sexta-feira, 28 de maio de 2010

The Rolling Stones - As Tears Go By

Rolling Stones - Mercy mercy

The RoLLing Stones - I`m All Right

rolling stones - anybody seen my baby (TRADUCIDO)

The Rolling Stones - Rain Fall Down - Legendado - Mircmirc

rolling stones "out of tears" (traducido)

Rolling Stones-streets of love subtitulado

ANGIE (SUBTITULADO AL ESPAÑOL) - THE ROLLING STONES

Rolling Stones- Wild Horses(Acoustiv Version)

The Rolling Stones - LADY JANE

My girl - Rolling Stones

Rolling Stones - The Last Time (1965)

The Beatles - Can't Buy Me Love (Live)

The Beatles "Roll Over Beethoven"

Gene Vincent - Bluejean Bop

GENE VINCENT - RACE WITH THE DEVIL

TRUE LOVE - CARL PERKINS

Creedence Clearwater Revival: Suzie Q

Creedence Clearwater Revival: Who'll Stop The Rain

Bee Gees - Every Second, Every Minute

Bee Gees - Turn Around, Look at Me

Wilson Pickett and Bee Gees - Hey Jude

Wilson Pickett - In The Midnight Hour

Lean On Me (Live) From a 1973 BBC concert

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


O ministro Joaquim Barbosa fulmina ação do PSDB, atribuindo-a a interesses pessoais do senador Jereissati, arquiva o recurso. Agora, 17 meses depois, SE DÁ POR IMPEDIDO.

Essa ação teve origem numa denúncia da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, que não concordou com a “FUSÃO” do PSDB e do senador Jereissati, um defendendo o interesse do outro. A empresa beneficiada é a JEREISSATI CENTROS COMERCIAIS S/A, que não deveria ter nada a ver com o PSDB. Mas tinha tudo.

A então prefeita alegou, e era RIGOROSAMENTE VERDADEIRO, que “a ação estava sendo TRATADA pela Justiça do Ceará”.

Ela se apresentou no processo, testemunhou, e faz parte da decisão do ministro Joaquim Barbosa. Que no despacho, duríssimo, não poupou ninguém, o PSDB ou o senador. Na época ninguém publicou nada, a não ser a Tribuna da Imprensa, então circulando diariamente.

O ministro examinou exaustivamente a questão, (que não poderia ter chegado ao Supremo DE MANEIRA ALGUMA) sem a menor complacência ou concordância. É assim que deve agir um ministro do Supremo. Mandou arquivar o pedido do PSDB, que através de seu caríssimo advogado, entrou com a AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE número 3.908.

Despacho do ministro, em tom visivelmente depreciativo: “A PRESENTE AÇÃO DIRETA PRESTA-SE EXCLUSIVAMENTE À DEFESA DE INTERESSES PARTICULARES CONCRETOS”. Joaquim Barbosa vai mais longe, mas o importante está no despacho e na decisão de ARQUIVAR A AÇÃO, sem maiores considerações. Além de ESTABELECER DE MANEIRA IRREFUTÁVEL, que a empresa comercial de Jereissati era encampada pelo PSDB. ARQUIVOU com total DESPREZO E DESAPREÇO.

Na AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, o PSDB de Jereissati apresenta como argumento “a existência da DEMOCRACIA PARTICIPATIVA”. Ha!Ha!Ha!

É a DEMOCRACIA DE SECOS E MOLHADOS, escondida atrás de uma ADIN. Novamente: Ha!Ha!Ha!

Desesperados com a AÇÃO ARQUIVADA, o PSDB, o senador Jereissati e o advogado, ficaram pensando (?) o que fazer. Finalmente entraram no próprio Supremo, (só podia ser) com AGRAVO REGIMENTAL, recurso conhecido como P-R-O-T-E-L-A-T-Ó-R-I-O. (desde o início de 2009 está pendente de julgamento).

Mas em 2 de março deste 2010, com a AÇÃO ARQUIVADA POR ELE MESMO, o ministro Joaquim Barbosa, negando as possíveis convicções, e estabanadamente, perdão, surpreendentemente, se JULGA SUSPEITO PARA JULGAR o recurso, por questões de FORO ÍNTIMO. (Essa mudança não seria pelo fato do ministro ser MESTRE NO P-R-O-T-E-L-A-T-Ó-R-I-O?

