quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Protógenes é condenado a três anos e onze meses de prisão por crimes na Satiagraha - Folha.com - link (aqui)

10/11/2010 - 14h19

Atualizada às 18h35
O delegado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi condenado a três anos e onze meses de prisão pela Justiça Federal de São Paulo. Ele é acusado de vazar informações e forjar provas enquanto chefiava a Operação Satiagraha, que condenou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a 10 anos de prisão por corrupção ativa.
Protógenes irá recorrer da decisão, segundo seu advogado. Ainda que a decisão da Justiça Federal se mantenha, ele não cumprirá a pena na prisão: deverá, em vez disso, prestar serviços à comunidade em hospitais públicos ou privados, prefencialmente uma unidade de auxílio a queimados.

http://f.i.uol.com.br/folha/poder/images/1019643.jpeg

Protógenes é condenado a três anos de prisão por crimes na Operação Satiagraha

O risco maior é para a carreira política de Protógenes: se instâncias superiores ratificarem a sentença, ele perde o mandato de deputado federal, conquistado nestas eleições, e fica proibido de exercer cargos públicos --inclusive de continuar como delegado da Polícia Federal.
Protógenes deve sua vaga na Câmara dos Deputados ao palhaço Tiririca (PR-SP): com votação maciça de 1,35 milhão de eleitores, o palhaço conseguiu "puxar" três candidatos que não tiveram votos o suficiente para se elegerem sozinhos, entre eles o delegado (dono de quase 95 mil votos).
A sentença foi dada no dia 5 de novembro, pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo, a partir de uma denúncia da Procuradoria da República. A publicação da sentença aconteceu na terça-feira (9).
A Justiça também condenou o escrivão Amadeu Ranieri Bellomusto, braço direito de Protógenes na Polícia Federal.
Bellomusto também teve sua pena, de dois anos de detenção, revertida para prestação de serviços à comunidade. Está, ainda, proibido temporatiamente de exercer "atividades relacionadas com segurança e espionagem".
Por "reparação dos danos morais causados à coletividade", Protógenes e Amadeu deverão pagar R$ 100 mil e R$ 50 mil, respectivamente. Há também a cobrança de "52 dias-multa" baseados no valor do salário mínimo, ou seja, R$ 26.520.
Se os réus também forem condenados em processos transitado em julgado (quando não cabe mais recurso), o valor será reajustado conforme salário mínimo da época.
"PASTA PRETA"
A sentença do juiz Mazloum cita reportagem da Folha que mostra Protógenes munido de "pasta preta" em debates presidenciais.
Em outubro, o aliado de Dilma Rousseff (PT) afirmou que iria a todos os debates com sua "pasta preta". Dela sairiam documentos fruto de investigações sobre segurança e privatizações --munição contra o então adversário de Dilma, José Serra (PSDB).
Mazloum destaca como "curioso" o fato de que "o acusado Protógenes em verdade tinha consigo dossiês dos dois lados", ou seja, contra Dilma e contra Serra.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também teria sido vítima de arapongas, conforme o processo.
Outros alvos de "arapongagem" do delegado: os ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra.
Do lado da oposição, os vigiados seriam o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e o ex-ministro Mangabeira Unger.
O processo menciona ainda "o senador ACM Neto" (DEM-BA), numa possível confusão entre o senador ACM, morto em 2007, e seu neto, o deputado ACM Neto.
O advogado de Protógenes, Adib Abdouni, chamou a fabricação de dossiês de "alegações falsas".
ACUSAÇÕES
Quanto à fraude processual, Protógenes é acusado de editar as imagens em que emissários de Dantas negociavam o pagamento de propina a investigadores.
Ele também foi condenado por violação de sigilo funcional ao convidar um produtor de TV Globo para gravar a tentativa de assessores do banqueiro de subornar um delegado da PF. A "armadilha" aconteceu em junho de 2008, em um restaurante de São Paulo.
SATIAGRAHA
Protógenes esteve à frente da primeira fase da Satiagraha, que apura supostos crimes financeiros atribuídos a Dantas, mas acabou sendo afastado das investigações em julho de 2008.
Em julho de 2009, quando a Operação Satiagraha completou um ano, Protógenes afirmou estar com sensação de dever cumprido, apesar das "atrocidades" que sofreu com a família.
Listou-as em seu blog: "Perseguições externas e internas na Polícia Federal; vigilâncias nos meus deslocamentos para palestras, afastamento do cargo de delegado de Polícia Federal, sujeito a pena de demissão; perda de vantagens salariais; diminuição da renda familiar com aumento de despesas domesticas, tratamento de saúde de mulher, filhos e 74 ameaças contra minha vida".
A campanha para deputado federal alardeava Protógenes como o herói responsável por "prender bandidos poderosos, políticos desonesto", além de recuperar "mais de 40 milhões" e "desmantelar quadrilhas que lesavam o povo".

