terça-feira, 17 de abril de 2012

MARILIA MEDALHA - "Trevo De Quatro folhas" (M.Dixon-H.Woods, Vrs: Nilo Sérgio) 1967





Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

Marilia Medalha - marilia medalha

PHILIPS - 1967

Capa - Luís Jasmim

Produção - Aloísio de Oliveira

Música - Trevo De Quatro folhas (I'm Looking Over a Four Leaf Clover)

Composição - M.Dixon & H.Woods, Vrs: Nilo Sergio

Arranjos - Oscar Castro neves


Letra:

Trevo De Quatro Folhas


(Dixon / Woods / Versão: Nilo Sérgio)



Vivo esperando e procurando
Um trevo no meu jardim
Quatro folhinhas nascidas ao léu
Me levariam pertinho do céu

Feliz eu seria
E o trevo faria
Que ela voltasse pra mim
Vivo esperando e procurando
Um trevo no meu jardim

MARILIA MEDALHA - "Coração Vagabundo" (Caetano Veloso) 1967





Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

Marilia Medalha - marilia medalha

PHILIPS - 1967

Capa - Luís jasmim

Produção - Aloísio Oliveira

Música - Coração Vagabundo

Composição - Caetano Veloso

Arranjos - Oscar Castro Neves


Letra:


Coração Vagabundo

(Caetano Veloso)



Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer

Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim

Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim

Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim

MARÍLIA MEDALHA - "De Cigarro Em Cigarro" (Luiz Bonfá) 1972





Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

CAMINHADA - MARÍLIA MEDALHA

RGE - 1972


Personnel:

Rosinha de Valenca (violao, viola, arrangements)
Edson Frederico (strings arrangements)
Dirceu (drums)
Bebeto (piano, organ)
Hamleto (sax tenor, flute)
Itibere Zwarg, Renato (bass)
Paulinho Astronauta (piston)
Chico Batera, Papete (percussion)
Regional do Evandro

Música - "De Cigarro Em Cigarro" (Luiz Bonfá)

Letra:

Vivo só sem você
Que não posso esquecer
Um momento sequer
Vivo pobre de amor
À espera de alguém
E esse alguém não me quer

Vejo o tempo passar
O inverno chegar
Só não vejo você
Se outro amor em meu quarto bater
Eu não vou atender

Outra noite esperei
Outra noite sem fim
Aumentou meu sofrer
De cigarro em cigarro
Olhando a fumaça no ar se perder
Vivo só sem você
Que não posso esquecer
Um momento sequer
Vivo pobre de amor
À espera de alguém
E esse alguém não me quer

Vejo o tempo passar
O inverno chegar
Só não vejo você
Se outro amor em meu quarto bater
Eu não vou atender

A CPI do Cachoeira foi Lula quem fez, por Ricardo Noblat - Blog do Noblat - link (aqui)

 
 
Enviado por Ricardo Noblat -
16.4.2012| 8h02m

A CPI do Cachoeira foi Lula quem fez, por Ricardo Noblat

Pobre Dilma. Vista de longe parece que manda com mão de ferro nos seus ministros, no partido que poderia chamar de seu e nos outros que a apoiam. Vista de perto não é assim.
Tem uma pessoa que, bem ou mal de saúde, manda mais do que ela. Pior: que lhe dá ordens quando quer. E a quem Dilma obedece por lhe dever favores.


