segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jornal suíço acusa Ricardo Teixeira de receber US$ 9,5 mi de propina da ISL - Estadão online - link (aqui)

 


Presidente da CBF teria recebido pagamentos em conta secreta no principado de Liechtenstein

29 de novembro de 2010 | 14h 19

JAMIL CHADE - Correspondente - O Estado de S. Paulo
GENEBRA - Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), teria recebido pagamentos em uma conta secreta em Liechtenstein de US$ 9,5 milhões (cerca de R$ 16,4 milhões atualmente) da extinta ISL, entre agosto de 1992 e 28 de novembro de 1997, segundo o prestigioso jornal de Zurique (Suíça) Tages-Anzeiger.
Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE
Ricardo Teixeira teria obtido dinheiro entre 1992 e 1997
As remessas eram feitas com valores de US$ 250 mil cada (cerca de R$ 433 mil, em valores atuais), em uma empresa fantasma que seria a Sanud Establissement, registrada na cidade de Domizil. O jornal não soube explicar porque Teixeira recebeu o dinheiro.
Na cidade de Zug, um tribunal revelou em julho que Nicolas Leoz, presidente da Confederação sul-americana de Futebol (Conmebol), havia também recebido recursos da ISL, por meio de empresas de fachada, assim como Issa Hayatou, chefe executivo da Copa de 2010. O problema é que, nos anos 90, o pagamento de propinas por uma empresa na Suíça não era ilegal, contanto que o dinheiro não saísse do país ou de Liechtenstein.
O Ministério Público de Zurique confirmou que iniciou um processo de investigação para determinar se as alegações de pagamentos de propina não ferem as leis suíças. A Fifa insiste que não tem porque aceitar uma investigação externa, por ser uma entidade sem fins lucrativos.
A notícia sobre Teixeira vem um dia depois que outro jornal suíço, o Sonntags Zeitung, revelou que membros do Comitê Executivo da Fifa mantinham empresas de fachada para receber dinheiro de pagamentos de propinas. A TV estatal inglesa BBC também fala do uso de empresas fantasmas por parte de membros do Comitê Executivo da Fifa para receber pagamentos irregulares, em documentário.
As informações foram publicadas e divulgadas às vésperas da escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e de 2022. Na quinta-feira, a Fifa recebe reis, chefes de estado e personalidades de nove países que buscam organizar a Copa do Mundo.
O processo, porém, tem sido marcado por acusações de corrupção e polêmicas. A Fifa já afastou seis de seus cartolas, pegos em vídeos secretos oferecendo vender seus votos em troca de milhões de dólares.
Sem comentários. Durante evento empresarial nesta segunda-feira, em São Paulo, Ricardo Teixeira não concedeu entrevista aos jornalistas presentes. Apenas o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, trocou algumas palavras, dizendo que sequer existe denúncia a respeito disso, e que esta história é velha, sem fundamento algum.
Atualizado às 16h12 para acréscimo de informação.

BOLA SETE - "Meu Mundo Diferente" (Konrad & Bola Sete) 1962



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BOLA SETE - BOSSA NOVA

FANTASY - 1962

Música - "Meu Mundo Diferente" (Konrad & Bola Sete)

BOLA SETE - "Samba do Perroquet" (Djalma Ferreira) 1962



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BOLA SETE - BOSSA NOVA

FANTASY - 1962

Música - - "Samba do Perroquet" (Djalma Ferreira)

Bar é fotografia - Alexander Kharlamov

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Alexander Kharlamov

"Books"

Bar é crônica - Ivana Arruda Leite

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Ivana Arruda Leite

 

 

CUIDADO COM OS PRETÉRITOS

 

(Ivana Arruda Leite) 



Por mais que o passado seja hoje tão-somente um retrato na parede e, muitas vezes, ainda doa, ninguém há de negar que ele é sempre bonitinho.
Ninguém pendura feias recordações na parede. As que vão para moldura é porque merecem. Os quintais da infância, a primeira professorinha, a primeira vez que entramos no mar, o primeiro vôo de avião é sempre mais bonito do que os que vieram depois. As aves que lá gorjeiam não gorjeiam nunca mais.
Mas será que tudo era mesmo assim tão lindo? Quebra a cara quem volta pra conferir. Uma vez, passando pela casa onde morei na infância, vi uma placa: aluga-se. Parei o carro e desci arrastando a Bebel pela mão (ela era pequenininha). “Você vai conhecer a casa onde a mamãe morava quando era do seu tamanho”.
Que infeliz idéia. Conforme fui entrando, o castelo encantado foi desabando, tornando-se uma casa como outra qualquer. Pior, em péssimo estado. Paredes descascadas, tacos soltos, fios dependurados, torneiras quebradas. No quintal, aquele mesmo que a Bebel tanto me ouvira falar, só havia entulhos e mato. Cadê as árvores, as flores, os passarinhos? Era esse o quintal da mamãe? Pobrezinha. Mil vezes o play ground cimentado do prédio onde morávamos. Pelo menos tinha escorregador.
Voltei pro carro sem chão nem teto. Foi-se a minha casa da infância. Eu estava desabrigada.
O melhor a fazer é deixar o passado trancado a sete chaves e nunca mais abrir para que ele continue mais que perfeito. O tempo beatifica o tempo. Faz tudo virar outra coisa, santinho dourado que se carrega na carteira.
Se bem me lembro das aulas de português, o pretérito perfeito é aquele que muitas vezes nem acabou de acabar. Já o mais que perfeito doera, não dói mais. “Eu vivi” foi ontem. “Eu vivera” foi na outra encarnação. O que “eu amei” até que dá pra encarar, mas o que “eu amara” é melhor deixar quieto.
O jeito é seguir viagem lembrando sempre que o passado, por mais passado que seja, nos espera mais a frente, quando encostaremos a cabeça no futuro do pretérito e desfiaremos nosso rosário: eu teria sido tão feliz se… tudo teria dado tão certo se… 

Bar é fotografia - Pedro Nossol

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Pedro Nossol

"Costas"

Raul de Barros e Orquestra Brazilian Serenade - "In The Mood" (Joe Garland & Andy Razaf) 1979



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RAUL DE BARROS E ORQUESTRA BRAZILIAN SERENADE - O SOM DA GAFIEIRA

CID - 1979

Música - "In The Mood" (Joe Garland & Andy Razaf)

Raul de Barros e Orquestra Brazilian Serenade - "Escurinha" (Geraldo Pereira & Arnaldo Passos) 1979



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RAUL DE BARROS E ORQUESTRA BRAZILIAN SERENADE - O SOM DA GAFIEIRA

CID - 1979

Música - "Escurinha" (Geraldo Pereira & Arnaldo Passos)

Canta- Zé Ventura

Letra:

Escurinha, tu tens que ser minha de qualquer maneira
Te dou meu boteco, te dou meu barraco
Que eu tenho no morro de Mangueira
Comigo não há embaraço
Vem que eu te faço meu amor
A rainha da escola de samba
Que o teu nego é diretor
Quatro paredes de barro, telhado de zinco
Assoalho no chão, só tu escurinha
É quem está faltando no meu barracão
Deixa disso bobinha, só nessa vidinha levando a pior
Lá no morro eu te ponho no samba
Te ensino a ser bamba, te faço a maior Escurinha, vem cá!

O GPS do Lula - Ricardo Noblat - Blog do Noblat - link (aqui)

Enviado por Ricardo Noblat -
29.11.2010
| 8h02m

“Afinal, de que adiantou eleger uma mulher se o homem vai continuar mandando?” (Roberto Jefferson, presidente do PTB)


