domingo, 12 de setembro de 2010
A frase do dia
O PT sofre de mimetismo. Quase todos os homens usam barba, Erenice é a cara de Dilma, Marta Suplicy e d. Marisa estão parecidíssimas, e os estoques de botox estão se acabando.
Danuza Leão - Folha de São Paulo
Here the Deities - Henry Purcell
La rêveuse_purcell
Nous avons, au chant : Julie Hassler , Florence Bolton (dessus de viole), Bertrand Cuiller au clavecin et Benjamin Perrot au théorbe.
Girolamo Frescobaldi - Canzona La Nicolina
Girolamo Frescobaldi (1583-1643)
Canzona La Nicolina
Suzanne Deserres dulciana
Natalie Michaud flauto
Geneviève Soly organo
Alain Trudel saquebote
Picture:
Foiso Fois (1916-1984)
Canne, 1980
Giovanni Battista Riccio - Canzona La Finetta
Giovanni Battista Riccio (1540?-1595?)
Canzona La Finetta
Suzanne Deserres dulciana
Natalie Michaud flauto
Geneviève Soly organo
Alain Trudel saquebote
Picture:
Foiso Fois (1916-1984)
Estate, 1983
Girolamo Frescobaldi - Canzona La Capriola
Girolamo Frescobaldi (1583-1643)
Canzona La Capriola
Suzanne Deserres dulciana
Natalie Michaud flauto
Geneviève Soly organo
Alain Trudel saquebote
Picture:
Foiso Fois (1916-1984)
Autunno, 1982
Deu no Noblat - Blog do Noblat - link (aqui)
Deu na Veja
O Polvo no Poder

Bem próximo do gabinete presidencial, o filho da ministra Erenice Guerra, chefe da Casa Civil, comanda um esquema de lobby que conta com a ajuda da mãe para atrair empresários interessados em contratos com o governo
Diego Escosteguy
A reportagem de capa de VEJA da semana passada relatou o escândalo da quebra do sigilo de adversários políticos promovida por militantes do PT e deu uma visão panorâmica da imensidão e profundidade do aparelhamento do estado brasileiro por interesses partidários. A presente reportagem foca nos detalhes de um caso de aparelhamento muito especial.
Os eventos são protagonizados por pessoas que dão expediente no Palácio do Planalto, em um andar logo acima do ocupado pelo presidente Lula, e são quase todos filiados ao PT, em cujo nome eles agiram em seu relacionamento com empresários em busca de contratos milionários com órgãos do governo.
A figura de proa da história é Erenice Guerra, ministra chefe da Casa Civil, pasta na qual sucede Dilma Rousseff, a candidata petista à presidência da República. Lula inventou Dilma, que inventou Erenice, que é mãe de Israel, personagem que nos leva ao segundo capítulo da narrativa. Ela começa em abril do ano passado, quando Erenice era secretária-executiva da candidata Dilma Rousseff. Lula sabia tudo que a ministra Dilma fazia, que sabia tudo que Erenice fazia?
À frente da Casa Civil desde abril deste ano, Erenice despacha a poucos metros do presidente, coordenando o trabalho de todos os ministérios da Esplanada. Esse extraordinário poder político compreende as bilionárias obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, e a atuação de gigantes como o BNDES, a Petrobras e os Correios.
Hoje, qualquer grande ação do governo precisa receber o aval de Erenice. Ela chegou ao cargo pelos bons trabalhos prestados ao partido nos últimos sete anos. Tornou-se então a principal assessora e confidente da candidata do PT à Presidência. Num eventual governo Dilma, portanto, ela é presença certa.
O Brasil ouviu falar pela primeira vez de Erenice em 2008, quando se revelou seu papel na criação de um dossiê ( banco de dados, na versão oficial) sobre os gastos da ex-primeira dama Ruth Cardoso e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Antes dos detalhes, segue-se aqui um resumo do enredo. Ele ajuda a entender a história que se vai ler a seguir.