Você sabe quem é...
Aprovada por 77% dos brasileiros, tudo estava ótimo para Dilma até aqui. Desde que a economia não desandasse...
Os partidos reclamavam dos seus maus modos, mas não tinham o que fazer. Ministros tremiam à sua passagem, mas tocavam a vida.
O Congresso estava relativamente em paz – salvo uma marolinha ou outra, o que é natural.
Até que...
Até que Lula se recuperou do câncer na laringe e resolveu mostrar uma vez mais quem é que manda de fato.
Reunido há duas semanas em São Paulo com José Dirceu, Lula estava mais furioso com o noticiário político do que o seu ex-ministro da Casa Civil e coordenador da campanha que o levou em 2002 a se eleger presidente da República pela primeira vez.
Foi durante a reunião que nasceu a ideia de se criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as bandidagens cometidas pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e quem mais tenha se relacionado com eles.
Lula resgatava ali compromisso assumido com Dirceu em novembro de 2010: ao deixar o governo, batalharia para desmontar “a farsa do mensalão”.
Rui Falcão, presidente do PT, foi orientado a reunir os ministros do partido para ouvi-los a respeito da CPI. Dilma estava viajando. Os ministros aprovaram a idéia da CPI.
A Polícia Federal colecionava material contra a gang de Cachoeira desde 2009.
A parte do material que envolvia Demóstenes foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Ricardo Lewandowski, indicado para relator do caso, negou-se a repassá-la ao Conselho de Ética do Senado, onde Demóstenes será julgado por quebra de decoro.
Uma CPI tem poderes para requisitar o material.
Lula e Dirceu viram na CPI do Cachoeira a oportunidade de extrair uma série de vantagens políticas.
A principal: o barulho político provocado por ela deverá impedir o julgamento do Caso do Mensalão pelo STF ainda neste semestre.
Se de fato o julgamento dos 38 acusados ficar para o segundo semestre, dê como certo que ele só ocorrerá no final de 2013.
Em dezembro último, o ministro Joaquim Barbosa entregou 122 páginas com um resumo do processo do mensalão ao colega Lewandowski, encarregado de revisá-lo. Sem que Lewandowski dê a revisão por terminada, não haverá julgamento.
Há 20 dias, em conversa com um amigo, o ministro antecipou que dificilmente concluirá seu trabalho antes do recesso da Justiça, em julho.
No segundo semestre, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá sessões diárias por conta das eleições de outubro próximo. Seis dos 11 ministros do STF fazem parte do TSE – três como titulares e três como suplentes. Estarão sobrecarregados.
Cezar Peluzo se aposentará compulsoriamente em três de setembro ao completar 70 anos de idade. Em novembro será a vez de Carlos Ayres Brito, presidente do STF a partir desta semana.
Digamos que Dilma leve de quatro a cinco meses para preencher as vagas de Peluzo e de Ayres Brito.
Nada mais razoável que os novos ministros precisarem também de quatro a cinco meses para estudar os 233 volumes do processo e mais os 495 anexos, num total de 50.118 páginas.
Calcularam? Estamos no segundo semestre do próximo ano. Alguns crimes, a depender das penas, estarão prescritos.
Lula quer a cabeça de Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás, suspeito de tenebrosas transações com Cachoeira. Em 2005, Marconi revelou que alertara Lula para o esquema do mensalão.
Lula não perdoa Marconi por isso. Em troca, e sem verter uma lágrima, entregará a cabeça de Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal, enrolado com Cachoeira e problemas domésticos.
Está pouco se lixando para a Delta, empreiteira das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, que anda devagar. E de obras em nove de dez Estados.
Se a Delta for para o vinagre, que vá pelo que fez ou deixou de fazer nos Estados - principalmente no Rio de Janeiro.
Oposição ama CPIs – governos, não.
Dilma está empenhada em abortar a CPI de Lula. Com delicadeza.
O deputado baiano ACM Neto, do DEM, foi visto na semana passada desfilando sorridente no Congresso. Media quase dois metros.       

Repsol acusa a Argentina de expropiar YPF para tapar la crisis económica y social - El País, es - link (aqui)

 

El presidente de la petrolera confirma que demandará a Buenos Aires ante el Banco Mundial

La compañía asegura que la nacionalización no está justificada por utilidad pública






