de mentirinha", diz um cacique do PMDB. Desde o início da semana, o partido só faz se reunir para tratar dessa e de outras pendências com o aliado. Na confusão, Costa voltou a admitir reservadamente a possibilidade de disputar a reeleição ao Senado -mas apoiando o candidato a governador do PSDB.

De mulher... Da senadora Patrícia Gomes (PDT-CE), ex-mulher de Ciro: "Sempre elogiei a Dilma, mas a forma como ela age afasta o eleitorado. Fiquei impressionada com sua falta de sensibilidade indo ao Ceará neste momento de indefinição. Isso é tratar aliados como adversários".

...pra mulher. Segue Patrícia: "O Ciro fez muitos sacrifícios por este governo. A pedido de Lula, mudou seu título eleitoral para São Paulo. O PT retribui tirando a possibilidade de ele fazer alianças com pequenos partidos".

Sem cobrança. De Marcelo Branco, responsável pela campanha de Dilma na internet, à rádio Gaúcha: "[A campanha na internet] não tem limites. Cada indivíduo pode se expressar da forma como achar melhor e a responsabilidade é dele, não da coordenação de campanha. Campanha na internet estimula a criatividade descentralizada".

Não desiste nunca. Em visita ao Mercado Modelo, em Salvador, José Serra ganhou de presente uma camisa de seu time. "Agora vai, o Palmeiras também pode mais", brincou o tucano, ainda que a equipe tenha sido eliminada do Campeonato Paulista.

Para variar. Diante da chuva intensa durante a visita de Serra às obras sociais de irmã Dulce, um dos integrantes da comitiva do ex-governador se lembrou do alagado verão paulistano e brincou: "Precisamos levá-lo também a algum lugar com estiagem".

Vida real. Ao pisar hoje em Alagoas, Serra começará a enfrentar a carência de palanques e aliados no Nordeste. Fará campanha ao lado de Teotônio Vilela (PSDB), que tentará a reeleição contra um arco de dez partidos a sustentar a candidatura de Ronaldo Lessa (PDT), pró-Dilma.

Fazer o quê? O PTB-SP decidiu que se não houver -e provavelmente não haverá- lugar para Romeu Tuma na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), lançará o senador à reeleição de forma "solteira".

Afinidades. Em São Paulo, deputados do PR até se interessam pela aliança oferecida por Paulo Skaf (PSB), mas Valdemar Costa Neto, quem de fato manda no partido, está firme e forte com o PT de Aloizio Mercadante.

Fios. A saída de Astrogildo Quental da diretoria financeira da Eletrobrás coincide com o final das investigações da PF sobre irregularidades no setor elétrico que envolvem Fernando Sarney, filho do presidente do Senado e responsável por sua indicação.

Faroeste goiano 1. Na ponta das denúncias de corrupção no Dnit de Goiás feitas por Marconi Perillo (PSDB) está Alfredo Soubihe Neto, superintendente regional do órgão. Ele é ligado ao deputado Sandro Mabel (PR), que circulou pelo governo com um dossiê contra o senador tucano, acusado de movimentar recursos em contas não declaradas no exterior.

Faroeste goiano 2. Na campanha de 2006, Mabel informou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 15 mil de Souhibe, além de R$ 10 mil de uma empresa do ramo alimentício que leva o seu sobrenome.


com SILVIO NAVARRO e ANDREZA MATAIS

Tiroteio

"No manual de inaugurações eleitoreiras de Serra, riscaram a palavra fiscalização."

Do vereador paulistano JOÃO ANTONIO (PT-SP), sobre a necessidade de reparos no trecho Sul do Rodoanel duas semanas depois da inauguração, a última promovida pelo tucano antes de deixar o governo para se lançar candidato à Presidência.

Contraponto

Sem censura Um grupo de deputados se reuniu ontem no cafezinho da Câmara para folhear a mais recente edição da revista "Playboy", que tem na capa a ex-BBB Cacau e no recheio uma entrevista com o também deputado e pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PSB). No meio do papo, o tucano Eduardo Gomes, de Tocantins, virou-se para o conterrâneo Laurez Moreira, correligionário de Ciro:
-Telefone aí para o Ciro, que eu quero agradecer a ele.
-Mas ele não falou bem do PSDB- estranhou Moreira.
Gomes então explicou:
-É que neste mês eu pude comprar a "Playboy"sem ter de inventar uma desculpa para a minha mulher...