Em abril do ano passado, um empresário aterrissa em Brasília em busca de vender ao governo um serviço de transporte aéreo de correspondências e pacotes, justamente o que os Correios procuram. O empresário sabe que sem o empurrão de algum poderoso, por melhor que seja sua proposta em termos de custo e eficiência, ela não será nem analisada. O vendedor então procura um nome forte o bastante para fazer sua proposta tramitar na máquina governamental.
Surgem sugestões de nomes de consultores, como são chamados os lobistas em Brasília. O nome de Israel Guerra se impõe. Ele é filho de Erenice, então secretária executiva de Dilma na Casa Civil. Monta-se um contrato com uma cláusula que prevê “taxa de sucesso” de 6% para Israel caso a licitação pouse suavemente na pista correta.
Dá tudo certo, a empresa prestadora de serviços para os Correios embolsa 84 milhões de reais e entrega pouco mais de 5 milhões para o consultor, lobista, filho da futura ministra chefe da pasta mais poderosa do governo e que despacha no andar de cima do presidente da República. As partes despendem-se e já esquentam os motores para a próxima aventura de ganhar um contrato milionário no governo com ajuda de figura da alta hierarquia.
Casos com enredos semelhantes a esse ocorrem em Brasília a toda hora. Ocorrem no atual governo. Ocorreram em governos passados. A aventura em pauta é diferente por alguns motivos, como se vai ler em seguida. Um dos principais: a “taxa de sucesso” cobrada se destinaria no total, ou em parte, não se sabe bem, a “saldar compromissos políticos”. Para os petistas envolvidos na transação, um claro ato de corrupção capitulado na Constituição, em leis ordinárias e no Estatuto do Servidor Público, era uma ação cívica, um dízimo ideológico destinado a plantar fundações ainda mais sólidas do projeto de poder do grupo.
Nada a esconder. Nada que possa envergonhar cristão. Para eles, desviar dinheiro do bolso dos pagadores de impostos – brasileiros que trabalham cinco meses do ano para o estado -- por meio do direcionamento da licitação fraudulenta, a “taxa de sucesso”, se confunde com as ações rotineiras que cumprem como servidores públicos. Governo e partido, na visão deles, são a mesma coisa.
Nas últimas semanas, VEJA entrevistou clientes do esquema e lobistas que participaram dos negócios. Também teve acesso a emails, contratos, notas fiscais e comprovantes bancários relacionados a essa central de lobby. Dessa investigação, emergem contundentes evidências de que o filho de Erenice e seus sócios usam a influência dela para fechar negócios com o governo.
O grupo, do qual fazem parte dois funcionários da Casa Civil, oferece livre acesso ao Palácio do Planalto, à ministra e ao poder que ela detém de azeitar a obtenção de facilidades e lucros na máquina pública. Em troca, exige pagamentos mensais e a notória “taxa de sucesso”
A empresa do filho da ministra chama-se Capital Assessoria e Consultoria e foi aberta oficialmente em julho do ano passado. No papel, constam como sócios Saulo Guerra, outro filho da ministra, e Sônia Castro, mãe de Vinícius Castro, assessor jurídico da Casa Civil. São dois laranjas. Sônia Castro é uma senhora de 59 anos que reside no interior de Minas Gerais e vende queijo.
A reportagem entrevistou empresários, lobistas, advogados, funcionários e ex-funcionários de alto escalão para tentar entender a história de sucesso da Capital. Na junta comercial, informa-se que ela encerrou suas atividades recentemente. No endereço onde deveria funcionar, na periferia de Brasília, existe um sobrado residencial, e, numa primeira visita, ouve-se do morador que ali é uma casa de família. Uma verificação mais minuciosa, porém, revela que no endereço registrado oficialmente como sede da Capital mora Israel Guerra.
Na ultima quinta-feira, VEJA localizou Israel em sua casa – ou melhor, na sede da empresa. Empresa? Segundo ele, não sabia de empresa alguma funcionando ali. Capital? Nunca ouviu falar. Vinícius? Não se lembrava ao certo nome. Stevan? Este, salvo engano, era amigo de um amigo.