El presidente de Repsol, Antonio Brufau / BERNARDO PÉREZ

El presidente de Repsol, Antonio Brufau, ha acusado hoy al Gobierno argentino de expropiar YPF para tapar la crisis social y económica que atraviesa el país sudamericano. La compañía ha confirmado que demandará a Buenos Aires en un arbitraje ante el Banco Mundial. "La presidenta de Argentina realizó ayer un acto ilegítimo e injustificable tras una campaña de acusaciones dirigida a derrumbar la acción de YPF y permitir una expropiación a precio de saldo", ha dicho.
"Estos actos no quedarán impunes", ha advertido el primer ejecutivo de la petrolera en una conferencia de prensa convocada en la sede de Repsol en Madrid. En primer lugar, la compañía demandará a Buenos Aires ante el Banco Mundial. Los pleitos se dirimen a través del Centro Internacional sobre Diferencias relativas a Inversiones (Ciadi), donde ya han llevado sus quejas en el pasado otras compañías españolas presentes en Argentina, como Telefónica, Endesa, Gas Natural y Aguas de Barcelona.
La rueda de prensa ha ido acompañada de una presentación enviada a la CNMV en la que la petrolera reclama que Argentina le pague 8.000 millones de euros por su 57,4% en YPF.
Tras afirmar que no ve motivos para la expropiación, Brufau ha asegurado que la medida "solo es una forma de tapar la crisis social y económica que está enfrentando Argentina", con una elevada inflación y conflictos en sectores como el transporte. "A través de levantar la bandera de la expropiación y buscar un responsable en YPF se oculta la realidad", ha afirmado.
El presidente de Repsol ha asegurado que la expropiación no está justificada por utilidad pública y rechaza las acusaciones del Gobierno argentino de que la petrolera tiene una actitud "depredatoria" sobre los recursos del país. "La decisión viola los más elementales principios de la igualdad de trato", ha dicho. Pese a tratarse de una iniciativa para nacionalizar todos los hidrocarburos argentinos, solo ha sido expropiada YPF y, dentro de esta empresa, solo las acciones de la petrolera española.
El presidente de Repsol ha enfatizado que en ningún momento la producción de YPF ha venido a España por lo que no afectará de ninguna manera al precio de los carburantes. "La repercusión será cero en compras, precios y aprovisionamientos", ha dicho.
Brufau ha añadido que Repsol no ha tenido ninguna respuesta del el segundo accionista de la filial argentina, el Grupo Petersen de Enrique Eskenazi. Repsol tiene una participación del 57,43% en YPF. Adicionalmente, mantiene un préstamo con el grupo de la familia Eskenazi valorado en 1.542 millones de euros. Este grupo tiene más de un 25% del capital de YPF tras el acuerdo alcanzado entre Repsol y el Gobierno argentino, que adquirió con un préstamo de Repsol (45%) y de un grupo de entidades (el otro 55%). De hecho, esta empresa debe pagar 400 millones a sus bancos acreedores en mayo. O refinanciar. Para el Gobierno argentino, nacionalizar este paquete hubiese sido nacionalizar una deuda de unos 4.000 millones.
La expropiación, ha asegurado Brufau, no afectará a la política de dividendos de la empresa y que a finales de mayo presentará un nuevo plan estratégico.
Respecto a la posibilidad de que la petrolera china Sinopec se haga con la participación expropiada, Brufau ha dicho: "Los chinos, por muy chinos que sean, son muy serios. Y nadie serio entra por la puerta falsa". Respecto al ministro de Planificación argentino, Julio de Vido, el primer ejecutivo de Repsol ha dicho: "No creo que verle sentado al frente de YPF sea un plato de buen gusto para un inversor fino de Minesotta". Y ha arremetido contra el concepto de seguridad jurídica del país: "No es de lo más fuerte".
El Gobierno "solo busca tomar el control de la petrolera sin ninguna opa, un compromiso asumido por el Gobierno en su privatización", ha añadido.
Brufau ha sido muy duro con la manera de actuar de ayer del Gobierno, que mandó a altos funcionarios a la sede de YPF en Buenos Aires para obligar a los ejecutivos a abandonarla de inmediato. "Entraron en nuestras instalaciones al amparo de una ley de Videla, que fue un dictador, antes incluso de que la presidenta acabase de explicar el decreto de intervención. No es propio de un país moderno, esta no es la Argentina querida. La gente de este país se merece otra cosa", ha dicho.
Brufau ha hecho historia y ha recordado que el matrimonio Kirchner aproyó la privatización de YPF en 1999. Entonces, el expresidente Néstor Kirchner era gobernador de Santa Cruz.. "En 2008, escuchando los deseos del Gobierno argentino dimos entrada a un grupo argentino, con financiación bancaria y de la propia Repsol. Fue absolutamente aprobada por Kirchner y su señora y se aprobó el pago de dividendos" ahora criticado.
"Habría que mirarse un poquito en el recordatorio de cada uno", ha reprochado en relación a las críticas de Kirchner contra la política de dividendos. "Hasta finales de 2011 solo recibíamos beneplácitos, ya ahora se nos acusa de una década de depreciación".



----- x -----


Argentina expropia a Repsol su filial YPF

Fernández de Kirchner tomará el control del 51% de las acciones de la filial de Repsol

La presidenta no aclara cómo ni cuándo pagará a la compañía española

El ministro de Planificación, Julio de Vido, estará al frente de la empresa junto a Axel Kicillof

La decisión solo afecta a las acciones de la empresa que preside Brufau



Se acabó. La operación de acoso y derribo que desde el pasado diciembre venía sufriendo Repsol-YPF por parte del Gobierno argentino culminó este lunes con la expropiación de la mayor compañía de Argentina. La presidenta del país, Cristina Fernández de Kirchner, invitó a la Casa Rosada a los gobernadores y empresarios afines para anunciar que el Estado declaraba de utilidad pública y sujeto a la expropiación el 51% de las acciones pertenecientes a Repsol-YPF. De ese porcentaje, el 51% iría a manos del Gobierno Nacional y el otro pasaría al control de las diez provincias productoras de hidrocarburos. De este modo, el Gobierno contará con un 26,01% del capital final y los gobernadores con el 24,99%. Todas las acciones se le expropian a Repsol y ninguna al grupo argentino Petersen, de la familia Eskenazi, que posee el 25% de Repsol-YPF. Los gobernadores recibirán su parte del pastel. Tenían muchos motivos para aplaudir a la presidenta. Pero Fernández no aclaró en ningún momento cómo ni cuándo pretende pagar el Estado a la compañía española.
En cuanto terminó Fernández de exponer el proyecto de ley que sería enviado al Congreso, el representante del Gobierno en el directorio de Repsol-YPF, Roberto Baratta, se presentó en la sede porteña de la compañía con un listado de nombres de ejecutivos y los conminó a hacer las cajas y salir a la calle. Entre los primeros se encontraba el español Antonio Gomis, director de la empresa en Argentina.

El argumento que utilizó Fernández para justificar la nacionalización fue que “es la primera vez en 17 años que Argentina tiene que importar gas y petróleo”. A partir de ese dato, que nadie cuestiona, Fernández marcó como único responsable del déficit energético a Repsol-YPF, que solo explota un tercio de los hidrocarburos producidos en el país. “Proseguir con esta política de vaciamiento, de no producción, de no exploración, prácticamente nos tornaríamos en un país inviable, por políticas empresariales y no por recursos”, señaló Fernández.
La presidenta dijo que echaba en falta a su marido, Néstor, porque le habría gustado presenciar esa decisión. Las decenas de invitados que aplaudieron y corearon el nombre de Néstor recordarían seguramente que el matrimonio Kirchner fue uno de los más firmes partidarios a la compra de YPF por parte de Repsol en 1998.