http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/129_2957-alt-dilma.jpg



Inédito! Extraordinário! Fantástico! Inacreditável! Nunca antes na história deste país um presidente da República indicou tantos nomes para posições estratégicas do governo que sucederá ao seu. O caso de Tancredo Neves foi diferente. Eleito, ele nomeou o ministério e morreu sem tomar posse. José Sarney, seu vice, assumiu o governo alheio.
Os presidentes costumam dispor de uma cota pessoal de cargos para preenchê-los com gente de sua estrita confiança. Ora são pessoas a quem devem favores. Ora pessoas que admiram e que gostariam de ter ao seu lado. A cota pessoal de Lula no seu primeiro governo foi modestíssima. A rigor, ele não dispôs de mais do que cinco cargos.
A saber: Comunicação (Luiz Gushiken); Justiça (Márcio Thomaz Bastos); Minas e Energia (Dilma Roussef); Planejamento (Guido Mantega) e Imprensa (Ricardo Kotscho). Antonio Palocci, ministro da Fazenda, deveu sua nomeação à necessidade de tranqüilizar o mercado financeiro. José Dirceu, da Casa Civil, a ele mesmo e ao PT.
Pois bem: salvo mudanças de última hora, Lula emplacou no governo ainda em fase inicial de formação o ministro da Fazenda (Mantega), o chefe da Casa Civil (Palocci), o Secretário Geral da presidência (Gilberto Carvalho), o ministro do Planejamento (Míriam Belchior) e o presidente da Petrobrás (José Sérgio Gabrielli). Está bom?
Adiante. Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, será transferido para outro ministério. Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, ganhará outro cargo de igual importância. Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula, agora será assessor especial de Dilma. E Nelson Jobim poderá seguir como ministro da Defesa.
Lula deixou Pernambuco ainda menino na companhia da mãe e dos irmãos com destino a São Paulo, onde reencontraria o pai. Mas deve ter lido a respeito dos “coronéis” nordestinos que mandavam na vontade dos seus dependentes. Chico Heráclio, de Limoeiro, foi um deles e talvez o mais famoso. Veremundo Soares, de Salgueiro, outro.
No processo de escolha de Dilma para candidata à sua sucessão, Lula atuou como se fosse um desses coronéis de antigamente. E pelo menos 10 partidos políticos se renderam à sua indicação. E em seguida se renderam quase 56 milhões de eleitores. A maioria desses elegeu Dilma porque ela era “a mulher de Lula”.
Se precisassem, os “coronéis” nordestinos ameaçavam com a força aqueles que hesitavam em obedecer às suas ordens. O triunfo de Lula deve-se ao seu carisma, a boa avaliação do seu desempenho, aos resultados positivos do seu governo e ao espantalho brandido com eficiência de que a oposição mudaria tudo se chegasse ao poder.
Presidente algum terá mais condições de monitorar seu sucessor do que Lula. No início da administração Dilma e - sabe-se lá até quando -, o Palácio do Planalto funcionará como uma espécie de bunker lulista. Se Lula quiser, Dilma não dará um suspiro sem que ele seja informado, não discutirá uma idéia sem que ele fique sabendo na hora.
Acaba de ser inventado o GPS presidencial – e Lula foi seu inventor. Dilma sabe o que a espera. E parece conformada. Afinal, deve a presidência a Lula, exclusivamente a ele. O que conferirá legitimidade política ao seu mandato serão os resultados do seu governo. Aí ela poderá vir a desfrutar de uma margem maior de autonomia.
Em conversa com os poucos amigos que tem, Dilma admitiu que a transição entre o governo Lula e o dela não terminará no dia de sua posse em 1º de janeiro. Num cálculo otimista, imagina que ela se arrastará durante um ano ou pouco mais. Quer dizer: só lá para 2012 Dilma poderá vir a ter um governo para chamar de seu.
A poderosa ex-chefe da Casa Civil, que infundia terror até entre seus colegas, está sendo fraca ou apenas hábil e realista ao se curvar aos desígnios do seu mestre? Só o futuro dirá. Em tempo: Lula quer manter Fernando Haddad no Ministério da Educação.

Raul de Barros e Orquestra Brazilian Serenade - "Coração Leviano" (Paulinho da Viola) 1979



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

RAUL DE BARROS E ORQUESTRA BRAZILIAN SERENADE - O SOM DA GAFIEIRA

CID - 1979

Música - "Coração Leviano" (Paulinho da Viola)

Canta- Zé Carlos

Letra:

Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu

Ah coração leviano não sabe o que fez do meu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu
Este pobre navegante meu coração amante

Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah coração teu engano foi esperar por um bem
De um coração leviano que nunca será de ninguém

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)

 
 
segunda-feira, 29 de novembro de 2010 | 06:10

População, a grande vencedora e colaboradora. Policia militar, civil, Marinha, FAB e Exército, merecem os maiores elogios. Mas por que não foi feito antes? E nada terminou na guerra ao tráfico.

