quarta-feira, 15 de junho de 2011

JOÃO DONATO e Seu Conjunto - "Minha Saudade" (João Donato & João Gilberto) 1960





Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

DANCE CONOSCO - Conjuntos de Jose Marinho, Netinho, Waltel Branco e Joao Donato

COPACABANA - 1960

Música

Minha Saudade - Samba (João Donato & João Gilberto)

João Donato e Seu conjunto (Solo de flauta de Altamiro Carrilho)

João Donato plays Trombone

Umberto Eco - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
quarta-feira, 15 de junho de 2011 | 15:15

Uma geração de estranhos. Os seres humanos modernos não estão mais acostumados a viver na natureza: só conhecem a cidade.

Umberto Eco
Creio que Michel Serres tem a melhor cabeça filosófica que há na França hoje em dia. E como todo  bom filósofo, Serres é capaz de refletir sobre os temas atuais tão bem quanto sobre os fatos  históricos. Vou basear descaradamente esta coluna no esplêndido ensaio que Serres escreveu  no mês passado para o “Le Monde”, no qual nos alerta sobre questões relacionadas à juventude atual: os filhos de meus leitores jovens e os netos de nós mesmos, os velhos.
Para começar, a maioria desses filhos ou netos nunca viu um porco, uma vaca ou uma galinha – observação que me faz lembrar uma pesquisa feita há cerca de 30 anos nos Estados Unidos. Ela  mostrou que a maioria das crianças de Nova York achava que o leite, que elas viam em recipientes  sendo vendido nos supermercados, era um produto fabricado pelo homem, tal como a Coca-Cola.
Os seres  humanos modernos não estão mais acostumados a viver na natureza: só conhecem a cidade. Eu também  gostaria de assinalar que ao sair de férias, a maioria deles se hospeda no que o antropólogo  Marc Augé definiu como “não lugares”: espaços de circulação, consumo e comunicação  homogeneizados.
As vilas dos resorts são impressionantemente parecidas, digamos, ao aeroporto  de Cingapura – cada um deles com uma natureza perfeitamente ordenada e limpa, árcade, totalmente  artificial.
Estamos no meio de uma das maiores revoluções antropológicas desde a Era Neolítica.  As crianças de hoje vivem em um mundo superpovoado, com uma expectativa de vida próxima dos 80  anos.
E, por causa da crescente longevidade das gerações de seus pais e avós, têm menos  probabilidade de receber as suas heranças antes que estejam à beira da velhice. Uma pessoa nascida na Europa nos últimos 60 anos não conheceu a guerra. E, tendo se beneficiado  dos avanços da medicina, não sofreu tanto quanto seus antepassados.
A geração de seus pais teve  filhos quando tinham mais idade do que a geração de meus pais teve. E seus pais, muito  possivelmente estão divorciados. Na escola, estudou ao lado de crianças de outras cores,  religiões e costumes.
Isso levou Serres a se perguntar quanto tempo mais os estudantes da França  cantarão a Marselhesa, que contém uma referência ao “sangue impuro” dos estrangeiros.  
Que obras essa pessoa pode desfrutar? E com quais ela consegue estabelecer uma conexão, já que  nunca conheceram a vida rústica, a vindima das uvas, as invasões militares, os monumentos aos  mortos, os estandartes perfurados por  balas inimigas ou a urgência vital da moralidade?   
Seu pensamento foi formado por meios de comunicação que reduzem a permanência de um fato a uma  pequena frase e a imagens fugazes – fiéis ao senso comum dos lapsos de atenção de sete segundos – lembrando que as respostas dos programas de perguntas devem ser dadas em 15 segundos.
E esses meios de comunicação lhe mostram coisas que não veria em sua vida cotidiana: corpos ensanguentados,  ruínas, devastação. “Ao chegar aos 12 anos de idade, os adultos já forçaram as crianças a serem  testemunhas de 20 mil assassinatos”, escreve Serres.  As crianças atuais são criadas com publicidades repletas de abreviações e palavras estrangeiras  que as fazem perder contato com sua língua materna.
A escola já não é mais um lugar de  aprendizado e, acostumadas aos computadores, elas vivem uma boa parte de sua existência no mundo  virtual. Ao escrever em seus aparelhos eletrônicos usam seus dedos indicadores ou polegares em  vez da mão toda. (E, além disso, estão totalmente consumidas pelo afã de desenvolver várias  tarefas ao mesmo tempo). 
Elas ficam sentadas, hipnotizadas pelo Facebook e pela Wikipedia, que, segundo Ferres, “não  estimulam os mesmos neurônios nem as mesmas zonas do córtex (cerebral)” que se estivessem lendo  um livro.
Antes, os seres humanos viviam em um mundo conhecível, tangível. Esta geração existe em  um espaço virtual, que não estabelece distinção entre proximidade e distância.
Não comentarei as reflexões de Serres sobre como manejar as  novas demandas de educação. Mas sua  observação geral do tema engloba um período de revolução total não menos essencial que as eras  que levaram à invenção da escrita e, séculos depois, da imprensa.
O problema é que a  tecnologia moderna muda a uma velocidade louca, escreve Serres, e “ao mesmo tempo o corpo se  transfigurou, o nascimento e a morte mudaram, bem como o sofrimento e a cura, as vocações, o  espaço, o meio ambiente e o estar no mundo”. 
Por que não estávamos preparados para essa revolução? Serres chega à conclusão que talvez parte  da culpa deva ser atribuída aos filósofos, que, por natureza de sua profissão, deveriam prever  mudanças no conhecimento e na prática. E não fizeram o suficiente nesse sentido porque, como  estavam “envolvidos na política diariamente, não sentiram a chegada da contemporaneidade”.  Não sei se Serres está completamente certo, mas com certeza não está totalmente errado.
 