A ação foi então redistribuída para o ministro Dias Tofoli, se deu por suspeito, registrando: “Já atuei na ação, como Advogado da União”. Já se deu por IMPEDIDO outras vezes, razoável. Mas se dará por IMPEDIDO em todas as ações em que DIRETA ou INDIRETAMENTE se vislumbrar participação do governo Lula?

Nova redistribuição, foi para o ministro Ricardo Lewandowski, que presidindo o TSE num ano eleitoral, não tem tempo para mais nada ou coisa alguma.

***

PS – Do ministro Joaquim Barbosa, numa época em que ainda não havia descoberto o PRÓPRIO impedimento: um partido político que recebeu, pela Constituição de 1988 (artigo 103, VIIIº) o munus de propor Ação Direta de Inconstitucionalidade, não poderia patrocinar interesses particulares.

PS2 – Excelente a decisão de arquivar a AÇÃO. Excelente até março, quando o ministro-relator descobriu o IMPEDIMENTO DE FORO ÍNTIMO.

PS3 – E como perguntar não ofende, como é que Joaquim Barbosa DESCOBRIU essa convicção, depois de meses de TER DECIDIDO, até com ironia e sem nenhuma consideração, ARQUIVAR A AÇÃO?

PS4 – Prefiro responder com Rui Barbosa, maior do que todos nós, jornalistas, advogados, ministros. Isto foi publicado em 31 de março de 1899, no jornal “A Imprensa”. Leiam, meditem e lembrem. É Rui Barbosa:

“De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pelas facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica. Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder. Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se, lavando as mãos do sangue, que vão derramar, do atentado, que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Comercial antigo - 70's Levi Commercial

Charge do dia

http://www.gazetadopovo.com.br/midia/tn_625_490_tiago_280510.jpg


Tiago Recchia - Gazeta do Povo - Curitiba, PR

Las imágenes que Bruni no quiere que se vean - El País, es - link (aqui)



El Elíseo intenta retirar de la Red un vídeo con diversos momentos del pasado de la mujer del presidente francés, que explica sus técnicas de conquista: "¿Te gustan mis domingas?"

EL PAÍS - Madrid - 27/05/2010




Imágenes incómodas


C
aptura de imagen de uno de los momentos recogidos por 'In the tube with Carla Bruni', el vídeo creado por Thomas Cazals con diversos momento del pasado de la mujer del presidente francés que el Elíseo está intentando retirar de la Red.




El palacio del Elíseo está haciendo todo lo posible para retirar un vídeo de Carla Bruni. Su autor es Thomas Cazals que se muestra indignado porque su obra, de 25 minutos de duración, vaya a ser eliminada de la Red , donde fue colgada hace 15 días. Se trata de un film en el que se recogen varios instantes de la vida profesional de la modelo, cantante y ahora primera dama de Francia.

El momento que al parecer ha molestado más a Bruni y a su marido, Nicolas Sarkozy, es uno que data de 1996 cuando en un programa de televisión dos presentadores, uno de ellos el diseñador Jean Paul Gaultier, explica sus técnicas para conquistar en varios idiomas. En el vídeo se le oye a la primera dama decir, por ejemplo, en un castellano con acento sudamericano: "¿Te gustan mis domingas?". Para luego añadir en alemán: "Me pones muy caliente".

In the tube with Carla Bruni se puede ver todavía en Youtube , a pesar de que el entorno de Sarkozy ha intentado retirarlo por irreverente.







Melancólica, Nina Becker estreia solo






Vocalista da Orquestra Imperial, a carioca lança dois discos sem o espírito festivo da banda que a fez famosa


Álbuns trazem canções de vários integrantes da Orquestra, como Moreno, Domenico e Nelson Jacobina