Chet Baker - It Could Happen to You

Nobody here!!!!!

http://28.media.tumblr.com/tumblr_lb01o6tn481qe0eclo1_r8_500.gif

Joe Lovano & George Adams - Tenor Madness

Beatlejazz-All you need is love.wmv

BeatleJazz - I Want You (She's So Heavy)

Lee Morgan - Tom Cat

Lee Morgan Yesterday

CANDY Lee Morgan

Candy---Big Maybelle

Chet Baker - Candy

Chet Baker - Candy

Bar é fotografia - Michael Nekrasov

http://www.photokonkurs.com/uploads/img/2010-01-20/NUDE_IN_GENRE/277065.jpg


Michael Nekrasov

Untitled

Bar é poesia - María Monjas

    
 
EL CONFORMISTA
 
 
(María Monjas)
 
 
Todo aquello que no haces
descuenta puntos

Saludar
Sonreír
Besar
Compartir tus miedos
Contar un chiste
Preguntar qué tal dormiste
Decir te quiero
Felicitar su cumpleaños
Escribirle una nota
Desear en alto
Decir te echo de menos
Agradecer los gestos
Dar
Dar más
Saber recibir
Saber recibir más
Perdonar
Pedir perdón
Bromear
Charlar
Preocuparse
Mostrarse
Demostrar
Dar alegría
Alegrarse
Ronronear
Reírse
Respirar

Todo aquello que no haces
Descuenta puntos

No me extraña que lleves esa cara de asno todo el día
Debe ser frustrante eso de vivir continuamente
en números rojos

O Mare e Tu - Andrea Bocelli & Dulce Pontes

Dulce Pontes- Canção do Mar

Dulce Pontes - Lagrima

Mariza- Loucura (Madness)

Mariza - Chuva

Ana Belén - 'Amarga tierra' {Amara terra mía}

Ana Belén y Lucio Dalla - Canción

MANOLO TENA Y ANA BELEN - MARILYN.

DERROCHE - Ana Belén

Bar é fotografia - Yannis G.

http://gallery.photo.net/photo/3185292-lg.jpg


Yannis G.

"when the nigth comes"

Após a terceira dose - Bar é poesia

    


o gesto necessário




(luiz alfredo motta fontana)







tornara-se ermitão

longe do murmurinho

das esquinas

dos becos, porteiros, praças e saídas



aos poucos recuperou

não a fala excessiva

mas o olhar que revela

o gesto necessário

que confundia-se

com o silêncio e seus ditos



tornara-se gente

para além da solidão

O bar e os acessórios

http://www.leiweb.it/immagini/accessori/large/Zanottishoes_scarpe_005.jpg





Zanotti shoes


Sandali in raso nero con tacco decorato con foglie d'oro a rilievo.

(Source - LeiWeb, it)

ELIS REGINA - "Pra Dizer Adeus" (Edu Lobo & Torquato Neto) 1966



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

ELIS - Compacto duplo

PHILIPS - 1966

Música - "Pra Dizer Adeus" (Edu Lobo & Torquato Neto)

Letra:

Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinha
Tão sozinha amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Deste meu caminho

Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto, eu queria dizer

Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus

ELIS REGINA - "Veleiro" (Edu Lobo & Torquato Neto) 1966



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

ELIS - Compacto duplo

PHILIPS - 1966

Música - "Veleiro" (Edu Lobo & Torquato Neto)

Letra:

Ê, ô, tá na hora e no tempo
Vamos lá que esse vento traz
Recado de partir

Beira de praia
Não faz mal que se deixe
Se o caminho da gente vai pro mar

Eu vou, tanta praia deixando
Sem saber até quando eu vou
Quando eu vou, quando eu vou voltar

Eu vou pra terra distante
Não tem mar que me espante
Não tem, não

Anda, vem comigo que é tempo
Vem depressa que eu tenho
Braço forte e o rumo certo

Aqui o dia está perto
E é preciso ir embora
Ah, vem comigo nesse veleiro

Tá na hora e no tempo, ê, ô
Vamos embora no vento, ê, ô

Bar é fotografia - Dave Levingston

[D20_5390.jpg]


Dave Levingston

Untitled

ELIS REGINA - "Roda" (Gilberto Gil & João Augusto) 1966



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ELIS - Compacto duplo

PHILIPS - 1966

Música - "Roda" (Gilberto Gil & João Augusto)

Letra:

Meu povo, preste atenção
Na roda que eu te fiz
Quero mostrar a quem vem
Aquilo que o povo diz
Posso falar, pois eu sei
Eu tiro os outros por mim
Quando almoço, não janto
E quando canto é assim

Agora vou divertir
Agora vou começar
Quero ver quem vai sair
Quero ver quem vai ficar
Não é obrigado a me ouvir
Quem não quiser escutar