(transcrito do Diário do Comércio,
 com tradução de Rodrigo Garcia)

Os Velhinhos Transviados - O CALHAMBEQUE



Os Velhinhos Transviados - SAN FRANCISCO



Os Velhinhos Transviados - Quero Que Va Tudo Pro Inferno

 
 

Bar é fotografia - Christophe Bonniere

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Christophe Bonniere

Untitled

Ideli e os peixes miúdos - Eliane Cantanhêde - Folha.com - link (aqui)



15/06/2011 - 08h37

Durante toda a crise Palocci, falou-se, ou falamos, dos peixes graúdos da coligação que apoia a presidente Dilma Rousseff: do PMDB e do PT. Agora, depois que Dilma decompôs o núcleo duro do governo com Gleisi Hoffmann na Casa Civil e Ideli Salvatti na articulação política, é hora de lembrar que as águas profundas governistas incluem 13 outros partidos. E é aí que o trio feminino começa a pescar.
No primeiro dia de trabalho de Ideli, a terça-feira, Dilma, Gleisy e Ideli almoçaram no Palácio da Alvorada com os senadores do PR, enquanto o líder do partido na Câmara participava de uma reunião de líderes governistas para falar grosso com o governo.
Para se ter ideia do tamanho dos 'peixes miúdos', entre os senadores do PR incluem-se Clésio Andrade, o homem da CNT, a poderosa Confederação Nacional dos Transportes, Blairo Maggi, um dos reis do agronegócio do país, e Magno Malta, não apenas ligado aos articulados grupos evangélicos como também um senador bastante atuante.
Dá para brincar com gente assim?
Enquanto os senadores do PR pediam interlocução direta com Dilma e o Planalto, os líderes aliados na Câmara lembravam que representam 304 deputados e eram bem mais objetivos na cobrança: além de 'interlocução direta', pedem coisas bem mais concretas e palpáveis, especialmente às vésperas das eleições das prefeituras no ano que vem.
Quais sejam: a liberação das tais emendas parlamentares, para que possam voltar para casa anunciando pontes, jardins, postos de saúde, ruas asfaltadas, dessas coisas que geram expectativa e votos, apesar de nem sempre saírem da promessa para a prática.
Dilma, Gleisi e Ideli, portanto, têm tempos difíceis e trabalho duro pela frente. Precisam alimentar os tubarões do PMDB, que estão unidos como nunca antes, e do PT, desarticulados e metidos numa guerra interna poucas vezes vista. E precisam não descuidar das tainhas e lambaris, porque esses se movem rapidamente.
A oposição está à espreita, esfregando as mãos com as perspectivas de boa pescaria. Apesar de coadjuvantes da crise Palocci, o PSDB e Aécio Neves ganharam ânimo com ela.
A base parlamentar de Dilma é imensa, um recorde, mas não confiável. Não custa lembrar que quantidade não é qualidade. E, se hoje o cardume está com o governo do PT, já esteve também com o do PSDB. Pode ir para um lado ou para outro, dependendo das condições de temperatura e satisfação.
O maior desafio de Dilma é a articulação política.