Fernández usó una de las grandes palabras mágicas que se pueden usar en Argentina: “soberanía” energética nacional. La compañía YPF estuvo presente en el país durante la mitad de sus 200 años de historia. Sus siglas son vistas como sinónimo de civilización y de poder soberano. Allá donde llegaban las exploraciones de YPF llegaban las carreteras, las escuelas, los hospitales…
Pero hacía muchos años que la gran empresa del país había dejado de ser rentable cuando se decidió privatizarla en 1992. Y pasaron más años aún hasta que en 1998 la compró Repsol. Al cabo de diez años, el entonces presidente Nestor Kircher forzó a Repsol a introducir socios argentinos en la empresa. Y ahí entró el grupo Petersen, de la familia Eskenazi, comprando el 25% de las participaciones. ¿Con qué dinero? Con ninguno. Con lo que ganasen en los años sucesivos los Eskenazi pagarían a Repsol. “Así compro yo también la Coca Cola”, ironizaba el domingo el periodista Carlos Lanata. Durante los últimos años, jamás se quejó el Gobierno de la falta de inversión de la compañía YPF.


Las desavenencias llegaron el pasado noviembre. A partir de ese mes, comenzaron las amenazas encubiertas hacia Repsol-YPF. “Era una técnica mafiosa”, confía un directivo de la empresa. Una técnica sin precedente en ninguno de los regímenes en donde ha trabajado Repsol: primero el Gobierno les advierte de que no invierten lo suficiente para aumentar la producción. Después, envió inspectores fiscales a las oficinas que abrieron decenas de expedientes administrativos. Mientras tanto, empezó a sobrevolar la amenaza de la expropiación y la presidenta no declaraba nada, ni sí ni no. Después, cinco gobernadores de diez provincias petroleras empezaron a revertir contratos a la compañía. Su valor bursátil iba perdiendo peso en Wall Street. Brufau seguía pidiendo audiencia con la presidenta y ella no lo atendía. Dos veces parecía que Fernández iba a anunciar la expropiación y por una causa o por otra, no lo hacía. Y mientras tanto, llegaban al despacho de Brufau borradores de proyectos de ley sin firma ni membretes en los que se estudiaba la expropiación de la compañía. Pero el Gobierno no se hacía responsable de ellos. Ni Fernández se dignaba a recibir a Brufau.
El presidente de Repsol, Antonio Brufau, viajó en varias ocasiones a Buenos Aires y se encontró con que su interlocutor máximo era Axel Kicillof, el vicesecretario de Economía al que los ministros solían mirar como pidiéndole permiso cada vez que hablaban.
Kicillof es un economista de 41 años sin ninguna experiencia en el sector energético. Su posición dentro del Gobierno era la más radical. El ministro de Planificación, Julio de Vido, que visitaba con frecuencia el departamento de Brufau en Buenos Aires, le advirtió a Brufau que si había que adoptar una postura de izquierda en el Gobierno, él la adoptaría. La estrategia le dio resultado a De Vido porque ayer Fernández lo nombró interventor de Repsol junto a Kicillof. Brufau había creído hasta el último momento que la negociación era posible. Estaba dispuesto a invertir más, pero el Gobierno ya parecía tener la decisión tomada desde hacía mucho tiempo. Y la presidenta ignoró todas las advertencias del Gobierno español y de la Unión Europea. “El modelo no es de estatización, que quede claro, sino de recuperación de la soberanía y control de un instrumento fundamental”, señaló Fernández.
Se ha empleado una “técnica mafiosa”, asegura un directivo
La compañía emitió un comunicado en el que calificaba la expropiación de “ilícita y gravemente discriminatoria”. “No se ha justificado de forma alguna la utilidad pública que se persigue con la misma, y supone un patente incumplimiento de las obligaciones asumidas por el Estado argentino en la privatización de YPF. Se violan así los más fundamentales principios de seguridad jurídica y de confianza de la comunidad inversora internacional”, añade el escrito.
Detrás de la expropiación subyace el hecho de que la política energética del Gobierno, basada en subsidios, había fracasado. Este invierno no había dinero suficiente para importar todo el petróleo y el gas que necesita el país. Puede que después de que Repsol recurra a los tribunales de Argentina y a los internacionales, tal vez después de varios años, Argentina tenga que pagar un precio demasiado alto por la decisión que tomó ayer Fernández. Pero ese futuro aún queda muy lejos en el horizonte del país y de buena parte de la opinión pública.
Ayer por la noche, el ministro de Industria, José Manuel Soria, en una conferencia de prensa junto al ministro de Exteriores, José Manuel García-Margallo, aseguró que la expropiación decidida por el Gobierno argentino es “una decisión contra Repsol y, por tanto, contra España y contra el Gobierno de España”.