O Vinícius, que ele não se lembrava, era Vinícius Castro, funcionário da Casa Civil, parceiro dele no escritório de lobby. O advogado Stevan Knezevic, o amigo do amigo, o terceiro parceiro, é servidor concursado da Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC, cedido à Presidência da República desde setembro de 2009. Os três se conheceram quando trabalharam na burocracia de Brasília, tornaram-se amigos inseparáveis – amizade que voou a jato para o mundo dos negócios.
Como a sede da empresa funciona em uma residência, quando precisam despachar com os clientes, os três lobistas recorrem ao escritório da banca Trajano & Silva Advogados, que fica num shopping de Brasília. O escritório não tem placa de identificação, mas em cima da mesa de reunião, há vários cartões de visita que indicam que lá trabalha gente famosa e importante. Um dos sócios do escritório é advogado Márcio Dilma, ninguém menos que o coordenador em Brasília da banca que cuida dos assuntos jurídicos da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Quem mais trabalha lá?
Antônio Alves Carvalho, irmão de Erenice Guerra e, portanto, tio de Israel Guerra. Há um terceiro sócio, Alan Trajano, que dá expediente no gabinete do deputado mensaleiro João Paulo Cunha. Eles admitem que a turma do filho da ministra usa as dependências do escritório – e até que já tentou intermediar negócios com a banca. “O Israel tinha sido procurado por uma construtora mineira, que queria contratar um escritório de advocacia, mas acabou não dando certo”", disse Márcio Silva.
VEJA localizou o empresário que participou das reuniões com o filho, os funcionários da Casa Civil e Erenice. Em abril do ano passado, o paulistano Fábio Baracat, dono da ViaNet Express, empresa de transporte de carga aérea e então sócio da MTA Linhas Aéreas, queria ampliar a participação de suas empresas nos Correios. A idéia era mudar as regras da estatal, de modo que os aviões contratados por ela para transportar material também pudessem levar cargas de outros clientes. Isso elevaria o lucro dos empresários.
Baracat também desejava obter mais contratos com os Correios. Ele chegou ao nome do filho de Erenice por indicação de um diretor dos próprios Correios. Diz Baracat: “Fui informado de que para conseguir os negócios que eu queria era preciso conversar com Israel Guerra e seus sócios”. O empresário encontrou-se com o filho da entáo secretária executiva de Dilma e o assessor Vinícius Castro. Explicou a eles o que queria – e ouviu a garantia de que poderiam entregar ali se encomendava.
“Bastava pagar”, afirma Baracat. Nos encontros que se seguiram, Israel disse que poderia interceder por meio do poder da Casa Civil: “Minha mãe resolve”. Conta o empresário: “Impressionou-me a forma como eles cobravam dinheiro o tempo inteiro. Estavam com pressa para que eu fechasse um contrato”.
Após algumas conversas de aproximação, segundo o relato de Baracat, os sócios da Capital informaram: “Está na hora de você conhecer a doutora”. Os dois levaram o empresário para o apartamento funcional onde Erenice morava até março deste ano. Para entrar, Baracat teve que deixar do lado de fora celulares, relógio, canetas – qualquer aparelho que pudesse gravar o encontro. Erenice foi amável, abriu um vinho. “Ela conversou sobre amenidades e assuntos do governo. Erenice não mencionou valores ou acordos. Deixou evidente, porém, que seu filho e o sócio falavam com aval dela”, diz.
“Depois que eles me apresentaram a Erenice, senti que não estavam blefando”, admite Baracat, em conversas gravadas. “Israel e Vinícius passaram a me cobrar um pagamento mensal e exigiam que somente eles me representassem em Brasília.” A partir de agosto de 2009, o empresário topou acertar um contrato e efetuar os pagamentos mensais.
O filho da ministra também se encarregou de operar as mudanças que beneficiariam a empresa nas licitações da estatal. E dá-lhe dinheiro. Diz o empresário: “Pagava os 25 mil reais em dinheiro vivo, sempre para Vinícius Castro. Os acertos davam-se em quartos de hotel, restaurantes e dentro do carro. Ele nunca contava o dinheiro”. No segundo semestre do ano passado, no auge desses pagamentos de propina, Baracat encontrou-se mais duas vezes com Erenice. Como no jantar inicial, as conversas versavam sobre planos de governo, fofocas políticas e a situação dos Correios. Afirma Baracat: “Ela sabia de tudo que se passava. Dava respaldo aos meninos”.