Helio Fernandes
Fiz questão de colocar no título meu entusiasmo pela população LIBERTADA, e pela POLÍCIA (toda ela, seja de onde for ou vier) LIBERTADORA. Pois  vou fazer muitas restrições, OBRIGATÓRIAS, e não quero deixar a impressão de que pretendo desmerecer a ação dessas polícias, que tiveram todo o apoio da coletividade dos morros “dominados” pelos traficantes.
Não era apenas o apoio simbólico, mas esses moradores sentiam a aproximação de viverem uma nova vida sem horror, sem intimidação, sem estarem vigiados e controlados dia e noite por esse bandidagem cruel e selvagem. Os moradores se arriscavam de tal maneira, que apenas no sábado, pelo “Disque-Denúncia”, deram 634 informações APROVEITADAS pela polícia. Foras as que não obtiveram confirmação.
Minha primeira restrição: a repetida afirmação feita preventivamente no sábado e apressadamente no domingo: “No fim da tarde, início da noite (ontem, domingo), estará tudo terminado”. Isso é exagero de expectativa, ou melhor, desinformação numa operação baseada toda em informação.
Ontem até podia estar se travando confronto militar importante, mas não final. Os bandidos só poderão ser considerados derrotados, exterminados, fora de circulação, com muitas, várias, diversas medidas fora desse anunciado “confronto militar”.
E isso não se faz num dia, numa semana, num mês, nem quero dilatar ou exagerar nesses prazos. São tantas as medidas indispensáveis no campo puramente administrativo (civil e militar), que sem o menor constrangimento, podemos apurar e estabelecer aqui, o que já foi feito em muitos países.
(México, principalmente, Colômbia, Itália, notadamente em Nápoles, e fundamentalmente nos EUA, com os quais temos enormes semelhanças. E cujos exemplos devemos seguir imediata e exemplarmente).
Antes de mais nada, a recuperação do policial, o homem e sua família. O homem-soldado recebe (fico envergonhado de dizer GANHA) 984 reais, não chega nem aos mil reais, tão badalados nos últimos dias. Também não têm comomanter as famílias, geralmente trabalham num esquema de 24 por 48.
O que significa isso? Que trabalham 24 horas e “descansam” 48. O que podem fazer no intervalo dessa vida que pode terminar de uma hora para a outra? Quando beijam mulher e filhos para irem ao trabalho, pode ser a última despedida, quantas vezes tem sido?
EM NY, POLICIAL GANHA 9 MIL DÓLARES
Comparação obrigatória mas que deveria ser levar à modificação da legislação, para que esses heróis diários, pelo menos pudessem se transportar, pagar aluguel, comer.  E o colégio dos filhos, roupas, tudo isso com 984 reais? Vejamos nos EUA.
Em Nova Iorque (Manhattan), um policial fardado, ganha 107 mil dólares por ano. (Lá tudo é calculado e contabilizado por ano). Dá mais ou menos 9 mil dólares mensais, ou seja, 16 mil reais mensais. Não dá nem para escrever, a não ser com vergonha. E outras cidades pagam ainda melhor.
Se aposentam aos 20 ou 25 anos de serviço, de acordo com a ficha, sem qualquer punição. É um incentivo à dignidade, embora uma pequena minoria seja enquadrada no que chama de “policiais sujos”.
Mais ou menos há 100 anos, Nova Iorque era inteiramente dominada por gangues, que dividiam a cidade entre elas. (Existe até um belo filme dirigido por Martin Scorcese, “As Gangues de Nova Iorque”, quase ganhou o Oscar).
Parecia que isso jamais iria terminar, as gangues foram dizimadas. Até que tudo foi eliminado com a campanha vitoriosa do prefeito Rudolph Giuliani, (que pretendia ser presidente), mundialmente conhecida como “TOLERÂNCIA ZERO”. A IMPUNIDADE terminou aí, os corruptos foram presos, julgados, condenados e encarcerados, até muitos figurões,
Quando faremos isso aqui, se a acusação de corruptos e a conseqüente impunidade, estão no centro dessa mesma operação militar inédita? Por que só agora começaram a BLOQUEAR as CONTAS e os BENS dos traficantes e seus familiares? Como os números da mobilização do tráfico chegam a BILHÕES e BILHÕES, por que demoraram a atingir os traficantes no ponto mais importante. Que é o dinheiro para viverem e poderem comprar armas e drogas, nada disso existe no morro.
Uma ligação que deveria ser revelada e desvelada agora. Esses traficantes que sequestraram e aprisionaram milhões de pessoas, fisicamente não têm a menor categoria, são bandidos mesmo. Andam de sandálias e calças sujas ou bermudas, não têm a menor representatividade.
Quem negocia para eles a compra de fuzis (mais de três mil, confirmados) e as drogas que revendem a preços mirabolantes? Devem ter FIGURÕES da Zona Sul ou da Barra para representá-los.
Esses três advogados” presos, cúmplices e também “pés de chinelos”, sem a menor representatividade. Segundo a própria OAB reconhece, não são verdadeiramente advogados. Por que não afastá-los imediatamente da profissão, como faz o OAB dos EUA, lá conhecida como BAR OFFICE? Que age de forma fulminante .
A QUEM PERTENCE A MANSÃO DO TRÁFICO?
Às 14 e 20 minutos, a TV Globo, (com autorização, nada contra) mostrava seguidamente uma bela casa de três andares, luxuosa (luxo mesmo, com mármore, piscina, equipamento diversificado de eletrônica e computador, banheiro suntuoso), casa atribuída “a um alto chefe do tráfico”. Por que não divulgaram o nome desse “chefão”? E por que ele não estava presente? A “inteligência” tem a relação total e nominal dos “chefões” do tráfico.
E na verdade dessa hora em diante, foram “faladas mas não mostradas”, quantidades de drogas e de armamento. Os repórteres pareciam assombrados, perplexos, extasiados. Mas na verdade nada disso é impressionante diante do tempo e da movimentação ILEGAL que esses traficantes comandavam.
ONDE ESTÃO OS TRÊS MIL FUZIS?
(Dois especialistas, os coronéis José Vicente da Silva, da PM de São Paulo, e Paulo César Amêndola, da PM do Rio e fundador do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais),  falaram que existiriam cerca de três mil fuzis no Complexo do Alemão. Quantos foram apreendidos?) 
Um momento emocionante (apesar de puramente simbólico) foi o hasteamento das bandeiras. Lembrava muito, proporcionalmente, o que acontece na Ilha de Wake, na Segunda Guerra Mundial. E que valeu dois belos filmes dirigidos por Clint Westwood).
A Globo, que fazia boa cobertura fotográfica, cinematográfica, tecnológica, quando entrou no terreno do comentário, comprometeu tudo. Faltou direção, deviam ter limitado atribuições. A análise em profundidade foi feita por quem não estava preparado, disseram textualmente: “É um momento de recuperação da polícia, que havia se desgastado completamente perante a população”.
Deviam fixar os terrenos dos repórteres e dos comentaristas. Em Langley e em Quântico, na Virginia, sedes da CIA e do FBI, há um painel na entrada, esclarecendo: “OPERADOR de campo, é uma coisa, OPERADOR de burocracia, outra muito diferente”. É exatamente o que houve ontem na cobertura da Globo, além do exagero sobre O FIM DO TRÁFICO.
 A FARSA E MISTIFICAÇÃO DE CABRALZINHO
Faltando cultura, bom senso e conhecimento, nova desequilibrada da TV  Globo, elogiando SUNTUOSA, DEGRADANTE  e de forma ENTUSIAMADA, a farsa e a mistificação do governador cabralzinho. Sintetizemos o que ele disse:
1 – “Agradeço, emocionado, o APOIO QUE A POPULAÇÃO NOS DEU”.
2 – “SEM ESSE APOIO AO NOSSO TRABALHO, NADA SERIA FEITO”.
3 – “RECUPERAMOS UM TERRITÓRIO LINDÍSSIMOQUE VINHA SENDO PERDIDO HÁ 30 ANOS”. (Alguns desses governantes tiveram a colaboração-cumplicidade do próprio cabralzinho).
4 – “Temos que agradecer ao presidente Lula e ao secretário Beltrame, QUE COMANDOU TUDO”. Ha!Ha!Ha!
5 – E não podia terminar tanta farsa e mistificação, se não se enrolasse na “bandeira da moralidade” e se não dissesse: “Só um governo como o nosso, poderia concluir ESSA RECUPERAÇÃO, QUE É PARA SEMPRE”.
O delegado que comandou uma parte da operação, fez duas afirmações estranhas e que devem ser traduzidas. “A ocupação do Alemão foi PREOCUPADAMENTE TRANQUILA”. E depois: “Antes de fugirem, os chefões DESTRUIRAM a casa de luxo (era só uma?) e tudo o que podiam. As duas declarações se completando ou se contradizendo? “TRANQUILA DEMAIS”, e os CHEFÕES FUGINDO? Difícil entender ou compreender.
Estranhamente, poucos fatos. Mas muita coisa incompreensível, acontecendo quando não devia ou podia acontecer. Por que cabralzinho afirmou, “há mais de 30 anos isso existe”? Atingiu uma fase longa da ditadura de 1964/85. Cabralzinho sabe pouca coisa, mas contar até 30 ele sabe.
Quis então atingir os militares da ditadura? Mas o seu “envaidecimento”, sua “arrogância”, seu “idolatrismo” da afirmação “o povo está conosco”, não teria acontecido se a Marinha, o Exército e a Aeronáutica não tivessem desembarcado no Rio.
OS BANDIDOS FUGIRAM. HOUVE ACORDO?
Mas a surpresa, a estranheza e a perplexidade, deixam margem para especulações. No sábado, às 8 horas da noite, um dos coronéis que “chefiava” a operação, dizia: “Demos prazo aos bandidos para se entregarem até meia-noite. Se não se entregarem, começaremos a invasão”.
Um repórter não comprometido (existem, desde que fiquem longe dos “proprietários”) perguntou, “e se eles fugirem?” Resposta: “Não podem fugir, o Complexo do Alemão está todo cercado”. No dia seguinte, (ontem) ninguém foi preso, todos fugiram. Mas como e por onde?
Começou então a circular: foi feito acordo, os grandes traficantes “desapareceriam”, não seriam presos, mas deixariam de atuar. (Antonio Santos Aquino, sempre bem informado, deu até os nomes de quem poderia ter participado das conversas e negociações). A verdade é que ninguém dos que movimentam BILHÕES foi preso.
Recapitulando; por volta das 4 da tarde de sábado, uma “oferenda” surpreendente e rigorosamente inexplicável. O traficante Zen, do primeiro time, foi preso e apresentado triunfalmente, era o único.
Tentativa de explicação: esse bandido, cruel e sanguinário, covarde implacável, é um dos assassinos do jornalista Tim Lopes, barbaramente torturado. Mas esse Zen, que estava FORAGIDO há anos, sem que ninguém o encontrasse, o que foi fazer no Complexo do Alemão, na véspera e no dia da invasão?
O que diziam e com insistência: a “inteligência” das policiais sabia há muito onde estava esse Zen. Não quiseram prendê-lo a não ser numa emergência, que chegou ontem. Segundo informes, ele não estava no Alemão, foram buscá-lo e entregaram por caminhos diversos, para dar impressão de que estava no Alemão. E a “cobertura” da Globo, “terminava” gloriosamente.
E NINGUEM FALAVA NAS MILÍCIAS
Mas nada terminava aí, exatamente como a chamada invasão. Ninguém dava uma linha sobre as milícias, como se elas não existissem. Mas fontes me confidenciavam; “Helio, você não pode jogar fora uma existência de apaixonado pela informação, acreditando no que sugerem ou espalham como INVASÃO VITORIOSA”.                                                       
Acrescentou: “Tome nota, Helio, As milícias, ligadíssimas a Sergio Cabral, desde os tempos do Panamericano, receberiam aquele território enorme do Alemão e se implantariam ali. Os moradores, sempre enganados, mudariam de donos”.
E terminava: “Os milicianos não permitiriam DROGA, e como são menos cruéis, exaltam mais a alma de negociante e são ótimos em divisão, seriam os grandes vitoriosos”. (Pode não acontecer, mas não é hipótese surrealista).
Havia um clima de velório, abatimento, não prenderam ninguém importante? Então, depois da “falcatrua” prisional praticada contra um dos assassinos de Tim Lopes, desenterraram um episódio menor da véspera. E a TV concordou em retumbar, já havia sido recompensada. Um garoto assustado, simples “olheiro”, foi levado pela mãe (a TV Globo disse que foi o pai) à delegacia, explicaram: “Isso é prova de que TODOS CONFIAM na polícia”. Ha!Ha!Ha!
***
PS – A trombeteada invasão do Alemão, não foi invasão espetacular ou sensacional. Dava a impressão de “Tropa de Elite 3”, com roteiro e direção modificada. Por isso, ao contrário do filme de José Padilha, fracasso de público.
PS2 – Quanto ao sucesso de bilheteria, não se contabilizado, porque igual ao “mensalão”, não havia pagamento à vista. Mas muita gente enriquece “há 30 anos”. (Royalties para cabralzinho).
PS3 – Outros sinais de acordo. Pelo menos, na aparência. As polícias, todas, estão concentradas na descida e subida do Alemão, para fingir de “guerra” mesmo. Mas as ruas do Centro, Zona Sul e Barra, estão silenciosas, tranqüilas, bares movimentados.

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Charge do dia

http://www.elpais.com/recorte/20101129elpepuvin_3/XLCO/Ges/20101129elpepuvin_3.jpg



Erlich - El País, es

McLaren contra Ferrari - El Confidencial, es - link (aqui)



@C. Cancela.- 29/11/2010 (06:00h)

CON EL MP4-12C DE 600 CABALLOS

http://www.elconfidencial.com/fotos/noticias/201011283SUPERHORIZ612.jpg


En abril comenzarán las entregas del nuevo McLaren MP4-12C, un deportivo de verdad, con un motor de 600 caballos y desarrollado por una empresa que se dedica al mundo de la Fórmula 1. Si a esto sumamos su chasis de carbono o su precio de 200.000 euros, tenemos un perfecto rival para los mejores Ferrari.
Ya les he hablado en alguna ocasión de este modelo que supone una revolución en el mundo de los deportivos. Si hasta ahora McLaren se ha limitado a realizar versiones deportivas para Mercedes, como los SLR en sus diferentes variantes, tras la ruptura de los acuerdos con la marca de la estrella McLaren vuelve a la fabricación de deportivos. Y lo hace no como hiciera hace 20 años con el McLaren F1 como un vehículo de serie muy limitada, sino con un coche de producción casi normal.
De hecho, los planes de la marca de Woking apuntan una producción anual de 1.000 vehículos de este modelo y de cara a un futuro la compañía buscar lanzar algún otro modelo para completar su gama.
De momento, con este MP4-12C el objetivo es luchar con Ferrari, el fabricante número uno de este tipo de vehículos. El punto de mira es el 458 Italia, un vehículo con un propulsor de 578 caballos y que cuesta 222.000 euros.
Tengo que decirles que el precio de 200.000 euros que les he dado es para el mercado francés pero con todos los impuestos incluidos. No he podido conseguir el precio para España, pero será en torno a los 225.000 euros si aplicamos el Impuesto de Matriculación que los franceses no tienen que pagar.
Los principales argumentos del modelo británico en su particular lucha con el 458 son su chasis construido en carbono y de una sola pieza, su motor de sólo 3,8 litros de cilindrada que proporciona 600 caballos y el hecho de que se trata del único vehículo desarrollado y fabricado íntegramente en una empresa dedicada de manera exclusiva a la Fórmula 1.
Igualmente su cambio de doble embrague y un puesto de conducción que más bien parece uno de pilotaje en el que los mandos del sistema de climatización se encuentran en la puerta.
Y por supuesto su estética, realmente espectacular, firmada por Frank Stephenson. El diseñador, norteamericano de nacionalidad, pero malagueño de adopción y de mentalidad, es el responsable del diseño de este modelo de McLaren.
Frank, al que algunos conocemos por “Curro”, saltó a la fama con el diseño del nuevo Mini a comienzos de los años noventa. Tras hacer un increíble trabajo con la marca británica, pasó al grupo Fiat como responsable de diseño y pronto recaló en Ferrari. Y de ahí dio el salto a esta nueva marca británica. Su primer trabajo con McLaren es realmente espectacular. ¡Bravo Curro!  