Simon discursa contra tentativa de esvaziar CPI - Blog do Josias - link (aqui)

16/04/2012 - 19:08

Josias de Souza


O senador Pedro Simon (PMDB-RS) escalou a tribuna para se contrapor ao que chamou de “movimento para esvaziar a CPI” do Cachoeira. “Nessa Casa eu não confio”, disse ele. “Confio é na força da imprensa, nos jovens aceitando a importância do seu gesto e vindo aqui para a frente” do prédio do Congresso.
Discursando para um plenário esvaziado, Simon relatou: “Estamos aqui, nesta segunda-feira de paz e tranquilidade. Não há coisa pior do que o barulho do silêncio. O que está acontecendo? Dizem que há um movimento no sentido de esvaziar a CPI. O PT teria se arrependido. Teria entendido agora que foi um exagero.”
Estranhou a mudança da direção dos ventos. Recordou que, na semana passada, a CPI fora pedida pelo próprio líder da bancada do PT, Walter Pinheiro (BA). Lembrou que, “insuflada por Lula e apoiada pela bancada do PT”, a tese da investigação obtivera uma rara “unanimidade”.
“A CPI foi aceita pela liderança do PSDB, foi aceita, sem muita paixão, pelo PMDB. Havia uma unanimidade. Era de se imaginar que, hoje, haveria aqui um grande debate”. Em vez disso, chegou-se a uma “segunda-feira morta, ou morna. É esse o ambiente dessa Casa. É o ambiente do Congresso, se nos deixarem a sós. Fica tudo para depois, tudo como antes no quartel de Abranches.”
Criticou a ausência da vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP). O presidente José Sarney, enfatizou Simon, encontra-se no hospitalizado. “Longa vida ao rei. Sua saúde vai bem, obrigado. Rezamos por ele. Mas, estando ele no hospital, imaginei que estaria aqui, presidindo, a senadora Marta Suplicy.”
Simon disse ter procurado o requerimento de CPI, para assiná-lo. Contou que o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), lhe informou que sua assinatura era a 26a. Pelo regimento, bastam 27 rubricas para viabilizar a CPI. “Se quiserem entregar o requerimento, entrega para quem? O presidente está no hospital e a vice não apareceu. Onde está a senadora Marta?”
“Olha, estamos numa encruzilhada”, prosseguiu Simon. “Não tem chance nenhnuma de dar empate, de ficar tudo igual. Ou saímos com dignidade ou saímos mal. E a forma de resolver é apurar, levar adiante.”
O senador mencionou o vídeo veiculado na semana passada, no qual o presidente do PT, Rui Falcão, dissera que “a bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão.”
“O grande motivo é esvaziar o julgamento do mensalão”, Simon interpretou, “trazer para debate uma discussão que, ao fim, levaria ao esvaziamento do mensalão. A presidente [Dilma Rousseff] ficou muito irritada, segundo a imprensa. Com razão. Criar CPI para esvaziar o julgmento do mensalão não tem lógica.”
Simon realçou as coincidências entre o escândalo atual e as crises que sacudiram o primeiro mandato de Lula. Lembrou que a primeira grande crise envolveu Carlinhos Cachoeira, mostrado em vídeo sendo achadado por Waldomiro Diniz, mais tarde convertido em assessor de José Dirceu na Casa Civil.
Sobreveio o mensalão, disse Simon. E prevaleceu na época um conselho do então ministro Marcio Thomaz Bastos (Justiça), autor de “uma tese que o Lula levou adiante.” A tese de que “mensalão foi caixa dois”. Uma versão que, nas palavras de Simon, “foi esvaziada no STF quando o procurador-geral da República denunciou a quadrilha organizada e disse que o então chefe da Casa Civil [José Dirceu] era o chefe da quadrilha.”
Simon fustigou: “A diferença é que o senhor Marcio Thomaz Bastos, que era ministro da Justiça, hoje é advogado do senhor Cachoeira –R$ 15 milhoes.” O senador disse que sempre teve “admiraçao grande” por Bastos. “Foi um grande ministro da Justiça, que respeito pela integridade.”
Os sentimentos de Simon em relação ao ex-ministro mudaram. “Hoje, tenho mágoa”, disse. “Achei interessante que ele, depois de ser ministro, renunciou para retomar sua vida particular. E todo mundo fala que dois a três dos ministros do Supremo indicados pelo Lula passaram por ele.” Simon disse que compreende que todo réu merece defesa, “mas não faltarão advogados para o senhor Cachoeira, principalmente com o dinheiro que ele tem.”
Simon associou a atmosfera de esvaziamento da CPI à nova disposição do pivô do escândalo, preso na cadeia federal de Mossoró (RN) desde 29 de fevereiro. “O que se fala é que estado de ânimo do senhor Cachoeira é muito angustiante. Na prisão, rasparam o cabelo dele. […] Nesse seu desespero, ele teria uma metralhadora giratória, com gravações dos últimos anos, que deixam muita gente preocupada.”
“Por isso é que muitos não quiseram fazer parte da CPI”, provocou Simon. “Por isso é que muitos não quiseram ser relator [do processo contra Demóstenes Torres] no Conselho de Ética, por isso o [P]MDB não quer a presidência da CPI. Cachoeira estaria na situação de falar. E mais do que falar, quer dar a gavação que envolve Deus e todo mundo.” Só Deus, segundo Simon, “está tranquilo.”
Simon declarou que seu partido, o PMDB, vive uma situação que ele “nunca tinha visto”. No Conselho de Ética, “abriu mão da presidência”. Em entrevista, o líder Renan Calheiros “disse que o partido não é de CPI. Hoje, o presidente do [P]MDB [senador Valdir Raup] diz no jornal que, se criarem CPI, não devemos fazer questão da presidência. O que está acontecendo? Meu Deus, a que situação chegamos!”
Para Simon, havendo “pressão da imprensa” e “mobilização da juventude”, a CPI será um caminho sem volta. Testemunha de escândalos pretéritos, lembrou que também a CPI dos Correios, que desaguou no mensalão, e a comissão do Collorgate, que resultou no impeachment, começaram assim, “desacreditadas”.
“Na CPI do mensalão, colocaram todo mundo do governo. Foi chamada de CPI chapa branca. E deu no que deu. Governo tinha ampla maioria. Os fatos foram aparecendo. O presidente da CPI era do PT, o relator era do PMDB. Tiveram a dignidade de agir e [tudo] foi apurado.”
“A CPI do impeachment também foi assim, começou devagar. […] O Collor mandou o pessoal sair às ruas de verde e amarelo, para apoiá-lo. E a mocidade lotou o Brasil de preto. Sem ninguém pedir, por conta dela. Cercaram essa Casa. E deu no que deu”. Também a Ficha Limpa, segundo Simon, saiu graças à mobilização das ruas.
Simon declarou-se “otimista”. “Eu creio que a sociedade vai se movimentar. E nós vamos correr, com a sociedade atrás, nos empurrando. Sou um cara tão otimista que não me surpreenderá se, amanhã, o senhor Marcio Thomaz Bastos renunciar à condição de advogado do senhor Cachoeira.”
O senador encerrou: “Por tudo isso, nessa segunda feira, cheia de paz –eu nunca gostei da paz de cemitério— digo: não vamos parar. Os líderes não vão silenciar. Ainda que a imprensa dê a entender que até a oposiçao está meio que não querendo, que o negócio já pegou muita gente –um governador aqui [o petista Agnelo Queroz], outro em Goiânia [o tucano Marconi Perillo].”