O primeiro bônus pago pelo empresário à turma de Israel Guerra veio em dezembro do ano passado – quando Dilma ainda era ministra. A licença de voo da MTA havia expirado, e a empresa chegou a ficar 4 dias sem operar por ter dificuldades na renovação desse documento junto à ANAC. Aos diretores da MTA e a Baracat, Israel Guerra informou que as dificuldades se traduziam em cobrança de propina.
Diante do impasse, no dia 17 de dezembro Baracat fez uma transferência eletrônica bancária (TED) de 120 mil reais, de sua conta pessoal, para a conta da Capital Consultoria no Banco do Brasil. Além da “taxa de sucesso” do filho de Erenice, o pagamento também contemplou, segundo os sócios da Capital, distribuição de propina na ANAC. Narra-se a trajetória dessa renovação em emails trocados entre os diretores da MTA e a Capital. No mesmo dia 17, Stevan Knezevic, o terceiro sócio da turma, informou por email aos clientes que a renovação sairia naquele dia. Assinava apenas “Capital”.
Em abril, assim que Erenice assumiu o cargo de ministra, houve um novo encontro entre ela, o empresário e os dois lobistas. A conversa ocorreu numa padaria. Desta vez, Erenice estava incomodada com o atraso de um dos pagamentos. Israel abordou o assunto, e ela emendou: “Entenda, Fábio, que nós temos compromissos políticos a cumprir”. O empresário anuiu, e nada mais se disse.
Com o apoio da empresa do filho da ministra, a MTA, que até então ganhava cerca de 40 milhões por ano em contratos emergenciais com os Correios, faturou, num arco de dois meses, 84 milhões de reais em novas licitações. Em outra demonstração da força da ministra Erenice e de seus sócios-juniores, o dono da MTA foi nomeado no final de julho diretor de Operações dos Correios – sim, precisamente o cargo que controla seus contratos como pessoa jurídica. Consolidou-se, assim, a mais perfeita simbiose entre os interesses do grupo de Erenice e as necessidades empresariais dos fornecedores de serviços aos Correios.
Na sexta-feira, Israel Guerra, parece ter recobrado a memória. Por e-mail, ele admitiu ter feito o “embasamento legal” para a renovação da licença da MTA na ANAC, em dezembro. Disse que recebeu o pagamento por meio da conta da empresa do irmão – que no dia anterior ele nem se lembrava que existia – e confirnmou que até emitiu notas fiscais. Israel também admitiu ter apresentado o empresário Fábio Baracat à mãe-ministra, mas apenas “na condição de amigo”.
O fato é que a vida do filho da ministra mudou significativamente desde que a mãe ascendeu na hierarquia federal. Depois de vagar por vários empregos públicos, sempre por indicação de alguém, ele parece ter se estabilizado financeiramente. Na garagem de sua casa, podem-se ver sinais de que a vida como lobista está lhe fazendo bem: ele tem dois carrões, um Golf preto e uma caminhonete Mitsubshi L-2000 – somente a caminhonete está avaliada em 100 mil reais. Os carros estão em nome da ministra Erenice.
Com reportagem de Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Gustavo Ribeiro e Paulo Celso Pereira
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Deu na Carta Capital
Sinais trocados
Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC
Leandro Fortes
Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso.
Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.
Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.
Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.
Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.
Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.
Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE).
Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.
Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado.
Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.
A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito.
À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.
A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.
A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964.
O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.
A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações.
Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.
Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com.
Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.
Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil.
A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.
Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.
Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993.
Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.
Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.
De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe.
De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.
Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia.
Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.
Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.
