sábado, 23 de outubro de 2010

Te Busco - Celia Cruz



Te Busco



Al cielo una mirada larga
Buscando un poco de mi vida
Mis estrellas no responden
Para alumbrarme hacia tu risa

Olas que esfuman de mis ojos
A una legión de tus recuerdos
Me roban formas de tu rostro
Dejando arena en el silencio

Te busco perdida entre sueños
El ruido de la gente
Me envuelven en un velo
Te busco volando en el cielo
El viento te ha llevado
Como un pañuelo viejo
Y no hago mas que rebuscar
Paisajes conocidos
En lugares tan extraños
Que no puedo dar contigo

En cualquier huella te persigo (voy tras de ti)
En una sombra te dibujo (al recordar)
Huellas y sombras que se pierden (de la solidad)
La suerte no vino conmigo

Te busco...

CONJUNTO "BOSSA NOVA" - Não Faz Assim (Oscar Castro Neves & Ronaldo Bôscoli) 1959



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

CONJUNTO "BOSSA NOVA" - BOSSA É BOSSA

Personnel;

Roberto Menescal (guitar)

Bill Horn (trumpet)

Luiz Carlos Vinhas (piano)

Bebeto Castilho (sax)

Helcio Milito (drums)

Luiz Paulo Nogueira (bass)


Música - Não Faz Assim (Oscar Castro Neves & Ronaldo Bôscoli)

CONJUNTO "BOSSA NOVA" - Meditação (Tom Jobim & Newton Mendonça) 1959



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

CONJUNTO "BOSSA NOVA" - BOSSA É BOSSA

Personnel;

Roberto Menescal (guitar)

Bill Horn (trumpet)

Luiz Carlos Vinhas (piano)

Bebeto Castilho (sax)

Helcio Milito (drums)

Luiz Paulo Nogueira (bass)


Música - Meditação (Tom Jobim & Newton Mendonça)

Deu no Blo do Noblat - link (aqui)

 
 
 
Enviado por Ricardo Noblat -
23.10.2010
| 16h27m
Deu na IstoÉ

O protegido Paulo Preto

Delegada que prendeu engenheiro por receptação de joia roubada sofreu pressões do alto escalão do governo paulista para liberar o arrecadador tucano
Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira
Nos últimos dias, integrantes do PSDB voltaram a fazer contorcionismos verbais na tentativa de reduzir a importância do engenheiro e ex-diretor do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto (foto acima), personagem revelado em agosto por ISTOÉ que tem trazido constrangimento para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Até agora, era sabido que Paulo Preto, além de ex-diretor da estatal responsável pelas principais obras viárias de São Paulo, virou alvo de acusações de líderes do PSDB porque teria dado sumiço em R$ 4 milhões arrecadados de forma desconhecida para a campanha tucana.
Sentindo-se abandonado, depois que o candidato do PSDB ao Planalto negou conhecê-lo, Paulo Preto fez ameaças públicas e passou a ser defendido por Serra. Todo esse enredo já seria suficiente para mostrar a influência do engenheiro, cuja força a campanha do PSDB insiste em tentar diminuir. Mas os bastidores da prisão de Paulo Preto, há quatro meses, por receptação de joia roubada, são ainda mais reveladores do peso do ex-diretor do Dersa nas hostes tucanas.
O engenheiro foi preso em flagrante no dia 12 de junho, na loja de artigos de luxo Gucci, dentro do Shopping Iguatemi, no momento em que negociava ilegalmente um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Detido pela polícia, Paulo Preto foi encaminhado ao 15° DP, localizado no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Por coincidência, estava na delegacia naquele momento, registrando uma ocorrência, o deputado Celso Russomano (PP-SP).
Ali ele presenciou uma cena pouco usual. A delegada titular do distrito, Nilze Baptista Scapulattielo, conforme Russomano contou a ISTOÉ, foi pressionada por autoridades da Polícia Civil e do governo de São Paulo para livrar o engenheiro da prisão. "Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira, ex-chefe da Casa Civil), do delegado-geral, do delegado do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito", disse Russomano.
Ou seja, dois meses depois de ter sido demitido da Dersa, o ex-diretor ainda era tratado com privilégios por membros da cúpula do governo paulista. Para defendê-lo, foram capazes até de agir ao arrepio da lei, que deveria valer de maneira igualitária para todos. Mas as pressões não foram suficientes para tirar do prumo a delegada, que cumpriu suas obrigações profissionais. Nilze Baptista é conhecida no meio policial pela competência e pulso forte.
Além de prender Paulo Preto, enquadrou o engenheiro como receptador de joia roubada. No boletim de ocorrência, Nilze Baptista disse que, durante a detenção, foram encontrados R$ 2.742 na calça e R$ 8.500 no bolso da jaqueta bege de Paulo Vieira de Souza. Escapou-lhe, porém, um pequeno detalhe que joga um ingrediente ainda mais peculiar no episódio. "Quando Paulo Preto foi flagrado pela polícia, também havia dinheiro nas meias", revela Russomano. Durante a ação policial, os agentes ainda apreenderam com Paulo Preto um veículo esportivo de luxo BMW Z4 2009/2010, avaliado em R$ 250 mil. Horas depois, o veículo foi liberado. Já o engenheiro passou dois dias no xadrez.
Em breve, Paulo Preto também poderá ter de se explicar por suas estripulias na esfera administrativa. Ao rejeitar as acusações sobre a suposta atividade de arrecadador informal do PSDB, o engenheiro estufa o peito para falar de suas qualidades de administrador probo e eficiente. Mas diversas ações abertas pelo Ministério Público de São Paulo desde 2008, para investigar problemas em contratos do Dersa, sugerem um quadro bem diferente do que pinta o ex-diretor.
Há, por exemplo, sete investigações em curso sobre irregularidades e superfaturamento no pagamento das indenizações de desapropriação de imóveis para obras, como o trecho sul do rodoanel. Os promotores também apuram eventual prejuízo ao erário na execução do contrato firmado com o consórcio responsável pela mesma obra, tanto na “metodologia empregada para a construção de pontes” como no “emprego de material diverso do ajustado”. O trecho sul do rodoanel custou aos cofres públicos R$ 5 bilhões.
 Muitas dessas apurações partiram de processos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), que no início de setembro condenou um contrato de R$ 1,4 milhão, firmado sem licitação pelo Dersa com o chamado Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental (IIEGA). O termo de parceria foi assinado em junho de 2007 por Paulo Vieira de Souza, então responsável pela engenharia, e o diretor-presidente do Dersa, Thomaz de Aquino Nogueira – que foi multado em R$ 16 mil.
Para os conselheiros do TCE-SP, o Dersa não conseguiu justificar a escolha da contratada “em detrimento de outras instituições ou empresas habilitadas a prestar os serviços” e a “ausência de elementos utilizados para a avaliação da economicidade”. Curiosamente, o instituto de ecologia foi criado pelo cientista José Galizia Tundisi, que presidiu o CNPq durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na gestão de Tundisi, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou várias irregularidades e chegou a multá-lo por conta do aumento ilegal de 160% no valor de um contrato milionário firmado com a IBM.
Apesar das evidências envolvendo Paulo Preto, o PSDB e José Serra continuam a tratar o tema como um assunto de pouca importância. Embora tenha nomeado uma das filhas do ex-diretor do Dersa, Tatiana Arana Souza Cremonini, para cargo de confiança, no mês em que assumiu o governo de São Paulo, Serra disse que não teve responsabilidade pela contratação quando foi questionado sobre o indício de “nepotismo” em entrevista ao “Jornal Nacional” na terça-feira 19.
Tatiana trabalha no cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, com salário de R$ 4.595 e, segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, era vista com frequência ao lado do então governador. Hoje, Tatiana está de férias. “Essa menina foi contratada – eu não a conhecia, não foi diretamente por mim – para trabalhar no cerimonial que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais. Sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois”, afirmou o tucano. Durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, Serra contratou a mesma filha de Paulo Preto para um cargo de confiança na SPTuris.
As últimas revelações levaram os líderes do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo a pedir a abertura de uma CPI para apurar o caso. Em Brasília, os petistas, com o apoio de parlamentares do PDT, agiram em outra frente. Na terça-feira 19, protocolaram na Procuradoria-Geral da República representações pedindo a investigação de denúncias.
A representação do PT é assinada pelos deputados Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, e por Fernando Ferro (PE), líder do PT. “Ele (Paulo Preto) é réu confesso. Depois das informações sobre o sumiço do dinheiro arrecadado para a campanha, ele deu entrevista dizendo que ninguém deu mais condições de as empresas apoiarem a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito, por isso pedimos a investigação dos fatos e das confissões feitas por Paulo Vieira. É dinheiro público, há evidência de corrupção”, afirmou Vaccarezza.