Dono da Delta: ‘Se botar 30 milhões na mão de políticos, sou convidado pra coisa pra caralho!’ - Blog do Josias - link (aqui)

17/04/2012 - 5:22

Josias de Souza


Sob investigação da Polícia Federal por seu envolvimento com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, a empresa Delta Construções encontra-se pendurada nas manchetes de ponta-cabeça há semanas. As suspeitas que recaem sobre a empresa ganharam o adorno de uma voz.
Sem que soubesse, o presidente da Delta, Fernando Cavendish, foi gravado por ex-sócios numa reunião ocorrida em dezembro de 2009. Na fita, o empresário declara que, pagando propina a políticos, é possível obter contratos com o governo.
O áudio veio à luz no blog QuidNovi, do jornalista Mino Pedrosa. Ele já trabalhou para Cachoeira. Hoje, é visto como uma espécie de porta-voz oficioso do contraventor. Por mal dos pecados, a Delta reconheceu, em nota, que a voz que soa na fita é mesmo de Cavendish.
Num trecho, o mandachuva da Delta soa assim: “Se eu botar R$ 30 milhões na mão de políticos, eu sou convidado pra coisa pra caralho! Pode ter certeza disso, te garanto. Se eu botasse dez pau que seja na mão de nêgo… Dez pau! Ah… Nem precisava de muito dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ôooo…”
Noutro trecho, Cavendish declara: “Estou sendo muito sincero com vocês: R$ 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. Ô, senador fulano de tal, eu tenho cinco convites aqui. Toma, tá aqui ó. Pá! Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão.”
O dono da Delta conversava com dois empresários da Sygma, uma empresa com a qual mantinha sociedade na época. Na nota que divulgou nesta segunda (17), a Delta não nega o teor das declarações do seu presidente. Informa apenas que o áudio foi “produzido clandestinamente, montado e editado”.
O texto acrescenta que “os ex-sócios dessa empresa perderam um processo de arbitragem e hoje estão sendo acionados pela Delta por calúnia e difamação.” Alega que as frases de Cavendish “foram pronunciadas em tom de bravata, em meio a uma discussão entre ex-sócios que, desde então, se enfrentam na Justiça.”
Alega-se, de resto, que “o áudio não representa o que a Delta e seus controladores pensam.” Curioso, muito curioso, curiossíssimo. Quer dizer que, em reunião fechada, longe dos refletores, o presidente da campeã de faturamento nas orbras do PAC se expressa assim, por meio de bravatas vadias? Então, tá.
Afora as complicacões que já enfrenta junto à Polícia Federal e ao Ministério Público, a Delta tornou-se alvo obrigatório da CPI do Cachoeira. A oposição avisa que Cavendish, cujas bravatas denunciam os métodos, será personagem do primeiro lote de requerimentos de convocação de depoentes.

