quinta-feira, 7 de julho de 2011

Allan Holdsworth ---Velvet Darkness



Allan Holdsworth - Road Games

 
 

ALLAN HOLDSWORTH, Sphere Of Innocence.

 
 

Allan Holdsworth - Where is One

 
 

Allan Holdsworth - Downside Up

 
 

Bar é fotografia - Borisov Dmitry



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Borisov Dmitry

"Welcome To Las Vegas"

Dilma Rousseff pierde a un segundo ministro por un caso de corrupción - El País, es - link (aqui)

 

Dimite el responsable de Transportes, Alfredo Nascimento, involucrado en fraudes en licitaciones públicas. Pese al escándalo, el exministro retoma su cargo en el senado

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 06/07/2011 

Un nuevo escándalo de corrupción acaba de explotar en el gobierno Rousseff, esta vez en el ministerio clave de Transportes, responsable por las obras millonarias de infraestructuras del país así como las que se refieren al Mundial de fútbol de 2014 y los Juegos Olímpicos de 2016. Alfredo Nascimento, titular del ministerio desde 2003, con Lula, presentó ayer su dimisión "con carácter irrevocable" arrastrado por acusaciones de presunta corrupción publicadas en los medios de comunicación. Pese a dejar el ministerio, Nascimento reasumirá su puesto como senador y presidente nacional su partido, el Partido de la República (PR).

Nueva dimisión en el Gobierno brasileño

Alfredo Nascimento, exministro de Transportes de Brasil, que ha dimitido por un escándalo de corrupción.- MAURICIO LIMA (AFP)

La dimisión se produce apenas un mes después de que el considerado hombre fuerte del Gobierno, el ministro de la Presidencia Antonio Palocci, se viera obligado a dejar el cargo también por corrupción.
A las 24 horas de haber revelado la revista Veja una supuesta trama de corrupción dentro del Ministerio de Transportes, la presidenta, Dilma Rousseff, suspendió a todos los cargos de dirección del ministerio, aunque mantuvo al ministro, a quien acabó obligando a salir. Además, todas las subastas de obras habían sido canceladas durante 30 días. La supuesta trama se basaba en que todas las empresas que trabajaban para el Gobierno pagaban un 4% en propinas al PR, el partido de Nascimento.
El caso se agravó con la revelación de que la fiscalía está investigando un supuesto enriquecimiento de Gustavo Morais Pereira, hijo del ministro, de 27 años y arquitecto, como publicó el diario O Globo ayer. Según el periódico, Morais ha acumulado 52 millones de reales (unos 26 millones de euros) dos años después de haber creado la empresa Forma Construçoes con un capital de 60.000 reales (unos 27.000 euros).
Horas después la revista Istoé publicó un vídeo en el que aparece el ministro junto con el líder de su partido, el PR, Valdemiro Costa Neto, en el que se le ofrecen a diputados obras millonarias a cambio de pasarse a las filas de su partido.
Dilma ya había hecho notar tiempo atrás que el ministerio de Transportes "estaba descontrolado". Es la primera vez que un presidente toma decisiones drásticas de destituir a un ministro al mismo tiempo que se publican informaciones de prensa sobre corrupción.
Dilma sabe que, pese a contar con la mayoría del Congreso, la fidelidad de sus adeptos es muy frágil y tiene que ser alimentada con favores y cargos. Una mayor intransigencia contra la corrupción podrá crearle graves problemas a la hora de gobernar y tomar decisiones. Ella lo sabe y quienes la conocen aseguran que está dispuesta a pagar esa cuenta antes que aparecer "débil en materia de corrupción".

Montanha-russa - Dora Kramer - O Estado de S.Paulo - link (aqui)



