terça-feira, 2 de agosto de 2011

Chico Buarque - Bolero Blues - Subt. español



Alfredo Nascimento detona o governo



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Dona Dilma terá muito trabalho para reparar os danos causados pelo pronunciamento do senador Alfredo Nascimento, nesta tarde, ocupando a tribuna do senado federal.

Palavras do Senhor...

 
 
Deu na Tribuna da Internet (aqui)
 
terça-feira, 02 de agosto de 2011 | 05:10

Inacreditável. Gilberto Carvalho deixa mal a presidente Dilma, ao revelar que ela não queria demitir Alfredo Nascimento e que o Planalto foi apanhado de surpresa.

Carlos Newton
O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, agora vive a dar entrevistas de grande alcance político, agindo como se suas atribuições funcionais fossem bem mais amplas do que na realidade. Motivo: Carvalho é uma espécie de porta-voz e representante do ex-presidente Lula no Planalto.
Como se sabe e está mais do que óbvio, Lula não desencarnou do poder e insiste em se meter em tudo, através do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, indicado pessoalmente por ele. E certamente foi na condição de representante do ex-presidente que Carvalho tentou tranquilizar os dirigentes petistas sobre as sucessivas crises no Planalto, que já culminaram com a queda de dois ministros: Antonio Palocci (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes).
Reunido em São Paulo com líderes da chapa de maioria do PT, a “Partido que Muda o Brasil”, Carvalho tentou afastar a ideia de que exista um afastamento entre a presidente Dilma Rousefff e Lula. Para ele, essas imagens “não são reais”.
O ministro disse aos petistas que, de zero a 100, ele aposta que é zero a possibilidade de haver uma crise entre a presidente Dilma e Lula. “Porque é impressionante: tenho sido testemunha privilegiada dessa relação, e sei do cuidado que o Lula toma de não dar nenhum passo que possa interferir na imagem do governo sem consultá-la. E também, da parte dela, uma noção de como Lula pode ajudar em um monte de coisas sem isso que constitua qualquer ameaça à autoridade dela. Eles têm uma relação muito especial”.
O mais incrível é que, falando à imprensa muito mais do que devia, Gilberto Carvalho fez questão de garantir que a presidente Dilma não demitiu o ministro dos Transportes, em meio aquele avalanche de denúncias de corrupção, uma revelação que, sem dúvida, é altamente negativa para ela.
“Nessa questão do Palocci e do Alfredo, não tem clima de caça às bruxas, mas é um clima de ir para cima, de cobrar sempre que houver algum tipo de erro. Eu demonstrei, contando (aos petistas) como foi a história de bastidor do Alfredo, que em momento algum ela simplesmente acreditou numa reportagem e demitiu o ministro. Não foi isso. Foi um processo muito cuidadoso” – disse ele.
“Foi da iniciativa dele entregar a carta (de demissão). Fomos pegos de surpresa no Planalto”, asseverou o ministro, que também afirmou, espontaneamente, que a presidente não tem agido na esteira das denúncias feitas pela imprensa.
Depois dessas surpreendentes e espantosas revelações, que Gilberto Carvalho jamais deveria ter feito, mesmo que Lula lhe tivesse determinado que fizesse, o ministro saiu pela tangente e fez questão de ressalvar que o governo também vai investigar as denúncias de corrupção no Ministério da Agricultura. Como se sabe, ao ser demitido do governo, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), acusou o PMDB e o PTB de lotearem o ministério.
“Tenha certeza de uma coisa: a presidenta, de praxe, nos orienta para que nenhuma denúncia fique sem averiguação ou da CGU (Controladoria Geral da União) ou de algum orgão de controle interno. Tudo isso vai ser verificado. Sobre o caso concreto, eu não quero falar ainda” – disse o ministro, que certamente ainda não recebeu orientação de Lula sobre como se comportar a respeito do palpitante tema.

Jucazinho & Jucazão...