Novo lema do PT: "Quem procura é achado"

 
 
Deu na Tribuna da Internet (aqui)
 
segunda-feira, 16 de abril de 2012 | 18:15

Folha diz que estratégia do PT é denegrir o procurador-geral da República, nomeado por Lula

Reportagem de Natuza Nery e Valdo Cruz, na Folha, revela que petistas que negociam a criação da CPI do Cachoeira querem transformar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em um dos focos das denúncias.
O objetivo é cobrar explicações do procurador sobre o fato de ele não ter começado a investigar políticos ligados ao empresário Carlinhos Cachoeira três anos atrás.
O PT avalia que Gurgel segurou a investigação desde 2009, o que teria beneficiado os suspeitos na Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro. Naquele ano, estava em curso uma operação da PF que precedeu e baseou a Monte Carlo, chamada Vegas. Ela também investigava Cachoeira e resvalou em suas ligações com políticos com foro privilegiado.
Por isso ela foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República, que tem a competência de processá-los criminalmente, mas não abriu apuração no Supremo Tribunal Federal.
Petistas enxergam na suposta omissão uma oportunidade de constranger e desgastar o procurador num momento-chave: o julgamento do processo do mensalão, previsto para este ano. No plenário do Supremo, caberá a Gurgel sustentar as alegações da acusação contra os réus do mensalão.
A cúpula do PT não esconde a irritação com o procurador desde o ano passado, quando ele encaminhou à corte as alegações finais do processo, defendendo a condenação de 36 réus. Petistas reclamaram do excesso de adjetivação do documento.
A CPI do Cachoeira deve ser criada na próxima terça para apurar o envolvimento de agentes públicos e privados com o empresário. Por iniciativa do PT, a comissão vai investigar as duas operações, a Monte Carlo e a Vegas.
Nos bastidores, líderes petistas e integrantes do governo chegam a levantar, no limite, a hipótese de um processo de impeachment contra Gurgel, caso fique provado que ele segurou deliberadamente a investigação por algum eventual interesse político no episódio.
Procurada, a assessoria de imprensa da Procuradoria justificou a decisão do órgão, afirmando que, no momento em que recebeu o material, o procurador-geral fez uma avaliação preliminar e verificou não haver elementos suficientes para nenhuma iniciativa do STF, optando como estratégia de atuação “sobrestar [suspender] o caso”.
Ainda segundo a assessoria, com isso se evitou que fosse revelada a investigação relativa a pessoas não detentoras de foro privilegiado, podendo inviabilizar o curso da Monte Carlo.

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
terça-feira, 17 de abril de 2012 | 03:58

O uísque e o retrato

Sebastião Nery
Paulo Maciel, professor de sociologia e reitor da Universidade Federal de Pernambuco, deputado, primo de Marco Maciel, logo depois do golpe de 64 foi nomeado presidente do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) pelo presidente Castelo Branco. Veio para o Rio, começou a trabalhar.
O IAA era sinônimo de Pernambuco. Sendo também ele um filho quatrocentão de Recife, Paulo Maciel conhecia todos os usineiros do Estado. No fim do ano, começaram a chegar a seu apartamento, na zona sul do Rio, caixas de uísque de seus amigos usineiros, como presentes de Natal.
Ele não bebia, não gostava dos presentes, mas não podia fazer nada. E o uísque chegando e a mulher dele guardando no quarto dos fundos. Passou o Natal, o Ano Novo, aquelas caixas ali empilhadas. Fazer o que? A mulher, muito naturalmente, resolveu livrar-se daquele uísque todo: pôs um anúncio mínimo nos classificados do Jornal do Brasil: “Vende-se uísque escocês”.
###
PAULO MACIEL
E o endereço muito bem explicado. Antes do meio-dia, Paulo Maciel trabalhando no IAA, chegam dois senhores bem vestidos, terno e gravata:
– A senhora anunciou uísque escocês para vender? Quantas caixas são? De que marca? Podemos ficar com tudo.
– Pois não. Entrem e vejam lá dentro. Há muitas caixas, meias caixas e algumas garrafas isoladas. Nunca somei.
Os homens foram, contaram tudo, anotaram tudo, chamaram uma Kombi pelo telefone, mandaram descer as caixas:
– Quanto é, minha senhora?
– Tanto.
– Infelizmente, não podemos pagar. Somos da Policia Federal.
Paulo Maciel ficou com ódio de presente de usineiro.
###
RETRATO DE GEISEL
Madalena trabalhava em Realengo, subúrbio do Rio, empregada na casa do doutor Otacílio, advogado e cabo eleitoral da Arena. Doutor Otacílio ajudou na eleição do deputado Nina Ribeiro, que lhe conseguiu um retrato, com assinatura, moldura e tudo, do presidente Geisel. Pôs o retrato logo na entrada do escritório, como homenagem e prova de prestígio.
Madalena era mãe de Joãozinho, quatro anos, menino travesso, que subia e descia das janelas como um trapezista. Madalena ficava em pânico quando ele subia nas janelas. Uma noite, doutor Otacílio chegou em casa, foi direto para o escritório. Percebeu que o retrato de Geisel não estava na parede:
– Madalena, onde é que está o retrato do presidente?
###
JOÃOZINHO
Madalena ficou lívida. Doutor Otacílio ouviu o choro de Joãozinho:
– Por que é que o menino está chorando?
– Pus de castigo, doutor. Ele está levado demais. Não sai de cima das janelas. Uma hora dessas cai lá embaixo e morre.
Doutor Otacílio foi lá dentro tirar Joãozinho do castigo. Encontrou-o em prantos e o retrato do presidente Geisel na parede do quarto:
– O que é que a fotografia do presidente está fazendo aqui, Madalena?
– Doutor, é o castigo. O Joãozinho tem pavor desse retrato. Eu prendo o Joãozinho, ponho o retrato, ele chora, mas logo depois fica bonzinho. É a única coisa de que ele respeita. Só fica bom com o retrato desse homem.
O retrato de Geisel amedrontava mais do que a Polícia Federal.