Brassaï, en el epicentro de la creación - El Mundo, es - link (aqui)

  • Brassaï retrata con frialdad el entorno creativo de los artistas

  • De las instantáneas se deduce que sus ilustres modelos no eran sus amigos
Rosalía Sánchez | Berlín
Actualizado miércoles 15/06/2011 10:01 horas



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Alberto Giacometti en su estudio de Rue Hippolyte Maindron.




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Matisse y su modelo. (París, 1939).




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Georges Braque in Varengeville (Normandía, 1949).




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Picasso y 'El orador' en su taller de Grands Agustins (París, 1939).


Picasso fue siempre un artista malhumorado y poco dado a las relaciones públicas. Si aceptó que Brassaï entrase a su estudio, cámara en ristre, fue solamente porque venía de parte del redactor jefe de la revista surrealista Minotauro, André Breton, ante cuyo credo hacían genuflexiones aquellos días los artistas de París. Corrían los años 30 y la ciudad concentraba a los cerebros creadores que marcarían una época: Matisse, Giacometti, Laurens, Braque. Todos ellos abrieron las puertas de su 'atelier' al fotógrafo húngaro Gyula Halász (1889-1984), que había adoptado como seudónimo el nombre de su pueblo de origen y que tuvo el privilegio de entrar en las calderas centrales del arte.
Gracias a esas fotos, podemos hoy disfrutar un placer que roza el voyeurismo, al observar el desorden del apartamento de Picasso en la Rue de la Boétie, en 1922, sobre cuyas chimeneas se amontonaban las cajetillas de tabaco y sus objetos personales desaseados. También gracias a ellas descubrimos los momentos en los que el genio se permitía bromear con su amigo, el actor Jean Marais, sobre la exuberancia de las modelos desnudas. Y sobre todo nos permiten descubrir los resortes de su inspiración, como los objetos de artesanía nigeriana que acumulaba por las esquinas o el caniche de Dora Maar que levantó la patita sobre más de uno de sus lienzos, esparcidos por el suelo.
Estas fotografías enriquecen la colección Berggruen de los Museos estatales de Berlín, expuestas junto a obras de los artistas retratados que cobran nuevo significado junto a las instantáneas de Brassaï. Su objetivo es distante y desapasionado. Retrata con frialdad el entorno creativo y nos muestra a un grupo de maduros creadores a medio camino entre la excelencia de sus obras y la tosquedad de las paredes desnudas de sus estudios.
Los dedos de Giacometti, que modelan figuras estilizadas, reducidas a su esencia casi espiritual, son los de un obrero, ajados por la dureza de los materiales que trabaja y con la hinchazón propia de la ausencia de calefacción y la áspera tarea. En el estudio de Laurens se respira una austeridad cisterciense y apenas logra la cámara infiltrarse en la relación inevitable de intimidad entre la mirada de Matisse y sus modelos.
Queda claro que Brassaï hacía estas fotos por encargo, no las siente como las de su auténtico París, la ciudad de las prostitutas nocturnas y la vida callejera a la que sí entregaba su objetivo desde 1924, cuando llegó a la capital francesa y comenzó a aprender la lengua en los libros de Marcel Proust y en los rincones más arrabaleros de Montparnasse. También queda claro que estos artistas no eran precisamente sus amigos, como lo fueron Henry Miller, Léon-Paús Frague o el poeta Jacques Prévert. Pero de alguna forma consigue entrar en el íntimo resto de sordidez presente en la existencia de los grandes artistas, con el resultado de una aportación única para la visión que hoy tenemos de ellos.

