domingo, 13 de março de 2011

João e Maria - Chico Buarque e Nara Leão



[655] DE ONDE VENS @ NARA - NARA LEAO

 
 

Nara Leão-Retrato em branco e preto



Moça Bonita - NARA LEÃO

 
 

Dia De Chuva - Nara Leão

 
 

No Cordão da Saideira - Nara Leão



Nara Leão - Marcha da quarta-feira de cinzas



nara leão / rapaz de bem

 
 

Vintage trailer in Blogbar - Small Change Trailer 1976 Truffaut



Comercial antigo - BONECA PIERINA


Charge do dia

  


http://jc3.uol.com.br/jornal/charge/ch13032011.jpg


Humberto - Jornal do Commercio - Recife, PR

Keren Ann : perfectionniste et passionnée - Le Figaro, fr - link (aqui)

Par Pierre De Boishue, Olivier Nuc
11/03/2011 | Mise à jour : 13:58

La subtile musicienne, qui vient de signer l'album 101, est passée par Le Live pour expliquer son travail de création. 


Keren Ann chante My name is trouble:

Elle parle avec tendresse de son travail et avec métier de sa passion. Invitée du Live à l'occasion de la sortie de son nouvel album intitulé 101, Keren Ann décrit en termes doux et précis son goût pour la création artistique. «J'adore le songwriting, confie-t-elle. Je ne lâcherai jamais ça. J'en ai besoin. Tant que je peux continuer à produire du son, me reconnaître dans mon écriture et expérimenter de nouvelles choses, je me sens bien.»
La jeune femme de 37 ans, qui n'a jamais cédé aux sirènes de la médiatisation, se montre à l'aise devant nos caméras. Elle n'est pas du genre, pourtant, à s'appesantir sur sa personne. Les chansons permettent davantage de se plier à cet exercice. C'est ce qu'elle s'est appliquée à réaliser sur ce sixième disque «plus intime et personnel». «Il y a toujours eu un côté autobiographique, même si j'adore toujours utiliser des narrateurs pour raconter mes histoires. Mon écriture commence à devenir de plus en plus proche de ce que je ressens», poursuit-elle. On n'observe aucun calcul chez Keren Ann. Quand elle adopte la langue de Shakespeare, on sait qu'elle ne le fait pas pour des raisons commerciales. Contrairement à d'autres artistes! «Je pense que je ferai encore des chansons en français, note-t-elle. Par contre, je n'aurais pas pu faire cet album dans cette langue parce que je raconte des histoires en rapport avec des choses que j'ai vécues dans un environnement anglo-saxon.» Une trajectoire qui ne manque pas de rebondissements.
À ses grands débuts, en 2000, Keren Ann était en effet considérée comme l'une des héroïnes de la nouvelle chanson française. Un terme qu'elle réfute. «Je n'en ai jamais fait partie, souligne-t-elle. Je fais de la musique un peu en retrait, à ma manière, même si j'ai énormément de respect et d'admiration pour ce que j'entends autour de moi.» Et d'ajouter avec humilité et nostalgie: «Pour moi, la chanson française, c'est Barbara, Brassens, Trénet, Montand… Ça ne se refera jamais!» Elle ne perd pas de vue, cependant, les héritiers de ces grandes personnalités. «Ce qui m'intéresse, ce sont les artistes qui savent être à la fois songwriter et développer un bon son.» Des musiciens discrets et talentueux qui pourraient lui ressembler…
Loin de donner des leçons et concentrée sur son art, elle confirme en 2011 sa propension à créer différentes atmosphères sur 101. Un jeu presque d'enfant pour la musicienne. «Pour moi, c'est très spontané la manière dont toutes ces ambiances cohabitent. Mais il est vrai qu'il s'agissait d'un travail plus sonore. Il y a plein de textures entre les cordes, la manière d'utiliser les pianos, les différents studios dans lesquels nous enregistrons.» Keren Ann apprécie assurément la diversité. De nationalité néerlandaise, elle est née en Israël… et chante en français et en anglais. De quoi donner le tournis à ses fans durant ses tournées. «On ne sait jamais d'où je viens!», s'amuse la compositrice. Mais tous savent où elle va: un peu partout. «Je raffole de la scène hip-hop ou trip-hop», lance encore Keren Ann. L'art lyrique la séduit aussi. Elle fait le grand écart et une belle unanimité. Elle aime avancer, tout en prenant du recul sur les évènements.


L'interview de Keren Ann:

Daddy you been on my mind (de Bob Dylan):

All the beautiful girls:


Le site officiel de Keren Ann : www.kerenann.com

Elio Gaspari

Deu no Correio do Povo (aqui):

ANO 116 Nº 164 - PORTO ALEGRE, DOMINGO, 13 DE MARÇO DE 2011


http://multimidia.radioguaiba.com.br/thumb.aspx?Caminho=multimidia/2011/03/12/156367.JPG&Tamanho=480&HW=1


A Bolsa Copom plantou uma jabuticabeira

O andar de cima nacional precisa pensar na vida. A revista americana Forbes divulgou sua lista de bilionários e, nela, há 30 brasileiros e brasileiras com mais de 1 bilhão de dólares. O legendário banqueiro paulista Gastão Vidigal ensinava que instituições financeiras não lidam com produtos, pois "produto é coisa que se pode embrulhar", como pregos e sabonetes. Aplicando-se esse critério à lista da Forbes, resulta que no Brasil há 13 bilionários na turma dos produtos (Eike Batista, Jorge Paulo Lemann e Ermírio de Moraes, por exemplo) e outros 15 cujo patrimônio derivou principalmente da atividade bancária (Safra, Villela e Moreira Salles). No grupo da banca, nove dos bilionários pertencem à segunda geração dos fundadores do Itaú-Unibanco e do Bradesco. Alguns deles têm outras atividades profissionais (quando as têm). Dos nove magnatas suíços, só um está no ramo de investimentos.

Na lista dos dez maiores bilionários do mundo, oito lidam com produtos e, entre eles, há apenas um lote de herdeiros, os Walton, do Wal-Mart, empresa que revolucionou os hábitos de consumo americanos.

O peso dos bilionários da banca brasileira é único. Para ficar na área dos Brics, dos 30 maiores magnatas russos, 20 lidam só com produtos; na Índia, 23; e na China, onde a banca é controlada pelo Estado, a turma está quase toda produzindo ou negociando com imóveis.

Esse é o produto da Bolsa Copom, com seu juros lunares.

A lista em que falta o Brasil

Na mesma semana em que a revista Forbes iluminou 30 bilionários brasileiros, o semanário inglês THE (Times Higher Education) publicou sua lista das cem melhores universidades do mundo. Cadê o Brasil? Micou e não ficou sequer entre as 200. Em 2009, a USP fora a 92 na área da saúde.

Cruzando-se a lista dos bilionários com a das universidades, a coisa fica feia. A China teve incluídas cinco instituições, a Índia e a Rússia têm uma cada. A América Latina, nenhuma.

Nem tudo é ruína. No pequeno mundo dos cursos de formação de executivos, uma avaliação do Financial Times deu a Pindorama o 8 lugar com a Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, e o 13 com o Insper, de São Paulo. Ambas são instituições privadas.

Não é o caso de retomar a discussão sobre o futuro das universidades públicas, até porque, com poucas exceções, o estrago da privataria na rede particular garante que ela ficará fora de qualquer lista por mais 50 anos.

Os 30 bilionários brasileiros poderiam refletir em torno da história de um casal americano. Chamavam-se Leland e Jane. Tinham um só filho e, em 1884, ele morreu em Florença, aos 16 anos. O casal quis preservar sua memória. Podia ser com um museu, uma escola técnica ou uma universidade. Procuraram o presidente de Harvard, a quem conheciam, e aprenderam que uma universidade lhes custaria 5 milhões de dólares. Entreolharam-se e viram que tinham esse trocado, pois a fortuna do casal ia a 50 milhões de dólares (1 bilhão de dólares em dinheiro de hoje.) Voltaram para a Califórnia e criaram a Universidade de Stanford, com o sobrenome da família. Ela é hoje a 5 melhor do mundo, e a localidade de Palo Alto, cujas terras eram de Leland, é o pulmão do progresso tecnológico americano. Pouca gente se lembra do senador Leland Stanford como um dos "barões ladrões" da Califórnia, nem da estrada de ferro transcontinental que ajudou a abrir como uma monumental rapinagem, pois ela mudou a geografia dos Estados Unidos.

Pelas contas da Forbes, os 30 bilionários brasileiros têm um ervanário de 130,5 bilhões de dólares.

KadafiLeaks

Ao ameaçar o presidente francês, Nicolas Sarkozy, com a revelação de "um grave segredo", relacionado com o financiamento de sua campanha eleitoral, o encrenqueiro líbio colocou no ar uma nova arma: o KadafiLeaks.

Pode dar samba.

Madame Natasha

Madame Natasha tem horror a números e, no seu esforço para despoluir o idioma, concedeu uma bolsa de estudo coletiva a todos aqueles que usam medidas americanas para descrever objetos. Coisas assim: a tela do iPad tem 9,7 polegadas, a do Kindle tem 6 e o monitor de uma televisão, 38.

A polegada é uma medida de comprimento excêntrica, usada em poucos países. Além dos Estados Unidos, há a Libéria e Myanmar. Os demais seguem o sistema métrico decimal, criado na França e adotado no Brasil desde 1872. (Na Inglaterra, rodam os dois.)

Mesmo os americanos, quando sabem que estão falando para uma plateia internacional, registram a medida em polegadas, convertendo-a para centímetros dentro de um parênteses.

Natasha crê que um brasileiro, ao registrar a medida de um produto em polegadas, pratica um exercício de preguiça (quando está traduzindo algum texto) ou de presunção (quando pretende mostrar que sabe uma coisa que a freguesia ignora).

A polegada mede 2,54 centímetros, portanto a tela de um iPad tem cerca de 25 centímetros.

Natasha propõe que cada pessoa disposta a defender o uso das medidas americanas num texto em português seja capaz de dizer qual a sua altura em pés e polegadas. Ou ainda, que informe o tamanho de seu apartamento de 50 metros quadrados. (Ele tem 538 pés quadrados.)

Unidos
O Dem e o PT entendem-se melhor do que se pensa.

Um bom pedaço de cada partido trabalha para prorrogar a festa de compadres que exploram atividades comerciais nos aeroportos.

Os dois estão silenciosamente combinados para tentar empurrar o voto de lista numa gambiarra da reforma política. Nesse lance está, há tempo, até um pedaço do PSDB.

Fora dessa

Enganou-se o professor Ives Gandra Martins num debate com o ex-deputado Ayrton Soares, mediado pela jornalista Monica Waldvogel. Raymundo Faoro, presidente da Ordem dos Advogados, não foi o autor do projeto da Anistia, votado pelo Congresso em 1979.

Em abril de 1979, o senador Petrônio Portela, ministro da Justiça, apresentou ao Planalto suas "primeiras ideias gerais" sobre o projeto.

Um rascunho, de maio ou junho daquele ano, foi anotado pelo chefe do Gabinete Civil, general Golbery do Couto e Silva, com relevantes intervenções. É provável que tenha vindo de Petrônio; de Faoro é que não veio. Não era seu estilo fazer projeto em segredo.

Ligação perigosa

O flerte do tucanato com a Força Sindical na escaramuça do salário mínimo levou-o a uma inédita aproximação com o deputado Paulo Pereira da Silva.

Se metade do que cada um já disse do outro em público for verdade, os dois estão perdidos.

Pressa

A Prefeitura do Rio está apressada. Diz que as pedras encontradas debaixo do cais da Imperatriz são do atracadouro do Valongo, onde desembarcavam os escravos trazidos da África.

Seria ótimo se alguém mostrasse ao Iphan um documento mostrando que o cais de 1843 foi construído sobre o outro, de 1758.