Quem tem dinheiro no mundo
Quanto mais tem, quer ganhar
E a gente que não tem nada
Fica pior do que está
Seu moço, tenha vergonha
Acabe a descaração
Deixe o dinheiro do pobre
E roube outro ladrão

Agora vou divertir
Agora vou prosseguir
Quero ver quem vai ficar
Quero ver quem vai sair
Não é obrigado a escutar
Quem não quiser me ouvir

Se morre o rico e o pobre
Enterre o rico e eu
Quero ver quem que separa
O pó do rico do meu
Se lá embaixo há igualdade
Aqui em cima há de haver
Quem quer ser mais do que é
Um dia há de sofrer

Agora vou divertir
Agora vou prosseguir
Quero ver quem vai ficar
Quero ver quem vai sair
Não é obrigado a escutar
Quem não quiser me ouvir

Seu moço, tenha cuidado
Com sua exploração
Se não lhe dou de presente
A sua cova no chão
Quero ver quem vai dizer
Quero ver quem vai mentir
Quero ver quem vai negar
Aquilo que eu disse aqui

Agora vou divertir
Agora vou terminar
Quero ver quem vai sair
Quero ver quem vai ficar
Não é obrigado a me ouvir
Quem não quiser escutar

Agora vou terminar
Agora vou discorrer
Quem sabe tudo e diz logo
Fica sem nada a dizer
Quero ver quem vai voltar
Quero ver quem vai fugir
Quero ver quem vai ficar
Quero ver quem vai trair

Por isso eu fecho essa roda
A roda que eu te fiz
A roda que é do povo
Onde se diz o que diz

SÉRGIO SAMPAIO - "Dona Maria de Lourdes" (Sérgio Sampaio) 1973



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SÉRGIO SAMPAIO - EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA

PHILIPS - 1973

Música - "Dona Maria de Lourdes" (Sérgio Sampaio)

Letra:

Os automóveis estão invadindo
A simpli(s)cidade
Enquanto a gente se arrasta
Eu prefiro isso aqui
Os automóveis são livres e agora
É preciso coragem
Olho meu rosto no espelho
E depois vou dormir

Entre as flores escondidas
Do riacho
Por debaixo do que der
Do que vier
Escondido nas notícias
Entre as feras
Nas revistas sem assunto
Meu amor

O auditório aplaudiu a canção
E eu cantei novamente
Fique de olho na vida
O sinal vai abrir
O auditório aplaudiu
Mas cuidado com a porta da frente
Dona Maria de Lourdes
Não espere por mim

Que eu estou no paradeiro
Dessa gente
Quem morreu, quem teve medo
Quem ficou?
Eu estou no bar do Auzílio ou na igreja
E onde quer que eu esteja
Eu não estou

Bar é fotografia - Roman Bolchakov

http://img-2008-05.photosight.ru/22/2687682.jpg


Roman Bolchakov

"Solo"

SÉRGIO SAMPAIO - "Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua" (Sérgio Sampaio) 1973



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SÉRGIO SAMPAIO - EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA

PHILIPS - 1973

Música - "Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua" (Sérgio Sampaio)

Letra:


Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender


Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos nisso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval...

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Governo battuto alla Camera Giovedì incontro Bossi-Fini - ?Corriere Della Sera, it - link (aqui)

 

 

La maggioranza va sotto a un emendamento sulla cooperazione italia-libia

Bersani: «La maggioranza formalizzi la crisi». Bocchino (Fli): «Il governo deve fare un accordo con noi»


MILANO - Il governo scricchiola, ma non cade. Per conoscere il suo futuro c'è addirittura chi - come fa il ministro Sacconi - suggerisce di «chiederlo alla zingara...». Nel frattempo la maggioranza è stata battuta tre volte alla Camera su emendamenti sui rapporti Italia-Libia.

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Berlusconi e Bossi durante la visita in Veneto (Ansa)


