segunda-feira, 26 de setembro de 2011

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Sylvie Vartan - Par amour par pitié

 
 

Sylvie Vartan_ la maritza

 
 

Les Marionettes - Chistophe

 
 

Les Chats Sauvages - C'est Pas Sérieux (Theme For A Dream)



Les Surfs - A Present Tu Peux T'en Aller

 
 

Bar é fotografia - Andrew Piotrowski

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Andrew Piotrowski

"An exercise in trigonometry"

'O problema da Justiça não é dinheiro, é apatia', afirma juiz - Estadão online - link (aqui)

 

Para Ali Mazloum, Judiciário explica ineficiência 'jogando a culpa' no Executivo

25 de setembro de 2011 | 3h 04
 
Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
O problema da Justiça não é dinheiro, não é falta de juiz nem de servidor, não é reforma processual. O problema, segundo Ali Mazloum, juiz há 20 anos, está na apatia da toga. "O juiz, na primeira chance que tem de adiar, de empurrar a audiência, ele faz. Não muda a rotina dos processos porque não quer. Está acostumado a postular alterações legislativas, pedir mais orçamento, mais pessoal e instalação de mais varas. Grande equívoco."

http://www.estadao.com.br/fotos/juiz_ali_mazloum_tiago_queiroz_ae_288x212.jpg
Tiago Queiroz
Mazloum: "É costume jogar a culpa nos outros"

Ali Mazloum é titular da 7.ª Vara Criminal Federal em São Paulo. Sua rotina são ações sobre crimes tributários, fraudes no INSS, tráfico internacional, descaminho, moeda falsa, roubo contra prédios federais.
Sua pregação vai na contramão dos argumentos da classe à qual pertence de que o Judiciário precisa de mais verbas, retoques profundos dos códigos, novas comarcas. "Grandes reformas legislativas? Nada disso é preciso. Mais recursos, mais funcionários? Tudo desnecessário. Quando o Judiciário diz que precisa de mais dinheiro e mais leis, ele está jogando a culpa no Executivo. É uma estratégia equivocada."
Em sua repartição, Mazloum implementou o processo cidadão. Muitos colegas repudiaram. Faz três anos. Ele tinha nas mãos mil ações penais. Hoje são 270. "Basta vontade para mudar a máquina do Judiciário. Bastam pequenas alterações, não precisa de grandes milagres e reformas." A principal conquista do processo que idealizou é que nenhuma demanda supera o prazo fixado. "A ação tem que acabar em dez meses, nenhum dia a mais."
O rito moroso deu lugar a uma via mais curta. "Quando o réu é citado, no início da ação, ele já fica ciente do dia em que será julgado. Adotamos uma pauta inteligente, concentração de atos processuais sem causar danos ao contraditório e à ampla defesa. É trabalho em equipe, todos os funcionários da vara empenhados. A audiência é improrrogável."
Mazloum sustenta que "o processo é feito para inocentes, não para culpados". "É um instrumento de interlocução entre o acusado e o Estado, não é instrumento de punição, espada na cabeça do réu. Acusado e Estado, acusação e defesa, devem estar em pé de igualdade. Obrigações, direitos e deveres para ambos os lados."
"O gasto que o contribuinte tem com o sistema de Justiça é excessivo e por um serviço ineficaz, porque depois de muitos anos de espera não pode ser um bom serviço. Estou falando de quebra de paradigmas, de ruptura com uma cultura arcaica que permeia o processo."
Na ponta do lápis, anota o juiz, a 7.ª Vara Federal Criminal, em 2007, tinha um acervo de mil ações penais, com duração média de quatro anos. O custo de cada processo era de R$ 2.150 - uma despesa mensal de R$ 44,79 por processo, "sendo 70% em salários e 30% em insumos". Com o processo cidadão, houve redução de 40% do custo. O preço unitário do processo passou para R$ 1.892. Custo mensal, ao longo dos quatro anos, de R$ 39,41.