España, Brasil y Bolivia garantizan el derecho a pensión de los emigrantes - El País, es - link (aqui)

 

Otros cinco países lanzarán el acuerdo iberoamericano de Seguridad Social

PABLO XIMÉNEZ DE SANDOVAL | Madrid 14/06/2011 

Los emigrantes entre España, Brasil y Bolivia se pueden beneficiar ya del acuerdo en materia de Seguridad Social que está en vigor para estos tres países desde el pasado 1 de mayo. Otros cinco países de la comunidad iberoamericana son también firmantes del acuerdo y lo pondrán en marcha en los próximos meses. El Convenio Multilateral Iberoamericano de Seguridad Social aspira a garantizar la cobertura mínima de la pensión de jubilación en un espacio de 611 millones de habitantes. Se trata de "un hito", de "un imposible" o de "un milagro", según los rendidos elogios que los principales artífices del convenio le dedicaron en su presentación en Madrid.

Seguridad Social iberoamericana

Inmigrantes hacen fila ante las oficinas del Registro Civil de Madrid- ÁLVARO GARCÍA

Actualmente, en el espacio iberoamericano (Latinoamérica, España y Portugal) hay seis millones de migrantes. Solo en España hay un total de 648.962 ciudadanos iberoamericanos afiliados a la Seguridad Social. Entre Latinoamérica y Portugal hay 629.127 españoles. De ellos, 585.607 viven en países con los que hay convenios bilaterales en esta materia.
El nuevo convenio multilateral lo han firmado ya 11 países iberoamericanos y lo han ratificado ocho: Bolivia, Brasil, Chile, Ecuador, El Salvador, España, Paraguay y Portugal. La ratificación por parte de Ecuador se producirá "en breves días", según anunció el lunes pasado Adolfo Jiménez, secretario general de la Organización Iberoamericana de Seguridad Social, durante la presentación del nuevo instrumento multilateral en Madrid. Jiménez aseguró que en un mes lo ratificará Chile y poco después Uruguay.
Igualdad de trato
El principio fundamental que inspira el acuerdo es el de la "igualdad de trato" de los trabajadores de todos los países firmantes. "No hay diferencia entre un trabajador y otro cuando se habla de pensiones contributivas", afirmó rotundo Jiménez. El Convenio Multilateral Iberoamericano de Seguridad Social garantiza las pensiones de los trabajadores de cualquier país firmante en otro país firmante. Es decir, un boliviano que haya cotizado en Bolivia, en Colombia y en España, por ejemplo, tendrá reconocido el derecho a pensión en cuanto cumpla los años de cotización necesarios de acuerdo con cualquiera de esos cuatro países. España reconoce el derecho a una pensión con 15 años cotizados. Además, esa pensión se la podrá llevar y cobrarla allí donde quiera vivir dentro del ámbito del convenio. La revalorización de la pensión también está garantizada.
Las prestaciones que cubre el convenio son las de carácter contributivo de invalidez, vejez, supervivencia y accidentes de trabajo y enfermedades profesionales. Para calcular la pensión, se tendrán en cuenta los periodos cotizados en todos los países firmantes del convenio. En caso de que ya exista un acuerdo previo en materia de seguridad social, se le aplicará el que sea más favorable.
"Entramos en la historia mundial de la seguridad social", llegó a decir Octavio Granado, el secretario de Estado de Seguridad Social español. Granado explicó que se trata del tratado de colaboración más amplio que existe en el mundo sin estar sustentado en una estructura económica o política previa, como puede ser la Unión Europea.
Globalización de los derechos de los trabajadores
El secretario de Estado no disimuló su entusiasmo por este acuerdo iberoamericano. La globalización tiene "efectos perversos", dijo, pero en este caso "estamos globalizando los derechos de los trabajadores iberoamericanos por encima incluso de los capitales financieros". Cuando se culmine la ratificación y puesta en marcha, "estarán más protegidos los derechos de los trabajadores que las inversiones de las multinacionales".
"No hablamos de cosas abstractas", quiso precisar Granado. "Hablamos de quienes han trabajado en la informalidad, de quienes llegan con dificultad a la cotización mínima, de aquellos para quienes la diferencia entre un año más o menos de cotización es la diferencia entre tener una renta en la vejez o no tenerla".
Jiménez, por su parte, destacó que el acuerdo no solo beneficia a migrantes en todos los países donde coticen, sino también a empleados de empresas multinacionales que trabajen como expatriados temporales, algo cada vez más habitual. El acuerdo ha tardado siete años en culminarse, algo que para los firmantes es un tiempo récord. "Creíamos que era imposible alcanzar un acuerdo en algo tan delicado como el sistema de pensiones", dijo Jiménez.
Entre las consecuencias indirectas que tendrá la aplicación de este convenio, Jiménez citó el hecho de que "facilita volver" a los emigrantes. Puso el ejemplo de un inmigrante boliviano que, por muy mal que estén las cosas en España, prefiere quedarse a vivir aquí para no perder el derecho a una pensión cuando tenga 15 años cotizados. Con el nuevo acuerdo, puede volver a su país cuando quiera, o incluso buscar trabajo en un tercero sin perder derechos.
En el camino, los negociadores ha debido armonizar 11 legislaciones diferentes sobre protección social, desde países que exigen un mínimo de cotización de 15 años para cobrar pensión, hasta los que exigen 30; desde países con sistemas de pensiones solo privados hasta sistemas solo públicos, pasando por todas las fórmulas mixtas.
Finalmente, Granado invitó a "soñar que España y Portugal logren que este convenio se pueda ampliar a la UE", y aseguró que ambos países trabajarán por el objetivo de ampliar el acuerdo al ámbito europeo.

Ecuador negocia en Madrid los últimos detalles de la protección de sus trabajadores

Una delegación oficial de Ecuador, encabezada por Ramiro González, presidente del Instituto Ecuatoriano de Seguridad Social (IESS), negociará en Madrid a partir del próximo lunes los últimos detalles de un nuevo convenio bilateral entre España y Ecuador en materia de seguridad social. La delegación espera poder terminar el acuerdo en uno o dos días, según fuentes diplomáticas.
La reunión fue acordada entre el embajador ecuatoriano, Galo Chiriboga, y el secretario de Estado de Seguridad Social, Octavio Granado, el pasado 6 de junio. Lo único que falta por acordar es la redacción final de los formularios necesarios para la puesta en marcha del acuerdo, que fue suscrito en Madrid en diciembre de 2009 y aún no ha podido entrar en vigor.
El acuerdo sustituye a uno anterior que data de 1960. Las relaciones entre ambos países en materia de migraciones han cambiado dramáticamente. El nuevo convenio va a beneficiar a cerca de 180.000 ecuatorianos afiliados a la Seguridad Social española, según cálculos de la Embajada. En total, unos 360.000 ecuatorianos viven de manera legal en España. En Ecuador hay 2.375 españoles afiliados a su sistema de seguridad social.
El nuevo acuerdo es más preciso que el Convenio Iberoamericano Multilateral de Seguridad Social, que entró en vigor el pasado 1 de mayo y del que los dos países son firmantes junto a otros nueve. Los trabajadores ecuatorianos en España podrán sumar sus periodos de cotización en los dos países para tener pensiones de jubilación, maternidad, supervivencia, accidentes de trabajo, incapacidad temporal o permanente, enfermedades profesionales y auxilio por defunción. Además, podrán cobrarlas independientemente de que residan en un país u otro.
P. X. DE S. | Madrid

Planalto agora fala em elevar verbas a congressistas - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)



