terça-feira, 27 de março de 2012

Hearts Made Of Stone The Fontane Sisters 1955



The Fontane Sisters - Chanson D'Amour (Song of Love) (1958)



The Fontane Sisters - Summertime Love (1957)



FONTANE SISTERS - 'Lonesome Lover Blues' - 1956 78rpm



Fontane Sisters & Sons of the Pioneers - Grasshopper Heart (And A Butterfly Brain)



Missouri Waltz by The Fontaine Sisters on 1946



Bar é fotografia - Dag Hecht



Dag Hecht

"Motion"

A defesa de Demóstenes...

Deu no Estadão online (aqui)

Demóstenes tem amizade com bicheiro por 'questão de caráter', diz advogado

Senador é suspeito de receber dinheiro e favores de Carlinhos Cachoeira, preso pela PF em GO

26 de março de 2012 | 19h 30


Dida Sampaio/AE - 20/03/2012
Segundo advogado, Demóstenes não desconfiava das atividades ilícitas do amigo

Bruno Lupion, do estadão.com.br
SÃO PAULO - O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) reafirma a sua amizade com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, por “uma questão de caráter”, disse nesta segunda-feira, 26, o advogado do parlamentar, Antônio Carlos de Almeida Castro, ao estadão.com.br. Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro em Goiânia pela Polícia Federal (PF) na Operação Monte Carlo por envolvimento no jogo do bicho e exploração de máquinas caça-níqueis.

“Demóstenes e Cachoeira são amigos há bastante tempo. Mais de metade de Goiânia era amiga do Cachoeira e agora, depois desse episódio, aparecem os engenheiros de obra pronta que começam a dizer que não o conheciam. O Demóstenes, como demonstração de caráter, mantém sua posição desde sempre”, disse o advogado, conhecido por Kakay. Segundo ele, Demóstenes não desconfiava das atividades ilícitas do amigo. “O Cachoeira havia dito que tinha parado com qualquer atividade de contravenção e trabalhava atualmente com um laboratório”, disse.
Kakay define como uma “mentira deslavada” a informação, publicada pela revista Carta Capital, de relatórios da PF indicando que Demóstenes recebia 30% do faturamento de Cachoeira para alimentar caixa 2 destinado à sua futura campanha ao governo de Goiás. E cobra acesso aos inquéritos da PF a respeito de Demóstenes, que ainda não conseguiu analisar. “O senador é vitima de uma acusação sem rosto, é uma covardia. Isso não coaduna com o Estado Democrático de Direito”, afirma.
Leia a íntegra da entrevista:
Desde quando Demóstenes e Carlinhos Cachoeira se conhecem e qual a natureza da relação dos dois?
Eles se conhecem há bastante tempo, são amigos comuns. Aliás, mais da metade de Goiânia era amiga do Cachoeira e agora, depois desse episódio, aparecem os engenheiros de obra pronta, que começam a dizer que não o conheciam. O Demóstenes, como demonstração de caráter, mantém sua posição desde sempre. É amigo, tem uma relação pessoal, foi ao casamento dele. Todo mundo em Goiânia era amigo do Cachoeira, ele frequentava todas as rodas, era um cara querido. Uma pessoa me ligou de Anápolis dizendo que a cidade está consternada com a prisão dele, que todo mundo gosta dele. Hoje querem demonizar o cara, mas era uma pessoa querida no Estado.
O senador Demóstenes não desconfiava das atividades de Cachoeira com o jogo do bicho e máquinas de bingo?
Não, o Cachoeira havia dito a ele que tinha parado com qualquer atividade de contravenção, que agora trabalhava com um laboratório, atividade lícita, tudo registrado.
Por que Demóstenes tinha um aparelho Nextel registrado nos EUA para falar exclusivamente com Cachoeira?
O Carlinhos veio do exterior com esse aparelho e disse ao Demóstenes: ‘quando você quiser falar comigo, fala diretamente nesse aparelho aqui, é um aparelho que eu trouxe para falar com alguns amigos’. Na época, não tinha nenhuma irregularidade, não chamou a atenção, eles falavam naturalmente. Depois que acontece isso, começam a questionar tudo. Era uma conveniência, mais para o Cachoeira do que para o próprio senador.
Além de uma geladeira, um fogão e um celular Nextel, o senador Demóstenes recebeu mais algum objeto ou dinheiro de Cachoeira? 
Que eu tenha conhecimento, não. E não converso com o senador sobre esses detalhes, que do meu ponto de vista são desimportantes do ponto de vista jurídico.
Ligações telefônicas grampeadas pela PF em 2009 mostrariam Demóstenes pedindo a Cachoeira que lhe custeasse despesas de táxi aéreo. Por que esse pedido?
Sobre grampos específicos, a defesa não irá falar. Estamos vivendo algo surreal, já fiz três pedidos pra ter acesso a esse inquéritos e não consegui vê-los. Estão ocorrendo vazamentos pontuais e criminosos e eu não sei se são de grampos que existem ou não existem. Nós não vamos falar de conversas que eu não sei se aconteceram ou não aconteceram. São vazadas conversas pontuais, de forma criminosa, e a única pessoa que não tem acesso é a defesa. O senador está querendo falar, precisa falar, mas é uma irresponsabilidade falar sobre algo que você não conhece. Quem disse que o teor da conversa é exatamente esse? Tem que contextualizar a conversa.
Segundo reportagem da revista Carta Capital, relatórios do delegado da PF Deuselino Valadares dos Santos indicam que Demóstenes recebia dinheiro de Cachoeira para financiar campanhas eleitorais. Isso ocorreu?
É uma mentira deslavada. Eu ouvi dizer que colocaram isso na responsabilidade de um advogado chamado Ruy Cruvinel. Eu tenho uma declaração do advogado desse Ruy dizendo que a reportagem dizia que ele foi preso, e o advogado afirma que ele nunca foi preso nem nunca disse isso. E esse Ruy nem conhece o senador Demóstenes.