BETH CARVALHO - "Berenice" & "Meu Tamborim & Guerra De Um Poeta" (1968)



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

BETH CARVALHO

ODEON - 1968

* peço ajuda quanto aos compositores e letras das músicas
Músicas: Berenice, Meu Tamborim e Guerra De Um Poeta

Deu no Blog do Noblat - link (aqui)




enviado por Gustavo Ribeiro -
23.10.2010
| 15h21m
Deu na Veja

Intrigas de estado

Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários
“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (...) Eu quase fui preso como um dos aloprados.”  (Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior)
É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder.
VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas.
“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (...) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro.
Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”.
Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante.
Vem dessa etapa da carreira a explicação para a parte da frase em que ele diz “quase fui preso como um dos aloprados”. A frase nos leva de volta à campanha eleitoral de 2006, quando petistas foram presos em um hotel ao tentar comprar um dossiê falso contra José Serra. A seu interlocutor, Abramovay sugere ter participado do episódio e se arrependido, a ponto de temer pedidos semelhantes vindos agora do Palácio do Planalto. Ele disse que quase foi preso na época do escândalo e que, por isso, teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, comenta. Em pelo menos três ocasiões, Abramovay afirma que não está disposto a novamente agir de forma oficiosa. E justificou: “...os caras são irresponsáveis”.
“O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele realmente me disse que recebia pedidos da Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo.”  (Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça)
Os diálogos aos quais a reportagem teve acesso foram gravados legalmente e periciados para afastar a hipótese de manipulação. As ordens emanam do coração do governo — do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e da candidata a presidente, Dilma Rousseff. A conversa mais longa durou cinquenta minutos e aconteceu em janeiro deste ano, no gabinete do então secretário nacional de Justiça e antecessor de Abramovay no cargo, Romeu Tuma Júnior.
Os interlocutores discutem a sucessão do ex-ministro Tarso Genro. Ao comentar sobre o próprio futuro, Abramovay revela o desejo de trabalhar na ONU. Em tom de desabafo, o advogado afirmava que já não conseguia conviver com a pressão. Segundo ele, a situação só ia piorar com a nomeação para o cargo de Luiz Paulo Barreto, então secretário executivo, pela falta de força política do novo ministro, funcionário de carreira da pasta, em que também angariou excelente reputação. “Isso (o cargo de ministro) é maior que o Luiz Paulo. (...) Agora eles vão pedir... para mim... pedir para a Polícia (Federal)”, desabafou.
Procurado por VEJA, Abramovay disse: “Nunca recebi pedido algum para fazer dossiês, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder — ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”. Romeu Tuma Júnior, seu interlocutor, porém, confirmou integralmente o teor das conversas: “O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”.
Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”.
Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, se valeu do aparato policial para monitorar autoridades. O ministro suspeitou que ele próprio houvesse sido vítima de grampos ilegais e que até o presidente Lula tivesse sido constrangido por Corrêa.
O clima de desconfiança no Ministério da Justiça contaminou até o mais alto escalão. A certa altura das conversas, o chefe da pasta, Luiz Paulo Barreto, manifesta suspeita de que seu subordinado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, o espione. Em inúmeras ocasiões, Barreto revelou a seus assessores não ter ascendência sobre Corrêa. O ministro chega a expressar em voz alta sua desconfiança de que o diretor da PF tem tanto poder que se dá ao luxo de decidir sobre inquéritos envolvendo pessoas da antessala do presidente da República.
Um desses casos é relatado por Barreto em conversa no seu próprio gabinete, ocorrida em meados de maio. À sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, Barreto fala sobre o possível indiciamento de Gilberto Carvalho, braço direito do presidente Lula. Em 2008, a PF interceptou telefonemas em que o chefe de gabinete da Presidência conversava com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos investigados na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas.
Gláucia de Paula - O Gilberto (Carvalho, chefe de gabinete da Presidência) foi indiciado?
Ministro Luiz Paulo Barreto - O processo foi travado. Deu m... (...) O negócio do grampo. O Luiz Fernando falou pra não se preocupar.
Gláucia de Paula - Tem certeza disso?
Ministro Luiz Paulo Barreto - O ministro Márcio (Thomaz Bastos) que me contou isso. O Gilberto (Carvalho) me contou isso.
Tuma - Esse cara tem alguma coisa, não é possível (...).
O ministro, que diz ter tido conhecimento do indiciamento pelo próprio Gilberto Carvalho, revela que o diretor da PF promoveu uma encenação para iludi-lo, numa manobra para mostrar que seu poder emanava de fora da hierarquia do Ministério da Justiça. A conversa toma um rumo inesperado. Um dos interlocutores fica curioso para saber a fonte real de poder de Luiz Fernando, que lhe dá cobertura até para desafiar seu próprio chefe sem temor de represálias.
“Ele deve ter alguma coisa...”, afirma. Procurado, Luiz Paulo Barreto informou que não comentaria nada antes de ter acesso ao áudio da conversa. Gilberto Carvalho negou que já tenha feito algum pedido a Pedro Abramovay, a mesma resposta de Dilma Rousseff. As conversas e sua vinda a público funcionam como o poder de limpeza da luz do sol sobre os porões. Elas são reveladoras da triste realidade vivida por instituições respeitadas quando passam a ser aparelhadas por integrantes de um projeto de poder.
Outra demonstração disso surgiu na semana passada, quando a Polícia Federal forneceu a mais recente prova de quanto pode ser perniciosa a simbiose entre partido e governo. Na quarta-feira, depois de revelado que o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrante do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma, foi o responsável pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB, o militante petista Lula, atualmente ocupando a Presidência da República, anunciou ao país que a PF faria revelações sobre o caso — antegozando o fato de que um delegado, devidamente brifado sobre o que deveria dizer, jogaria suspeitas das patifarias de Amaury Ribeiro sobre os ombros do PSDB. Mais uma vez, a feitiçaria dos petistas resultou em um tiro no próprio pé. Nunca aprendem que, uma vez aberta a caixa de Pandora, os fantasmas escapam e voam sem controle.
Em junho passado, VEJA revelou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff arregimentou um grupo de arapongas para espionar o candidato José Serra, seus familiares e amigos. A tropa começou os trabalhos com o que considerava um grande trunfo, um dossiê intitulado “Operação Caribe”, produzido por Amaury e que narrava supostas transações financeiras de pessoas ligadas ao PSDB.
As únicas peças do dossiê fajuto que não podiam ser lidas no Google haviam sido obtidas de forma preguiçosa e venal, compradas de bandidos com acesso a funcionários da Receita Federal — e pagas com dinheiro vivo. Os dados fiscais violados serviram de subsídio para o tal relatório que circulou no comitê de campanha. Como “previu” o militante petista que ora ocupa a Presidência da República, horas depois de sua entrevista apareceram as tais “novidades”.
Um delegado anunciou que, com a identificação de Amaury, o caso estava encerrado, já que o ex-jornalista, ao violar o sigilo, ainda era funcionário do jornal O Estado de Minas, portanto não haveria nenhuma ligação com a campanha do PT. O delegado Alessandro Moretti foi o escolhido apenas para comunicar à nação as graves revelações obtidas pelo trabalho policial — formalmente ele não participou do inquérito. A lealdade no caso era mais vital do que o profissionalismo policial. Número dois na diretoria de Inteligência da PF, Moretti é produto direto do aparelhamento na Polícia Federal.