EMENDAMENTI - Sì della Camera alle mozioni dell'Udc e a quella fatta propria da Fli dopo che il governo l'aveva ritirata (in seguito all'approvazione di un emendamento dei radicali) sui rapporti tra Italia e Libia. I testi approvati impegnano il governo «a proseguire nell'attuazione degli impegni sanciti dal Trattato italo-libico di amicizia, in vista della creazione di un forte e ampio partenariato bilaterale in tutti i settori; a svolgere un ruolo di stimolo sul rispetto dei diritti umani e delle libertà fondamentali; nell'ambito di controllo e regolamentazione dei flussi migratori, a proseguire nella collaborazione con Tripoli in materia di lotta all'immigrazione clandestina e di contrasto alle attività delle organizzazioni criminali dedite al traffico di esseri umani, lungo le linee direttrici delineate in questi ultimi mesi che hanno consentito un radicale ridimensionamento nell'afflusso di clandestini sulle coste italiane». In base all'emendamento dei radicali, passato con il voto determinante di Fli, il governo viene quindi impegnato «a sollecitare con forza le autorità di Tripoli affinché ratifichino la Convenzione Onu sui rifugiati e riaprano l'ufficio dell'Unhcr a Tripoli quale premessa per continuare le politiche dei respingimenti dei migranti in Libia».
POLEMICHE - «Che Fli voti con l'opposizione non fa più notizia, ma votando un emendamento come quello che è passato ci si dovrà assumere la responsabilità di rivedere i barconi di disperati sulle coste italiane». Questo il commento del ministro della Difesa e coordinatore del Pdl, Ignazio La Russa. «Noi insisteremo per la politica dei respingimenti - ha aggiunto - è quello di Fli mi sembra un boomerang per una formazione che dice comunque di essere di centrodestra». Ai giornalisti che hanno chiesto se il voto di Montecitorio possa condizionare le prove di intesa nella maggioranza che Umberto Bossi porterà avanti in queste ore con Fini, La Russa ha risposto: «Non credo che un singolo voto possa cambiare qualcosa da quel punto di vista». Secondo il finiano Italo Bocchino quanto avvenuto dimostra che «il governo non ha una maggioranza se non fa un accordo preventivo con Fini». Quanto all'influenza potrà avere sulla mediazione affidata a Bossi, il capogruppo dei futuristi a Montecitorio risponde: «Noi facciamo di testa nostra, votiamo secondo la nostra coscienza».

SACCONI - «Non è sulla Libia che cade il governo, ovviamente» ha commentato a caldo il ministro del Welfare, Maurizio Sacconi. «Futuro e libertà - ha aggiunto Sacconi - conferma la vicinanza ai radicali». A chi gli chiedeva se ormai sia inevitabile una rottura, Sacconi ha risposto: «Niente è inevitabile tranne la morte».
PD - «Penso che ormai la crisi sia conclamata e che questo sia dovuto anche all’opposizione che sta facendo bene il suo mestiere. Non c'è più spazio per i traccheggiamenti: la maggioranza deve rendere formale la crisi», ha detto il segretario Pd Pier Luigi Bersani. «Dimostriamo di essere in grado di incidere, da adesso in poi, in tutti i principali passaggi parlamentari». «Non è stato mai negoziato con la Libia un accordo sui respingimenti», sottolinea Massimo D'Alema. «La decisione di operare i respingimenti è una decisione autonoma del governo italiano e nulla di questo tipo fa parte del trattato di amicizia con la Libia». Quanto all'emendamento approvato, l'ex premier spiega: «Vincola il governo italiano, non quello libico, a rispettare le convenzioni internazionali, ciò che il governo italiano non ha fatto».
GIOVEDÌ INCONTRO BOSSI-FINI - È stato fissato per giovedì l'incontro tra Umberto Bossi Gianfranco Fini, dopo lo strappo del presidente della Camera a Bastia Umbra e l'incontro ad Arcore tra il premier Silvio Berlusconi e il leader del Carroccio. Lo si apprende da fonti parlamentari della maggioranza.
Redazione online
09 novembre 2010(ultima modifica: 10 novembre 2010)

Vintage trailer in Blogbar - From Here to Eternity - Trailer [1953] [26th Oscar Best Picture]

Comercial antigo - Bardahl Oil Commercial Early 1960's

Charge do dia

http://www.elpais.com/recorte/20101110elpepuvin_2/XLCO/Ges/20101110elpepuvin_2.jpg


Erlich - El País, es

Jeans de lujo: el nuevo básico fashionista - Vanitatis, es - link (aqui)



@Laura S. Lara - 09/11/2010

Los vaqueros ya no son tan sólo ese básico básico imprescindible para nuestros looks más informales. Hace tiempo que cambiaron su nombre por el de jeans para reivindicar su indiscutible glamour y posicionarse en nuestro fondo de armario como el icono fashionista de cada temporada. Así, las principales firmas incluyen últimamente esta prenda en sus colecciones, tanto en sus estilismos casual como en los más elegantes, jugando con las mil y una posibilidades del denim y creando verdaderas piezas de coleccionista. Las celebrities no pasan por alto esta tendencia, y artistas internacionales como Kate Moss, Jennifer Aniston o Penélope Cruz, se muestran fanáticas de esta codiciada prenda en su versión más exclusiva.

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Luxury Denim (GAS).

Los últimos en sumarse a la moda de los jeans sofisticados son los Jeggings Sumatra de GAS, que esta temporada se transforman en una prenda de lujo única, diseñada para la mujer que quiere ponerse algo muy especial y estiloso estas fiestas navideñas, sin olvidarse del confort.