MARCUS PRETO
DE SÃO PAULO

Nina Becker está sozinha.
Projetada como vocalista da Orquestra Imperial, a megabanda que há quase uma década junta no mesmo palco duas dezenas de estrelas da nova e da velha geração da música brasileira, ela estreia no próximo mês como artista individual. Lança, ao mesmo tempo, os álbuns "Azul" e "Vermelho".
Coprodução de Maurício Tagliari, Carlos Eduardo Miranda e a própria cantora, os discos expõem faceta melancólica da personalidade de Nina que os fãs dos carnavalescos shows da Orquestra jamais suspeitariam existir.
Aqui, a sonoridade é, sobretudo, a ausência de som. Vale mais o sussurro que o grito, o silêncio que o ruído.
"Sou assim, vazia mesmo", diz. "Na Orquestra, tive que me adaptar a uma coisa totalmente diferente do que sou quando estou sozinha."
Nina nem queria ser cantora. Trabalhava com publicidade quando, em 2002, começou a frequentar os primeiros -e ainda vazios- shows da Orquestra.
Soube em uma dessas apresentações que Thalma de Freitas, então a única vocalista do grupo, viajaria por alguns meses à Europa. Então, se ofereceu. E foi aceita.
Largou a publicidade em busca de mais tempo para dedicar à música. Para pagar as contas, abriu um ateliê de costura. Mas o negócio tomou proporções maiores do que se imaginava.
"Tive de trabalhar em linha de produção, acordar cedo e virar empresária. E minha ideia não era essa. Revi, refleti. E encaixotei o atelier."
Ficou só com o trabalho da Orquestra e, desde então, animou oito edições do Baile dos Namorados, carro-chefe na agenda do grupo, e um sem número de carnavais.

COMPOSITORA
Mas nem um pingo dessa alegria tem eco agora, nos dois trabalhos solo.
"Vermelho" foi gravado no esquema "ao vivo no estúdio" em apenas quatro dias.
O instrumental nas dez faixas é feito pelo Do Amor, grupo de rock que tem entre os integrantes dois músicos da BandaCê, de Caetano Veloso. Marcelo Callado, o baterista, é namorado de Nina.
"Azul", ao contrário, demorou mais de três anos para ficar pronto. Conta com o mínimo possível de instrumentos em cada faixa e tem poucos músicos atuando.
Companheiros da cantora na Orquestra, Nelson e Rubinho Jacobina, Moreno Veloso e Domenico Lancelotti são os autores de várias faixas.
Mas boa fatia do repertório foi composta pela própria Nina, que se descobriu compositora quando teve que ficar de molho por seis meses graças a uma hérnia de disco.
Produziu tantas canções que já tem material para novo álbum. Só ainda não decidiu a cor que ele vai ter.


RAIO-X
NINA BECKER

NASCIMENTO
Rio de Janeiro (RJ), em 21 de julho de 1974

EM DISCO
Além de cantar em "Carnaval Só Ano que Vem" (2007), da Orquestra Imperial, participou do álbum do grupo 3naMassa, de 2008. Sozinha, lançou o single "Volte Sempre" (2004) e o EP "Superluxo" (2006). Este último era trilha de um desfile de sua marca de roupas.

NA MODA
"Superluxo", nome da parceria da cantora com Nervoso (da banda Nervoso e os Calmantes) incluída no álbum "Vermelho", batizava também a primeira -e única- coleção apresentada por Nina em uma semana de moda. O desfile aconteceu em 2006, no Fashion Rio. A marca, que esteve ativa entre 2004 e 2007, está "encaixotada" por tempo indeterminado.



Em álbum solo, cantora não perde a majestade de musa

BRUNO YUTAKA SAITO
EDITOR-ASSISTENTE DA ILUSTRADA

Na Orquestra Imperial, Nina Becker era o símbolo de um Rio moderno, cool e festivo. Solo, deixa a festa de lado. Mas a majestade de musa ela não perde. Agora, Nina seduz porque parece real. "Azul" valoriza silêncios, e ela sussurra indefesa em nossos ouvidos. Sabe sofrer com classe.
É o espírito do "menos é mais", seguido por Tiê, como se fosse um movimento de oposição aos excessos das lady gagas da vida. Ao forjar com precisão essa identidade, os produtores Maurício Tagliari e Miranda são tão estrelas quando Nina.
Ainda que remeta a, aqui e ali, Marisa Monte ou Gal Costa, Nina mostra estar perto de uma voz própria e forte em "Azul". Em "Não me Diga Adeus" (célebre com Nara Leão), acreditamos que seu coração está já frio e aos cacos ao cantar "pense nos sofrimentos meus".
Já o calor de "Vermelho" vem da turma que cerca Nina. As obsessões de parceiros impregnam faixas como "Do Avesso", que traz a paixão de Nervoso por Roberto Carlos.
"Volte Sempre", de Renato Martins, segue a linha dixie de sua banda, Canastra. Fosse ainda estilista, poderíamos dizer que as canções são belas, cheias de estilo, modernas e confortáveis.