14/06/2011


Fotos: Alan Marques e Sérgio Lima/Folha

O governo Dilma Rousseff entregou-se sem rodeios ao velho estilo de negociação com o Congresso, baseado na troca de apoio por verbas e cargos.
Antes apenas insinuada, a nova fase foi explicitada em três reuniões que animaram Brasília nesta terça-feira.
Numa delas (foto lá no alto), Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder de Dilma na Câmara, repassou aos demais líderes do condomínio governista uma “boa nova”.
Disse que recebera da ministra Ideli Salvatti, nova coordenadora política do Planalto, a informação de que Dilma cogita liberar mais dinheiro do que estava programado.
Em verdade, o governo move-se por pressão dos congressistas, que ameaçam impor novas derrotas ao Planalto em votações no Congresso.
Discute-se a execução do pedaço do Orçamento da União composto de emendas injetadas na peça por meio de emendas nas quais os parlamentares destinam verbas aos municípios onde recolhem seus votos.
Há emendas orçamentárias antigas (de 2008 a 2010) e recentes (de 2011). Somando-se velhas e novas, chega-se a algo como R$ 10,8 bilhões. Desse total, Dilma havia se comprometido a liberar R$ 750 milhões.
Os aliados do governo andam inquietos porque nem esse valor foi integralmente liberado. Só saíram as notas de empenho (compromisso de pagamento) de cerca de R$ 500 milhões.
Pois bem, agora, sob pressão, o governo informa que, além de empenhar os R$ 250 milhões que faltam, estuda a hipótese de levar ao balcão muito mais.
A nova cifra não foi definida. Informalmente, fala-se em até R$ 3,5 bilhões. Antes de virar a chave do cofre, Dilma terá de alterar, pela segunda vez, um ato de Lula.
No último dia de sua gestão, Lula editara um decreto fixando um prazo de validade para as emendas velhas que migraram para o Orçamento de 2011.
Os “restos a pagar” que não fossem liberados até 30 de junho de 2011 seriam cancelados. No final de abril, Dilma editou decreto fixando nova regra.
Ficou estabelecido que seria assegurado o dinheiro destinado pelos congressistas a obras iniciadas até 30 de junho, ainda que estivessem inacabadas.
Agora, o Planalto promete esticar esse prazo para o final do ano. Assim, seriam asseguradas as verbas para obras iniciadas até dezembro.
A reunião dos líderes partidários com Vaccarezza foi permeada de críticas a Ideli. A ministra não deu as caras no encontro. Só apareceu o antecessor dela, Luiz Sérgio. Agora titular da pesca, ele foi se "despedir" dos deputados. 
A ausência de Ideli foi tomada como desapreço da ministra com os aliados da Câmara. Na mesma hora, Ideli participava de um almoço no Palácio da Alvorada.
Dilma recebeu em sua residência oficial aos senadores do PR, partido presidido pelo ministros Alfredo Nascimento (Transportes).
Além da presidente e de Ideli, participaram do repasto os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
A mesa do Alvorada converteu-se em extensão do balcão. Entre uma garfada e outra, os senadores mastigaram os mesmos incontornáveis temas: cargos e verbas.
Queixaram-se de que, ao tempo em que Antonio Palocci chefiava a Casa Civil, o Planalto tornara-se inacessível.
Além de represar as demandas, Palocci não se dignava a receber os apoiadores do governo.
Magno Malta (ES), um dos presentes, tentara fazer contato durante meses. Só conseguiu depois que Palocci foi às manchetes em posição constrangedora.
Outro senador, Clésio Andrade (MG), chegou a aderir à CPI do ‘Paloccigate’, tamanha era sua irritação. Arrependido, retirou a assinatura do requerimento.
Dilma disse aos comensais que agora a coisa será diferente. Afirmou que as portas do Planalto estão abertas aos aliados.
Declarou que, além das ministras Ideli e Gleisi, ela própria dedicará mais tempo aos parlamentares. Deseja, segundo disse, “colocar a conversa em dia”.
À noite, para “provar” que não privilegia o Senado, Ideli recebeu com os líderes da Câmara, aqueles a haviam criticado por não comparecer à reunião dos deputados.
A ministra recebeu os queixosos no Planalto. De novo, a conversa girou em torno de cargos e verbas. Ideli repisou: vai “limpar as prateleiras”.
A atmosfera de ‘toma-lá-dá-cá’ foi reforçada pela menção, em todas as conversas, aos projetos que interessam ao governo no Congresso.
A exemplo do que fizera com PT e PMDB, já recebidos em almoços, Dilma manifestou aos senadores do PR suas preocupações em relação a dois temas.
Falou do Código Florestal. Quer atenuar no Senado a derrota que o governo sofreu na votação da Câmara.
Mencionou o projeto que limita a edição de medidas provisórias. Dilma é contra a imposição de regras que a impeçam de lançar mão do instrumento.
Na Câmara, o governo dá prioridade à votação da medida provisória que cria a Secretaria Nacional de Aviação.
A MP carrega novidade que enfrenta resistência da oposição: a flebibilização das licitações para obras da Copa-2014 e das Olímpiadas-2016.
Vencida a fase “cara feia” da gestão Dilma e normalizado o fluxo do balcão, o Planalto espera prevalecer no código.
Quanto às novas regras para as licitações de obras, espera que os deputados aprovem ainda nesta semana.
Devagarzinho, vai ficando claro que a alegada descoordenação política do governo tem outros nomes: verbas e cargos.