De esta manera, el innovador Luxury Denim de la firma se presenta en tres colores brillantes (negro, marrón escuro y gris), y está hecho en un tejido denim suave, ligero y súper stretch, para un efecto segunda piel que destaca las curvas femeninas. Además, todas las prendas de la colección llevan detalles únicos y con clase, como los ‘botones joya’ o los pespuntes en lurex tono sobre tono.
 
Esta línea estará disponible en edición limitada en las mejores tiendas de GAS desde finales de noviembre en un vistoso packaging, negro total, que abre como un libro. Junto con un display en plexiglass y metal, se trata del regalo perfecto para momentos tan especiales como las navidades.

Máscaras y lujuria para jugar a la intriga y la venganza

'Sarà Servito'



Es la nueva obra del Premio Nacional de Cómic Felipe Hernández Cava

Lucía González | Madrid
Actualizado martes 09/11/2010 18:12 horas

Las máscaras vuelven a ser el icono de Venecia como recurso artístico. Una herramienta útil para elaborar un laberinto de identidades a través de una culta dama de la burguesía del XVIII -pintora de día, cortesana de noche- que oculta a ratos su rostro en la trama de intriga y venganza de 'Sara Servito', fruto de una nueva colaboración del guionista y Premio Nacional del Cómic Felipe Hernández Cava y la ilustradora Laura.
'Marina es un personaje creíble como mujer, con defectos y virtudes, porque muchas veces en cómic los personajes femeninos están estereotipado', afirma la dibujante
"Los hombres tendemos a tratar poco y mal el mundo femenino", afirma el guionista, premiadísimo el año pasado por 'Los girasoles ciegos' -con dibujos de Bartolomé Seguí- y 'Soy mi sueño' -con Pablo Auladell-, ambos títulos con trasfondo histórico. En esta obra, cuya idea fue concebida antes que las citadas, "tenía ganas de hacer una historia que girase en torno a una mujer y, sobre todo, con esa profundidad de intentar captar la complejidad del personaje femenino".
A Marina la hizo pintora "para que toda la tragedia pudiera tener una dimensión también plástica" y docta "porque en Venecia hubo unas cuantas mujeres cultas muy importantes", entre las que cita, tanto en la entrevista como en el cómic, a la pintora Rosalba Carriera. "Me gustaría que el lector se hiciese muchas preguntas sobre qué le mueve a comportarse así", indica Hernández Cava.


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Portada del cómic.

Laura -no usa sus apellidos (Pérez Vernetti-Blina) para firmar sus trabajos- ha trabajado literalmente de primera mano cada detalle de cada viñeta. Destaca su tratamiento de la sexualidad del personaje -punto clave de la historia, pues sólo una vez mantiene relaciones a cara descubierta-: "No me interesa la pornografía. Las mujeres pueden acercar el erotismo con una visión muy sensual. Quizás retratamos el cuerpo de forma distinta porque al final eres tú misma", afirma. Sobre Marina, subraya que "es un personaje creíble como mujer, con defectos y virtudes, porque muchas veces en el mundo del cómic los personajes femeninos están estereotipados".
La dibujante, enamorada de Venecia, tuvo la oportunidad -gracias a una beca que les permitió financiar el proceso de documentación para la obra- de visitar tres veces más la ciudad antes de retratarla. "Las imágenes que conseguía en Internet no valían. Todas son muy tópicas y necesitaba puentes, callejones, tonalidades... Y también documentarme sobre el siglo XVIII en Italia, su arquitectura, su mobiliario, sus peinados. Son cosas en las que puedes equivocarte fácilmente", apunta Laura, que también se dio paseos en góndola "para meterse en la perspectiva del personaje".
Ha dedicado cuatro años a pintar las 80 páginas del libro, que edita De Ponent. "Probamos a usar color directo de ordenador, pero la decadencia de la atmósfera de Venecia y las referencias a la pintura de esa época nos hicieron decantarnos por la acuarela. Tarda mucho en secar y si está húmedo no puedes pintar lo de al lado. Además, si metes la pata, tienes que rehacer la página entera", comenta. Los colores pop hubieran resultado "chabacanos" y los ordenadores, añade, copian "óleo y otras técnicas, pero aún no imitan las graduaciones de la acuarela".


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Las amantes del dictador - El Mundo, es - link (aqui)



Juan Ignacio Irigaray | Buenos Aires
Actualizado martes 09/11/2010 13:26 horas
  • Atribuyen al ex dictador Massera un romance con la actriz Graciela Alfano
  • Alfano, ahora de 57 años, ha desmentido haber sido amante de Massera
  • También lo vinculan con la escritora Marta Lynch, que luego se suicidó

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El ex dictador argentino Emilio Massera y la actriz Graciela Alfano.