'Saúde vai ter um novo imposto', afirma Ideli Salvatti - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


Fábio Pozzebom/ABr



Nas pegadas da aprovação, na Câmara, do projeto que disciplina os investimentos em saúde pública, Ideli Salvatti informa de onde sairá a verba extra: do seu bolso.
Em entrevista às repórteres Vera Rosa e Tânia Monteiro, a ministra declara, sem titubeios, que vem aí um novo imposto.
O subfinanciamento da saúde foi estimado pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde) em R$ 45 bilhões anuais.
A proposta enviada pela Câmara ao Senado anota coisas definitivas sem definir muito bem as coisas.
O texto carrega um sucedâneo da CPMF, apelidado de CSS. Mas os deputados cuidaram de derrubar a base de cálculo, inviabilizando a cobrança.
Num instante em que governadores e congressistas se descabelam em busca de fontes alternativas, Ideli injeta no debate um quê de fato consumado:
“É um novo imposto”, diz a coordenadora política de Dilma Rousseff, em timbre peremptório.
Supondo-se que a ministra esteja ecoando Dilma, é a primeira vez que o governo admite em público algo que só era urdido em segredo.
Na semana passada, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tornou-se destinatário de uma carta assinada por 22 governadores.
O texto pede a definição de “novas fontes” para a saúde. Em reunião com os signatários, Maia comprometeu-se a constituir uma comissão.
Segundo Ideli, é essa comissão que irá “resgatar” a base de cálculo da nova CMPF, viabilizando a cobrança por meio de um novo projeto de lei.
O imposto da saúde, afirma Ideli, não virá neste ano. É coisa para 2012. "Você não pode trabalhar desonerando de um lado e onerando de outro", diz a ministra.
Vivo, Garrincha perguntaria: “Já combinaram com os russos?” Como se recorda, 2012 é ano de eleições municipais.
O calendário conduz a uma segunda interrogação: o que fará Ideli para convencer os “russos” a aprovarem na beira das urnas um tributo que rejeitaram agora?

Escrito por Josias de Souza às 04h20

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
segunda-feira, 26 de setembro de 2011 | 03:45