De buena tinta: arroz negro - Vanitatis, es - link (aqui)

@Reyes Farina* - 11/09/2010
La tinta del calamar está formada por mucosas y melanina. Se cree que en el calamar la glándula secretora de tinta tuvo en sus orígenes una función metabólica y en un momento de la evolución adquirió el papel defensivo. Al parecer la tinta no se libera para cegar al enemigo sino para confundir sus órganos de detección. En la actualidad la tinta que se vende en sobres se fabrica de forma industrial. Con esta tinta, Reyes Farina profesora de la Escuela de Cocina Pimienta y Sal ha preparado un delicioso arroz.
Para cuatro personas necesitamos…
1 cebolla2 ajos
400 g sepia
100 g tomate frito
4 bolsas de tinta de calamar
400 g arroz redondo
1 litro de caldo de pescado
Aceite oliva
1 cuchita pimentón dulce
Modo de hacerlo…
Picar finamente la cebolla y los ajos. Trocear la sepia limpia.
Calentar un poco de aceite en la paellera y rehogar la cebolla la sepia y los ajos. Añadir el pimentón, el tomate frito y el arroz.
A continuación, incorporar la tinta y el caldo caliente. Añadir la sal.
Mezclar bien y dejar que empiece a hervir a fuego fuerte unos 9 minutos, bajar el fuego y dejarlo otros 10 minutos.
Apagar el fuego y dejar reposar tapado con un paño.
Se puede acompañar de alioli.
*Reyes Farina es Gran Diploma Cordon Bleu en Cocina y Repostería.
Prostituta y esposa de diputado - El País, es - link (aqui)
El 'tory' Mike Weatherley descubre por la prensa británica que su esposa ejerce como meretriz - Carla y él se conocieron en Brasil hace diez años
MARUXA RUIZ DEL ÁRBOL - Leeds - 12/09/2010

Weatherley fue fichado por el actual primer ministro británico, David Cameron, durante la campaña electoral y presentado como uno de los nuevos rostros conservadores que, con su comportamiento ejemplar, crearían la Big Society (la gran sociedad) que pretende fundar en Reino Unido el nuevo primer ministro.
Pero el entrometido tabloide y la historia de telenovela de Carla y el diputado Weatherley han logrado sacar los colores al líder conservador, y podrían llevarse por delante los nueve años de esfuerzo político que le ha costado a Weatherley llegar al Parlamento Británico.
El diputado se presentó por primera vez en las elecciones de 2001 pero no fue hasta los pasados comicios de mayo cuando logró arrebatar la circunscripción de Hove y Portslade a la candidata laborista Celia Barlow con gran apoyo de Cameron. Hove y Portslade es un enclave electoral importante en la costa del sureste de Inglaterra.
El diputado Weatherley, de 53 años, tiene tres hijos de su anterior matrimonio y se casó con Adriana, de 39, hace siete en Brighton. Se conocieron hace diez en Brasil durante un viaje de trabajo a Río de Janeiro que él hizo cuando era director financiero del grupo de negocios Pete Waterman's. Por entonces ella ya ejercía la prostitución en su ciudad, según fuentes citadas por el Sunday Mirror, aunque en su certificado matrimonial siempre figuró como profesión la de ama de casa. El diario asegura que "nada hace pensar que Weatherley lo sabía". Después de la boda vivieron durante una temporada en Seaford, al este de Brighton con dos de los hijos de él.
Durante la campaña electoral Carla posó junto a su esposo mientras él sostenía que se daría a conocer por "sus logros políticos y no por sus meteduras de pata". Quería convertirse en "un pilar" de su comunidad y era descrito por sus compañeros de partido como "un ejemplo de la nueva hornada de conservadores modernos con fuertes valores familiares".
Ahora, la esposa del perfecto tory, la misma que posó junto a él en la campaña, ha salido en la prensa y los telediarios con medias de rejilla y lencería color fucsia cantando sus honorarios de memoria: "Son 30 libras por hacer una paja, 40 por sexo oral con condón seguido de sexo y 70 libras por sexo oral sin condón seguido de sexo con condón".