http://www.elconfidencial.com/fotos/portada_nueva/2010112866motor_1.jpg

"¡Dios mío! ¡La cantidad de pañales que he cambiado!" Keith Richards - El País, es - link (aqui)


http://www.elpais.com/prom/201011/pro_photo1290945815.jpg

JESÚS RUÍZ MANTILLA 28/11/2010 


A tumba abierta ha escrito Keith Richards su vida: droga, rock, sentido de culpa, cristos memorables e insultos a Mick Jagger. Pero también familia, amigos, placeres sencillos. El guitarrista de The Rolling Stones salda sus cuentas en una cruda y sincera autobiografía. A tumba abierta ha escrito Keith Richards su vida: droga, rock, sentido de culpa, cristos memorables e insultos a Mick Jagger. Pero también familia, amigos, placeres sencillos. El guitarrista de The Rolling Stones salda sus cuentas en una cruda y sincera autobiografía.
En las últimas semanas, desde que aparecieron en el Reino Unido sus memorias bajo el título de Life, Keith Richards (Dartford, 1943) se ha mostrado muy fiel a su personaje. Por momentos, el guitarrista de The Rolling Stones, músico salvaje a quien ni siquiera han acabado por el momento de domar sus tres nietos, parecía tan pronto iracundo, como a ratos, encantador. Pero siempre directo, transparente, de vuelta de todo, poniéndose el mundo por montera cuando hablaba de su turbia relación con las drogas, de su amistad con Mick Jagger o de sus sentidos de culpa. Así es que la pregunta que uno se hace cuando espera su turno en la antesala del hotel Meurice, en París, 45 minutos antes de la hora pactada –aunque luego todo vaya con retraso– es cómo le encontrará.