O canguru do Maranhão

Sebastião Nery

Alan Shepard desceu na Lua e saiu andando, branco e inflado como um fantasma, sobre as crateras de Fra Mauro. Era mais um. Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong e Edwin Aldrin tinham sido os dois primeiros homens a caminharem sobre a Lua. O outro companheiro do vôo, Michael Collins, ficou no comando da Apollo 11 enquanto os dois saiam.
Shepard também era um pioneiro. Em 5 de maio de 1961, fôra o primeiro americano a ser enviado ao espaço, a bordo da cápsula Mercury (menos de um mês depois do russo Gagarin, em 12 de abril de 61).
Diante da TV, o mundo inteiro ouviu quando um cientista de Houston, vendo Shepard caminhando, gritou cá de baixo: – “É o canguru!”.
Eu tinha acabado de ler uma entrevista do senador Sarney à revista “Veja” e também gritei na redação da “Tribuna da Imprensa”: – “É o Sarney!”. E escrevi minha coluna daquele dia: “O Canguru do Maranhão”.
***
SARNEY
Aquele falso fantasma, engordado de falsas vestes, iluminado de falsas luzes, estendendo falsas sombras, só podia ser o Sarney, patinando trêmulo sobre as crateras dessa Fra Mauro verde-amarela, que era a vida política nacional. Na “Enciclopédia Delta-Larousse”, Houaiss ensinava:
“Canguru: caracteriza-se por uma cauda importante para o equilíbrio do salto. Animal inofensivo e medroso. Carne e couro aproveitados”.
Não era um verbete. Era uma biografia. A entrevista do senador Sarney era um documento importante da vida política brasileira no governo Medici. Não pelo que disse, porque nada disse. Mas pela tristeza que deixou, ao sentirmos que alguns homens políticos pagavam um preço alto demais pela ilusão de se sonharem de boca nas tetas do poder.
***
VEJA
Não era elogio, porque era verdade, lembrar que o senador Sarney era um jovem de talento, com sua contribuição a algumas lutas públicas nacionais e com uma obra administrativa estadual que lhe deu um diploma de renovação. Mas era terrível constatar que um homem que havia chegado ao Senado aos 40 anos ainda precisasse arrancar sapato e meias para ter licença de pisar os tapetes das ante-salas do poder da ditadura militar.
Há muito tempo não lia coisa mais lamentável do que a entrevista do outrora fogoso e árdego vice-líder da Bossa Nova da UDN à revista “Veja”.
Ainda no começo da década de 70, “para assegurar o equilíbrio do salto”, o senador Sarney gostaria de cortar a cauda do passado. E como ninguém poda o passado, ele ia do Bombril ao Ácido Muriático na tentativa de apagá-lo. E acabava tudo em frasezinhas ambíguas de subliteratura de mau gosto, que não honravam um dirigente político de 40 anos e muito desonravam a Academia Maranhense de Letras, buquê cultural de São Luís, que aprendemos ser a “Atenas brasileira”.
***
VITORINO
Dizia eu, quase 40 anos atrás: – Cada um tem o direito de fazer de sua vida o que quiser. Se o hippie não quer tomar banho, o problema é dele. Se o político quer aderir ao poder, o problema é dele. Mas então que o hippie não queira convencer-nos de que é mais cheiroso do que “9 entre 10 estrelas de Hollywood”. E que o político não tenha a audácia de querer dar lições de moral aos que resistiram aos apelos de oportunismo.
Na Veja, o senador Sarney atacava os políticos e pregava “a nova era dos técnicos”. Logo ele, técnico de que? De subliteratura? Ou será de apagar passado? O azar do senador é que o seu passado estava perto demais para que ele quisesse escamoteá-lo aos olhos do país.
Oficial de gabinete do governador Eugênio de Barros, do PSD, virou suplente de deputado à sombra da liderança oficial do senador Vitorino. Rompeu com Vitorino para “quebrar a oligarquia de 20 anos”, pela mão da qual andou os caminhos que o levariam, através da UDN, à Arena.
***
BOSSA NOVA
E Sarney pisava no pescoço dos políticos, para vender línguas secas no açougue do poder. O senador falava como se seu novo mundo oficial fosse mais novo do que as crateras de Fra Mauro. Ele esquecia que a tarefa existencial tinha que ser cumprida de corda à barriga, como os passeios de Shepard. Quem cortar a corda, morre. De abandono. Ou de vergonha.
Aos 40 anos, falava como o mais velho dos pais da Pátria. E sua geração, onde ele a queria enterrar? Quem eram seus amigos? Quem o levou da Bossa Nova da UDN ao governo do Maranhão?
Foi Magalhães Pinto, foi José Aparecido, foi Seixas Dória, foi Aluizio Alves. Foram eles, seus compadres. E por mais que desejasse riscar os passos de ontem, os afilhados estavam aí, inapagáveis como a vida.
***
“TECNICO”
Quem era eu para dar conselhos a esta revelação de “técnico” que era Sarney? De qualquer forma, gostaria de despertá-lo para duas realidades:
a) No Senado, o governo tinha aproveitado tudo. Até a senectude policial do senador Filinto Muller. Só não havia conseguido ainda aproveitar a oferecida mocidade disponibilíssima do senador Sarney.
b) A carne e o couro do canguru são aproveitáveis exatamente porque ele é inofensivo e medroso. Como os novos “técnicos” da nova ordem, que Sarney queria pôr no poder, no lugar dos políticos, na ditadura militar.

Comercial antigo - TOM BOM - DENISE FRAGA - 1996

 
 

Charge do dia

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Forges - El País, es