BETH CARVALHO & GOLDEN BOYS - "Andança" (Edmundo Souto & Danilo Caymmi & Paulinho Tapajós)



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

BETH CARVALHO & GOLDEN BOYS

ODEON - 1968


Música - Andança (Edmundo Souto & Danilo Caymmi & Paulinho Tapajós)


Letra:

Vim tanta areia andei
Da lua cheia eu sei
Uma saudade imensa

Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita rosas
vou levar


Olha a lua mansa a se derramar
(me leva amor)
Ao luar descansa meu caminhar
(amor)
Meu olhar em festa se fez feliz
(me leva amor)
Lembrando a seresta que um dia eu fiz
(por onde for quero ser seu par)


Já me fiz a guerra por não saber
(me leva amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer
(amor)
E jamais termina meu caminhar
(me leva amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar
(por onde for quero ser seu par)

Rodei de roda andei
Dança da moda eu sei
Cansei de ser sozinho
Verso encantado usei
Meu namorado é rei
Nas lendas do caminho onde andei

No passo da estrada só faço andar
(me leva amor)
Tenho a minha amada pra me acompanhar
(amor)
Vim de longe léguas cantando eu vim
(me leva amor)
Vou e faço tréguas sou mesmo assim
(por onde for quero ser seu par)
Já me fiz a guerra por não saber
(me leva amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer
(amor)
E jamais termina meu caminhar
(me leva amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar
(por onde for quero ser seu par)
Lara lere ei ei
(me leva amor)
Lara lere ei ei
(amor)
(me leva amor)
Lara lere ei ei
(por onde for quero ser seu par)

Bar é fotografia - Thomas Barbey

Thomas Barbey

"Tearful Encounter"

Bar é poesia - Natália Correia

http://www.anossaancora.org/pagina/images/natalia_correia.jpg


Natália Correia




FADO



(Natália Correia)





Falam de nós na cidade

Porque dizem que te ofereço

Coisas de que não disponho,

Como se fosse maldade

Dar-te os olhos para berço

E os cabelos para sonho.

Dizem que quando eu me deito

Contigo uma lua negra

Vem fazer o casamento.

Como se fosse defeito

Saber que a vida não chega

Para o nosso sentimento.

Lá porque o nosso passeio

É uma fuga das grades

Que em cada gesto partimos.

Dão um nome muito feio

Àquelas intimidades

Em que ficando, fugimos.

Dizem que este desatino

É a maldita lembrança

Do pecado original?

Eu só sei que isto é destino

E mesmo que seja herança

É legado natural.

Porque é virtude tocar-te

Tu és mais puro que um deus

Purificas o que afagas.

Meu amor só de afagar-te

A minha mão chega aos céus

E sou mais forte que as pragas.

O bar e os acessórios

http://assets.madame.lefigaro.fr/images/photo_set_item/picture/000/126/826/130hcz/45136488EDF.jpg




ANTONIO MARRAS SUR THECORNER.COM

Sac XL en toile imprimée



(Source - Madame Le figaro, fr)

SÉRGIO RICARDO - Antônio Das Mortes" (Sérgio Ricardo & Glauber Rocha) 1973



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

PIRI FRED CÁSSIO FRANKLIN E PAULINHO DE CAMAFEU COM SÉRGIO RICARDO

CONTINENTAL- 1073

Música - Antônio Das Mortes (Sérgio Ricardo & Glauber Rocha)

Sérgio Ricardo - viola, violão e piano
Piri - viola, violão, rabeca e bandolin
Fred - piano e flauta doce
Cássio - baixo elétrico e viola
Franklon - flauta doce e flautta em dó transversal
Paulinho de Camafeu - percussão



Gracação - SOMIL
Mixafem - Luigi Hoffer
Produção - Sérgio Ricardo
Capa - Caulos
Foto do SR - Teatro Record, 1967
Fotos da contra-capa - Sérgio Bernardo


Letra:


Antônio Das Mortes


(Sérgio Ricardo & Glauber Rocha)


Jurando em dez igrejas
Sem santo Padroeiro
Antônio das mortes
Matador de cangaceiro
Matador, matador
Matador de cangaceiro!

SÉRGIO RICARDO - "Vou Renovar" (*Sérgio Ricardo) 1973


Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

PIRI FRED CÁSSIO FRANKLIN E PAULINHO DE CAMAFEU COM SÉRGIO RICARDO

CONTINENTAL- 1073

Música - Vou Renovar (Sérgio Ricardo)

Sérgio Ricardo - viola, violão e piano
Piri - viola, violão, rabeca e bandolin
Fred - piano e flauta doce
Cássio - baixo elétrico e viola
Franklon - flauta doce e flautta em dó transversal
Paulinho de Camafeu - percussão



Gracação - SOMIL
Mixafem - Luigi Hoffer
Produção - Sérgio Ricardo
Capa - Caulos
Foto do SR - Teatro Record, 1967
Fotos da contra-capa - Sérgio Bernardo


Letra:


Vou Renovar


(Sérgio Ricardo)


Vou renovar
Sou um cantador da classe média
E trago por satisfação
Cantar para o ser humano
Que me ouve com atenção
Do que eu vejo todo dia
Faço verso e melodia
Pra poder ganhar meu pão

Vou renovar
Canto para a classe A
Canto para a classe B
Cantoria popular
Que não é nem A nem B
Cuja fonte está no povo
Onde eu vou buscar o novo
E aprender meu B-A-BA

Vou renovar
Porque é que eu fui classificar
Já está dando uma embolada
Eu me embolei no A com B
Me embolei no B com A
Mas me diga onde é que está
A classe do B sem A
E a classe do A sem B
Não me diga que ela é C
Porque C é comunista
E vai dar muito na vista
E os homens vão te apanhar

Vou renovar
No rompante da embolada
Deu-se a classificação
Mas vou me livrar do fato
Concluindo a falação
Pra ficar tudo onde está
Eu não me chamo Benedito
E fica o dito por não dito
E o dito por não falar

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)

 
 
 
sábado, 23 de outubro de 2010 | 07:10

Dilma e Serra, personificam, protagonizam e participam da eleição mais vergonhosa, mentirosa e enganosa de toda a História da República.

Helio Fernandes
Na Primeira República, foram 41 anos sem eleição, sem povo, sem voto, sem urna, sem disputa. Existia apenas um candidato, lançado pelo próprio ocupante do Catete. Não havia eleitor ou discordância. Como discordar se só havia um candidato, um partido, ninguém podia votar, a não ser os teleguiados dos donos do Poder?
Como República Velha, só saiu da História pela porta dos fundos, na verdade da mesma forma como entrara. Os tumultos eram transferidos para a “eleição” dos governadores, quase sempre dois. Um que era chamado de “eleito”, outro “garantido” pela Justiça.
(E isso não foi muito longe ou distante. Barbosa Lima Sobrinho, depois grande personagem nacional, ficou mais de um ano na Justiça, disputando com Neto Campelo quem seria o governador de Pernambuco. Nilo Peçanha, ex-presidente da República, no Estado do Rio foi eleito governador, mas teve que dividir o Poder, com outro designado pela Justiça).
Praticamente todas as eleições foram tumultuadas antes, durante e depois do que chamamos eleição. Benedito Valadares, um dentista que chegou a ser comensal de presidentes da República, distribuía os envelopes, logicamente fechados. E quando alguém protestava e reclamava, “o voto não é secreto?”, recebia como resposta, “então, se é secreto, como é que você quer saber?”.
Isso não é lenda nem folclore, e sim o retrato de uma época. Dessa forma, excluídos os 41 anos da Primeira República, os 15 anos de uma ditadura e os 21 da outra, sobrou pouco tempo para a indicação, escolha e sagração, para a decisão do cidadão-contribuinte-eleitor.
Acreditava-se, não apenas de boa fé, mas como manifestação da convicção, que esta eleição de 2010 fosse limpa, representativa, digna e verdadeira. O fato de um presidente da República estar participando da escolha feita por ele mesmo, de uma “candidata-poste”, nada surpreendente. Não foi sempre assim?
Com 135 milhões de eleitores inscritos, esperava-se que seria difícil deturpar o resultado, principalmente por causa da profundidade e da repercussão do rádio e da televisão. Diziam: “Nada poderá ser escondido, tudo será revelado, ninguém terá condições de mentir, de ficar nos subterrâneos da campanha”.
Pois a “mentiralhada” veio precisamente dos órgãos de comunicação, lógico, com a colaboração dos candidatos, e v-e-r-g-o-n-h-o-s-a-m-e-n-t-e do próprio presidente da República. (Em exercício? Ou fingindo neutralidade, apenas fingindo, como fez durante os 8 anos em que esteve e está à frente do governo?)
A baixaria, (desculpem, mas é a palavra consagrada e “autenticada” pelos dois candidatos) ideológica, política, eleitoral, parecia insuperável. Tratavam, de um lado e do outro, de tudo, de muito, de várias coisas, menos do que interessava, que era o programa, o projeto de governo, o que o povo esperava, as realizações para a independência do país e a prosperidade geral.
Mas a degradação dos insultos chegou a um nível tão baixo, de parte a parte, que precisavam mistificar de outra forma, fazer maquiagem tão deturpadora, trazer mais sensação para a televisão, que os ataques verbais já não eram suficientes.
Compreenderam (e atenderam e entenderam) que os órgãos de comunicação estava sedentos e famintos por mais “espetáculo”, por mais “malabarismo”, por mais “Cirque du Soleil”, sem a grandiosidade do verdadeiro. Mas Dilma E Serra não têm nenhuma seriedade, então entraram de cabeça no estapafúrdio, no acintoso, no desnecessário.
Os “partidários” de Dilma admitiram usar a cabeça, Serra entrou coma própria num show de “espetaculosidade”, mobilizando pessoas que nem sabiam que eram (ou seriam) participantes da transformação da baixaria verbal em baixaria física. Começou na Zona Oeste, durou alguns segundos, vá lá, minutos, que já duram hora e dias.
Jogaram uma “bolinha” de papel, que de tão pequena, bateu na cabeça (dura) de Serra, ele não percebeu nem sentiu. Continuou falando e tentando dizer alguma coisa que fugisse da “bobageira” habitual, a forma que encontrava diariamente para se comparar com a adversária poste.
Ia entrando na van, acenou tranquilamente, recebeu um telefonema, mesmo assim custou a representar a farsa. Depois, diria: “Senti o golpe, não fiquei grogue (textual) nem desmaiei, mas resolvi consultar um médico”.
Estava em Campo Grande, pelo caminho existiam vários hospitais, mas preferiu ser atendido num que ficava a 1 hora e meia de onde o “atingiram”. Esse hospital onde parou, é o mais socialaite e socialaitizado” do Rio de Janeiro. Qualquer pessoa que passe na porta já vira notícia, os atendentes desse hospital telefonam logo para vários, diversos, muitos colunistas.
Mas não havia nada a tratar, conversou algum tempo, deu a si mesmo a “recomendação de descanso”. Já estava quase noite, precisava mesmo ir para São Paulo, a “equipe” trataria da dramatização. Ligaram para um perito que está sempre à disposição para “peritar”, montaram com espantosa velocidade o “show”, não mais da “bolinha” e sim de “um objeto mais duro, que batendo na cabeça, dói mesmo”. E logo já estava nas televisões e nos sites, no dia seguinte na manchetes. E assim aconteceu.
Só que nem mesmo os farsantes mais entusiasmados do lado de Serra, acreditavam que receberiam o mais importante apoio que existia, a participação do próprio Lula. Presidente da República e inventor da candidata-poste, deu ordens: “Digam à Dilma para não entrar nesse negócio de agressão, DEIXEM EXCLUSIVAMENTE PARA MIM, LIQUIDO ISSO COM POUCAS PALAVRAS”.
Lula é tão arrogante, presunçoso, petulante e pretensioso, que se acha mais importante do que o próprio cargo de presidente, não imaginou que em vez de LIQUIDAR a questão, PRORROGARIA sua duração. E como tem que botar futebol no meio de tudo, comparou a atitude de Serra, “com a de Rojas”.
Esse Rojas foi um goleiro do Chile que engendrou uma farsa no Maracanã, eliminatória de Copa do Mundo. Só que isso aconteceu há tanto tempo, que pouca gente sabia quem era esse Rojas. Sobrou para mim, que passei o dia tendo de explicar quem era o Rojas.
O assunto não parou mais, as televisões martelaram de hora em hora, Os jornalões só “mudavam o disco”, para “tocarem” as pesquisas Datafolha, pagas pelo Globo e a própria Folha. Que não se acertavam, pagaram mas se desdiziam.
Esse “atentado” vai atravessar a semana, terá dois “debates” para maior provocação e repercussão. “Debates” na Record e na TV Globo. Um jornalão “pagador” encontrou Dilma 12 pontos na frente de Serra. O outro, também pagador, concluiu que a vantagem dela é de 10 pontos.
***
PS – Serra, (que jamais será presidente, afirmação e análise que completa 8 anos) é tão fraco, frágil e sem carisma, que não mudará coisa alguma nesses dois “debates” nas televisões de maior audiência. Embora com enorme diferença.
PS2 – Acho que não há uma possibilidade em um milhão de Serra ultrapassar Dilma. O próprio Lula fez força, mas não conseguiu.
PS3- Quanto a esse repórter, que já se fartara de garantir que anularia seu voto, agora se convenceu mesmo: se pudesse, diminuirira a votação de Dilma e de Serra. Para que assumissem (ela) mais enfraquecidos, se isso fosse possível),
PS4 – Como Lula gosta muito de futebol, termino hoje com o filósofo do futebol, Neném Prancha: “Quem pede recebe, quem se desloca tem preferência”. Dilma e Serra não pediram nem se deslocaram, nenhuma p-r-e-f-e-r-ê-n-c-i-a.

CYRO MONTEIRO - "Formosa" (Baden Powell & Vinicius de Moraes) 1965



Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

DE VINICIUS E BADEN PARA CYRO MONTEIRO

ELENCO - 1965

Formosa - Vinicius de Moraes & Baden Powell


Letra:


Formosa


(Baden Powell & Vinicius de Moraes)


Formosa, não faz assim
Carinho não é ruim
Mulher que nega
Não sabe não
Tem uma coisa de menos
No seu coração
Formosa, não faz assim
Carinho não é ruim
Mulher que nega
Não sabe não
Tem uma coisa de menos
No seu coração

A gente nasce, a gente cresce
A gente quer amar
Mulher que nega
Nega o que não é para negar
A gente pega, a gente entrega
A gente quer morrer
Ninguém tem nada de bom sem sofrer
Formosa mulher

CYRO MONTEIRO - "Deixa" (Baden Powell & Vinicius de Moraes) 1965



Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

DE VINICIUS E BADEN PARA CYRO MONTEIRO

ELENCO - 1965

Deixa - Vinicius de Moraes & Baden Powell


Letra:


Deixa


(Baden Powell & Vinicius de Moraes)


Deixa
Fale quem quiser falar, meu bem
Deixa
Deixe o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa , deixa, deixa
Ninguém vive mais do que uma vez
Deixa
Diz que sim prá não dizer talvez
Deixa
A paixão também existe
Deixa
Não me deixes ficar triste

Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa , deixa, deixa
Ninguém vive mais do que uma vez
Deixa
Diz que sim prá não dizer talvez


A paixão também existe
Deixa
Não me deixes ficar triste (bis)

Secretário de Justiça diz que Dilma requisita dossiês - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)



A presidenciável petista Dilma Rousseff é destaque da reportagem de capa da última edição de Veja. “A verdade sobre os dossiês”, eis o título.

A revista acomoda nos lábios do secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, uma frase de teor incômodo:

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. [...] Eu quase fui preso como um dos aloprados”.

Gilberto Carvalho, que acompanha Dilma na acusação de solicitante de dossiês, é o petista que exerce a função de chefe de gabinete de Lula.

Segundo a revista, Abramovay teria pronunciado o comentário-dinamite numa conversa com o antecessor dele no cargo, Romeu Tuma Jr..

A nova encrenca chega num instante em que Lula e o PT se esforçam para afastar da campanha de Dilma a pecha de produtora de dossiê fiscal anti-José Serra.

Escrito por Josias de Souza às 03h53

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Charge do dia

http://www.elpais.com/recorte/20101023elpepivin_4/XLCO/Ges/20101023elpepivin_4.jpg



El Roto - El País, es

24 heures photo - Le Figaro, fr - link (aqui)

22/10/2010 | Mise à jour : 18:12


http://www.lefigaro.fr/medias/2010/10/18/20101018PHOWWW00425.jpg

OEIL SUR OEIL. Est-ce un bruit ou l’arrivée d’un intrus sur leur territoire qui a soudain attiré l’attention de ces deux guépards de la réserve de Masaï-Mara au Kenya ?D’un seul mouvement, cette femelle guépard et son petit ont tourné la tête dans la même direction, au point de se confondre l’un dans l’autre. Avec une saisissante symétrie, l’œil du jeune guépard est venu se placer dans l’exact parallèle de celui de sa mère, formant soudain un unique visage au même profil léonin. Un incroyable chevauchement qui n’a pas échappé au photographe. Taillé pour la course, le guépard est le plus rapide et le plus gracile des grands félins d’Afrique. Il est aussi celui qui sait le mieux utiliser son camouflage naturel. (Luis Casiano/BIOSPHOTO)

AaRON, invité du «Live» - Le Figaro, fr - link (aqui)




23/10/2010 | Mise à jour : 09:30

VIDÉOS - AaRON inaugure le nouveau rendez-vous musical hebdomadaire du Figaro. Découvrez trois chansons jouées dans notre studio et un entretien exclusif.



AaRON - Seeds of Gold
 
Le duo AaRON vient de publier son deuxième album, Birds in the Storm. À peine paru, celui-ci a pris place parmi les meilleures ventes de disques en France. Résultat de longues heures de recherches en studio, Birds in the Storm succède au triomphal Artificial Animals Riding on Neverland, paru en 2007 et propulsé par la chanson U-Turn (Lili) reprise sur la bande originale du film Je vais bien, ne t'en fais pas. Climats touffus et denses, mélodies volontiers oniriques, les nouvelles chansons du groupe affirment leur belle suprématie. Alors qu'ils s'apprêtaient à partir sur les routes défendre leur répertoire, Simon et Olivier, accompagnés de deux musiciens additionnels, sont venus interpréter deux titres de leur nouveau disque, ainsi qu'une reprise de Space Oddity, premier tube de David Bowie, en 1969. Une belle manière d'inaugurer «Le Live», nouveau rendez-vous proposé par Le Figaro.



L'interview d'AaRON


AaRON - Arm Your Eyes


AaRON - Space Oddity


De traje de luces... a complemento chic - Vanitatis, es - link (aqui)



@Vanitatis - 22/10/2010
De traje de luces... a complemento <em>chic</em>
 
Continuando con una de las tendencias que caminan con paso firme por la pasarela de la moda más actual, la elegancia taurina representada por el tradicional traje de torero inspira la creación de numerosas colecciones, como es el caso de las exclusivas pulseras de Toroshopping.com. Realizadas artesanalmente en España por el sastre de toreros Daniel Roqueta, este original complemento se inspiran en los trajes de luces y se han convertido ya en todo un accesorio trendy. Un regalo diferente para nosotros o nuestros seres queridos con espíritu español y mucho arte.
Las Pulseras de Luces son la última novedad de este fructífero maridaje entre arte taurino y moda. Son unisex y la colección reúne propuestas para todos los gustos, con sugerentes combinaciones de colores y bordados en oro, plata o azabache.
El creador de este complemento, Pedro Gracia Toledo, explica que: “llevar una es lucir un trozo del espíritu y del arte de España”. Y es que es la primera vez que un traje de luces, una pieza de enorme valor icónico y admirada en todo el mundo, se interpreta en una pulsera, un complemento enormemente accesible y emocionalmente muy cercano.
Estas pulseras son auténticas joyas, tanto por su diseño como por su realización artesanal. Están confeccionadas en raso hidrofugado, un tejido especial evolucionado a partir del raso, que se utiliza para confeccionar los trajes de luces de torero. La gran ventaja de este tejido es que resiste al agua y el polvo sin deteriorarse, lo que permite utilizar la pulsera durante las veinticuatro horas del día, sin problemas de ningún tipo.
La selección de colores es muy amplia, desde los más llamativos y contundentes, como rojo, azul, blanco o negro a tonalidades mixtas, como marrones o morados. Hay tantos colores diferentes como trajes de luces y una pulsera para cada tipo de persona y momento del día. Cada uno de los colores se ha combinado con bordados en oro, plata o azabache, para conseguir una preciosa e impactante gama de propuestas. Por lo que es estupendo tener varias pulseras de diferentes tonos y bordados.

Los herederos españoles de ‘Penthouse’ - Cotizalia, es - link (aqui)

@Carlos Camino - 23/10/2010 06:00h


http://www.elconfidencial.com/fotos/portada_nueva/201010224penthouse.jpg

El mundo del sexo está de luto. Ha fallecido Bob Guccione, el excéntrico fundador de la revista Penthouse y una de las tres patas de la mesa de las publicaciones para adultos junto a Larry Flynt (Hustler) y Hugh Hefner (Playboy). Un mundo que lleva tiempo tambaleándose por el tsunami sexual que inunda la Red y que busca sus nuevos iconos más cercanos y anónimos, lejos del barroquismo de sus predecesores.

http://www.cotizalia.com/fotos/economia/2010102222playboy_dentro.jpg

Las revistas para adultos viven tiempos difíciles (ARCHIVO)

Tal es el caso de pequeños revolucionarios que se lanzaron en España al mercado de los contenidos para adultos gracias a Internet y que han conseguido hacer de ello su forma de ganarse la vida, a pesar de la mareante cifra de competidores que les atosiga. “En los 70 y en los 80, la gente se conformaba con ver a una mujer desnuda, ahora, con Internet, todo ha ido a más”, explica a El Confidencial el polémico Ignacio Allende, más conocido como Torbe, webmaster de Putalocura.com, para defender su condición de heredero del camino iniciado por gente como el fallecido Guccione, aunque que su web transgreda la línea que divide las publicaciones para adultos del contenido pornográfico.
Torbe, de 41 años y que cuenta con una plantilla de ocho personas en su empresa, describe dos perfiles básicos a la hora de lanzarse a una aventura de esta clase: “Hay productores pornográficos deseosos de sacar a la luz sus productos, que son los pocos, y luego hay chavalillos, que controlan de programación y se suman al negocio, que son los muchos”. En este perfil encaja perfectamente Borja Mera, webmaster de Cumlouder, ronda los 29 y llegó a este mundillo por azar.
“Empecé con una web de música y un día me ofrecieron poner un banner de una web para adultos y vi que en ese negocio se movía bastante dinero, investigué y monté la página”, explica a este diario. Ahora mismo, Cumlouder, especialista en vídeos pornográficos de pago, cuenta con una plantilla fija de 20 personas, “más actores, que van variando según nuestra necesidad”. Unos 400.000 usuarios únicos visitan cada día la página, que cuenta con 4.000 de pago.
Sin miedo al qué dirán, estos nuevos Guccione, defienden la validez de sus negocios: “Hay una falta de creatividad terrible. Todo el mundo prefiere estudiar una carrera a investigar otros campos, como montar tu propia productora porno”, opina Torbe, que defiende su trono y explica cómo hacer rentable su web: “Soy el Interviú de 2010. Fui el primero y el que llega primero, pega dos veces. Cuando yo empecé no había ninguna página como la mía”, cuenta. Al igual que Hefner o Flynt, “en mí se reúnen todas las circunstancias: transgresión, polémica y un sexo diferente”.
Borja Mera, sin embargo, se muestra más modesto y descarta situarse como heredero del imperio sexual de Guccione: “La mayoría que nos hemos visto en este negocio no ha sido por afición”. A la hora de montar la página, “sí me he fijado en Playboy, que en Internet sí que lo ha hecho bastante bien”.
¿Sin fronteras?
“Cualquiera que hable español, puede comprar en cualquier lugar del mundo, un vídeo de nuestra web, aunque se vende menos en Latinoamérica, por cuestiones de precio y de nivel de vida”, explica Mera sobre una industria digital que según él, vuelve a repuntar, tras un momento de titubeos.
Torbe, por su parte, tampoco ha dudado en traducir su web al inglés, lo que le ha reportado usuarios de Estados Unidos y Gran Bretaña. En la actualidad, su página web ronda los 200.000 usuarios únicos diarios. Lejos, por lo tanto de lo que cabría pensar, el idioma cuenta mucho a la hora de consumir este tipo de contenidos.
Un futuro multimedia
El fallecimiento de Guccione saca de nuevo a la luz el debate sobre la difícil adaptación de las históricas cabeceras a la Red. El negocio es evidente: el dominio sex.com se ha valorado esta semana en 13 millones de dólares, uno menos, sin embargo, que en su anterior traspaso en 2006.
“Los actuales dueños son ya personas mayores y no ven Internet como un negocio, sino que siempre lo han visto como algo que piratea los contenidos. Necesitan que entre alguien nuevo”, explica Torbe. “Estas revistas están condenadas a extinguirse, al menos en papel”.
Algo en lo que coincide con Borja Mera, que cree que, en papel “morirán tarde o temprano”. “Las ventajas de Internet son infinitas. “Hace unos años surgieron unas revistas on line de modelos desnudas que sacaban fotos a muy alta calidad y ya se supo que las clásicas tenían firmada su sentencia de muerte”,  prosigue.
Un futuro que queda más allá de las fotos estáticas de la Miss Universo Vanessa Williams. La Red da un paso más hacia el escándalo.