En la habitación aguarda otro periodista. En concreto, Markus Larsson, un sueco que, medio ahogado en un té, pregunta: “¿Estás nervioso?”. Nervioso, nervioso, no, responde uno. A lo que él contesta: “Yo sí”.
No es para menos. El tipo había pu-blicado hacía tres años una crítica demoledora del último concierto del grupo por Goteborg. Se preguntó si valía la pena gastarse 100 euros para escuchar a unos tíos que de mala manera controlaban el riff de Brown Sugar. Uno se muestra escéptico ante la probabilidad de que Richards se acuerde del agravio. Incluso de que a estas alturas lea las críticas. Pero el colega dice que sí, que lo leyó y que había jurado machacarle. Demasiado riesgo por un simple sueldo prestarse a un duelo así.
Tampoco parece que Richards ande demasiado soliviantado. Ya a solas, el músico entra en la lujosa habitación con vistas al Louvre y a la Torre Eiffel, tan pancho, acompañado de una copa de vodka con naranja en la mano y despreciando el agua que nos han servido. Llega con su fular estampado de calaveras, haciendo gala de su imagen corsaria que le ha valido el papel de padre de Jack Sparrow en Piratas del Caribe, un elegante sombrero beis y sus anillos dignos de un legendario adepto al vudú en los dedos.
La promoción de un libro poco tiene que ver con el circo del rock. Sus editores lo han padecido. Ha querido viajar en jet privado, alojarse en hoteles de cinco estrellas, algo que, junto a los minutos de promoción, costean cada uno de los sellos que publican el libro por todo el mundo –en España aparece como Vida (Global Reading)–, aunque el negocio empiece a notar los estragos de la crisis.
El caso es que no decepciona. Cuando uno lee esta descarnada y abundante autobiografía escrita a medias con su amigo James Fox –por la que dicen que ha cobrado casi cinco millones de euros– espera encontrar la crudeza de Richards en relación a sus constantes bajadas al infierno. Pero también le ve subir a la Tierra y a veces tocar el cielo. Sobre todo cuando se trata de la familia: su madre, sus hijos, sus mujeres y sus nietos. En Vida, aparte del crápula, además del confeso adicto a la heroína, a la cocaína y los ácidos, camello de John Lennon, uno encuentra el autorretrato de un padrazo orgulloso que presume de haber criado una prole de descendientes muy sana.
El repaso es hondo, sincero, violento, hosco, radical y entrañable con los seres a los que admira y adora, que son muchos. No engaña a nadie, y menos a sí mismo. Igual entona un dramático mea culpa por la muerte de su hijo Tara cuando este apenas contaba dos meses, que acusa a Mick Jagger de intentar traicionar al grupo.
Fue cuando el cantante intentó negociar, aparte de un nuevo contrato para los Stones, uno paralelo que le permitiera lanzar su carrera en solitario. No les dijo ni mu. “Fue una puñalada por la espalda”, escribe Richards. En esa época se ganó el apelativo de la “puta de Brenda”, o “su majestad”, además de ridiculizar el tamaño de su pene, para enfatizar el delirio egomaniaco en el que su amigo del alma había caído. Al parecer, Jagger ha leído el libro. Pero no se ha quejado especialmente. Esas supuestas declaraciones en las que contestaba que nadie puede imaginarse lo que es viajar con un yonqui fueron un bulo que circuló por Internet y que Jagger desmintió más tarde.
Aquí paz y después gloria. Todo sea por preservar el negocio del rock and roll unos cuantos años más. Al fin y al cabo, estos chicos londinenses nunca se metieron en esto para cambiar el mundo, como muchos pueden llamarse a engaño, sino para hacerse millonarios. Y lo consiguieron.
En este libro ha ido usted a tumba abierta. No tengo nada que esconder. También tenía el tiempo, encontrarlo era difícil. Después de la última gira que hicimos se dio la posibilidad, iba a tener tiempo. No fue idea mía, me lo sugirieron, además, diciéndome que James Fox se prestaba a colaborar en ello. Somos amigos de hace años, luego te planteas: es la oportunidad y si no lo hago ahora…
¿Quién sabe? Eso, quién sabe. La vida es un misterio.
Le advierto una cosa. Todo este lujo de promoción, con los editores pagando para que les concedan entrevistas, pertenece más al circo del rock que al negocio editorial. Estos son más modestos. Si tienen que gastarse la pasta en esas cosas, acabarán por no publicar nada, y libros como el suyo no los leerá nadie. ¿Es consciente? Mucho, es mi primera experiencia en este mundo. Aunque hay muchas similitudes entre vender discos y libros. Claro que, un libro es un libro y necesitas más argumentos para animar a la gente a leerlo. Pero, al final, no tiene nada que ver con el marketing, es una cuestión de afinidad. Hago lo que puedo.
¿Se centra en su criatura? Sí y pienso ir a librerías por todo el mundo y conseguir que la gente se lo lea.
Veo entonces que está como un niño con la idea de haber publicado un libro. ¿Lo siente como algo más propio? Pues sí. Al principio pensaba, bueno, tengo cosas que contar, así que no será tan difícil. Pero cuando lo veo ahora, en perspectiva, revivir tu vida dos veces, con la memoria, volver a experimentar ciertas emociones… Mira, las cosas en la vida van pasando, y en la mía todo ha ido muy rápido, he estado a punto de morir, he sufrido accidentes, me he pasado el tiempo muy pendiente de sobrevivir más que de sentir miedo, de hacer, afrontar las cosas sin temor. Pero luego veo que han quedado experiencias muy dolorosas dentro de mí. La muerte de mi hijo...
Terrible. Y no se lo perdona, aunque fuera un accidente. Es natural la muerte, sabes que llegará, tratas de prepararte. Pero aquello fue muy duro.
De hecho, Richards trata de hacer un exorcismo en su confesión. Una buena mañana, el bebé apareció muerto en la cuna. Él estaba de gira. Anita Pallenberg, la pareja del guitarrista entonces y madre de su hijo mayor, Marlon, lo encontró: “Decidí no hacer preguntas en su día. Solo Anita sabrá. En cuanto a mí, nunca debí haberla abandonado. No creo que fuera culpa de ella. Pero dejar a mi recién nacido es algo que no me perdonaré jamás. Es como si hubiera desertado de mi puesto”, confiesa.
Si le digo Doris, ¿qué viene a su memoria? La música. Ni siquiera madre: música. Encendía la radio y la música nos envolvía, si no sonaba nada en la casa, mis alarmas se disparaban. ¿Dónde está mamá? Luego es que había ido a hacer la compra, pero me inquietaba que no sonara la música.
¿Y si le digo Brenda…? Bueno, pues ese es Mick. Un mote de camerinos. No significa nada especial, son cosas de la trastienda. Como los soldados y las barricadas. Son bromas.
Es que no me puedo imaginar a usted dirigiéndose a Mick Jagger diciéndole: Brenda, esto; Brenda, aquello. No, no, es un mote de hace tiempo.
¿Y cómo se lo ha tomado él? Bueno, él ha leído el libro. Se lo di antes de que apareciera. La única queja que tuve por su parte ¿sabe cuál fue?
No… Que contara que había tenido un maestro de canto. Mira, no es nuevo, todo el mundo lo sabe, le dije.
Y otro de baile. Sí, está rodeado de entrenadores, por eso su camerino queda tan alejado del mío. Tiene otra manera de prepararse para salir a escena. Pero no me importa nada de eso, lo que de verdad me interesa es lo que la gente retenga del libro, no anécdotas que tengan que ver con buscar divisiones entre él y yo. Esas bromas no lo conseguirán.
Puede que las bromas no, pero algunos pasajes sobre su amigo son crudos: “Padece el síndrome del solista vocal”. “No formamos este grupo para apuñalarnos por la espalda”. “Cuando echas ácido, todo se corroe”…
Pero con esas anécdotas, un poco fuertes, uno piensa que no queda apenas nada auténtico de lo que fueron The Rolling Stones; que son más una empresa que un grupo de ‘rock and roll’. Existe ese aspecto, pero a la hora de la verdad, en el momento en que estamos en nuestros camerinos y tenemos que saltar al escenario, estamos Mick, Charlie, Ronnie, yo, y a eso se reduce. Te une mucho exponerte ante decenas de miles de personas, es un intercambio de energía muy poderoso. Se abre la jaula y saltamos…
Como leones… Como tigres… Una histeria.
¿Justo como lo contó Martin Scorsese en ‘Shine a light’? No siento mariposas en el estómago, eso hace mucho tiempo que pasó. Pero me encuentro como un tigre enjaulado al que acaban de soltar, lo que probablemente es una variación de lo de las mariposas…
Ustedes, lo que siempre quisieron ser fue millonarios. Nada de cambiar el mundo, como The Beatles. ¿Y quién no? ¿Quién no quiere ser millonario? Nuestra dimensión se salió de madre muy rápidamente. Y nos dimos cuenta de que merecía la pena disponer de dinero para crecer. Cinco chicos que se meten en un negocio que aumenta y aumenta. Te planteas qué hacer con él, cómo invertirlo para superar tus propias barreras. El dinero tiene sus ventajas y sus desventajas. No te diría que podría vivir sin ello. No lo pienso, sencillamente. Soy un tipo generoso, si alguien me pide algo, lo presto sin pensar cuando me lo va a devolver.
En el libro aparecen constantemente The Beatles. No sé si es algo consciente o inconsciente. Esas comparaciones, para usted, ¿qué significan? Desde nuestro punto de vista, todo era muy obvio. Cuando escuchamos a The Beatles tocar en clubes antes de que se convirtieran en un fenómeno, para nosotros estaba claro algo: nos aliviaba saber que éramos la única banda inglesa que hacía cosas distintas. Sentimos también una afinidad por ellos. Aunque vinieran de Liverpool y nosotros les miráramos despectivamente desde nuestro origen londinense.
¿Como si fueran unos pueblerinos del norte? Sí, pero eso también nos sirvió de acicate. En el sentido de que veíamos que si unos chavales de Liverpool podían hacerlo, ¿cómo no íbamos a ser capaces nosotros, que vivíamos en Londres? Si esos tíos habían grabado un disco, ¿cómo nosotros no íbamos a conseguirlo? Meternos en un estudio y gozar de la oportunidad de explorar, trabajar y transformar lo que tocábamos en un disco. Grabar era el mayor deseo de cualquier banda. Sentíamos celos, pero también nos inspiraron.
¿Qué aportaron ustedes de más a esa revolución moral y de las costumbres en los sesenta con respecto a ellos? Para empezar, había una cuestión de imagen. Ellos aparecían con sus trajecillos, sus corbatas, repeinados, muy monos, muy limpios. En Londres nos propusimos ser más auténticos. Durante algunas semanas intentamos lo de los trajes. Pero fue un fracaso: los perdíamos, los dejábamos por ahí. En cierto sentido todo se convirtió en una especie de película del Oeste. The Beatles eran los buenos… Pero, ¿qué sentido tiene que existan si no aparecen los malos?
Quizá ustedes iban más allá a la hora de describir cierta desesperación en canciones como ‘Mother’s Little Helper’, ‘Paint it black’ o ‘Satisfaction’. ‘Sympathy for the Devil’ tenía una clara intención de socavar la moral imperante. Queríamos provocar, destruir clichés y colocar el espejo real enfrente de la sociedad con canciones así. En los sesenta ocurrían muchas cosas, debíamos reflejar un estado de ánimo, más en nuestro país. Veíamos que París experimentaba la locura, había energía por todos lados, pero sin dirección concreta, que nosotros utilizábamos para canciones como Street Fighting man. ¿Cuál es el papel de un artista, aparte de reflejar lo que ocurre a su alrededor? Captar visiones, sentimientos… Es lo que han hecho toda la vida…
Pero, ¿eso se asemeja más a la ambición de un escritor que a la de un músico de rock? En ese aspecto, ¿fueron voluntariamente más allá que otros? Nos dábamos cuenta de que el arma de hacer canciones no era una tontería. Que a través de ellas podías cargar muchas cosas, proponer ideas contundentes, otras visiones, otras formas de ver la vida y la sociedad. Tampoco ser revolucionarios, eso nos aburría. Pero nos dimos cuenta de lo que podíamos significar no gracias a nuestras intenciones, sino cuando el establishment empezó a ponerse nervioso. Y luego te parabas a observar, veías a The Beatles y pensabas: ¿Cómo es posible que el Gobierno se sienta amenazado por cuatro tíos que tocan la guitarra?”. ¡Era alucinante! Y nos animaba. Era la propia reacción de las autoridades la que nos mosqueaba. Podíamos dedicarnos a cantar pamplinas de amor todo el tiempo, era más fácil. Pero esto nos motivó.
Tuvo una gran idea Andrew Oldham al meterles a Jagger y a usted en aquella cocina para que compusieran su primera canción. ¿Cómo fue aquello? Andrew era nuestro primer mánager y productor. El vio un potencial que nosotros ignorábamos. Nunca nos habíamos planteado escribir canciones. Había demasiados temas de rythm and blues que venían desde Estados Unidos y queríamos interpretarlos. Pero Andrew había trabajado con The Beatles y entendía la fuerza de la creación propia, la personalidad que daba a un grupo, era lo ideal. Así que nos dijo: “Meteros en la cocina con una guitarra y salid con una canción”. Nos sentamos un par de horas, nos hicimos té, pedimos vino y pensamos que nos aburriríamos un huevo si no salíamos con algo. Nos pusimos a trabajar y la canción salió naturalmente: As tears go by. Cuando teníamos dos o tres estrofas estábamos deseando largarnos al bar y tocamos la puerta para que nos soltaran.
Quien no llevó nada bien que lo suyo cuajara fue Brian Jones… Es cierto, pero la verdad es que si Brian se hubiese presentado un día con una canción, la habríamos tocado, o Bill Wyman, o Charlie Watts bueno, creo que en el caso de Charlie eso no sería posible, aunque estaríamos abiertos.
Era una cuestión de ponerse, de voluntad. Exactamente, el problema es que él creyó que durante un tiempo iba a ser el líder de la banda, incluso llegó a cobrar 50 libras más a la semana por ello. Pero nuestro grupo era muy democrático, con un toque comunista, y no le salió bien.
De drogas también habla a fondo en el libro. Ah, sí. He tratado ser muy directo en ese asunto. Es una tentación muy fácil para los músicos caer en ese mundo. Cuando yo empecé era un hábito muy escondido, de trastienda. Aquello de ver a los músicos negros y plantearse cómo se lo hacían era normal. Estaban tan frescos a los 40, y yo, con 20, hecho polvo. Había que ver a los músicos negros de jazz con la corbata, el traje. Les preguntaba: ¿Cómo aguantáis el ritmo?”. Y respondían: “Mira, chaval, te tomas un poco de esto, un poco de aquello, te fumas tal…”. Era el comienzo y, además, pensabas que acababas de entrar en una especie de hermandad secreta.
¿Una secta? Casi. Pero pronto acabó, rápidamente se empezó a comentar y a saber, era difícil mantener el secreto. Yo utilizaba la heroína porque nunca me vi capaz de afrontar bien la fama. Sabía que para ser feliz y hacer lo que quería, música, la fama era uno de los precios a pagar, y no me acostumbraba. Era más fácil meterse heroína y utilizar eso como una forma de distanciarse que afrontar la presión exterior.
¿Pero también habría otras razones? Obviamente, era un experimento, con mi propio cuerpo, que siempre controlé bien, aunque bueno, el experimento nunca acababa: seguía, seguía… Lo terminé en 1977.
La verdad es que sobre ese tema, yo creo que ha exagerado bastante. No se le ve nada mal. Es que no estoy seguro de que las drogas afecten tanto como dicen.
¿Ni siquiera al trabajo, como inspiración? Tampoco. Hay dos maneras de verlo. El símbolo fue Charlie Parker. Tocaba como los ángeles, pero era un yonqui. Y eso afectó a muchos saxofonistas. Creían que la droga les haría mejores, pero era mentira. El enorme talento que tenía no se agrandaba por tomar drogas. Con esas cosas te das cuenta de que estás empujando a otra gente, pero lo que en realidad les diría es: No os metáis en esto solos. En mi caso fue una decisión personal y no quería arrastrar a nadie con mi ejemplo. No aumenta tu habilidad, ni tu inspiración, nada. Y si tienes un buen metabolismo tampoco te lo destroza.
Entonces, ¿decepcionado con su experiencia? Lo que sí me parecía estupendo era la percepción del tiempo. Corre de otra manera. El reloj anda, pero a otro ritmo.
El tiempo para cada uno de nosotros es relativo, como todo. Verdaderamente.
Otra cosa que me sorprende de usted es que parece un padrazo. Un hombre de familia. Si uno se detiene a ver las fotos de su libro, en la mayoría aparecen sus padres, sus hijos, sus mujeres. Me llama la atención cómo ellos han llevado las zonas más oscuras de su vida. Su relación con las drogas, su nomadismo como estrella del rock. ¿Muchos traumas? Para mí ha resultado fácil ser un buen padre. Tenía 26 años cuando nació Marlon, rápidamente cayó sobre mí la responsabilidad. Me metía caballo, pero responsablemente. Debía cuidar a aquella criaturita. Pero no me planteaba grandes cosas. Nunca pensé que fuera para tanto. Dependía de cada uno. No era tan determinante. El resultado, al final, ha sido muy bueno. Son muy sanos, tengo tres nietos… Los chicos no se enteraban de nada, estábamos juntos, siempre les cuidaba con mucha paciencia. ¡Dios mío! ¡La cantidad de pañales que he cambiado!
¿De verdad? ¿Con todo el dinero que ha ganado, no le dejaba eso a las niñeras? Un momento, eh. Cuando son tus hijos no quieres dejarle eso a nadie. Su mierda es la mía.
¿En qué cree? No es que crea en muchas cosas, sinceramente. Creo en Dios… cuando me corro.
¿En serio? Cuando me corro. Es el momento en el que exclamo: ¡Oh, Dios mío! ¡Ay, Dios mío!”.
Nos ocurre a muchos. Lo más cercano a la mística. Cierto, esa es la única vez que hablamos directamente con un ser superior.
Me lo imagino. Pero también creo en mí, en mis amigos, en la gente, creo que la buena gente tiene muchas salidas, muchas respuestas. Creo en la vida y en vivirla intensamente, en hacer lo que te apetece y no lo que debes solamente, aunque sé que ese es muchas veces un sueño imposible de cumplir, que hay que buscarse la vida en lo que se puede y no en lo que uno quiere. Pero, más allá, creo en que hay que abordar la vida con pasión, como yo le he hecho, aunque los grados de eso varíen. Imagínate: ¡hay tíos apasionados con el trabajo!
Rarezas. Cada uno deberíamos seguir lo que nos interesa, en la medida en que la libertad nos lo permita. Lo ideal es que todo el mundo sienta en lo más hondo la libertad y que sepa qué coño hacer con ella.
Y tanto. Comenta en su libro que ni The Beatles ni The Rolling Stones hubiesen durado más de dos años si no existieran los discos. ¿Qué hubiese sido de ustedes hoy en día? Todo habría sido distinto con tanta tecnología. Quizá todavía es pronto para calibrar cuánto nos va a afectar. La verdad es que el formato disco nos daba tiempo para explorar, expandirnos, ser muy creativos. El público buscaba un álbum completo, como una obra, no una sola canción. Todos aprovechamos mucho esa manera de trabajar. La tecnología ha cambiado los ritmos de las grabaciones.
¿Volveremos a verles por ahí? Espero. Yo no paro de componer, la mayoría son malos temas. Una idea, un esbozo.
Lo que sí he visto que le trae buenos recuerdos es España. Valencia, las naranjas, su primera noche con Anita Pallenberg… Y tanto, Anita… Era primavera, y cada kilómetro que avanzabas hacia el sur todo parecía más exuberante, hasta que llegamos a Algeciras.
Eran los sesenta, por aquellos tiempos, The Rolling Stones no habían aparecido por España. Nos encantó hacerlo más tarde, pero en esa época tenían un régimen que… Apartaba al país de nuestro recorrido. Pero después hemos vuelto a menudo. Aquel concierto en Madrid cuando cayó la tormenta. Ha sido otra de las veces en las que he exclamado: “¡Oh, Dios mío!”.
Pasado el tiempo pactado, Richards sale encantado de la vida con el aroma de las naranjas valencianas y el recuerdo de Anita Pallenberg en la cabeza hacia su próxima cita. Parece incapaz de matar una mosca. Días después salta la noticia: “Keith Richards golpea a un periodista”. El pobre crítico sueco tenía sus razones para andar nervioso. En cuanto se enteró de que había sido él le atizó en la cabeza. Ya saben, Doctor Jeckyll y Mr. Hyde. A mí me tocó el primero, el padrazo, el que cambiaba los pañales. Luego se transformó.