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
terça-feira, 27 de março de 2012 | 03:07

Os cínicos explícitos

Sebastião Nery
Eles amavam os Beatles e adoravam Fidel Castro. Como toda a nossa geração. Os Beatles eram prova de que se podia fazer uma música bela, refinada e popular. Fidel, exemplo de que era possível derrubar uma feroz ditadura e construir uma democracia que desse ao povo justiça social e liberdade, e ao país, independência e desenvolvimento.
Arquiteto mineiro, Leo de Judá Barbosa trabalhava na Petrobras. Demitido e cassado pelo golpe militar de 1964, veio para Londrina, casou-se com Maria Lucia Victor Barbosa, professora de Sociologia da Universidade Estadual de Londrina.
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FIDEL
Anistiados, continuaram com os mesmos sonhos da juventude e por isso ajudaram Lula a construir o PT. Agora, eles já não chamam mais Fidel de Fidel. São os irmãos Castro. E não chamam Lula de Lula. É Luiz Inácio. Nem Fidel é o mesmo nem Lula é o mesmo. Fidel é um ditador esclerosado. Lula, uma vulgar impostura.
Na Gazeta do Povo, de Curitiba, li em 2010 um indignado, sofrido, valente, verdadeiro e primoroso artigo (“Cinismo explícito”) da socióloga Maria Lucia Barbosa que, como todos nós, um dia amou os Beatles, adorou Fidel e ajudou Lula a fundar o PT.
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LULA
1. “Justamente em 23 de fevereiro de 2010, quando Luiz Inácio aportava eufórico nos braços dos queridíssimos irmãos Castro, um cubano negro, operário, ‘preso de consciência’, de nome Orlando Zapata Tamayo, teve o mau gosto de morrer depois de ter sido torturado nas masmorras cubanas e enfrentado uma greve de fome como meio de pedir condições humanas para os demais encarcerados e liberdade para seu país”.
2. “O martírio de mais um cubano nem de longe poderia incomodar os irmãos Castro, acostumados a esse tipo de morte, para eles insignificante e rotineira. Entretanto, um grupo de dissidentes cubanos que esperavam que Luiz Inácio intercedesse por eles, tendo enviado uma carta nesse sentido ao governo brasileiro, deve ter se desiludido com a indiferença do ‘Cara’, suas esquivas, suas palavras sem nexo. E mais decepcionados ainda devem ter ficado se puderam ver a foto de Luiz Inácio junto aos Castro”.
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MARCO AURÉLIO
3. “A cena, para quem tem um mínimo de sensibilidade e capacidade de indignação, era algo vil, torpe, nauseante. Um show explícito de cinismo do déspota de Cuba irmanado ao salvador da pátria brasileiro. Aviso sinistro para os ingênuos que acreditarem no seletivo Programa de Direitos Humanos elaborado pelo PT, a ser posto em prática pela comissária (Dilma) de Luiz Inácio”.
4. “Luiz Inácio culpou Zapata Tamayo por sua morte. Marco Aurélio Garcia comentou com ares de enfado que violações de direitos humanos há em toda parte. E Raúl Castro, depois de pôr culpa nos Estados Unidos, afirmou: ‘Em meio século não assassinamos ninguém, aqui ninguém foi torturado’”.
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CUBA
5. “Desde 1959, mais de 100 mil cubanos foram presos. Entre 15 mil e 17 mil pessoas foram fuziladas. A Unidade Militar de Apoio à Produção (Umap) funcionou entre 1964 e 1967. Produziu verdadeiros campos de concentração para onde foram levados religiosos católicos (como o arcebispo de Havana, monsenhor Jaime Ortega), protestantes, homossexuais e quaisquer indivíduos considerados ‘potencialmente perigosos para a sociedade’. Maus-tratos, isolamento, subalimentação era o regime dos campos da Umap”.
6. “No violentíssimo regime penitenciário cubano, inclusive, são exploradas as fobias dos detidos. À tortura física se junta a tortura psíquica. As celas não costumam ter água nem eletricidade e o preso que se pretende despersonalizar é mantido em completo isolamento”.
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CABANA
7. “Entre as mais tenebrosas prisões cubanas pode ser citada a de Cabana. Em 1982, cerca de cem prisioneiros foram ali fuzilados. A ‘especialidade’ de Cabana eram as masmorras de dimensões reduzidas chamadas de ‘ratoneras’ (buracos de ratos). Cabana foi desativada em 1985, mas as torturas e execuções prosseguiram em Boniato, prisão de alta segurança onde reina violência sem limites.”
8. “No universo carcerário de Cuba a situação das mulheres não é menos dramática. Mais de 1.100 mulheres foram condenadas por motivos políticos desde 1959. As presas, entregues ao sadismo dos guardas, passam por sessões de espancamento e humilhações de todos os tipos”.
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BANDIDOS
9. “Entrevistado pela Associated Press sobre a existência de mais dissidentes cubanos em greve de fome, sua excelência saiu-se com essa: ‘Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo fizessem greve de fome e pedissem a liberdade’”.
10. “Luiz Inácio concorda com os irmãos Castro no sentido de que presos políticos cubanos são bandidos de alta periculosidade para a sociedade e não defensores da liberdade.”