Al destaparse la profesión de su esposa, Weatherley ha añadido una guinda delirante e incomprensible al culebrón al proclamar: "Gracias por dármelo a conocer". El diputado no solo afirma que no sabía nada sino, además, dice que está separado de ella desde febrero, tres meses antes de las elecciones, y que pronto se divorciarán. "Estoy en estado de shock, no tenía ni idea, aunque mantenemos el contacto y comemos juntos todas las semanas. Ella es una persona adorable y bondadosa y yo me haré cargo de todo lo que necesite hasta que lleguemos a un acuerdo con el divorcio".
Su infortunado camino se precipitó hacia el desprestigio el primer viernes de mayo cuando un reportero se coló en un local del sur de Londres conocido como salón de masajes y preguntó por los servicios de Carla, cuyo nombre aquella noche era Bea...
"Después de ponerse cómoda en la cama, comentó que solía vivir en la playa de Copacabana, pero que se decidió mudarse a Londres para aprender inglés", narra el artículo del Daily Mirror. También contó que trabajaba en otros dos burdeles. "Comencé trabajando en Bedford en febrero pero está demasiado lejos. Ahora aquí sustituyo a una compañera que está de vacaciones", dice en el video, del que el tabloide sólo ha hecho públicas un par de imágenes fijas.
Cuando el reportero le preguntó si no le importaba vender su cuerpo, ella respondió: "Me gusta esto, los clientes son simpáticos, el sitio está bien y se gana dinero". Desde el pasado domingo Carla no ha vuelto a aparecer por allí. Un diario local de Hove intentó volver a encontrarla esta semana en la casa de masaje pero le dijeron que no estaba. "Tardará una temporada en volver".
En el partido conservador la respuesta es el silencio. Pese al revuelo que se ha formado en la prensa nadie entre los tories se cuestionado si el diputado ha de continuar en su puesto. "Es un asunto personal que en nada incumbe al partido y además no hay nada que Mike haya hecho mal", comentaba esta semana un portavoz desde su oficina en la Cámara de los Comunes.
Tampoco se ha pronunciado su padrino en las elecciones, David Cameron, que ha tenido dos semanas llenas de sobresaltos: el 24 de agosto nació su cuarta hija, el 6 de septiembre saltó el escándalo de la mujer de Weatherley y el martes su padre murió de un ataque al corazón a los 77 años.
Weatherley también permanece callado. En su web no hay mención alguna al momento por el que está pasando y su Twitter, donde sus votantes solían seguirle, permanece sin entradas nuevas desde el 13 de agosto, dos semanas antes de que su esposa fuera engañada por un reportero disfrazado de cliente.
"Meninos amuados"
A cizânia 1
Jarbas Vasconcelos (PMDB), que a muito custo aceitou dar palanque a José Serra em Pernambuco, caminhando para sofrer a maior derrota de sua carreira, e Sérgio Guerra, coordenador da campanha nacional tucana, mas localmente acertado com o governador Eduardo Campos (PSB), nem se falam mais.
A cizânia 2
Também estão com as comunicações praticamente interrompidas os deputados Jutahy Júnior (PSDB) e ACM Neto (DEM), esteios da campanha de Serra na Bahia. O "demo" Paulo Souto, candidato a governador do bloco oposicionista, derrete a cada pesquisa.
Renata Lo Prete - Coluna Painel, Folha de São Paulo (aqui)
Dilma defende Erenice e diz não haver ‘bala de prata’ - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)
Folha Abordada por repórteres, comentou a notícia que associa a amiga Erenice Guerra à atividade de lobby do filho, Israel Guerra. Dilma disse que ainda não tivera a oportunidade de ouvir Erenice, sua ex-auxiliar e herdeira da cadeira de ministra-chefe da Casa Civil. Cuidadosa, disse: “Até hoje, ela tem a minha confiança”. Mostrou-se favorável à apuração e tomou distância do episódio: "Saí do governo há seis meses. Eu não acompanho as atividades diárias da Casa Civil...” “...Tenho certeza que tudo que está dito na revista 'Veja' o governo vai apurar devidamente". De acordo com a notícia, as primeiras reuniões de Erenice com empresário interessado em cavar contratos ocorreram quando ainda era a segunda de Dilma. Em nota, Erenice negou os malfeitos. Atacou Veja, prometeu ir à Justiça e atribuiu a denúncia à disputa eleitoral. Mas não ofereceu respostas tópicas ao publicado. José Serra enxergou na novidade munição nova para escalar sobre sua antagonista. Disse que, desde José Dirceu, a Casa Civil tornou-se "centro de maracutaia". E Dilma: "Eu acho que o meu adversário tem perdido todas as estribeiras, fazendo acusações sistematicamente, sem provas, de maneira leviana...” “...Periga passar a eleição sendo chamado de caluniador". Alheio à reação, Serra levou o caso à sua propaganda televisiva noturna. Mencionou também o apoio de Lula a Waldez de Goes, o candidato a senador preso no Amapá. Antes, Dilma dissera que seu antagonista está à procura de uma “bala de prata” contra ela. Ironizou: “Sinto informar que não terão".