El niño que vivía rodeado de música

Keith Richards (Dartford, 1943) creció rodeado de música. Su madre era aficionada a las grandes voces negras del jazz y tenía constantemente la radio puesta. Aunque lo que fue revelador para el niño fue escuchar un día a Elvis Presley. Eso le cambió la vida.
En 1959 fue expulsado de la escuela de Dartford y pasó a la Sidcup Art College. Allí empezaron sus inquietudes artísticas, que no musicales, esas habían sido cosa de su madre y su abuelo, intérprete de jazz. En 1960 se reencontró en el metro con Mick Jagger, a quien conocía de su época de la escuela primaria. Entonces, Jagger estudiaba en la London Schoool of Economics. Le llamó la atención que llevaba discos de Chuck Berry. Los dos adoraban el rythm and blues. Con el tiempo, en 1962, formaron The Rolling Stones, la banda más longeva de la historia del rock.

El noviembre negro de Río y lo que está detrás de esta guerra - El País, es - link (aqui)

 

Los políticos venden la 'liberación' de Complexo Alemão como el regreso al "estado democrático" de Brasil

JUAN ARIAS / Río de Janeiro 28/11/2010


Pocas veces las palabras de un político han resonado tan fuertes y duras como las declaraciones, ayer tarde, del gobernador del Estado de Río, Sérgio Cabral, del partido de centro PMDB, cuando afirmó tajante, tras haber ondeado sobre el territorio liberado del Complexo do Alemão las banderas de Brasil y de la ciudad carioca, que "Río ha recuperado por fin su estado democrático". Ello, según Cabral, ya futuro candidato a la Presidencia de la República, porque, finalmente, ha sido arrancado de las manos de los narcos, el control de una gran parte del territorio de una ciudad que "desde hace treinta años sufría una gran decadencia social, económica, y una falta de seguridad pública" afirmó.

Con la voz visiblemente emocionada afirmó: "Estamos pasando una página en la historia del Brasil angustiado por su falta de seguridad". Con visión nacional, Cabral estaba pensando no solo en Río, sino en todo el territorio nacional, ya que otras ciudades como Salvador de Bahía, Sâo Paulo, Recife o Vitoria, son también rehenes del poder del tráfico de drogas, que Brasil no produce, pero que distribuye al mundo.
La operación de reconquista del territorio de Río con la mayor concentración de narcos del país (1.200 según la Veja de esta semana), empieza a mostrar a la ciudadanía quién tiene el poder en las ciudades, si el tráfico o el Estado. Río, y en parte Brasil, estaba tristemente acostumbrado a que las grandes urbes estuvieran bajo el control de los traficantes de drogas que imponían sus leyes con la connivencia de policías corruptos, abogados de presos peligrosos, jueces y políticos que se sirven de los narcos para conservar su poder local y enriquecerse.
Ha sido apellidado de Noviembre negro, la acción lanzada por los traficantes de las dos grandes facciones: Comando Rojo y Amigo de los amigos, que se unieron para intentar poner de rodillas a la ciudad amedrentándola con sus acciones de terrorismo urbano como reacción a haber sido expulsado de las favelas llamadas "pacificadas", donde, por primera vez en la historia de la ciudad y de Brasil, las fuerzas del orden entraron no para buscar armas y drogas y detener a "bandidos", sino para quedarse allí permanentemente, como presencia visible del Estado impidiendo a los narcos imponer su poder, obligados a huir de ellas. Ese Noviembre negro puede ser, sin embargo, como empieza a titular la prensa, también el mes en que "Brasil ha comenzado a vencer el crimen". Quizás sean expresiones teñidas de excesivo optimismo, pero reflejan el estado positivo de ánimo que viven los ciudadanos que desean empezar a ver una luz al final del tunel.
El gobernador Cabral, con sus dura frase de que Río y Brasil están empezando a recuperar su perdido "estado democrático" ha puesto como nadie el dedo en la llaga en mitad una situación que él mismo ha cifrado en 30 años de convivencia de la parte corrupta del Estado con el tráfico de drogas y armas.
Durante la campaña presidencial, el candidato de la oposición, José Serra, que perdió las elecciones, había sido también tajante al afirmar que el problema de la seguridad pública, que atenaza a los brasileños, tenía que ser una "política nacional" y no de los estados locales. Para ello había prometido crear un nuevo Ministerio que se encargaría exclusivamente de la seguridad, controlando el paso de drogas y armas en las fronteras del país, sin cuyo control, ninguna política de seguridad tendría efectos reales.
Uno de los milagros de la reconquista del Complexo do Alemão, donde las fuerzas del orden siguen limpiando el territorio de 120.000 habitantes y 30.000 habitaciones de la presencia de narcos que se han escondido hasta en las alcantarillas y cloacas, huyendo por primera vez sin atreverse a enfrentarse a las fuerzas del orden, ha sido la unión, por primera vez en 30 años, del trabajo conjunto de policía civil, policía militar, cuerpo de Marina y Ejército de Tierra, sin rivalidades entre ellos y sin que uno pusieran la zancadilla a los otros, como solía ocurrir en el pasado.
Tan sensible es esta unión de fuerzas, de la que se enorgullece la población, que cuando empezaron a ondear en los alto del Complexo las banderas de Brasil y de la policía civil, la gente misma obligó a retirar la de la policía civil para substituirla por la de la ciudad de Río, alegando que el trabajo de liberalización del territorio no había sido obra de un solo cuerpo de las fuerzas armadas, sino del esfuerzo de todas ellas conjuntamente.
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La mayor filtración de la historia deja al descubierto los secretos de la política exterior de EE UU - El País, es - link (aqui)