Con el cadáver aún tibio del ex dictador Emilio Massera, que encabezó la junta militar de la 'guerra sucia' y falleció ayer a los 85 años, la prensa argentina saca este martes a la luz algunas de sus aventuras extramatrimoniales.
Entre las 'conquistas' atribuidas al almirante figura un presunto amorío con la mediática modelo y actriz Graciela Inés Alfano, una mujer muy atractiva de joven, en los años 70, cuando copaba las portadas de las revistas del corazón.
Por entonces el espía chileno Enrique Arancibia Clavel estaba radicado en Buenos Aires y seguía a Massera sin perderle los pasos. En uno de sus cables a la DINA, policía política de la dictadura de Augusto Pinochet, se refirió al asunto.
"Sobre más antecedentes de Graciela Alfano, la actual amante de Massera, puedo informar de que ésta es actriz y modelo. Está con Massera desde hace 6 meses. Últimamente se ha sabido de costosos regalos que le fueron hechos (departamento, pieles, joyas, etc.)", escribió el espía.
Bajo el seudónimo de 'Luis Felipe Alemparte Díaz' también informó de que "el padre de la Alfano se está postulando para ser el futuro presidente del Club River Plate. Aclaró que estas elecciones son verdaderas carreras de gastos y demagogia. Se descuenta que tendrá el apoyo importante de Massera".
En verdad, el espía chileno no estaba muy puesto en fútbol pues confundió en su informe a River Plate con Racing Club. El padrastro de la Alfano, Alfredo Capelli, fue presidente de "La Academia". Y como tal participó, el 6 de abril de 1979, en una asamblea de dirigentes, controlada por la dictadura, que aupó de presidente de la Asociación de Fútbol Argentino (AFA) a Julio Grondona, quien increíblemente aún continúa en ese cargo.
Por otra parte, Clavel prometió "enviar oportunamente más antecedentes sobre la Alfano", no sin antes detallar que "anteriormente Massera tenía como amante a una modelo publicitaria, que hacía la propaganda de los cigarrillos Jockey Club".
Esos informes del espía chileno, que también reportaba la política armamentista de la dictadura argentina, consignaban que se nutrían de los archivos secretos del Batallón de Inteligencia Militar 601 de Argentina.
Alfano, ahora de 57 años, ha desmentido en reiteradas ocasiones haber sido amante de Massera.
La prensa argentina también recordó que Massera mantuvo una relación sentimental con Martha Mc Cormack, cuyo esposo, Fernando Branca, nunca más volvió de un paseo a bordo del yate del almirante por el delta bonaerense.
A Massera le gustaba presumir y exhibirse disfrutando de la noche porteña en la discoteca de moda, Mau-Mau, y la tanguería El Viejo Almacén. De día, en cambio, conducía con mano de hierro el exterminio de opositores a la dictadura, que dejó miles de desaparecidos.
Según el libro 'Massera, el genocida' también tuvo una relación amorosa con la escritora Marta Lynch, que luego se suicidó.

ARTE | Subasta de una obra de Warhol: Una Coca-Cola de 22 millones de euros - El Mundo, es - link (aqui)

Efe | Nueva York
Actualizado miércoles 10/11/2010 04:07 horas


http://estaticos03.cache.el-mundo.net/elmundo/imagenes/2010/11/10/cultura/1289358469_extras_ladillos_1_0.jpg


La obra 'Coca-Cola 4' de Andy Warhol, padre del Pop Art, se ha vendido por 31,5 millones de dólares (unos 22 millones de euros) y se ha convertido en una de las protagonistas de la puja de arte contemporáneo organizada por la firma Sotheby's en Nueva York.
La pieza de Andy Warhol (1928-1987), que partía con un valor estimado entre 20 y 25 millones de dólares (entre 14 y 18 millones de euros), forma parte de un grupo de cuatro lienzos en los que el pintor reprodujo botellas de esa bebida, con lo que transformó ese producto cotidiano en un referente del arte contemporáneo y de posguerra.
Junto a Warhol, el pintor estadounidense de origen letón Mark Rothko logró hacerse con otro de los precios más elevados de la velada al venderse su espectacular lienzo 'Sin título' (1955) por 20 millones, justo en el estimado más bajo en el que lo había valorado Sotheby's.
La pintura realizada en tonos amarillentos y anaranjados, fue creada en uno de los años más importantes de la carrera de Rothko, 1955, cuando realizó 22 obras, la mitad de las cuales se encuentran repartidas en prestigiosos museos, como el Museo de Arte Moderno (MoMA) de Nueva York, la National Gallery de Washington y el Museo Ludwig (Alemania).
Otro de los representantes del Pop Art, Roy Lichtenstein (1923-1997), centró también las miradas de los compradores con su obra 'Ice Cream Soda' (1962), que fue adjudicada por 12,5 millones de dólares (unos nueve millones de euros), a pesar de estar valorada entre 12 y 18 millones.
La obra, que muestra un copa con una bebida gaseosa y un helado, fue una de las piezas centrales de una de las primeras muestras dedicadas al Pop Art que tuvo lugar en 1963 en el Museo Guggenheim de Nueva York.
Junto a esa obra, Sotheby's ofreció también de Lichtenstein 'Still life with a lobster', vendida por un total de 5,2 millones de dólares (casi cuatro millones de euros), y 'Male head', que encontró un comprador que pagó 1,6 millones de dólares (1,1 millones de euros).