Senadores cobram explicações de Demóstenes - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)



26.03.2012 - 17:24


O senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM, tornou-se alvo de cobranças pluripartidárias. Nesta segunda (26), três senadores exigiram, enfaticamente, explicações do colega sobre as denúncias que o ligam ao contraventor Carlinhos Cachoeira.
Pedro Taques (PDT-MT) discursou da tribuna: “Não podemos tapar o Sol com a peneira. O caso Demóstenes Torres é grave. Esta Casa não terá moral para intimar qualquer cidadadão a depor nas suas comissões se não ouvirmos os esclarecimentos do senador.”
Taques disse ter conversado com o próprio Demóstenes: “Disse a ele, com o respeito que tenho pelo seu trabalho [como promotor de Justiça e senador] há mais de 16 anos, que a situação é grave e merece esclarecimentos.”
“Não se apresenta como razoável que um senador da República possa trocar esse número de telefonemas [cerca de 300 ligações] com um cidadão voltado para a prática do crime”, disse Taques. “Nao se afigura como razoável que possa usar telefone [antigrampo] habilitado em Miami.”
Taques fez uma distinção entre os “campos jurídico e político”. No primeiro, disse ele, “existe o princípio da presunção de inocência”. No segundo, “temos que agir politicamente, como agiríamos com qualquer outro cidadão.”
Para Taques, “o Senado não pode se omitir.” Sob pena, de “perder a moral para intimar qualquer cidadão que, por acaso, apareça no programa televisivo de domingo envolvido em escândalos.” Referia-se às denúncias divulgadas na véspera pelo Fantástico contra o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, do PP.
“Estamos aguardando os esclarecimentos do senador Demóstenes”, concluiu Taques. “Mas não podemos apenas esperar. Até quando o procurador-geral da República irá aguardar para instalar inquérito policial em desfavor do senador Demóstenes?”, indagou.
No noticiário do final de semana, informou-se sobre a existência de inquérito enviado ao procurador-geral Roberto Gurgel em setembro de 2009. Na peça, Demóstenes é acusado de pedir a Carlinhos Cachoeira o pagamento de despesa de R$ 3 mil pelo uso de um táxi aéreo. Decorridos dois anos e meio, Gurgel nada fez.
Também o senador Jorge Viana (PT-AC), cobrou explicações de Demóstenes da tribuna. Lembrou que, quando vieram à luz as primeiras denúncias, defendeu junto aos colegas da bancada petista que não submetessem Demóstenes à condenação prévia. Recordou que foi um dos que apartearam o colega, quando ele disse da tribuna, em 6 de março, que suas relações com Cachoeira eram apenas de amizade.
Desde então, disse Viana, “o noticiário agrava a situação de Demóstenes a cada dia.” Assim, do mesmo modo que deu “voto de confiança” ao senador, pede agora que Demóstenes “volte à tribuna para se posicionar sobre os novos fatos”.
Viana soou assim: “Nós, que ocupamos mandatos, temos que dar satisfação das nossas vidas. O senador Demóstenes é, talvez, o que mais bem tem utilizado a tribuna. Nesse momento em que sua vida pública tem sido questionada, eu ficaria bastante confortável de ouvi-lo. Tem uma apreensão muito grande nesse Senado.”
Em aparte a Viana, a senadora Ana Amelia (PP-RS) endossou-o: “Não tenho compromisso com o erro. No início da sessão, fiz referência ao caso que foi noticiado pelo Fantástico envolvendo ministro do meu partido [Aguinaldo Ribeiro]. Da mesma forma menciono o caso Demóstenes, que precisa prestar os esclarecimentos necessários diante do agravamento das denúncias.”

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