 

EL PAÍS desvela los documentos de Wikileaks.- Putin, autoritario y machista.- Las fiestas salvajes de Berlusconi.- Estrecho seguimiento de Sarkozy.- Los movimientos para bloquear a Irán.- El juego en torno a China.- Los esfuerzos para aislar a Chávez

VICENTE JIMÉNEZ / ANTONIO CAÑO - Madrid - 28/11/2010

EL PAÍS, en colaboración con otros diarios de Europa y Estados Unidos, revela el contenido de la mayor filtración de documentos secretos a la que jamás se haya tenido acceso en toda la historia. Se trata de una colección de más de 250.000 mensajes del Departamento de Estado de Estados Unidos, obtenidos por la página digital Wikileaks, en los que se descubren episodios inéditos ocurridos en los puntos más conflictivos del mundo, así como otros muchos sucesos y datos de gran relevancia que desnudan por completo la política exterior norteamericana, sacan a la luz sus mecanismos y sus fuentes, dejan en evidencia sus debilidades y obsesiones, y en conjunto facilitan la comprensión por parte de los ciudadanos de las circunstancias en las que se desarrolla el lado oscuro de las relaciones internacionales.

Una filtración deja al desnudo al Departamento de Estado de EE UU

La secretaria de Estado de EE UU, Hillary Clinton, en una imagen de archivo.- FRANCE PRESS