Estratégia genial de Thomaz Bastos anula o processo do Mensalão. Ninguém será condenado. - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
terça-feira, 17 de abril de 2012 | 05:10
 
Carlos Newton

O colunista Ibrahim Sued costumava dizer que “em sociedade tudo se sabe”. Na política, acontece a mesma coisa. De uma forma ou outra, as informações sempre acabam vazando. Às vezes até torrencialmente, como no caso do empresário-bicheiro Carlinhos Cachoeira – desculpem, mas o jogo de palavras é irresistível.
E agora, por inconfidência do próprio presidente do PT, Rui Falcão, sabe-se que a grande estratégia do PT é usar o escândalo de Cachoeira como uma das armas para retardar o julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal, que é a maior prioridade deste ano, mais importante do que as eleições municipais.
Reportagem de Catia Seabra, Felipe Seligman e Natuza Nery, da Folha de São Paulo, revela mais detalhes dessa operação-abafa do PT, ao informar que, além de pressões de políticos petistas, os ministros do Supremo também passaram, nos últimos meses, a receber outro tipo de pressão, desta vez jurídica, vinda de Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça de Lula.
Contratado para defender um ex-diretor do Banco Rural que também é réu, Thomaz Bastos enviou ao Supremo uma questão de ordem para tentar mais uma vez desmembrar o processo e retardar de tal forma o julgamento, que a prescrição dos crimes será inevitável.
Aliás, como temos informado aqui no Blog da Tribuna, a prescrição já até começou a ocorrer. Em determinados crimes, os réus do Mensalão só poderão cumprir pena se a condenação for pela pena máxima, porque as penas menores já estão prescritas.
Se a estratégia de Thomaz Bastos for vitoriosa no Supremo, deixaria no tribunal apenas três réus e mandaria para a primeira instância todos aqueles réus que não têm foro privilegiado no Supremo, entre eles José Dirceu e José Genoino.
Detalhe importante: o Supremo rejeitou a tese em 2006, quando a denúncia ainda não havia sido aceita pelo tribunal e o desmembramento fora proposto pelos advogados do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, operador do Mensalão.
Mas agora Thomaz Bastos alega ter novos argumentos para defender a tese e já conseguiu convencer parte dos ministros do STF de que será preciso analisar a questão novamente antes do julgamento, vejam a que ponto vai a influência dele.
A reportagem da Folha especula também que, sob orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parlamentares e petistas com trânsito no Judiciário foram destacados para apresentar aos ministros a tese de que o julgamento não deve ser político, mas uma análise técnica das provas que fazem parte do processo.
Os repórteres dizem que o foco mais evidente do assédio petista é o ministro José Dias Toffoli, que foi assessor do PT e advogado-geral da União no governo Lula. Emissários do ex-presidente já fizeram chegar a Toffoli a preocupação com a possibilidade de ele se considerar sob suspeição durante o julgamento do mensalão.
“Responsável pela indicação de Toffoli, o próprio Lula passou a reclamar dele. Segundo petistas, o ministro estaria emitindo sinais trocados sobre o julgamento”, dizem os repórteres da Folha, acrescentando que Toffoli pode se declarar impedido para julgar o caso, por causa de seu envolvimento com o PT e o governo Lula, e porque sua namorada foi advogada do ex-deputado Professor Luizinho (SP), que também é réu no mensalão e hoje está afastado da política.
Bem, de tiver um mínimo de caráter e dignidade, Toffoli terá de se declarar suspeito. É o que se espera de um magistrado.

Vintage trailer in Blogbar - How the west was Won (1962) Trailer



Comercial antigo - ESSO (Ópera Anos 60)



Charge do dia



Erlich - El País, es