Michelle Obama convierte en oro las marcas que viste - El País, es - link (aqui)

 

Las firmas que usa aumentan sus beneficios en 2.000 millones

YOLANDA MONGE - Washington - 23/10/2010


¿Chaqueta? Pongamos que 180 dólares. ¿Falda? Unos 120. Pero si lo lleva la primera dama de Estados Unidos la ropa no tiene precio. Dicen los expertos que algunos de los modelos que Michelle Obama ha lucido en los dos últimos años han reportado a las marcas de moda algo más de 2.000 millones de euros. El tirón de Michelle es tan grande que pese a que algunas firmas presentan sus colecciones con conocidas modelos, por lo que de verdad suspiran es porque la señora de Obama decida mostrar en público algunas de sus comerciales creaciones.



Michelle Obama

Michelle Obama.- AP

La gélida mañana de enero de 2009 en que Barack Obama juró su cargo en las escalinatas del Congreso de EE UU, sus dos hijas se resguardaban del frío con sendos abrigos de la marca J. Crew. A su vez, Michelle Obama sujetaba su Biblia con unos verdes guantes de la misma casa de moda -al alcance de casi cualquiera y lejos de las altas firmas que suelen portar otras primeras damas, véase el caso de Carla Bruni y sus diseños de Dior-. Al día siguiente, no solo esos artículos quedaron agotados en venta por Internet sino que la página web de J. Crew se colapsó por el número de intentos de acceso. Ese poder es lo que hace todavía más atractivo el tirón de Michelle Obama. Si esta abogada de Princeton y Harvard, de 46 años, criada en los barrios bajos de Chicago, decide llevar un cinturón de Nina Ricci, la compañía experimentará unas importantes ganancias al final del año en su cuenta de resultados. No es especulación periodística. Lo dice un reciente informe publicado esta semana en la revista Harvard Business Review.
El profesor de finanzas David Yermack, autor del artículo, cita en su informe 189 apariciones públicas de la primera dama entre noviembre de 2008, cuando Obama ganó las elecciones y diciembre de 2009. En ese periodo, Michelle Obama lució ropa y complementos de 29 compañías, entre ellas Calvin Klein, Gap o la ya nombrada J. Crew. El profesor Yermack calcula que solo con que Michelle Obama vista una vez algo de una firma se generan unas ganancias de 14 millones, ya sea para la compañía o para el conglomerado que haya detrás de ella en Bolsa. Por eso hay hasta una página web -mrs-o.org- en la que está detallada toda la ropa que tiene en su armario. Allí se puede consultar desde quién es su creador hasta lo que cuesta.

En arte casi todo vale - El País, es - link (aqui)

 

 

La censura parcial a la exposición de Larry Clark en París reabre el debate sobre los límites de la creación - Las fronteras se desplazan de la mano de la moral

TEREIXA CONSTENLA 23/10/2010


El artista Santiago Sierra

El artista Santiago Sierra, durante una proyección de su vídeo Los penetrados. "Probablemente sea pornografía", reconoce.- GORKA LEJARCEGI


Larry Clark es un especialista en fotografiar menores que juegan a malotes. Sus adolescentes se deslizan hacia el lado oscuro antes de tener edad para votar: hay sexo precoz, jeringas con falsos paraísos, pistolas que dicen la última palabra. También gracietas que solo hacen gracia a los adolescentes: una panda hace un calvo (muestra el trasero) en una de las instantáneas.