La oposición brasileña se renueva tras la derrota electoral - El País, es - link (aqui)

 

Aécio Neves surge como líder de la socialdemocracia

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 10/11/2010

La oposición brasileña ya tiene un nuevo líder: Aécio Neves, de 50 años, flamante senador y ex gobernador del Estado de Minas Gerais, el segundo mayor del país. La nueva cabeza del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) hará frente a la futura presidenta, Dilma Rousseff, del Partido de los Trabajadores (PT) y ex mano derecha del mandatario saliente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Aécio Neves


Aécio Neves.


Neves es nieto de Tancredo Neves, el primer presidente electo de la democracia brasileña tras el fin de la dictadura en 1985. Tancredo Neves no asumió el cargo porque cayó gravemente enfermo y falleció poco antes de asumir el poder. Para Aécio, la figura de su abuelo materno y su frustrada presidencia suponen la asignatura pendiente de una familia de larga trayectoria política. Tras pasar siete años al frente de Minas Gerais, Neves da por fin el salto al liderazgo del PSDB tras la derrota electoral de José Serra en las generales del 31 de octubre.
La jugada de Neves para mantener sus opciones políticas fue sagaz. Desistió primero de concurrir a elecciones internas con Serra por la candidatura a la presidencia y más tarde declinó la oferta de acompañar a aquel como vicepresidente. Se apartó y conservó su tirón electoral, algo que le fue muy útil para conseguir que su principal colaborador en la gobernación de Minas Gerais, Antonio Anastasia, se alzara como su sucesor en el cargo a pesar de su falta de experiencia política y de la dura campaña de Lula, que intentó aupar a su propio candidato.
Según el senador, el PSDB deberá comenzar su refundación en mayo próximo, con ocasión de su convención nacional. Propone que un triunvirato formado por el ex presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), Serra y el histórico dirigente del partido Tasso Gereussati preparen las bases de dicha transformación.
También Sergio Guerra, actual presidente del PSDB, ha pedido que para 2012 el partido defina al candidato que deberá disputar las presidenciales de 2014. Alguien que puede hacerle sombra a Neves en su lucha por la candidatura es el nuevo gobernador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que se impuso al candidato de Lula, Aloisio Mercandante.
El nuevo líder de la oposición pretende también fortalecer al PSDB con una fusión con los partidos que se unieron a la lista de Serra en las elecciones: Demócratas (DEM) y el Partido Popular Socialista (PPS). Neves ha asegurado que el PSDB hará a la sucesora de Lula una oposición "vigorosa" y, a la vez, "con propuestas". Según él, la oposición ha salido reforzada de las elecciones y le exigirá a Rousseff todas sus promesas.

Elio Gaspari - Correio do Povo - link (aqui)

ANO 116 Nº 41 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2010


O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, titular da lambança ocorrida com a prova do Enem, deveria ter pedido demissão no sábado, desculpando-se junto aos 3 milhões de jovens cuja vida atrapalhou. Não o tendo feito, o ministro da Educação, Fernando Haddad, deveria tê-lo demitido na segunda-feira. Não o tendo feito, Haddad deveria ter pedido demissão ontem.

Os educatecas do Inep e Haddad mostraram que um raio cai duas vezes no mesmo lugar. No ano passado, uma sucessão de prepotências e inépcias transformou o projeto do Enem como substituto do vestibular num dos maiores fracassos do governo Lula. O ministro culpou a Lei das Licitações. Livrou-se dela e foi de Waterloo para Stalingrado.

O educateca pernóstico é o sujeito que inventa um teste de "linguagem, códigos e suas tecnologias" para designar aquilo que se chamava prova de português. É um chato, mas não faz mal a ninguém. Maligno é o educateca com alma de bedel. O doutor Soares Neto, por exemplo. O Inep proibiu que os estudantes levassem lápis para a prova. Com isso tirou o direito da garotada de rabiscar cálculos e anotações à margem da prova. Na hora de aporrinhar, o educateca pode tudo. Na hora de fazer o seu serviço, pode nada.

O dia do Enem é uma jornada de tensão na vida de milhões de jovens e de suas famílias. A nota do teste habilita os estudantes para as bolsas do ProUni e, em muitos casos, determina-lhes o futuro. Nessa hora, em vez de o poder público aparecer com uma face benevolente, vem com os dentes de fora. Em 2009, furtaram-se as provas; em 2010, inverteram-se os gabaritos e distribuíram-se exames com questões repetidas ou inexistentes. Segundo o MEC, a responsabilidade é da gráfica. Segundo a gráfica, a lambança atingiu apenas 0,33% dos 10 milhões de cadernos. Conclusão: 100% da culpa é das vítimas.

Descobertos os erros, não ocorreu aos doutores tirar dos portais do Inep e do MEC uma autoglorificação do doutor Soares José Neto Joaquim: "O primeiro dia de provas do Enem transcorreu em normalidade". Segundo ele, a lambança "de forma alguma prejudica a credibilidade do Enem". Empulhação. No dia seguinte, ameaçaram chamar a Polícia Federal para xeretar tuiteiros. (A propósito, inversões são um estorvo. O nome do educateca é Joaquim José Soares Neto.)

O ministro Fernando Haddad foi de Waterloo para Stalingrado porque acreditou nas próprias promessas. Quis fazer uma coisa, fez outra, deu errado em 2009 e voltou a dar errado em 2010. Quando o Enem/Vestibular foi lançado, a garotada poderia fazer a prova duas vezes por ano, talvez três. Desistiram, preservando a máquina de moer carne, obrigando o jovem a jogar seu futuro num só fim de semana.

Haddad e o Inep sabem que um similar americano do Enem, o SAT, é oferecido à garotada em sete ocasiões ao longo do ano. O teste é feito on-line e as questões são praticamente individuais, complicando-se conforme o desempenho do estudante. Os educatecas não gostam desse exame, porque os obrigaria a trabalhar muito mais, expandindo seu acervo de questões e obrigando-os a conviver com uma cultura de provas eletrônicas, abandonando o método medieval do papel e caneta (lápis é proibido).

Burocrata gosta é de assinar contrato, de preferência sem licitação. Deu no que deu.

Fernando Haddad acreditou nas próprias palavras, foi de Waterloo para Stalingrado, mas a conta do fracasso foi para a garotada.

Banco de Silvio Santos tem rombo de R$ 2,5 bilhões - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)




09/11/2010

Antônio Cruz/ABr
Recebido por Lula há 49 dias, Silvio Santos anuncia rombo bilionário em seu banco 
Em comunicado dirigido ao mercado, o banco PanAmericano informou que carrega em sua contabilidade uma cratera de R$ 2,5 bilhões.

No mesmo texto, anotou-se que o rombo foi coberto pelo Grupo Silvio Santos, controlador da casa bancária.

O dinheiro virá de empréstimo obtido junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Trata-se de entidade privada. Foi criada em 1995, sob FHC, para "proteger" os titulares de créditos bancários.

Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos, que são obrigados a depositar um percentual mensal sobre as respectivas carteiras de crédito que contam com o suporte do fundo.

O socorro ao Panamericano foi autorizado pelo Banco Central. O Grupo Silvio Santos teve de oferecer em garantia um pedaço de seu patrimônio.

A encrenca vem à luz 49 dias depois de um encontro de Silvio Santos com Lula. O mandachuva do SBT foi recebido no Planalto às 11h25 do dia 22 de setembro.

Nessa hora, constava da agenda de Lula um despacho com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Informou-se na ocasião que Lula cancelara a reunião com Meirelles para receber Silvio Santos. Pela versão oficial, o tema da conversa foi o Teleton.

Trata-se de programa veiculado anualmente na rede de TV de Silvio Santos. Visa recolher doações para o tratamento de crianças deficientes.

À saída do Planalto, Silvio Santos declarou que fora a Lula para pedir que fizesse uma doação de R$ 12 mil. Não há notícia da efetivação do donativo.

O repórter apurou que o BC de Meirelles deve abrir uma investigação contra o PanAmericano. Detectaram-se irregularidades na gestão do banco.

Coisas assim: o PanAmericano vendia carteiras de créditos a outras instituições financeiras e se abstinha de dar baixa em sua escrituração.

Significa dizer que tonificava artificialmente seus balanços, mantendo na coluna de ativos os créditos que, passados adiante, já não lhe pertenciam.

Há um ano, em novembro de 2009, a Caixa Econômica Federal adquiriu 35,5% do capital do PanAmericano. Negócio R$ 739,2 milhões.

Curiosamente, antes de fechar a transação, a Caixa havia auditado as contas da casa bancária de Silvio Santos.

Servira-se da assessoria da KPMG e do banco Fator. Não detectaram vestígios das irregularidades que, agora, o BC diz existir nas contas da instituição.

No curso da apuração que deve realizar, o BC terá de responder à seguinte pergunta: a gestão anômala do PanAmericano decorreu de erro ou de má fé?

Para obter o socorro bilionário do FGC, o PanAmericano teve de destituir sua diretoria.

O repórter Leonardo Souza informa que, em ação coordenada com o BC, a Caixa fará uma “intervenção branca” na instituição.

Escrito por Josias de Souza às 22h46