07 de julho de 2011 | 0h 00

No governo José Sarney o nome do presidente era sinônimo de crise. Ficou famosa frase do então senador Fernando Henrique Cardoso - "a crise viajou" - numa ocasião em que se referia à ausência dele do País.
Em circunstâncias distintas Dilma Rousseff vai cumprindo o mesmo destino. Diferença fundamental é que Sarney governava em ambiente de inflação alta, economia desorganizada, vaivém de planos econômicos e um Congresso Constituinte todo-poderoso, protagonista absoluto da cena política e social.
O que seria uma vantagem, na comparação, acaba contando pontos contra a presidente, que conta com estupenda maioria na Câmara e no Senado, fundamentos da economia postos, popularidade alta e oposição desarticulada.
Em tese, portanto, Dilma teria tudo para governar com relativa tranquilidade, em ambiente de brandura.
Na prática, porém, o que se vê é um permanente alvoroço. Em seis meses desde a posse há no País crises demais e governo de menos sob a gerência de Dilma.
E isso por que a oposição não lhe cria problema algum, ao contrário: há semanas não faz outra coisa que não seja se embasbacar com uma carta enviada à figura mais alta do maior partido adversário que, no entanto, já não pretende mais disputar o poder.
A sociedade guarda dela uma boa imagem - por ser mulher, "durona", nada afeita às deselegâncias do antecessor etc. - e a imprensa, se já não saúda seu "estilo" como nas primeiras semanas, ao menos lhe dá o benefício da dúvida.
Não obstante as condições favoráveis, o que se tem é uma rotina preocupante de avanços inúteis e recuos desnecessários.
São seis meses e seis revezes. O mais grave, por erro de condução do próprio governo, produziu nada menos que a perda do chefe da Casa Civil em episódio de hesitação presidencial ao longo de 23 dias. Só aí, foi-se quase um mês.
Houve a administração atabalhoada da votação do Código Florestal na Câmara, houve o tira e põe em relação à Lei de Acesso à Informação (sigilo eterno de documentos oficiais), houve o episódio das emendas parlamentares remanescentes de 2009, há ainda preocupação com o comportamento dos aliados em relação a uma possível convocação do ex-diretor do Banco do Brasil Expedido Veloso para falar sobre a participação do ministro Aloizio Mercadante na operação aloprados e agora houve a crise no Ministério dos Transportes.
Demitido ontem em função do surgimento de novas provas de corrupção na pasta, Alfredo Nascimento esteve por dois dias como cadáver insepulto que 48 horas antes figurara em nota oficial da Presidência como merecedor de "toda a confiança" por parte da chefe do governo.
Dá a impressão de que ou o governo não tem todas as informações ou não se dispõe a usá-las, a menos que saiam na imprensa.
Se o plano original era demitir, e era, pois do próprio Palácio do Planalto saiam informações de que Nascimento não emplacaria o fim de semana no cargo, por que a nota? Por que a expressão de confiança, por que o titubeio?
Para nada, a não ser para aumentar a nada lisonjeira série de mandos e desmandos de uma presidente a caminho de consolidar a suspeita de que não fazia a mais pálida ideia do que a esperava quando aceitou se candidatar à Presidência sem experiência real de poder, desprovida da compreensão de que o trato competente da política numa democracia não é uma escolha. É um imperativo.
Bom combate. O senador Mário Couto bateu-se ferrenhamente por longo tempo no Senado contra a indicação de Luiz Antônio Pagot para a diretoria-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), denunciando a conduta que viria a resultar em sua demissão.
Couto combateu só, sob a complacência silente de seus pares, que agora, com a volta de Alfredo Nascimento à Casa, conviverão como iguais com um ministro demitido por denúncia de corrupção.
O fato de não ser o único nessa condição a transitar pela República não ameniza. Antes agrava a situação daquilo que certa vez o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Melo definiu como "a rotina de desfaçatez" que assola o Brasil.

Assim caminha a administração pública



E agora Pagot?

 

Deu no blog do Josias (aqui)

Pagot pagou, mas insinua que foi Dilma quem ‘lucrou’

Depois de converter afastamento em férias, Luiz Antonio Pagout percorre os subterrâneos da crise dos Transportes como um fio desemcapado.
Tomado pelo que diz em privado, o ainda diretor-geral do Dnit parece disposto a produzir um curto-circuito antes de ser desligado em definitivo da tomada.
Leia-se, a propósito, nota veiculada pelo Painel, na Folha:
- Diário de férias: A queda de Alfredo Nascimento pode não significar o encerramento da crise instalada no setor de Transportes.
Luiz Antonio Pagot, um dos pivôs do episódio, procurou senadores do PR para dizer que parte dos aditivos a obras foi feita para alavancar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff, em 2010.
Ressaltando não ter havido irregularidade nessas ações, o diretor-geral do Dnit -cuja exoneração já está anunciada para depois de suas férias- afirma que recebia "ordens superiores", entre outros, de Paulo Bernardo, então no Planejamento, hoje nas Comunicações.
Pagot foi aconselhado a submergir, mas a oposição quer ouvi-lo em comissão do Congresso.

Escrito por Josias de Souza às 05h10

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
quinta-feira, 07 de julho de 2011 | 03:49

A saúva e o suplente

Sebastião Nery
RIO – Depois de 12 anos de governador e 16 de senador, Benedito Valadares (1892-1973) havia acumulado toda a sabedoria da política mineira. Estava conversando com alguns jornalistas no palácio Monroe, ali na Cinelândia, onde ficavam os escritórios do Senado no Rio, antes de ser destruído pela insensibilidade do governo militar, quando passa o quase deputado Clóvis Stenzel, cumprimenta-os e sai. Benedito pergunta:
- Quem é aquele?
- É o Clóvis Stenzel, suplente do Rio Grande do Sul.
- Ih!, tenho pavor de suplente.
E foi embora rápido.
***
CAMARA E SENADO
O suplente virou uma praga nacional, como a saúva  de Monteiro Lobato (“Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”).
O suplente de deputado menos um pouco, mas mesmo assim, depois de cada eleição, há dezenas de brigas na Justiça Eleitoral, pelo pais a fora, para saber a quem cabem os mandatos de suplentes federais ou estaduais, se às coligações, aos partidos ao apenas ao próprio candidato.
No Senado, é muito pior. É o escândalo permanente, institucional. O suplente é um berne. Está colado no senador como uma larva no animal. Se o senador morre, ele pula dentro do caixão e só sai no cemitério, para voltar correndo e herdar a cadeira, o gabinete, os direitos, tudo. E sem ter tido um voto.
Se o senador renuncia, vai ser governador ou ministro, o suplente também se senta na cadeira, no gabinete, nas regalias do titular e fica plantado ali, até o final do mandato. E sem um só voto.
***
MINAS
Pode-se chamar o suplente de senador? Legalmente, constitucionalmente, sim. Para assegurar a Federação, a Constituição garante 3 senadores por Estado, do maior ao menor. Se qualquer um dos três senadores abre vaga, o suplente assume e tapa o buraco. Sem voto.
Mas de repente surgem situações absurdas. Minas, o segundo maior Estado da Federação, está submetida agora a ter um só senador e dois suplentes, que legalmente são senadores, mas politicamente são zero voto.
Em 2006, Itamar Franco era o maior nome político de Minas e, alem disso, com o apoio do governador Aécio, eleição garantida para senador.
***
ITAMAR
Mas o PMDB mineiro era mais uma das fazendas do ex-governador Newton Cardoso. E Lula ainda se deu ao desplante de, como presidente da Republica, ir à convenção do PMDB para ajudar a impedir Itamar de ter a legenda para ser o candidato e garanti-la para Newton.
Itamar perdeu a convenção, não foi candidato. Aécio humilhou Lula e o PMDB. Para substituir Itamar, lançou pelo DEM o ex-ministro Eliseu Rezende, que derrotou Newton Cardoso fragorosamente. E pôs como suplente de Eliseu o presidente da Confederação Nacional de Transportes, Clesio Andrade. Eliseu morreu, Clesio virou senador. Sem um voto.
Com Itamar, repetiu-se a tragédia. Já fora do PMDB, que lhe havia negado a legenda, Itamar saiu candidato no ano passado pelo pequeno PPS (Partido Popular Socialista). Como sabiam Aécio imbatível, Lula e o PT imaginaram derrotar Itamar com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Aécio, com o ex-embaixador do Brasil em Cuba Tilden Santiago na suplência, e Itamar, ganharam e ainda elegeram o governador Anastásia.
***
JOSÉ  
E quem seria o suplente de Itamar? O nome obvio era o ex-prefeito de Conceição do Mato Dentro, deputado federal e principal líder do PV (Partido Verde) em Minas, José Fernando Aparecido, filho do ex-ministro da Cultura e ex-governador de Brasília José Aparecido, o maior amigo de Itamar em toda a sua vida política, desde quando prefeito de Juiz de Fora.
Itamar convidou o José Fernando, com apoio natural de Aécio, mas José Fernando não pôde aceitar, porque precisava sacrificar-se para assegurar em Minas um palanque jovem à candidatura de Marina Silva à presidência da Republica, saiu candidato a governador pelo PV e fez um belo papel, terminando a campanha como o quarto mais votado.
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PERRELLA 
Itamar e Aécio convidaram o ex-senador, ex-ministro e presidente da Academia Mineira de Letras Murilo Badaró, que já estava preparando os papeis para inscrever-se na Justiça Eleitoral, quando morreu de repente, em 14 de junho passado. Aécio pôs no lugar de Murilo o Perrela do “Cruzeiro”.
Veio a eleição, elege-se Itamar, que adoece e morre. E foi assim que Minas caiu numa esparrela, dando oito anos de mandato ao sem voto Perrella, que nem Perrella é, porque é José Costa. Como trabalhava em um açougue Perrella, incorporou o açougue ao nome e virou senador Perrella, 
Minas precisa rezar. É muita esparrela em um ano só.

Charge do dia

 


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Sinfrônio - Diário do Nordeste - Fortaleza, CE