Y aunque Larry Clark es ya un viejo conocido de las polémicas -lleva retratando esos mundos peligrosos y duros de los menores desamparados desde los sesenta-, su última exposición en el Museo de Arte Moderno de París ha vuelto a encender la mecha. ¿Se excede Clark? ¿Lo hace el Ayuntamiento de París, que ha prohibido el acceso a los menores de 18 años a la exposición? ¿Se alimentan controversias para tener éxito?
Vayamos por partes. El Ayuntamiento de París ha vetado la entrada a menores porque considera que, según la legislación francesa, algunas de las 200 obras pueden ser consideradas pornográficas. Cabían otros caminos, incluido uno expeditivo. "Si vas a prohibir el acceso a un determinado público, es mejor no montar la exposición", sostiene Iñaki Martínez Antelo, que dirige el Museo de Arte Contemporáneo de Vigo (Marco). "Cuando programas una exposición así ya sabes que se generará polémica, tienes que pensar a quién va dirigida si estás al frente de una institución pública", añade.
Desde luego, los gestores franceses no pueden escudarse en el desconocimiento. Clark es un clásico sobre el que se polemiza una y otra vez. Lo de París es un calco de lo ocurrido ¡en Valencia en 1994! La sala Parpalló mostró ese año fotos de Larry Clark y el japonés Nobuyoshi Araki (masturbaciones juveniles, adolescentes drogados, menores acobardados...) que hicieron temblar sotanas y correr ríos de tinta con gran eficacia: la Fiscalía de Valencia prohibió la entrada a la exposición a menores de 18 años si no iban acompañados.
Polémica y censura suelen ir de la mano. Robert Mapplethorpe, uno de los grandes de la fotografía contemporánea, fue también uno de los artistas más censurados del siglo XX por la sexualidad explícita de sus obras (muchas homosexuales, para mayor escándalo de morales conservadoras). Aunque fue encumbrado tras su muerte, su obra parece condenada a perturbar hasta la eternidad. El último ataque le llegó de una de las redes del futuro. Facebook vetó las campañas publicitarias sobre Night work, el último disco de la banda neoyorquina Scissor Sisters, por considerar que la portada resultaba inapropiada. En ella -una imagen de Mapplethorpe- se veían nalgas y muslos del bailarín clásico Peter Reed, marcados por las mallas de ballet, al acabar una coreografía.
"Si a estas alturas alguien piensa que es pornografía cualquier foto de Mapplethorpe, está claro que tiene un criterio erróneo, por no emplear una palabra más fuerte", reprocha José Guirao, director de La Casa Encendida. "Hannah Montana me parece más pornográfica, aunque no en el sentido clásico del término". Y pregunta: "¿Son pornográficas las escenas de ninfas y faunos, la mitología renacentista colgada en museos nacionales o Las tres Gracias de Rubens?".
¿Es pornográfico el vídeo Los penetrados de Santiago Sierra, pero no lo es el mural pintado en una casa de Pompeya hace casi 2.000 años donde una pareja heterosexual practica sexo anal? La pintura romana puede verse en el Museo de Nápoles, el vídeo de Santiago Sierra (Madrid, 1966) se proyectó en la galería Helga de Alvear en 2009. Las creaciones de Sierra dan mucho que hablar y, como mínimo, algo que pensar. En la Bienal de Venecia de 2003 tapió el pabellón español e impidió el acceso a quienes no estuvieran documentados -para denunciar las restricciones comunitarias a los inmigrantes-, y en una galería de Londres mostró en 2007 módulos construidos con excrementos humanos recogidos en ciudades indias por parias que purgaban así la maldad desplegada en vidas anteriores.
Los penetrados es un vídeo de 45 minutos, que muestra todas las combinaciones posibles de penetración anal entre hombres y mujeres de raza blanca y negra. Se filmó con voluntarios -que percibieron 250 euros por participar- captados mediante un anuncio en la prensa. Sierra ha rehusado hablar para este artículo, pero sí lo hizo en 2009, en plena exposición: "Probablemente sea pornografía. Entiendo que la pornografía son imágenes de gente fornicando y nada más, sin trama, y eso es Los penetrados". Reacio a explicar su obra, añadía: "En mi trabajo la gente tiene libertad para pensar por sí misma. No es necesaria mi guía". ¿Qué pretendía con el vídeo? Denunciar la paranoia y el temor de la sociedad blanca hacia los inmigrantes africanos; la sexualidad le pareció la vía más contundente. ¿Un provocador? Al artista le molesta tal etiqueta.
Pero claro que hay especialistas en provocar y programadores especializados en ficharles. Para el artista Rogelio López Cuenca (Nerja, 1959), la "censura parcial" de Clark en París le parece "una parte indispensable del show". Conviven, dice, dos tendencias: el uso de artistas provocadores como "una cara de la estrategia y retórica dominantes en la publicidad comercial" y la exclusión de creadores controvertidos por empresas patrocinadoras "que no quieren verse asociadas de ningún modo a asuntos polémicos".
La censura de hoy le parece a López Cuenca más sutil y versátil. "Nadie se quiere reconocer en el papel de censor, que ha sufrido un gran descrédito público. Con frecuencia se delega esa responsabilidad en otros invisibles". Habla desde la experiencia: sufrió censuras "más veces de lo que hubiera esperado". La inviabilidad económica suele ser un argumento recurrente -y menos impopular- para quitarse de en medio un proyecto controvertido. "Tienes que negociar permanentemente la adecuación de la obra a las posibilidades de realización y divulgación", cuenta. En conclusión, la libertad del creador es "ilusoria".
Los límites artísticos se desplazan con la moral de la época. Al margen de episodios rancios como el de Facebook, la homosexualidad apenas escandaliza ya en las democracias occidentales. "En primer lugar antepondría a la religión, estamos en un periodo muy fundamentalista, incluyendo a todas las religiones", señala Estrella de Diego, ensayista y catedrática de Arte Contemporáneo de la Universidad Complutense. Los otros temas calientes, según Iñaki Martínez Antelo, son el terrorismo y los menores. De lo último, además de Clark, sirva este ejemplo curioso: la Wikipedia británica bloqueó temporalmente el acceso a la portada a Virgin killer, un antiguo disco de Scorpions de 1976, porque mostraba a una niña desnuda, para minimizar los contenidos "indecentes" en la Red. Cuatro décadas han endurecido la tolerancia hacia la utilización de menores.
Impere la moral que impere, ni para la académica, ni para el creador, ni para los programadores deben colocarse límites al arte. "Los límites son censura, es mejor que sobre a que falte, aunque muchas imágenes están hechas para epatar y escandalizar", argumenta De Diego. La barrera, para el director de La Casa Encendida, es nítida: el Código Penal. "No matar a nadie, no secuestrar... El arte forma parte de la vida y lo que no sea delito tiene cabida en el arte", afirma el ex director del Reina Sofía. Durante su etapa en este museo, si las exposiciones incluían obras duras, se advertía con un cartel. Esto le parece suficiente: "Visitar una exposición no es obligatorio, están en locales cerrados".
-¿En ningún caso habría que limitar el acceso de menores?
-Creo que no. ¿Está regulado que un niño de 14 años no acceda en Internet a webs violentas? No sé entonces por qué tenemos que regularlo en el arte.

Estagiário acusa presidente do STJ de agressão verbal - Estadão online - link (aqui)


Estudante de 24 anos foi demitido aos berros por Ari Pergendler em fila de caixa eletrônico e registrou queixa por 'injúria real'

23 de outubro de 2010 | 0h 00

Carol Pires / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O estudante de administração Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, relatou ontem ter sido agredido verbalmente e demitido por ordem do presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler. O estudante deu queixa contra o ministro por "injúria real".
Andre Dusek/AE-3/9/2010
Andre Dusek/AE-3/9/2010
Inadequado. Pargendler teria se sentido 'gravemente afrontado' e por isso pediu a demissão
O delegado Laércio Rossetto disse ao Estado que enviou a ocorrência, com o termo de rescisão de contrato, para o Supremo Tribunal Federal. A agressão teria ocorrido na terça-feira, nos corredores do tribunal. Marco estava na fila do caixa rápido do Banco do Brasil, no complexo de prédios do STJ, para fazer um depósito. Ele tentou usar um dos caixas, mas não conseguiu completar a transação.
Informado por um funcionário do banco de que apenas uma máquina estava funcionando, ele se dirigiu para a fila onde o ministro Ari Pargendler usava um dos caixas. Neste momento, o ministro teria olhado para trás e começado a gritar: "Saia daqui, saia daqui, estou fazendo uma transação bancária", segundo relato do estudante.
Santos era estagiário da Coordenadoria de Pagamento do STJ, mas, segundo ele, não reconheceu o ministro. "Só o havia visto por fotos", explicou o estudante, que trabalhava no tribunal desde fevereiro. Ao ser confrontado pelo magistrado, disse ter respondido que estava a uma distância correta. Ele se encontrava, segundo ele, antes da linha marcada no chão para sinalizar onde começa e termina a fila. Diante da resposta, o ministro teria se alterado e dito: "Eu sou o ministro Ari Pargendler. Você está fora daqui, isto aqui acabou para você".
O estudante disse que o ministro teria puxado diversas vezes seu crachá para ver seu nome. "Tive que me curvar para ele conseguir levar o crachá embora, porque ficou puxando com muita força", relatou o estudante, que disse ter continuado na fila e feito o depósito depois que o ministro foi embora. Ao voltar à sala onde trabalhava, recebeu a notícia de que estava demitido. O chefe de Santos disse a ele que o ministro pediu pessoalmente a demissão porque teria sido afrontado "gravemente" pelo estagiário. Procurado, o chefe de Santos não quis dar entrevista.
Traje. "Fui injustiçado, fiquei sem emprego", reclamou o estudante. "Acham que não, mas existe no funcionalismo público muito preconceito contra estagiários e terceirizados. Se eu fosse um advogado, tenho certeza que não me trataria daquela forma." Ele acredita que o ministro o reconheceu como estagiário porque vestia calça jeans e camisa polo, enquanto os funcionários de alto escalão costumam trajar terno.
A assessoria do STJ informou que o ministro está em viagem e só conversará com a imprensa sobre o assunto na segunda-feira.
O delegado Laércio Rossetto, da 5.ª Delegacia de Polícia, que assinou o boletim de ocorrência, explicou que a polícia não tem competência legal para investigar magistrados e por isso encaminhou a documentação ainda ontem ao STF.


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Comentário na mesa 11 do bar:


Quem sabe agora entre em pauta nas redações as condições análogas à escravidão que permeiam a vida dos estagiários que "servem" os tais "operadores de direito" (MP, Judiciário e Escritórios de Advocacia)?