Escrito por Josias de Souza às 23h31

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
quarta-feira, 15 de junho de 2011 | 03:48

Alguns filósofos políticos e suas lições

Sebastião Nery
Do ventre das mulheres, de cabeça de juiz e da boca das urnas nunca se sabe o que vai sair. (Bias Fortes – MG).
Prefiro dormir no chão a cair da cama. (Idem).
Lá em Minas reflorestamento a gente faz com eucalipto, porque em dez anos já é uma árvore secular. (Benedito Valadares – MG).
Conversa de mais de dois é comício. (Idem).
Reunião, só depois do assunto resolvido. (Idem).
Povo é bom visto do palanque. (José Maria Alkmin – MG).
Bom não é ser governo. É ser amigo do governo. (Idem).
Meu filho, eu sou tão velho, tão antigo, que sou de um tempo em que calcinha era peça íntima. (Marcial Dias Pequeno – RJ).
Falar não sei, mas sei dizer. (Domingos – BA).
Opinião pública é cheque sem fundo. (José Abílio – PE).
Prestígio de coronel é como grama: quanto mais corta mais ele cresce. (Idem).
Quando o pasto pega fogo, preá cai no brejo. (Vitorino Freire – MA).
O risco que corre o pau corre o machado. (Idem).
Eu não sou Zagallo. Não jogo para empate. (Idem).
A luz que vai na frente é a que clareia mais. (Teodorico Bezerra – RN).
A política é feita de tudo que é bom: música, foguetão, baile, passeata, dança, flores e aplausos. (Idem).
O adiamento de uma luta incerta é sempre uma vitória. (Pinheiro Machado – RS).
***

DUAS HISTÓRIAS
1) 0 major João José, da PM, era muito popular em Aracaju. Foi dar uma aula aos soldados:
— Vocês sabem o nome desse aparelho? É búscola. Serve para dar a direção. No meu tempo não tinha nada disso não. Era norte pra frente e sul pra trás.
***
2) José Maria Alkmin encontra-se com dona Lia Salgado, famosa soprano mineira:
— Mas como a senhora está jovem, dona Lia.
— Qual o quê, dr. Alkmin, já sou até avó.
— A senhora pode ser avó por merecimento. Jamais por antiguidade.
***
FRASES DE AGRIPINO GRIECO

1 – Mineiro dá bom dia. porque bom dia volta logo. É a terra onde olho vê, mão tira e pé corre. Por isso dá tanto banqueiro lá. O que é o batedor de carteira senão um banqueiro apressado?
2 – O primeiro artigo sobre o Gilberto Freire quem escreveu fui eu. Casa Grande e Senzala é um livro bem pensado e mal escrito. Pensado na casa-grande e escrito na senzala.
3 – O Ataulfo de Paiva era tão medíocre, cabeça tão vazia, que quem comesse os miolos dele podia comungar.
4 – Em Campinas, um professor me saudou dizendo: “Desta cidade saíram muitos homens de talento”. Aparteei: “Saíram todos”. Ficaram furiosos comigo.
5 – Em Campos, acabei minha conferência dizendo: “O Rio Paraíba passa por aqui e fica tão envergonhado que se joga no mar”. Também não gostaram.
6 – Em Feira de Santana, no hotel, uma velha professora estava em prantos porque seu marido, um português, fugiu levando tudo dela. Perguntei-lhe: “A senhora, tanto tempo professora, e não conhecia o português?”

Charge do dia

http://www.elpais.com/recorte/20110615elpepivin_1/XLCO/Ges/20110615elpepivin_1.jpg


Forges - El País, es