 

Deu no blog do Josias (aqui)

Jucazinho é ‘despreparado’, diz ministro que nomeou

  Sérgio Lima/Folha

O ministro Wagner Rossi (Agricultura) veio à boca de cena para rebater Oscar ‘Ali só Tem Bandido’ Jucá Neto.
Segundo Rossi, apadrinhado do vice-presisente Michel Temer, o único malfeito detectado na pasta foi praticado pelo próprio Jucazinho.
Referia-se aos R$ 8 milhões que o irmão de Romero Jucá transferiu das arcas da Conab para a caixa registradora de uma empresa que tem como sócios dois laranjas.
No dizer de Rossi, Jucazinho foi pilhado "numa flagrante ilegalidade e agora quer criar uma crise política ao tentar colocar todo mundo no mesmo saco."
Acrescentou: "Foram contrariadas todas as normas, sem passar por diretorias. Ele mesmo entrou no sistema e pegou um recurso que não pode ser manejado."
A verba estava alocada num fundo que só pode ser usado na aquisição de alimentos. Ao servir-se do fundo, disse Rossi, Jucazinho revelou-se "despreparado para o cargo".
Afora a afronta ao léxico –desonestidade agora é despreparo!— o ministro suscitou uma interrogação:
Por que diabos acomodou na diretoria financeira de uma estatal um despreparado? Rossi admitiu ter atendido a um pedido de Jucazão. Acha que se redimiu:
"Não vou dizer que não tenho parcela de culpa na escolha, mas eu cumpri minha responsabilidade ao colocá-lo para fora."
Faxina? O ministro acha que não é necessário: "É um caso isolado, não há faxina ou crise. A única irregularidade detectada foi feita pelo Oscar…”
“…Estamos passando todos os pagamentos em revista e informamos a CGU [Controladoria Geral da União]".
Segundo Rossi, Jucazão lhe fez um pedido: “minimizar os danos” impostos a Jucazinho. Coisa natural, na avaliação do ministro:
"Acho absolutamente normal que um irmão peça isso, eu respeito isso porque família tem muito valor para mim…”
“…Não é conveniente esse tipo de coisa [indicar irmão], olha que situação difícil que fica o irmão que indicou."
Em verdade, mais inconveniente do que a indicação e a nomeação de um diretor financeiro cuja única credencial é a árvore genealógica.
Mais difícil do que a situação do irmão-senador é a posição do contribuinte, que financia a bilheteria do circo de horrore$.