PT e Gilberto Carvalho viram réus em ação sobre propina em Santo André - Estadão online - link (aqui)


O partido e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva são acusados de participação numa quadrilha que cobrava de empresas de transporte para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos

22 de outubro de 2010 | 23h 35

Ana Paula Scinocca e Leandro Colon
BRASÍLIA- Uma decisão da Justiça traz de volta um fantasma que acompanha o PT e transforma em réu o partido e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. O assessor e o PT viraram réus num processo em que são acusados de participar de uma quadrilha que cobrava propina de empresas de transporte na Prefeitura de Santo André para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos. O esquema seria o precursor do mensalão petista no governo federal.
Na segunda-feira, a Justiça tomou uma decisão que abre de vez o processo contra os envolvidos. A juíza Ana Lúcia Xavier Goldman negou recursos protelatórios e confirmou despacho em que aceita denúncia contra Carvalho, o próprio partido, outras cinco pessoas e uma empresa. A juíza entendeu, no primeiro despacho, em 23 de julho deste ano, que há elementos suficientes para processá-los por terem, segundo a denúncia, montado um esquema de corrupção para abastecer o PT. "Há indícios bastantes que autorizam a apuração da verdade dos fatos por meio da ação de improbidade administrativa", disse.
O Estado esteve no Fórum de Santo André na quinta-feira para ler o processo e a decisão de segunda-feira. A Justiça local já enviou para a comarca de Brasília a citação do chefe de gabinete de Lula para informá-lo de que virou réu. No documento, a Justiça pede que Carvalho receba o aviso em sua casa ou no "gabinete pessoal da Presidência da República". O Ministério Público quer que o petista e os demais acusados devolvam os recursos desviados e sejam condenados à perda dos direitos políticos por até dez anos.
A decisão judicial em acolher a denúncia foi celebrada ontem pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da região do ABC, responsáveis pela investigação. "Ao receber a denúncia, a Justiça reconhece que há indícios para que a ação corra de verdade. É um caminho importante para resgatarmos o dinheiro desviado", disse ao Estado a promotora Eliana Vendramini. Ela destaca que a Justiça decidiu aceitar a denúncia depois de ouvir a defesa de todos os acusados nos últimos três anos.
Segundo a ação, o assessor de Lula transportava a propina para o comando do PT quando era secretário de governo do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002. "Ele concorreu de qualquer maneira para a prática dos atos de improbidade administrativa na medida em que transportava o dinheiro (propina) arrecadado em Santo André para o Partido dos Trabalhadores", diz a denúncia aceita pela Justiça. De acordo com a investigação, os recursos eram entregues ao então presidente do PT, José Dirceu.
Sombra. Apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato de Daniel, o ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, é companheiro de Carvalho na relação de réus. Somam-se ao grupo o ex-secretário de Transportes Klinger Luiz de Oliveira Souza, o empresário Ronan Maria Pinto, entre outros. "O valor arrecadado era encaminhado por Ronan ao requerido Sérgio e chegava, em parte, nas mãos de Gilberto Carvalho, que se incumbia de transportar os valores para o Partido dos Trabalhadores", afirma a denúncia. "A responsabilidade de Klinger e Gilberto Carvalho decorre da sua participação efetiva na quadrilha e na destinação final dos recursos." O dinheiro, aponta a investigação, serviu para financiar campanhas municipais, regionais e nacionais do PT. Por isso, o partido também responderá ao processo como réu.

Evolução? Acabou o tempo de "não é uma gracinha"?


Deu na Coluna da Mônica Bergamo, Folha de São Paulo (aqui)


POLÍTICA É UM NOJO'
Mastrangelo Reino - 20.set.2010/Folhapress

A apresentadora recebe a Ordem do Ipiranga, em SP

Hebe Camargo sobe ao palco do Credicard Hall na quarta, 27, para um show único em que gravará um DVD com participações de Fábio Jr., Maria Rita e Chitãozinho & Xororó, entre outros. Ela falou à coluna:

 
Folha - Como se preparou para o show?
Hebe Camargo
- Me perguntam se eu faço algum exercício. Não faço. A minha voz é muito natural. Agora, se eu tiver algum problema, tem uma porrada de cantor no show comigo. Eu trago eles para cantar. E fico olhando, fazendo charme.
Por que o show?
Eu gravei um CD lindíssimo, com músicas maravilhosas. E agora vou gravar o DVD. Era para ter lançado no fim do ano passado. Como não saiu e eu tive um problema de saúde [Hebe se tratou de um câncer no peritônio], foi adiando, adiando. Aí eu fiz a gravação do CD. Eu adoro cantar, eu sou cantora, eu nasci cantora, então pra mim isso aí foi uma honra.
Mudou o repertório?
Não, não. Por exemplo, eu gravei a música da Rita Lee, "Me Cansei de Lero Lero". Muita gente vai pensar, mas não tem nada a ver com o meu problema. Tem uma música linda também do Roberto Carlos.
Desistiu de namorá-lo?
Nunca (risos)! Nunca! Quem não tem intenção nenhuma comigo é ele. Eu não perco a esperança. Sou uma pessoa que tem muita fé.
Você já disse que foi bom ter tido câncer. Por quê?
Eu pude saber o quanto eu sou querida, eu não tinha ideia. Se não fosse isso... um dia eu vou mostrar para você. Eu tenho caixas e caixas de cartas, telegramas, cartões. Caixas e caixas de medalhinha, de terço, de imagens. É uma coisa. O Brasil inteeeiro se manifestou. Foi emocionante. Eu falei: "Pô, se eu não tivesse esse câncer, eu não ficava sabendo que era tão querida".
Tem medo de morrer?
Eu não tenho. Nesse período, em nenhum momento eu pensei na morte. "Será que eu vou morrer?" Não. Nem passou pela minha cabeça. Eu não tenho medo da morte. Eu tenho é pena de morrer e deixar essa maravilha. Mas eu tô inteiraça, você não tem ideia! Eu vou viajar por todas as capitais do Brasil apresentando o meu show.
Você declarou, em 1997, que fez um aborto. O que acha de o tema dominar o debate?
Tem tanta coisa pra eles [candidatos] falarem e ficam falando de religião e aborto. São coisas pessoais! Tem alguém mais a favor da vida do que eu? E quem não é a favor da vida, meu Deus? Eu acho tão ridículo falarem isso! Mas eu não estou falando em política, não, sabe? A coisa tá esquisita. E não vale a pena. A gente só se prejudica quando declara [o voto]. Quem é contra o candidato, começa a ficar com raiva de você, com ódio. Política é um nojo.

Se filho de assessora "pode" imaginem hóspede de assessor




Deu na Folha de São Paulo:

"O jornalista Amaury Ribeiro Jr., pivô da quebra de sigilos de tucanos ligados a José Serra (PSDB), ficou hospedado em flat de um contratado da Pepper, empresa prestadora de serviços da campanha de Dilma Rousseff (PT).
Amaury usou o apartamento de Jorge Luiz Siqueira quando se reuniu com o "grupo de inteligência" da pré-campanha petista, no restaurante Fritz. Na ocasião, foi discutida a elaboração de um dossiê contra tucanos.
À época do encontro, o responsável pela comunicação da pré-campanha era o jornalista Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicação.
Siqueira trabalhou quatro anos como coordenador-geral de logística do Ministério da Agricultura. Deixou o cargo em maio do ano passado e passou a trabalhar na Lanza.
Na época, Siqueira era gerente de despesas da Lanza.
À Polícia Federal Amaury se referiu a Jorge como "responsável pela administração de gastos da casa do Lago Sul" usada nessa fase.
Depois da revelação de que Lanzetta estava montando o "grupo de inteligência", a Lanza deixou a campanha. Siqueira, então, foi incorporado pela Pepper Comunicação Interativa, assim como a maioria dos contratados para trabalhar na campanha.
A assessoria da Pepper confirmou a informação.
Segundo a Folha apurou, Siqueira cedeu seu apartamento para Amaury a pedido de Lanzetta. Ele emprestava o flat para a campanha para hospedagens provisórias.
Amaury disse à PF que foi nesse local que o deputado Rui Falcão (PT-SP) teria copiado de seu computador dados do sigilo dos tucanos.
O deputado nega.
Siqueira e Lanzetta têm outro amigo em comum ligado à campanha de Dilma: o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, cuja família detém duas empresas -Dialog e Gráfica Brasil- que ganharam mais de R$ 200 milhões em contratos com o governo.
Bené foi o responsável por negociar o aluguel de uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, onde trabalhou a equipe de imprensa da petista. Lanza e Pepper dividiram o espaço.
Bené esteve na reunião com integrantes do então "grupo de inteligência" no restaurante Fritz, em Brasília. Também participaram Lanzetta, Amaury e um delegado da PF aposentado." (aqui)

 - E daí?

Dirão os deformadores da tal opinião pública.

- Em tempos de Lula o que vale é manter a ficha escondida, ou seria limpa?

A da tal Dona Dilma é como "cabeça de bacalhau", todo mundo sabe que existe, mas ninguém ainda viu.