Clóvis Rossi - Folha de São Paulo - link (aqui)




Sangue no verde-e-amarelo

BRASÍLIA - Faz um mês, depois de visitar o Yad Vashem, o Museu do Holocausto, em Jerusalém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "a visita deveria ser quase obrigatória para todos os que querem dirigir uma nação". Seria, achava Lula, um modo de entender o "que pode acontecer quando a irracionalidade toma conta do ser humano".
O que faz depois o governo brasileiro? Recomenda a Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã, que visite o Yad Vashem? Não, ao contrário. O ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), que, aliás, estava na visita ao museu de Jerusalém, entrega com um sorriso a camisa verde-e-amarela ao homem que nunca vai visitar o Yad Vashem, não só porque nega o Holocausto mas porque regularmente prega a "aniquilação" dos judeus.
É esse carinho absurdo o problema real das relações Brasil/Irã, e não a posição brasileira de preferir o diálogo às sanções para forçar o regime dos aiatolás a desenvolver um programa nuclear só para fins pacíficos.
Essa é matéria opinável. Tampouco é um problema o fato de Miguel Jorge e comitiva empresarial estarem em Teerã para fazer negócios. Desde sempre, países fazem negócios com quem lhes convêm, sem olhar minimamente para o caráter do regime com o qual negociam.
O que não é tolerável é fazer carinho em quem prende, tortura e mata os opositores, em quem limita brutalmente as liberdades públicas.
A Anistia Internacional divulgou faz pouco relatório em que aponta a execução de ao menos 112 pessoas no Irã nas oito semanas que se seguiram à reeleição de Ahmadinejad, vivamente contestada.
São mais de duas execuções por dia, quase o dobro da média dos seis meses anteriores à votação.
O gesto do governo brasileiro cobriu de sangue, pois, a camisa verde-e-amarela.

Em crise com PT, PMDB faz exigências a Lula e Dilma - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


Jochen Luebke/EFE

Quando tudo parecia caminhar bem, as relações do PMDB com o PT estão, de novo, estremecidas.

Parceiro majoritário da mega-fusão partidária que se formou em torno de Dilma Rousseff, o PMDB se considera desprestigiado.

Acha que o PT e sua candidata dispensam à legenda um tratamento incompatível com o peso do PMDB na aliança.

Peso medido pela presença do partido nos Estados e, sobretudo, pelo tempo de rádio e TV que agrega à campanha de Dilma.

As queixas voltaram à mesa numa reunião realizada na noite desta quarta (14). Convocou-a o presidente da Câmara e do PMDB, Michel Temer, cotado para vice de Dilma.

O mais queixoso é o senador Hélio Costa. Candidato do PMDB ao governo de Minas, ele está inconformado com o comportamento do PT.

No mês passado, em conversa com Lula, Hélio Costa, ainda titular do Ministério das Comunicações, ouvira palavras de estímulo à sua candidatura.

Hélio deixou o ministério certo de que o PT mineiro se juntaria à sua caravana, na qual o PMDB federal aposta todas as suas fichas.

Súbito, o petismo confirmou para 2 de maio uma prévia para escolher o seu próprio candidato ao governo –Fernando Pimentel ou Patrus Ananias.

A cúpula do PMDB quer que as prévias sejam canceladas. Reivindica o apoio do partido de Lula à candidatura de Hélio, mais bem posta nas pesquisas.

Ao reacender o braseiro de Minas, o PT levou o PMDB a refletir sobre as pendências não resolvidas em quase uma dezena de Estados.

O partido de Temer se deu conta do obvio: o PT cozinha as encrencas em banho-maria.

Ficara entendido que, em determinadas praças, a falta de acordo levaria ao formato de campanha em dois palanques.

O caso clássico é o da Bahia, onde o grão-pemedebê Geddel Vieira Lima vai às urnas contra o governador petista Jaques Wagner.

Dá-se de barato que Dilma terá de frequentar os palanques de Geddel e de Wagner. Coisa já acertada de gogó. Mas o PMDB reclama o detalhamento da estratégia. E nada.

Receia-se, por exemplo, que Lula, cuja popularidade entre os baianos é maior do que a média nacional, dê preferência ao amigo Wagner em detrimento de Geddel.

Nos subterrâneos, as principais lideranças do PMDB dizem que o PT se comporta como se a vitória de Dilma fosse um dado da realidade.

Afirmam que, guindo-se por essa premissa, o petismo trabalha com a hipótese de que o apoio do PMDB cairá no colo de Dilma por gravidade.

Nos próximos dias, a direção do PMDB cuidará de lembrar aos mandachuvas do PT, a Dilma e ao próprio Lula que a coisa não é bem assim.

Lembrarão que a entrada do PMDB na aliança ainda depende do referendo da convenção do partido, marcada para junho.

Recordarão que vem de Minas o maior contingente de delegados com direito a voto na convenção. E dirão que a atmosfera de animosidade não ajuda.

No mais, o PMDB vai “exigir” a presença de seus representantes no comitê de campanha que assessora Dilma, hoje restrito ao PT.

Menos otimista que a média, o PMDB enxerga a sucessão presidencial como uma guerra de resultado incerto. Avalia que a candidata, noviça em urnas, tropeça além do desejável nessa fase de pré-campanha.


Escrito por Josias de Souza às 00h44