Estos documentos recogen comentarios e informes elaborados por funcionarios estadounidenses, con un lenguaje muy franco, sobre personalidades de todo mundo, desvelan los contenidos de entrevistas del más alto nivel, descubren desconocidas actividades de espionaje y exponen con detalle las opiniones vertidas y datos aportados por diferentes fuentes en conversaciones con embajadores norteamericanos o personal diplomático de esa nación en numerosos países, incluido España.
Queda en evidencia, por ejemplo, la sospecha norteamericana de que la política rusa está en manos de Vladimir Putin, a quien se juzga como un político de corte autoritario cuyo estilo personal machista le permite conectar perfectamente con Silvio Berlusconi. Del primer ministro italiano se detallan sus "fiestas salvajes" y se expone la desconfianza profunda que despierta en Washington. Tampoco muestra la diplomacia estadounidense un gran aprecio por el presidente francés, Nicolas Sarkozy, a quien se sigue con gran meticulosidad acerca de cualquier movimiento para obstaculizar la política exterior de Estados Unidos.
Los cables prueban la intensa actividad de ese país para bloquear a Irán, el enorme juego que se desarrolla en torno a China, cuyo predominio en Asia se da casi por aceptado, o los esfuerzos por cortejar a países de América Latina para aislar al venezolano Hugo Chávez.
En ocasiones, las expresiones usadas en estos documentos son de tal naturaleza que pueden dinamitar las relaciones de Estados Unidos con algunos de sus principales aliados; en otras, pueden ponerse en riesgo algunos proyectos importantes de su política exterior, como el acercamiento a Rusia o el apoyo de ciertos Gobiernos árabes.
El alcance de estas revelaciones es de tal calibre que, seguramente, se podrá hablar de un antes y un después en lo que respecta a los hábitos diplomáticos. Esta filtración puede acabar con una era de la política exterior: los métodos tradicionales de comunicación y las prácticas empleadas para la consecución de información quedan en entredicho a partir de ahora.
Todos los servicios diplomáticos del mundo, y especialmente de Estados Unidos, donde esta filtración se suma a otras anteriores de menor trascendencia con papeles relativos a Irak y Afganistán, tendrán que replantearse desde este momento su modo de operar y, probablemente, modificar profundamente sus prácticas.
Intensas gestiones
Tratando de anticiparse a ese perjuicio, la Administración de Estados Unidos lleva varios días, desde que supo la existencia de esta fuga de documentos, realizando intensas gestiones ante el Congreso norteamericano y los Gobiernos de gran parte de las naciones ante los que tiene representación diplomática para informarles sobre el previsible contenido de las filtraciones y sus posibles consecuencias. El Departamento de Estado envió a principio de esta semana un informe a los principales comités de la Cámara de Representantes y del Senado previniéndoles sobre la situación.
La propia secretaria de Estado, Hillary Clinton, ha telefoneado en las últimas horas a los Gobiernos de los países más importante afectados por esta fuga de información, entre otros los de China, Alemania, Francia y Arabia Saudí, para alertarles de lo sucedido y ofrecer algunas justificaciones
En Reino Unido, Israel, Italia, Australia y Canadá, entre otros socios de Estados Unidos, portavoces de sus respectivos ministerios de Relaciones Exteriores confirmaron que habían recibido información de parte de los embajadores norteamericanos, aunque no revelaron detalles sobre los datos precisos que habían sido puestos en su conocimiento. No ha habido, sin embargo, comunicación directa entre la Embajada en Madrid y el Gobierno español acerca de este asunto.
El portavoz del Departamento de Estado, P. J. Crowley, ha reconocido que no conoce con exactitud las informaciones que aparecerán en los papeles filtrados, aunque ha adelantado que "estas revelaciones son dañinas para los intereses de Estados Unidos". "Van a crear tensiones entre nuestros diplomáticos y nuestros amigos alrededor del mundo", declaró este fin de semana.
El Departamento de Estado, que ha negociado con uno de los periódicos que hoy publican los cables algunos contenidos particularmente lesivos para sus intereses o peligrosos para ciertas personas, está especialmente preocupado por el daño que esto puede causar en la guerra contra Al Qaeda en algunas regiones en la que la libran de forma encubierta, como Yemen o Pakistán, así como los efectos que puede tener para las difíciles relaciones con otras potencias, como Rusia y China.
Los dos últimos años
Los documentos -251.287 mensajes que cubren un periodo hasta febrero de 2010 y, en su mayor parte, afectan a los dos últimos años- fueron facilitados por WikiLeaks hace varias semanas, además de a EL PAÍS, a los diarios The Guardian, de Reino Unido; The New York Times, de Estados Unidos; Le Monde, de Francia, y al semanario Der Spiegel, de Alemania. Estos medios han trabajado por separado en la valoración y selección del material, y pondrán a disposición de sus lectores aquellas historias que cada uno considere de mayor interés; en algunos casos serán coincidentes, en otros no.
Ese proceso se ha llevado a cabo bajo una exigente condición de no poner en peligro en ningún momento fuentes protegidas de antemano o personas cuya vida podría verse amenazada al desvelarse su identidad. Al mismo tiempo, todos los medios han hecho un esfuerzo supremo por evitar la revelación de episodios que pudieran suponer un riesgo para la seguridad de cualquier país, particularmente de Estados Unidos, el más expuesto por estas revelaciones. Por esa razón, algunos de los documentos que serán puestos a disposición de nuestros lectores a partir de hoy aparecerán parcialmente mutilados.
EL PAÍS no ha estado en el origen de la filtración y, por tanto, desconoce los criterios con los que se ha llevado a cabo la selección del paquete que finalmente ha llegado a manos del diario. Resulta evidente que los papeles analizados no son todos los emitidos en el mundo por el Departamento de Estado en el periodo de tiempo comprendido, pero ignoramos si esos son todos a los que ha tenido acceso WikiLeaks.
Pese a eso, el lector comprobará el valor que en sí mismo encierra el conjunto de documentos facilitados, al margen de que puedan existir otros muchos que aún se desconocen. Se trata de un material que aporta novedades relevantes sobre el manejo de asuntos de gran repercusión mundial, como el programa nuclear de Irán, las tensiones en Oriente Próximo, las guerras de Irak y Afganistán y otros conflictos en Asia y África.
Terrorismo y radicalismo islámico
También se recogen los movimientos entre Estados Unidos y sus aliados para hacer frente al terrorismo y al radicalismo islámico, así como detalles reveladores sobre episodios de tanta trascendencia como el boicot de China a la empresa Google o los negocios conjuntos de Putin y Berlusconi en el sector del petróleo. De especial interés son las pruebas que se aportan sobre el alcance de la corrupción a escala planetaria y las permanentes presiones que se ejercen sobre los diferentes Gobiernos, desde Brasil a Turquía, para favorecer los intereses comerciales o militares de Estados Unidos.
Entre los primeros documentos que hoy se hacen públicos, se descubre el pánico que los planes armamentísticos de Irán, incluido su programa nuclear, despiertan entre los países árabes, hasta el punto de que alguno de sus gobernantes llega a sugerir que es preferible una guerra convencional hoy que un Irán nuclear mañana. Se aprecia la enorme preocupación con la que Estados Unidos observa la evolución de los acontecimientos en Turquía y la estrecha vigilancia a la que se mantiene al primer ministro, Erdogan.
Y, sobre todo, esta primera entrega revela las instrucciones que el Departamento de Estado ha cursado a sus diplomáticos en Naciones Unidas y en algunos países para desarrollar una verdadera labor de espionaje sobre el secretario general de la ONU, sus principales oficinas y sus más delicadas misiones.
Los lectores descubrirán al acceder a las sucesivas crónicas detalles insospechados sobre la personalidad de algunos destacados dirigentes y comprobarán el papel que desempeñan las más íntimas facetas humanas en las relaciones políticas. Eso resulta particularmente evidente en América Latina, donde se dan a conocer juicios de diplomáticos norteamericanos y de muchos de sus interlocutores sobre el carácter, las aficiones y los pecados de las figuras más controvertidas.
Mañana EL PAÍS ofrecerá detalles, por ejemplo, sobre las sospechas que la presidenta de Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, despierta en Washington, hasta el punto de que la Secretaría de Estado llega a solicitar información sobre su estado de salud mental. El mismo día se darán a conocer algunas de las gestiones que la diplomacia norteamericana ha realizado para repatriar a los presos de Guantánamo, así como la intensa actividad en Asia para frenar el peligro que representa Corea del Norte.
Cables controvertidos
Entre los cables con los que ha trabajado este periódic o se encuentran informes extraordinariamente controvertidos, como los mensajes del embajador norteamericano en Trípoli en los que cuenta que el líder libio, Muamar el Gadafi, usa botox y es un verdadero hipocondríaco que hace filmar todos sus exámenes médicos para analizarlos posteriormente con sus doctores, y relatos con meticulosas descripciones del paisaje local, como el que hace un diplomático estadounidense invitado a una boda en Daguestán que sirve para ilustrar el grado de corrupción en la zona.
Hay cables de gran valor histórico, como el que revela la apuesta de la diplomacia norteamericana por el derrocamiento del general panameño Manuel Antonio Noriega o el que detalla ciertos movimientos de Estados Unidos durante el golpe de Estado que destituyó a Manuel Zelaya en Honduras, y cables de enorme interés sobre acontecimientos actuales, como el que precisa la presión ejercida sobre el presidente de Afganistán, Hamid Karzai, para que contenga los abusos de sus allegados y facilite la gobernabilidad del país.
En lo que respecta a España, estos documentos registran el enorme acceso de la Embajada de Estados Unidos a personalidades destacadas del ámbito político y judicial, y su influencia en algunos acontecimientos que han marcado la actualidad de los últimos años. También se descubre el punto de vista que funcionarios estadounidenses tienen de la clase política española, así como el que algunos políticos expresan sobre sus compañeros y adversarios.
En determinados casos, estas revelaciones tienen el estrictamente el valor que tiene la opinión de una persona de posición influyente. En otros casos, se trata de relatos que aportan pistas sobre acontecimientos importantes pero que son narrados por una sola fuente: el servicio diplomático de Estados Unidos. EL PAÍS no ha podido corroborar todos esos relatos y ha prescindido de algunos que ha considerado de dudosa credibilidad. Pero sí ha certificado otros y ha operado de forma responsable con el país objeto de la filtración con la intención de causar el menor daño posible. Entre otras precauciones, se ha decidido aceptar los compromisos a los que The New York Times llegue con el Departamento de Estado para evitar la difusión de determinados documentos.
No todos los papeles obtenidos por Wikileaks han sido utilizados para la elaboración de nuestras informaciones, y solo una parte de ellos serán expuestos públicamente, independientemente de lo que la propia WikiLeaks o los demás medios que han recibido el material decidan hacer. Se han seleccionado tan solo aquellos que consideramos imprescindibles para respaldar la información ofrecida.
Las informaciones han sido preparadas y escritas únicamente por redactores de nuestro periódico atendiendo a nuestras particulares exigencias de rigor y calidad. A lo largo de varios días se irán ofreciendo las crónicas que recogen la sustancia de esos documentos, añadiéndoles el contexto y la valoración requeridos, así como sus posibles reacciones y consecuencias.
Algunas de esas reacciones estarán, seguramente, dirigidas a examinar las causas por las que puede haberse producido una fuga de semejante magnitud. El origen de este problema puede remontarse a los días posteriores al ataque terrorista del 11 de septiembre de 2001, cuando se detectaron unos fallos de coordinación entre los servicios de inteligencia que recomendaron la necesidad de un modelo de comunicación que permitiera a los diferentes responsables de la seguridad compartir datos extraídos por el Departamento de Estado.
Un sistema de Internet del Ejército
Se extendió, por tanto, a partir de esa fecha el uso de un sistema de Internet del Ejército norteamericano denominado SIPRNET, un acrónimo de Secret Internet Protocol Router Network. Todos los cables que se incluyen en esta filtración fueron enviados por ese medio, como se comprueba por la etiqueta que cada uno de ellos lleva en su cabecera, la palabra SIPDIS, que son las siglas para Secret Internet Protocol Distribution.
Al menos 180 embajadas norteamericanas alrededor del mundo utilizan actualmente ese sistema de comunicación, según informes elaborados por el Congreso norteamericano. Aunque se exigen fuertes medidas de seguridad para el uso de ese sistema, como la de mantenerlo abierto únicamente cuando el usuario está frente a la pantalla, la exigencia de cambiar la clave cada cinco meses o la prohibición de utilizar cualquier clase de CD u otro método de copia de contenidos, el número de personas que ahora acceden a la información ha crecido considerablemente.
A ese crecimiento ha ayudado también la necesidad de ampliar el número de personas trabajando en cuestiones de seguridad y, como consecuencia, la del número de personas a la que se da acceso a documentos clasificados. El Departamento de Estado clasifica sus informes en una escala que va del Top Secret al Confidential. En los documentos facilitados a EL PAÍS no hay ninguno clasificado como Top Secret, aunque sí más de 15.000 situados en la escala inferior, Secret.
Según se puede deducir de datos elaborados por la Oficina de Control del Gobierno, perteneciente al Congreso norteamericano, y otros expuestos recientemente por medios de comunicación de ese país, más de tres millones de estadounidenses están autorizados al acceso a ese material Secret. Eso incluye decenas de miles de empleados del Departamento de Estado, funcionarios de la CIA, del FBI, de la DEA, de los servicios de inteligencia de las fuerzas armadas y de otros departamentos implicados en la búsqueda de información. En Estados Unidos funcionan 16 agencias con responsabilidades de espionaje.
Será muy costoso, por tanto, para ese país reparar el daño causado por esta filtración, y llevará años poner en pie un nuevo sistema de comunicación con plenas garantías. Lo más importante, sin embargo, es el valor informativo que esos documentos tienen actualmente. Estamos ante una serie de relatos, sin precedentes en el periodismo español, que servirán para una mejor comprensión de algunos conflictos y de personalidades que afectan determinantemente a nuestra vida y que pueden abrir a nuestros lectores a una nueva interpretación de la realidad que les rodea.

Assim caminha a sucessão



Deu na Folha de São Paulo (aqui)

Dilma acerta permanência de Jobim
Ministro da Defesa do governo Lula e filiado ao PMDB continuará no cargo na gestão da presidente petista

Em encontro na sexta-feira, Dilma e Jobim acertaram a retirada da área de aviação civil do comando da pasta

KENNEDY ALENCAR
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, continuará no posto no governo de Dilma Rousseff. A Folha apurou que Jobim recebeu e aceitou o convite da presidente eleita em reunião na sexta-feira. Dilma e Jobim acertaram, nesse encontro, a retirada da área de aviação civil do Ministério da Defesa.
O objetivo de Dilma é remodelar o setor, abrindo o capital à iniciativa privada e acelerando a construção de aeroportos para a Copa-2014 e a Olimpíada-2016.
Como a Folha revelou ontem, será criada uma secretaria especial, provavelmente com status de ministério, para cuidar desses assuntos. Responderão à nova pasta a Infraero, estatal que administra aeroportos, e a Anac, agência reguladora do setor.
O presidente Lula sugeriu a Dilma a manutenção de Jobim, que conduz uma reforma da política de defesa. Para Lula, o passado de guerrilheira de Dilma precisava ser levado em conta. O presidente avalia que uma substituição nessa área poderia gerar atritos com as Forças Armadas -e que Jobim tem perfil conservador e agrada aos militares.
Tanto Lula como Dilma acham, também, que Jobim tem atuado bem nas tratativas com as Forças Armadas para dar apoio ao governo do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado.