segunda-feira, 21 de março de 2011

The Andrews Sisters - Rum and Coca Cola (High Quality)



It Might As Well Be Spring / Clifford Brown - The Paris Collection

 
 

Jumpin Jive - Cab Calloway and the Nicholas Brothers

 
 

Django Reinhardt - Nuages - Paris, 13.12.1940

 
 

The Ink Spots- I don't want to set the world on fire.

 
 

Deep Purple - Larry Clinton/ vocals: Peggy Mann

 
 

"It's Only a Paper Moon" The Nat King Cole Trio

 
 

Peggy Lee with Benny Goodman - Why Don't You Do Right (1943 - Stage Door Canteen)

 
 

Sidney Bechet - Blues My Naughty Sweetie Gives To Me

 
 

Vintage trailer in Blogbar - A Summer Place (1959) Trailer


Comercial antigo - Coppertone Commercial - 1960s

 
 

Charge do dia

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Sinfrônio - Diário do Nordeste - Fortaleza, CE

No Rio, Obama mistura diplomacia, futebol e música - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


Presidente de um país que costuma ser acusado de bocejar para o mundo, Barack Obama desdobrou-se, no Rio, para mostrar que não é indiferente ao Brasil.
Abriu o domingo com uma visita à favela Cidade de Deus, cuja rotina infernal ficou mundialmente conhecida com o filme Fernando Meirelles, em 2002.
Levou às ruelas supostamente transformadas pela “polícia pacificadora” do governo fluminense um comboio de 20 carros.
O automóvel blindado de Obama estacionou dentro de uma escola. Ao lado da mulher e das duas filhas, ele assistiu a apresentações de percursão e capoeira.
A visita consumiu-lhe escassos 30 minutos. Demonstrou sua falta de intimidade com a bola numa troca de passes com alunos de uma escolinha de futebol.
Antes de ir embora, quebrou o protocolo. Percorreu poucos metros de asfalto a pé. Distribuiu acenos. E a platéia: “Obama, Obama, Obama...”
Rodeado do aparato de segurança que o persegue, Obama rumou para o Theatro Municipal do Rio. Discursou para uma audiência de cerca de 2.000 pessoas.
O discurso deveria ter sido ao ar livre, na Cinelândia. Mas foi transferido para o ambiente fechado na véspera de sua chegada.
Instalaram-se na entrada equipamentos de revista semelhantes aos que infernizam a vida dos passageiros nos aeroportos. Com o acréscimo de cães farejadores.
Quem ultrapassou a barreira foi brindado com um discurso afável. Obama exalou simpatia. Chegou mesmo a se aventurar no português.
Abriu sua fala com um “alô” à “Cidade Maravilhosa” e a “todo o povo brasileiro”. Depois, de volta à língua inglesa, chamou o Brasil de “exemplo de democracia”.
Um “exemplo”, segundo ele, útil para o mundo árabe e o Oriente Médio, sacudido por revoltas populares que acossam ditadores.
Disse meia dúzia de palavras sobre a Líbia, desde a véspera sob ataque de uma coalisão militar que inclui os EUA.
Em nova evidência de que não veio a esta terra de palmeiras a passeio, Obama repetiu pedaços do discurso que dirigira a empresários, em Brasília.
Declarou que deseja estabelecer com o Brasil uma “parceria igualitária”. Mencionou as obras da Copa e da Olimpíada, cobiçadas por empresas americanas.
A certa altura repisou a tese segundo a qual o Brasil deixou de ser o “país do futuro”. Tornou-se “economia poderosa”. Uma "potência", exagerou. O futuro, disse ele, já chegou.
Famoso pela palavra fácil, Obama soou como se houvesse feito o dever de casa. Citou o clássico futebolístico do domingo: Vasco X Botafogo.
Um pedaço da platéia, decerto flamenguista, esboçou uma vaia. Evidência, disse o orador, de que o futebol é, no Brasil, assunto muito sério.
Em meio à profusão de menções elogiosas ao Brasil, Obama evocou Jorge Ben Jor:
“Como disse o cantor, o Brasil é um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”.
Quem ouve Obama e lembra do antecessor George Bush é tentado a concluir que os EUA evoluíram. Trocaram o tosco pelo garoto propaganda.

Escrito por Josias de Souza às 18h32

 

Obama pone a Brasil como modelo global - el País, es - link (aqui)

 

El presidente de EE UU destaca el sistema de progreso con libertad del país

ANTONIO CAÑO (ENVIADO ESPECIAL) - Río de Janeiro - 21/03/2011


La favela Ciudad de Dios, que ayer visitó Barack Obama, es, como tantas otras de Río, el reflejo de las grandezas y miserias que definen a Brasil: una población acosada por la pobreza y el crimen que se defiende con un admirable espíritu emprendedor. Junto a la miseria, proliferan hoy bancos, restaurantes y recorridos turísticos que alimentan la artesanía y los pequeños negocios. "La gente no debería mirar a las favelas con compasión", dijo el presidente norteamericano, "sino como fuente de presidentes, abogados, doctores, artistas y gente con soluciones".

Obama juega al fútbol con unos niños en Río de Janeiro

El presidente Obama juega al fútbol con unos niños durante su visita a la favela Ciudad de Dios, ayer en Río de Janeiro.- PABLO MARTÍNEZ MONSIVAIS (AP)

Fue uno de los ejemplos que Obama utilizó para remarcar las virtudes del Brasil actual, una democracia dinámica y orgullosa, como modelo de los tiempos presentes no solo en América Latina, donde otros países avanzan ya por caminos semejantes, sino en otras regiones, como el mundo árabe, en plena fase de incierta transformación.
A diferente escala, Brasil es como China, una nación sobre cuya grandeza siempre se ha especulado como un mero pronóstico. La frase "cuando China despierte" es perfectamente aplicable a Brasil. Obviamente, China ha despertado, y Obama constató ayer que Brasil también.
"Este ya no es el país del futuro. Para el pueblo de Brasil el futuro ya ha llegado", dijo el presidente en un discurso en el Teatro Municipal. Originalmente el escenario planeado era la plaza de Cinelandia, pero se cambió a última hora, probablemente por las protestas de 48 horas antes.
No hubo signos de protestas ayer. Obama fue muy bien acogido en la favela y en el resto de su recorrido. El presidente aludió a su peculiar biografía para declararse sentimentalmente muy próximo al multirracial pueblo brasileño, donde no parece haber hecho más enemigos que Luiz Inácio Lula da Silva, que se negó a comer con él en Brasilia.
Lo que Lula tenga contra Obama no pueden ser recelos del presidente norteamericano hacia su alineación izquierdista. Más izquierdista es el historial de la actual presidenta, Dilma Rousseff, una exguerrillera que tenía prohibida su entrada en EE UU, y Obama la elogió ayer sin empacho: "Ella sabe lo que es vivir sin los más básicos derechos humanos, pero también sabe lo que es perseverar y sabe lo que es vencer".
El tránsito de Rousseff desde la militancia política hacia el pragmatismo es también, según Obama, la prueba de un país que ha sabido construir un sistema político participativo y abierto. "Están prosperando como un pueblo libre, con mercados abiertos y un Gobierno que responde a sus ciudadanos. Están demostrando que el objetivo de la justicia social se puede conseguir a través de la libertad, que la democracia es el mejor socio del progreso humano", afirmó.
Pero Obama no está en Brasil solo para elogiar su sistema político. Está, como reconoció en su discurso, para hacer acuerdos comerciales y participar, como socio o beneficiario, de su boyante economía. "En la última década el progreso hecho por Brasil ha inspirado al mundo", dijo. Le faltó añadir que ha atraído inversores y vendedores. Obama ha hablado con Rousseff sobre la venta de aviones F-18. Ningún acuerdo aún.