Dilma Rousseff foi a São Paulo neste sábado (11), para visitar o vice-presidente José Alencar, internado no hospital Sírio-Libanês.
Escrito por Josias de Souza às 21h26
Filho de Erenice é acusado de fazer lobby no Planalto - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)
Sérgio Lima/Folha
Ex-braço direito de Dilma Rousseff e atual ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra está de volta ao noticiário.
Chega acompanhada do filho, Israel Guerra. Notícia veiculada na última edição de Veja informa:
1. Israel, o filho de Erenice, atua como lobista. É sócio da Capital Assessoria e Consultoria. Aproxima empresários de órgãos públicos.
2. Sempre que as tratativas se convertem em contratos, a firma de Israel belisca uma “taxa de sucesso”. Coisa de 6%.
3. Israel serve-se do prestígio da mãe. E tem como sócios dois servidores públicos lotados na Casa Civil, sob Erenice.
4. A notícia traz declarações de Fábio Baracat. Empresário, ele foi sócio de uma empresa que transporta cartas para os Correios, a MTA Linhas Aéreas.
5. Ouça-e Baracat: “Fui informado de que, para conseguir os negócios que eu queria, era preciso conversar com Israel Guerra e seus sócios”.
6. A MTA deseja ampliar seus negócios com os Correios. E Baracat decidiu achegar-se ao filho de Erenice. Depois de alguns encontros, Israel o levou à presença da mãe.
7. Deu-se, segundo a revista, no ano passado, quando Erenice ainda era a segunda de Dilma Rousseff.
8. "Depois que eles me apresentaram a Erenice, senti que não estavam blefando", rememora Baracat.
9. O empresário decidiu contratar a firma de Israel. Coisa de R$ 25 mil mensais, mais 6% de “taxa de sucesso” caso os negócios com o governo avançassem.
10. No total, houve quatro encontros com Erenice. No último, realizado abril de 2010, ela já era ministra.
11. Nessa conversa, conta Baracat, Erenice mostrou-se incomodada com o atraso de um dos pagamentos à empresa do filho.
12. Baracat reproduz uma frase que diz ter ouvido de Erenice: "Entenda, Fábio, que nós temos compromissos políticos a cumprir".
13. O lobby rendeu dividendos. Dois meses depois da última conversa com Erenice, a firma de Baracat obeteve novos contratos com os Correios. Coisa de R$ 84 milhões.
14. Neste sábado (11), Erenice soltou uma nota. No texto, diz que os esclarecimentos que prestou a Veja foram “levianamente desconhecidos”.
15. Anota como se sente: “Atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras”.
16. A ministra anuncia que vai à Justiça contra Veja. Exigirá reparação por “danos morais” e “direito de resposta”.
17. Escreve: “Como servidora pública, sinto-me na obrigação [...] de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico” à disposição.
18. Pena que a ministra não tenha aproveitado sua nota para expor os esclarecimentos que, segundo diz, a revista ignorou.
19. Além da folha de papel, Erenice tinha à sua disposição gravadores e microfones. Se convocasse uma entrevista, a audiência seria grande.
Escrito por Josias de Souza às 19h49