Escrito por Josias de Souza às 20h40

Jucazão pede perdão a Dilma por frases de Jucazinho

Ag.Senado


A exemplo de outros de sua espécie, Romero Jucá (PMDB-RR) dedica-se à arte de ocupar posições na máquina pública. 
Jucá ocupa porque a apropriação de pedaços do Estado lhe é politicamente lucrativa. Como deixam que ocupe, fez da ocupação uma terapia ocupacional.
O senador poderia ser chamado de Vício. Mas todo mundo o chama, carinhosamente, de líder do governo –outro de seus hábitos orgânicos e consentidos.
Nesta segunda (1o), o Vício foi à presença de Dilma Rousseff. Desculpou-se pelo comportamento do irmão Oscar Jucá Neto, o Jucazinho.
"Foi um absurdo o que ele fez, eu desaprovei a sua conduta”, disse Jucazão aos jornalistas, na saída do Planalto.
“Pedi desculpas à presidente e já tinha também conversado com o ministro Wagner Rossi [Agricultura]”.
Jucazinho foi desaprovado por Jucazão pelas palavras, não pelos atos que levaram à sua demissão da Conab, a estatal alimentícia de abastecimento.
O irmão do eterno líder estava lotado na diretoria financeira da Conab (o Vício é vidrado nessas cadeiras próximas dos cofres).
Foi mandado ao olho da rua depois de ser pendurado nas manchetes de ponta-cabeça. Liberou R$ 8 milhões a uma empresa que tem como sócios um par de laranjas.
Até aí, nada que inspirasse em Jucazão reparos à conduta. O problema é que, levado ao meio-fio, Jucazinho levou os lábios ao trombone.
Em timbre de denúncia, referiu-se à Conab como centro de malfeitos. Insinuou que o ministro Rossi, um chegado de Michel Temer, tentara comprar o seu silêncio.
Como se fosse pouco, pronunciou a fatídica frase sobre a pasta à qual estava vinculado: “Ali só tem bandido”, disse, referindo-se ao Ministério da  Agricultura.
Jucazão, que pegara em lanças contra o afastamento de Jucazinho, jura que o irmão acionou o trombone por conta própria.
Em plena Era da tecnologia, os Jucá se desencontraram: “Ele viajou, eu não sabia que ele daria entrevista. Tenho que discordar da sua postura."
Consumado o pedido de desculpas, Jucazão acredita que as denúncias de Jucazinho não farão do PMDB um PR. A faxina dos Transportes não chegará à Agricultura.
"A oposição vai tentar fazer uma onda por motivação política”, afirmou o Vício.
“Mas a presidente entendeu minha posição, disse que o [ministro] Wagner está averiguando as acusações."
Beleza. O ministro que Jucazinho apresentou como comandante virtual do “esquema” é quem vai verificar se há “bandido” no organograma da Agricultura.
Quer dizer: afora o constrangimento causado ao irmão, as palavras de Jucazinho resultarão em nada.
Nesse ritmo, Romero Jucá acaba se cansando de sua própria influência. Não aguenta a liderança do governo nem mais dez anos.

Escrito por Josias de Souza às 19h38

Ele voltou...



Deu no Blog do Josias (aqui)

01/08/2011

Nascimento cancela a reunião do PR e fala no Senado

Marcelo Camargo/Folha


Vinte e sete dias depois de deixar o Ministério dos Transportes, o senador Alfredo Nacimento (PR-AM) vai quebrar o silêncio.
Ele escalará a tribuna do Senado às 15h45 desta terça (2) para falar sobre a crise moral que o ejetou da cadeira que ocupava desde a gestão Lula.
Nos últimos dias, lideranças do PR insinuavam que Nascimento, magoado com Dilma Rousseff, usaria o discurso para acionar o ventilador.
Acionados, operadores políticos do Planalto foram a campo no papel de turma do "deixa disso". Na noite desta segunda (1), Nascimento já soava mais brando.
Deve associar os gastos de sua gestão ao ritmo de toque de caixa do PAC, mola propulsora da campanha presidencial de Dilma.
Defenderá a si próprio e ao filho, dono de uma empresa cujo patrimônio deu um salto de mais de 80%, ultrapassando a barreira dos R$ 50 milhões.
No mais, a julgar pelo que disse Nascimento aos correlegionários antes de encontrar-se com o travesseiro, a montanha deve parir um rato, como se diz.
O pronunciamento seria precedido de reunião da Executiva do PR.
Alardeado durante o recesso parlamentar como palco de uma discussão da relação do PR com o governo, o encontro foi apagado da agenda.
Presidente nacional do partido, Nascimento cuidou de cancelar a reunião. Mandou a assessoria do PR veicular um texto na internet.
A peça confirma o discurso e descarta o encontro de caciques. Além do texto, há um vídeo.
Entre as imagens, uma cena em que Dilma dá um afetuoso abraço em Nascimento (Veja aqui).
O vídeo termina com uma frase ditada pelo locutor: “Partido da República, política passada a limpo. De verdade”.
Vivo, o humorista Bussunda observaria o rascunho dos Transportes, passado a sujo, e diria: “Fala séeeeerio!”

Escrito por Josias de Souza às 23h21

Comercial antigo - Cigarros Delicados (México)

 
 

Charge do dia

Charge do dia 02/08/2011


Miguel - Jornal do Commercio - Recife, PE