AZUL E VERMELHO

ARTISTA Nina Becker
GRAVADORA: YBMusic
QUANTO: a definir (lançamento previsto para junho)
AVALIAÇÃO: bom








Mônica Bergamo - Folha de São Paulo - link (aqui)

Leticia Moreira/Folhapress

BELEZA NEGRA
O estilista Walter Rodrigues posa entre as modelos (da esq. para a dir., em sentido horário) Malana, 19, Mayara Ferre, 16, Viviane Oliveira, 18, Janaína Héglin, 19, e Janaína Santos, 19. Ele montou um casting só com negras para a passarela de seu desfile, que abriu ontem o Fashion Rio. "Isso nunca foi feito antes. No princípio, fiquei tenso, achei que não conseguiríamos 25 modelos negras, porque as agências não se esforçam para investir nelas. Estão indo muito para o Rio Grande do Sul e pouco para a Bahia", diz ele.

MARACANÃ EM DOSE DUPLA

É grande a possibilidade de o Maracanã, no Rio, sediar não apenas o encerramento, mas também a partida de abertura da Copa de 2014, no Brasil. Esta já é considerada a melhor alternativa pelo governo federal diante das negativas do Estado e da Prefeitura de SP de ajudarem o Morumbi a levar adiante a reforma exigida pela Fifa para o jogo inaugural.

MASCATE
O São Paulo F.C., dono do Morumbi, também já admite internamente a hipótese de perder a abertura para o Maracanã. O clube está tendo que levantar sozinho os recursos para as obras. O BNDES já ofereceu financiamento, mas outro banco precisa garantir o empréstimo -e as instituições financeiras privadas não têm se animado a embarcar no projeto.

DORMITÓRIO
Outros dois estádios que pleiteiam sediar a abertura, o Mineirão, de Belo Horizonte, e o Mané Garrincha, de Brasília, são considerados carta fora do baralho pelo governo federal. A rede hoteleira da capital mineira não teria capacidade para abrigar os turistas que desembarcariam na cidade para o jogo inaugural. E a capital federal perdeu força depois dos escândalos do mensalão do DEM.

ENTRE NÓS
Dilma Rousseff (PT-RS) foi recebida em almoço reservado anteontem na sede da Votorantim, na rua Amauri, em São Paulo. À mesa, Fábio Ermírio de Moraes, Carlos Ermírio de Moraes e Raul Calfat, diretor-geral da Votorantim Industrial, entre outros. Com ela chegaram Antônio Palocci (PT-SP) e Fernando Pimentel (PT-MG), coordenadores da campanha.

O CARA
Responsável por azeitar os canais entre a candidata e o empresariado paulista, Palocci tem linha direta com os Ermírio de Moraes, por quem já foi recebido outras vezes para almoçar e trocar ideias.

GANGORRA ELETRÔNICA
E a coordenação da campanha de Dilma faz circular pesquisa interna que mostra que a petista, ainda embalada pelos anúncios do PT em que apareceu colada a Lula, subiu alguns pontos em relação aos últimos levantamentos divulgados. A campanha de José Serra (PSDB-SP) espera reverter o quadro com a enxurrada de anúncios que partidos aliados, como o DEM, vão veicular até o fim de junho.

BEBEL ASIÁTICA
Bebel Gilberto usará um conjunto de blusa e sarongue coloridos no seu show hoje no Sesc Pompeia.



O figurino, assinado pela estilista italiana Valentina Audrito, foi comprado pela cantora em sua turnê pela Ásia, no mês passado.

VOZ DO POVO
Placas em português na parede do novo consulado-geral do Brasil em Paris, na França, estampam o apelo: "Ajudem-nos! (Por favor... falem baixo)".

PERNAS DE FORA
O empresário Alexandre Accioly e sua noiva, Renata Padilha, pedem que as convidadas de seu casamento, amanhã, no Rio, não usem vestidos longos e que os homens não coloquem gravata. A ideia é que a festa no apartamento de Accioly, em Ipanema, seja informal. Aécio Neves será padrinho.

SÓCIO FENOMENAL
O processo para que o jogador Ronaldo se torne sócio do clube Athletico Paulistano, nos Jardins, levará 90 dias para ficar pronto. "É o mesmo tempo que leva para qualquer pessoa. A documentação que ele apresentou há 20 dias está sendo analisada. Ele não terá nenhum privilégio", diz Sylvio Antunes Filho, diretor-secretário do clube. O título custa R$ 5.000, e a transferência, R$ 180 mil.

ESGOTADO
E os convites para o show de Fábio Jr., hoje, no mesmo clube Paulistano, já estão esgotados. Os ingressos custavam R$ 50 para sócios e R$ 70 para convidados.

GORETE: "QUEM É WANESSA CAMARGO?"

"É uma mistura de Márcia [Goldschmidt] e Wanessa Camargo", dizia o cabeleireiro Celso Kamura sobre Gorete, a mulher que levou o "Pânico na TV" (RedeTV!) ao primeiro lugar de audiência, no domingo, depois da transformação que prometia torná-la parecida com Gisele Bündchen. "Quem é Wanessa Camargo?", perguntava Gorete. "Aaah! A cantora... Não acho parecida, não."



Gorete fez anteontem sua primeira aparição pública depois do tratamento dentário e capilar do "Pânico". Ela abriu o desfile de Walério Araújo na Casa de Criadores, semana de moda que reúne novos estilistas. "A Sabrina [Sato] me pediu. Não tive como negar".



"Gostei! É como se fosse passarinho na gaiola querendo voar", dizia Gorete, mais aplaudida do que o próprio estilista. A cantora Stefhany, que já teve o posto de estrela instantânea quando estourou, no ano passado, com um clipe no YouTube, estava longe dos flashes desta vez. Contava com a ajuda de uma assessora para tentar atrair as atenções. Enquanto sorria, a funcionária distribuía cartões e CDs autografados tirados da cintura.

CURTO-CIRCUITO

A cantora Tulipa faz show no domingo, às 19h, no Auditório Ibirapuera. Livre.

A obra dos diretores de animação Quay Brothers será debatida hoje, às 19h, na Caixa Cultural Sé.

A ONG Obra do Berço realiza hoje, às 8h, a décima edição do Torneio de Golfe Beneficente, no SP Golf Club.

A festa "Tô Mara" acontece hoje, às 23h, com show de Lady Gaga cover, na FunHouse. Classificação: 18 anos.

O São Paulo Bike Circuit acontece no domingo, às 10h, com saída do parque das Bicicletas, em Moema.

O coquetel de abertura do Festival da Mantiqueira acontece hoje, a partir das 18h, na Pousada Muriqui, em São Francisco Xavier.

com DIÓGENES CAMPANHA, LEANDRO NOMURA e LÍGIA MESQUITA

Barbara Gancia - Folha de São Paulo - link (aqui)




Baixa a bola, Dunga!

Maradona pode não ser muito bom da bola, mas ao menos não está tentando preparar marines


HOLA, QUÉ TAL? A notícia de que a minha seleção está liberada para levar vida normal durante a Copa da África do Sul renovou-me o espírito.
Acordei tão animada em saber que nenhum jogador da celeste y blanca precisará abrir mão de ser feliz, que tratei de fazer logo uma reserva para assistir ao primeiro jogo, contra a Nigéria, no dia 12, na companhia de outros hermanos em um muy hermoso restaurante portenho no meu bairro.
Para quem acha que estou falando algum dialeto de Tupungato, um breve resumo: minha implicância com o mau humor de Dunga chegou a tal ponto, que fui impelida a torcer por outra seleção.
A escolha natural recaiu sobre a Argentina, equipe das mais charmosas que, para quem não sabe patavina de futebol como eu e só entende a Copa do Mundo como uma grande festa a ser desfrutada de quatro em quatro anos, apresenta-se como a antítese da sem-gracice proposta pelo técnico tapuia.
Não é preciso ser nenhum modelo de lascívia antigo-romana para fugir de Dunga -e de tudo aquilo que ele representa- em direção à fronteira da Argentina. Entre um técnico que admite que seus jogadores desfrutem com moderação de sexo, vinho e churrasco e outro que proíbe o credenciamento de humoristas, não há o que discutir.
Está certo que as palavras "Maradona" e ""moderação" tem a mesma intimidade que o Stevie Wonder com a patinação artística, mas estou começando a achar que tenho mais em comum com a Mafalda argentina do que com o nosso Jack Bauer.
"Nem todo mundo gosta de sexo", filosofou Dunga na chegada à África. Realmente. As pessoas que não conseguem mais praticá-lo e as que não tem "joie de vivre" não gostam. E, se continuarmos dando ouvidos ao que ele tem a dizer, daqui a pouco ninguém mais vai gostar de sorrir, nem de bebês, nem de flores, nem do amor, nem de sol.
Fico imaginando o que o Bussunda, morto durante a Copa de 2006 na Alemanha, não deve zoar da ranzinzice do Dunga junto com Garrincha lá na happy hour do céu...
Exagero? Estou pegando demais no pé do Dunga? Ora, a seleção foi pedir a bênção do presidente antes de embarcar e, na hora de cumprimentá-lo, Dunga fez questão de mostrar ao mundo que não vai com a cara do Lula. Que história é essa?
E além de fazer cara feia feito um meninote, ele ainda cumprimentou o mais alto mandatário do país de ombros caídos e com a mão no bolso. Como assim?
Estamos cansados de saber que Lula tem pé de esquimó (para o mundo inteiro menos para ele) e já secou o Guga, o Diego Hypólito, o Popó... a lista é quilométrica. E que, se o Dunga fizesse uma figuinha com os dedos dentro do bolso, não haveria mal nenhum, não é mesmo?
Mas quem estava ali no encontro do Alvorada eram o presidente e o técnico que irá representar o país. Portanto, o Dunga que seja coerente com o discurso dele ou então a gente chama logo o Vampeta para dar umas cambalhotas e pronto.
De minha parte, torço pela alegria. Maradona pode não ser bom da bola, mas não pretende preparar ninguém para virar marine.
No fim das contas, o que está em jogo ali é um belo espetáculo e não a honra de um país. Quem troca as bolas não ganha o jogo.
Dale, Argentina!

barbara@uol.com.br

@barbaragancia

Janio de Freitas - Folha de São Paulo - link (aqui)




Fora do bla-bla-blá

O sarcasmo sugestivo de Serra contribui como aceno programático na pobreza convencional do bla-bla-blá



A ACUSAÇÃO de José Serra ao governo da Bolívia, dando-o como "cúmplice" na remessa de "80% a 90% da cocaína consumida no Brasil", tem um sentido velado sob seus componentes diplomático e policial. Nem está na acusação, propriamente. Fluiu da maneira como José Serra a construiu, tornando-a sugestiva de algo que pareceu vir fora da hora.
Sem mencionar o presidente boliviano, Evo Morales, Serra no entanto dirigiu-lhe a acusação. E o fez de um modo sarcástico que não passaria, nunca, apenas por má construção verbal: "Mas 80% a 90% da cocaína vêm da Bolívia, com quem o governo amigo que se fala muito... e etc...". A ironia contou ainda com o capricho na inflexão.
A cocaína levou à evidência da ideia que Serra faz do governo boliviano e do seu presidente, com quem Lula fala muito. Logo, proporcionou a sugestão de que suas metas presidenciais incluiriam mudança substancial nas relações com a Bolívia de Evo Morales. O que, por sua vez, não teria como ocorrer isoladamente, mas como parte de uma política brasileira com a América do Sul. Ou seja, com reflexos nas relações também entre Brasil e Paraguai, Equador, Venezuela, Uruguai e Argentina. Além do Mercosul já desprezado por Serra.
O sarcasmo sugestivo, ainda que não venha a passar disso, contribuiu como primeiro aceno programático na pobreza convencional do bla-bla-blá que Serra e Dilma Rousseff mantêm. Corrijo: fiel a outro convencionalismo, Serra já prometeu a criação de mais um ministério -o da Segurança. Mas, como pode haver boa segurança sem ministério e má segurança com ministério, fora do ramerrão dos dois fica mesmo a sugestiva mensagem implícita na acusação à Bolívia de Evo Morales, e só.

OBRIGADO
Aécio Neves fez uma gentileza às senhoras e aos senhores ouvintes e leitores de jornal. Fez também, na mesma atitude, uma perversidade com os jornalistas que, muito mais do que o comando do PSDB, multiplicaram expectativas e apelos a Aécio para curvar-se à vice-presidência de José Serra. O ponto final (sic) posto por Aécio Neves nessa lenga-lenga jornalística é, antes de tudo, motivo de agradecimento.
A reafirmação de Aécio foi acompanhada de um comentário de Itamar Franco tendente a ser outro ingrediente de especulação. Há algum tempo, o ex-presidente é citado, fora da imprensa, como solução alternativa para a chapa de Serra, no caso de um forte desempenho em Minas mostrar-se decisivo para dar-lhe condições de êxito.
O comentário de Itamar Franco foi de crítica, pelos elogios de Serra a Lula, porém seguida da ressalva de que votará nele por disciplina partidária. Seu partido é o PPS, aliado do PSDB. É notório que Itamar e Serra não se apreciam. Mas Itamar e Collor não se apreciavam. O novo nome já entrado nas especulações, aliás, está na mesma: é também notório que Serra e Tasso Jereissati estão muito longe de se apreciarem.
Então, amizades e apreços não devem impedir especulações, como não impedirão a difícil escolha de um vice para Serra.

Renata Lo Prete - Painel - Folha de São Paulo - link (aqui)







RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br


Questão doméstica

Aécio Neves pode perfeitamente manter a anunciada disposição de concorrer ao Senado, mas o fato é que, neste momento, a maior pressão para que ele aceite ser vice de José Serra não vem do entorno do candidato à Presidência e nem de empresários interessados no sucesso da oposição, e sim de mineiros associados ao projeto político do ex-governador.
Tal movimento parte de uma avaliação, diversa da manifestada por Aécio publicamente, segundo a qual sua presença na chapa presidencial ajudaria a eleger Antonio Anastasia (PSDB) ao governo estadual.




Decifra-me 1. Segundo relato de um correligionário que conversou a sós com Aécio já de volta da viagem, a chance do cenário vice é próxima de zero. Ele disse estar convencido de que, correndo Minas, fará mais por Anastasia e pelo próprio Serra.

Decifra-me 2. Prognóstico de um outro PhD em Aécio, depois de trocar longo telefonema com o próprio: numa escala de zero a dez, a chance hoje está em quatro.

Como quiser 1. O PT de Minas contratou o instituto Sensus, e o PMDB, o Ibope, para irem a campo no Estado neste fim de semana realizar a pesquisa que, em tese, vai sacramentar se o candidato do campo lulista ao governo local será Hélio Costa (PMDB) ou Fernando Pimentel (PT). Os questionários, combinados entre os dois partidos, são iguais.

Como quiser 2. Chamam a atenção as questões relativas ao "critério de voto". Uma delas pergunta ao eleitor quem -Pimentel ou Costa- "reuniria melhores condições, no decorrer da campanha, de concorrer com Antonio Anastasia". Desde sempre, o argumento dos petistas em defesa da candidatura própria é o de que o peemedebista é conhecido por largar bem, mas perde fôlego ao longo da disputa.

Jogo de cena? O ti-ti-ti acerca de uma nova reviravolta em Minas fez o presidente do PMDB, Michel Temer, telefonar anteontem para o do PT, José Eduardo Dutra. O peemedebista saiu tranquilizado da conversa. Ao menos entre as cúpulas, a questão mineira é tida como um "assunto resolvido".

Eu não FHC. ignora de onde o governo Lula tirou a ideia de que ele teria apelado ao casal Clinton para que Barack Obama não visitasse o Brasil antes das eleições. Diz que jamais conversou com o ex-presidente americano sobre nada semelhante e que da última vez em que falou com Hillary ela ainda nem era secretária de Estado.

Espécies. Do tucano Serra, tuitando madrugada adentro: "Um governador comparou-me ao curiango, que só vive à noite. Divergi: vivo também de dia!".

Fim da fila. O governo tentará garantir, logo no início de junho, a aprovação no Senado da capitalização da Petrobras e do projeto que estabelece o regime de partilha do pré-sal. Já a proposta que cria a Petrosal pode bem ficar para depois das eleições.

Agenda. Com a fusão da partilha e do fundo social no mesmo projeto, o tema terá de voltar à Câmara. O governo quer um esforço concentrado em 16 e 17 de junho para liquidar o assunto.

Visita à Folha. Antonio Palocci, deputado federal pelo PT de São Paulo e um dos coordenadores da pré-campanha de Dilma Rousseff à Presidência, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava com Branislav Kontic, chefe de gabinete.

com LETÍCIA SANDER e DANIELA LIMA

tiroteio

Como sempre, os tucanos mostram valentia diante de um país como a Bolívia e submissão aos EUA, que é o maior consumidor de drogas do planeta.

DO DEPUTADO FERNANDO FERRO (PT-PE) sobre José Serra, segundo quem o governo do país vizinho é "cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil.

contraponto

Toda hora é hora Michel Temer tentava deixar seu gabinete, ontem, mas era impedido por um sem número de pedidos de conversa (leia-se, lobbies) sobre matérias em tramitação na Câmara. Quando finalmente conseguiu sair, foi cercado por repórteres que o bombardearam com perguntas sobre os temas espinhosos do momento.
Já dentro do elevador, ele desabafou, num suspiro:
-Nossa, hoje não está dando nem para respirar!
Eis que o ascensorista o interrompe:
-Aproveitando que o senhor está aqui, tem previsão para sair o aumento dos ascensoristas?

Eliane Cantanhêde - Folha de São Paulo - link (aqui)




Foi uma cacetada


BRASÍLIA - O solene "não" de Aécio Neves para ser vice na chapa de José Serra pega a oposição de jeito e deixa o candidato na mão. A alternativa para vice era Aécio ou Aécio. Em não sendo ele, ocorrem automaticamente dois efeitos: os partidos da coligação tendem a se engalfinhar pela vaga, e qualquer um que seja escolhido será sempre o que foi porque Aécio não quis. Não chega a ser emocionante.
Há também a questão da oportunidade, pois a negativa de Aécio ocorre justamente quando Dilma Rousseff empata com Serra, deixando a oposição nervosa. Uma interpretação legítima é que Aécio fez os cálculos, olhou o horizonte e não apostou nas chances de vitória.
E há, por fim, um punhado de interrogações no rastro da decisão de Aécio: sem ser vice, até que ponto ele vai se envolver com a campanha além das formalidade e atrair votos para Serra? E como fica o poderoso eleitorado de Minas, segundo colégio eleitoral do país?
O passado condena Aécio, que é inequivocamente o principal líder político de Minas, sempre tem expressivas votações e já mostrou que é capaz de transferir montanhas de votos. Mas tem que querer. Há sérias dúvidas se realmente quis em 2002, quando Serra foi o candidato tucano, e em 2006, com Geraldo Alckmin concorrendo. Lula deu de lavada no Estado nas duas vezes.
Olhando para a frente, Serra tem três opções. Pela ordem: indicar um vice do PP, que engrossaria o tempo de TV; pinçar um do DEM no Nordeste; e, "se não tem tu, vai de tu mesmo" -a chapa puro-sangue.
Péssimo para Serra? Mas ainda pode piorar. Basta ele chegar à convenção de 12 de junho só, sem Aécio e sem vice nenhum.
As perspectivas de Aécio, porém, não são melhores: quatro anos num Senado às traças, para bater de frente com o candidato Lula em 2014, não é o melhor dos mundos. A não ser que, ao contrário de Serra para a vice, Aécio tenha um mirabolante plano B. A ver.

elianec@uol.com.br

Fernando de Barros e filho - Folha de São Paulo - link (aqui)





Direitos fora de moda


SÃO PAULO - Não mereceu muita atenção da imprensa brasileira o relatório da Anistia Internacional, divulgado anteontem em Londres. Não terá sido por falta de assunto.
Lula adora fazer graça com o sumiço do FMI do noticiário, já que os credores, agora, somos nós. Mas isso não se aplica à pauta da Anistia. Em relação aos direitos humanos, o país ainda é um devedor contumaz.
Vítimas de tortura e de execuções por policiais, superlotação de presídios, populações faveladas à mercê do tráfico ou de milícias, assassinatos e trabalho escravo no campo -a lista de ocorrências "degradantes, desumanas e cruéis" no país é extensa, embora a própria Anistia reconheça alguns avanços.
O relatório se refere a 2009, mas não escaparam aos representantes da ONG em visita ao Brasil dois "casos" emblemáticos já deste ano.
Primeiro, os dois motoboys espancados até a morte por PMs paulistas, com intervalo de um mês entre um e outro. Segundo, o julgamento "histórico" de abril, quando o STF decidiu por 7 a 2 que não lhe caberia alterar a Lei da Anistia a fim de possibilitar o julgamento dos que torturaram na ditadura.
Na ocasião, Carlos Ayres Britto (derrotado ao lado de Lewandowski) argumentou que, diante do "monstro" que é o torturador, "não se pode ter condescendência". O Brasil, no entanto, tem -e muita.
O colunista Marcos Nobre foi bem ao ponto: "O STF manteve em vigência uma lei sem examinar de fato se ela é compatível com a Constituição. É verdade que seria um exercício de ginástica intelectual digno de medalha conciliar Estado democrático de Direito e tortura".
O fato é que a repercussão da decisão do STF foi escassa, como se ali estivesse em jogo apenas a dor pretérita de algumas poucas famílias destroçadas, e não a nossa capacidade de contemporizar diante do intolerável -ontem como hoje.
Os alertas da Anistia também já não comovem como antes. O Brasil está na moda. E falar de direitos humanos ficou incrivelmente velho.